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domingo, 3 de maio de 2026

Mensagem de A. Guterres para o dia mundial da imprensa

 

 


#diamundialdaliberdadedeimprensa 
#FreedomOfExpression #UNESCO #Journalism 


 



Mensagem do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, para o Dia Mundial da Imprensa:

"Costuma-se dizer que, na guerra, a verdade é a primeira vítima. Mas, com demasiada frequência, as primeiras vítimas são os jornalistas que arriscam tudo para relatar a verdade, não apenas na guerra, mas em todas as situações onde aqueles que detêm o poder receiam o escrutínio. 

Em todo o mundo, os profissionais da comunicação social enfrentam os riscos de censura, vigilância, assédio legal e até a morte. Os últimos anos registaram um aumento acentuado no número de jornalistas mortos, muitas vezes visados deliberadamente em zonas de guerra. Oitenta e cinco por cento de todos os crimes cometidos contra jornalistas não são investigados e ficam sem sentença: um nível de impunidade inaceitável. 

Pressões económicas, novas tecnologias e manipulação ativa estão também a colocar a liberdade de imprensa sob uma pressão sem precedentes. Quando o acesso a informação fidedigna acaba, a desconfiança ganha raiz. Quando o debate público é distorcido, a coesão social enfraquece. E quando o jornalismo é sabotado, as crises tornam-se mais difíceis de prevenir e de resolver. 

Toda a liberdade depende da liberdade de imprensa. Sem ela, não existem direitos humanos, nem desenvolvimento sustentável, nem paz. 

Neste Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, vamos proteger os direitos dos jornalistas e construir um mundo onde a verdade, e as pessoas que dizem a verdade, estejam em segurança."

 

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

As bibliotecas constroem encontros e derrubam muros

 

 #bibliotecasescolares 

 

Pode ser um desenho de coração e texto 

 

Livros são pontes que aproximam mundos, palavras e pessoas. Sem muros, sem ruído, sem fronteiras.

Numa biblioteca, aprende-se que a paz também se lê:
na escuta do outro, na empatia das histórias, na diversidade das vozes, no tempo que damos à compreensão.

Cada livro aberto é um gesto silencioso de diálogo.
Cada página virada é um treino de convivência.
E cada leitor que nasce é uma promessa de mais entendimento e menos conflito.

Promover a leitura é promover a paz:
a que começa dentro de cada pessoa e se estende à comunidade, à escola, ao mundo.

Porque as histórias não mudam apenas quem lê, mudam quem somos quando estamos juntos.

Votos de excelente 2026.

Promover a leitura e as literacias. Potenciar futuros.

Mensagem de Ano Novo da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) 

 

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Boas leituras e feliz Ano Novo!

 

#bibliotecaesccbvr 

 




A Biblioteca Escolar deseja a todos os seus leitores, e a toda a comunidade escolar, em geral, um excelente 2026.

Que este novo ano seja repleto de saúde, esperança e novas oportunidades de aprendizagem. Que os livros continuem a ser pontes para o conhecimento, a imaginação e o pensamento crítico, acompanhando cada leitor no seu percurso académico e pessoal.

A Biblioteca Escolar reafirma o seu compromisso de continuar a ser um espaço aberto, inclusivo e inspirador, ao serviço da leitura, da cultura, da informação e do saber, contribuindo para o sucesso educativo e para a formação integral de todos.

Que 2026 nos traga novos desafios, muitas descobertas e incontáveis páginas partilhadas.

Boas leituras e feliz Ano Novo!

A Biblioteca Escolar 
📚✨

 

sábado, 3 de maio de 2025

Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

 

 3 de maio

 



“A liberdade das pessoas depende da liberdade de imprensa. O jornalismo livre e independente é um bem público essencial. É a base da responsabilização, da justiça, da igualdade e dos direitos humanos.”

- António Guterres, Secretário-geral da ONU, 3 de maio de 2025

 

 


 

domingo, 22 de dezembro de 2024

Mensagem de Natal da Biblioteca Escolar

 

 

 






Caros membros da nossa Comunidade Escolar,

Neste período especial do ano, a Biblioteca Escolar deseja a todos um Natal repleto de alegria, união e esperança. Que esta época seja um convite para refletirmos sobre o poder das histórias que nos conectam, dos livros que nos inspiram e do conhecimento que nos transforma.

Que as páginas dos próximos dias sejam preenchidas com momentos de paz, amor e partilha, e que o novo ano nos traga ainda mais oportunidades para crescer juntos, explorar novos mundos através da leitura e cultivar a criatividade e a sabedoria.

Agradecemos por fazerem parte desta jornada literária e educativa ao longo do ano. Estamos ansiosos para continuar a construir, com todos vocês, uma comunidade ainda mais rica em cultura, aprendizagem e amizade.

Desejamos um Feliz Natal e um próspero Ano Novo a cada aluno, professor, funcionário e família!

Com votos de muita luz e inspiração,
 
A equipa da Biblioteca Escolar
 
 



quinta-feira, 17 de outubro de 2024

Dia Internacional da luta contra a pobreza

 

 

 
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A pobreza é uma praga global que afeta centenas de milhões de pessoas ao redor do mundo.

Mas a pobreza não é inevitável. É o resultado direto das escolhas que as sociedades e os governos fazem — ou deixam de fazer.

O tema deste ano lembra-nos que pessoas atoladas na pobreza enfrentam discriminação social e barreiras sistémicas que dificultam o acesso a serviços e apoio vitais.

Acabar com a pobreza global — e alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável — exige que os governos moldem instituições e sistemas que coloquem as pessoas em primeiro lugar.

Ela exige que priorizemos investimentos em trabalho decente, oportunidades de aprendizagem e proteção social que ofereçam caminhos para sair da pobreza.

E nos convoca a implementar integralmente o novo Pacto para o Futuro, apoiando um Estímulo aos ODS e reformando a arquitetura financeira global para ajudar os países em desenvolvimento a investir nos seus povos.

Erradicar a pobreza é uma base essencial para sociedades humanas e dignas que não deixam ninguém para trás.

Neste dia importante, vamos nos comprometer novamente a fazer da pobreza uma história. -
Secretário-Geral da ONU, António Guterres

 





Tema 2024: Acabar com os maus-tratos sociais e institucionais -Agir em conjunto por sociedades justas, pacíficas e inclusivas

A pobreza tem múltiplas dimensões, algumas visíveis e outras ocultas, mas todas interligadas. O tema deste ano destacará uma das Dimensões Ocultas da Pobreza, os maus-tratos sociais e institucionais sofridos por pessoas que vivem na pobreza, e considerará maneiras de agir em conjunto no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 16 (ODS16) para promover sociedades justas, pacíficas e inclusivas.

Pessoas a viver na pobreza enfrentam atitudes negativas. Elas são estigmatizadas, discriminadas, julgadas, por exemplo, pela sua aparência, sotaque, endereço - ou falta dele, culpadas pela sua situação e tratadas com desrespeito.

Os maus-tratos sociais criam um cenário para maus-tratos institucionais, com uma combinação de atitudes negativas, como desconfiança e desrespeito, bem como políticas e práticas discriminatórias de controle, negando às pessoas os seus direitos humanos fundamentais, por exemplo, acesso à saúde, educação, moradia e o direito à identidade legal.

Os maus-tratos sociais e institucionais interagem e amplificam-se mutuamente, alimentando essa violência de dois gumes e aprofundando a injustiça, e isso é mais pronunciado para as pessoas que enfrentam outras formas de preconceito, incluindo género, orientação sexual, raça ou etnia.

Uma compreensão significativa da pobreza e de como as diferentes formas de violência e dominação interagem entre si e impactam as pessoas em situação de pobreza é fundamental.

Experiências diárias de injustiça e desumanização minam a autoestima, destroem a agência pessoal, negam às pessoas a sua dignidade e a oportunidade de sair da pobreza. Os maus-tratos sociais e institucionais são uma perda catastrófica de potencial humano para a sociedade.
 
Fonte: https://www.un.org/en/observances/day-for-eradicating-poverty
 

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Dia Internacional da Língua Materna


21 de fevereiro de 2022



7.000. Esse é o número de idiomas falados em todo o mundo hoje.
A diversidade linguística é o nosso tesouro comum repleto de herança cultural e intelectual.
Devemos preservá-lo!




Ao manifestar o desejo de se reencontrar com a sua linguagem, Hamet, o menino criado pelo escritor Diadié Dembélé, expressa uma necessidade universal e fundamental. De fato, toda a língua tem um certo ritmo, uma certa maneira de abordar as coisas, de pensar sobre elas. Aprender ou esquecer uma língua não é, portanto, apenas adquirir ou perder um meio de comunicação. Trata-se de ver um mundo inteiro aparecer ou desaparecer.

Desde o primeiro dia de aulas, muitos alunos têm a experiência ambivalente de descobrir uma língua - e o mundo de ideias que a acompanha - e esquecer outra: a língua que conhecem desde a infância. Em todo o mundo, quatro em cada dez alunos não têm acesso à educação na língua que falam ou entendem melhor; como resultado, a base para sua aprendizagem é mais frágil.

Este distanciamento da língua materna afeta-nos a todos, pois a diversidade linguística é um bem comum. E a proteção da diversidade linguística é um dever.

A tecnologia pode fornecer novas ferramentas para proteger a diversidade linguística. Tais ferramentas, por exemplo, facilitando a sua divulgação e análise, permitem-nos registar e preservar linguagens que às vezes existem apenas na forma oral. Simplificando, elas fazem dos dialetos locais uma herança partilhada.

No entanto, como a Internet representa um risco de uniformização linguística, também devemos estar cientes de que o progresso tecnológico servirá ao plurilinguismo apenas enquanto nos esforçarmos para que isso aconteça. O desenho de ferramentas digitais em vários idiomas, o suporte ao desenvolvimento de media e o suporte ao acesso à conectividade: tudo isso precisa de ser feito para que as pessoas possam descobrir diferentes idiomas sem abrir mão das suas respetivas línguas maternas.

A Década Internacional das Línguas Indígenas, que começou este ano, deve, ao canalizar os esforços de pesquisadores, locutores e palestrantes, dar um novo impulso à proteção desses inestimáveis ​​repositórios de know-how e visões de mundo. Como agência líder do trabalho relacionado com a Década, a UNESCO está totalmente comprometida com essa causa.

Neste dia internacional, exorto, assim, todos os que podem fazê-lo a defender a diversidade linguística e cultural, que constitui a gramática universal da nossa humanidade partilhada.

Mensagem de Audrey Azoulay, Diretora-Geral da UNESCO, por ocasião do Dia Internacional da Língua Materna (IMLD), 21 de fevereiro de 2022




#MotherLanguageDay
What's your mother language?




📌 Consulte o Atlas das Línguas do Mundo em Perigo da UNESCO.



sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Mais mulheres em STEM!

 

#WomenInScience
Dia Internacional das mulheres e meninas na Ciência




As carreiras profissionais não têm género



Mensagem conjunta de Sima Bahous, Diretora Executiva da ONU Mulheres e Audrey Azoulay, Diretora-Geral da UNESCO por ocasião do Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência, 11 de fevereiro


Os principais desafios que o mundo enfrenta hoje, do COVID-19 às mudanças climáticas, precisam das nossas mentes científicas mais brilhantes para os resolver. No entanto, apenas um em cada três cientistas é uma mulher. Essa disparidade gritante não apenas limita a nossa capacidade de encontrar soluções para os nossos desafios comuns, mas também nos impede de construir as sociedades de que precisamos. E a disparidade é sistémica.

As mulheres também permanecem sub-representadas entre os cientistas seniores na academia. De acordo com o Relatório de Ciência da UNESCO de 2021 , elas recebem menos financiamento de pesquisa do que os homens e têm menos probabilidade de serem promovidas. Também no setor privado, as mulheres estão menos presentes na liderança das empresas e em cargos técnicos nas indústrias de tecnologia. A falta de igualdade de oportunidades no local de trabalho está a afastar as mulheres das profissões de investigação.

Devemos colocar o princípio da igualdade em ação para que a ciência funcione para as mulheres, porque muitas vezes trabalha contra elas – por exemplo, quando algoritmos perpetuam os preconceitos dos seus programadores. Apesar da escassez de mão de obra nesse campo, estudos mostram que as mulheres representam apenas 22% dos profissionais que trabalham em inteligência artificial e 28% dos graduados em engenharia. E quando fundaram as suas próprias start-ups, as mulheres recebem menos de 3% do capital de risco total em comparação com os homens.

O primeiro passo para mudar isso é oferecer mais oportunidades em ciência e inovação para as mulheres. É por isso que a UNESCO e a ONU Mulheres se esforçam para colocar as meninas na educação científica e para garantir seu lugar de direito nessas profissões e indústrias.

No ano passado, o Generation Equality Forum lançou a Action Coalition on Technology and Innovation for Gender Equality. O seu objetivo é duplicar a proporção de mulheres que trabalham na tecnologia e inovação até 2026 e garantir que as mulheres e as meninas participem plenamente na busca de soluções para os problemas grandes, complexos e interdisciplinares que enfrentamos. Fazer isso requer soluções positivas para aumentar a representação, bem como a vigilância constante para erradicar a discriminação de longa data e o preconceito inconsciente.

Trabalhar em conjunto nos setores público e privado e entre gerações pode trazer mudanças positivas, como eliminar os estereótipos de género na educação e implementar políticas para atrair e apoiar mulheres cientistas na força de trabalho.

A ciência deriva da curiosidade universal que nos torna humanos, fazendo as perguntas que são comuns a todos nós. Precisamos urgentemente disso para construir ecossistemas de ciência e tecnologia mais inclusivos, transformadores e responsáveis, livres de preconceitos e discriminação. Ao fazê-lo, poderemos acelerar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e enfrentar os desafios que afetam a todos nós.

Joint message from Ms Sima Bahous, Executive Director of UN Women and Ms Audrey Azoulay, Director-General of UNESCO on the occasion of the International Day of Women and Girls in Science, 11 February. (2022). Retrieved 11 February 2022, from https://www.unwomen.org/en/news-stories/statement/2022/02/joint-message-from-ms-sima-bahous-executive-director-of-un-women-and-ms-audrey-azoulay-director-general-of-unesco-on-the-occasion-of-the-international-day-of-women-and-girls-in-science-11-february






Mais mulheres em #STEM!
A realidade é impressionante: ⚠️ Apenas 33% dos cientistas são mulheres. Este campo ainda é fortemente dominado por homens.



quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Dia Mundial em Memória das Vítimas do Holocausto



"O silêncio perante o ódio é cumplicidade"


Mensagem do Secretário-Geral da ONU, António Guterres


“Esquecer os mortos seria como matá-los pela segunda vez.”
-Elie Wiesel

#WeRemember 
* a campanha da UNESCO / WJC está em curso na nossa escola. 
Veja no Instagram, no Twitter e no Facebook








* 
#WeRemember é uma campanha global de comemoração do Congresso Judaico Mundial (WJC) e da UNESCO para aumentar a consciencialização sobre a importância da cultura da lembrança para o presente. 

Desde 2017, o WJC e a UNESCO convidam todas as pessoas a participar na campanha e postar uma foto com a hashtag #WeRemember para expressar o seu compromisso com a lembrança do Holocausto.

sábado, 27 de março de 2021

Mensagem do Dia Mundial do Teatro

 


O Dia Mundial do Teatro foi iniciado em 1961 pelo Instituto Internacional de Teatro (ITI). É celebrado anualmente no dia 27 de março pelos Centros ITI e pela comunidade internacional de teatro. Vários eventos teatrais nacionais e internacionais são organizados para marcar esta ocasião. Uma das mais importantes é a circulação da Mensagem do Dia Mundial do Teatro, através da qual, a convite do ITI, uma figura de estatura mundial partilha as suas reflexões sobre o tema do Teatro e da Cultura de Paz. A primeira Mensagem do Dia Mundial do Teatro foi escrita por Jean Cocteau em 1962.

Helen Mirren, atriz de teatro, cinema e televisão é a autora da mensagem do Dia Mundial do Teatro 2021







“Este tem sido um momento muito difícil para o espetáculo ao vivo e muitos artistas, técnicos, artesãos e artesãs têm lutado, numa profissão já de si plena de insegurança. 

Talvez essa omnipresente insegurança os tenha tornado mais aptos a sobreviver a esta pandemia com sagacidade e coragem. 

Nestas novas circunstâncias, a sua imaginação já se traduziu em inventivas, divertidas e comoventes formas de comunicar, graças, claro, em larga medida, à internet. 

Os seres humanos contam histórias uns aos outros desde que estão no planeta. A bela cultura do teatro viverá enquanto nós ficarmos aqui. 

O impulso criativo de escritores, desenhadores, bailarinos, cantores, atores, músicos, encenadores, nunca será sufocado e no futuro muito próximo ele florescerá com uma nova energia e um novo entendimento sobre o mundo que todos partilhamos. 

Mal posso esperar!"

Tradução: Ricardo Simões / Teatro do Noroeste - Centro Dramático de Viana - Portugal


sábado, 6 de março de 2021

Dia internacional da mulher

 







Mulheres na liderança:
Alcançando um futuro igual num mundo COVID-19


As mulheres estão na linha da frente da crise do COVID-19, como profissionais de saúde, cuidadoras, inovadoras, organizadoras comunitárias e como alguns dos líderes nacionais mais exemplares e eficazes no combate à pandemia. A crise destacou a centralidade das suas contribuições e os fardos desproporcionais que as mulheres carregam.

O tema deste ano para o Dia Internacional, "Mulheres na liderança: Alcançando um futuro igual em um mundo COVID-19", celebra os enormes esforços de mulheres e meninas em todo o mundo para moldar um futuro mais igualitário e recuperação da pandemia COVID-19.







Mensagem do Secretário-Geral da ONU 2021, António Guterres


A pandemia COVID-19 apagou décadas de progresso em direção à igualdade de género.

De grandes perdas de empregos a cargas explosivas de cuidados não remunerados, de escolaridade interrompida a uma crise crescente de violência e exploração doméstica, as vidas das mulheres foram destruídas e os seus direitos corroídos.

As mães - especialmente as mães solteiras - enfrentaram ansiedade e adversidades agudas.

As consequências vão durar muito mais que a pandemia.

Mas as mulheres também estão na linha de frente da resposta à pandemia.

Elas são os trabalhadores essenciais para manter as pessoas vivas e manter as economias, comunidades e famílias unidas.

Elas estão entre os líderes que mantiveram as taxas de prevalência mais baixas e os países no caminho da recuperação.

O Dia Internacional da Mulher deste ano destaca o poder transformador da participação igualitária das mulheres.

Vemos isso nas Nações Unidas, onde estou orgulhoso por termos alcançado a paridade de género em cargos de liderança da ONU pela primeira vez na história.

A evidência é clara.

Quando as mulheres lideram no governo, vemos maiores investimentos na proteção social e maiores avanços contra a pobreza.

Quando as mulheres estão no parlamento, os países adotam políticas de mudança climática mais rígidas.

Quando as mulheres estão na mesa da paz, os acordos são mais duradouros.

E com as mulheres a servir agora em número igual nos cargos de liderança nas Nações Unidas, vemos uma ação ainda mais concertada para garantir a paz, o desenvolvimento sustentável e os direitos humanos.

Num mundo dominado por homens com uma cultura dominada por homens, a igualdade de género é essencialmente uma questão de poder.

Os homens são uma parte essencial da solução.

Exorto os países, empresas e instituições a adotar medidas e cotas especiais para promover a participação igualitária das mulheres e alcançar mudanças rápidas.

À medida que recuperamos da pandemia, os pacotes de apoio e estímulo devem ser direcionados especificamente às mulheres e meninas, inclusive por meio de investimentos em empresas pertencentes a mulheres e na economia de cuidados.

A recuperação da pandemia é a nossa oportunidade de deixar para trás gerações de exclusão e desigualdades.

Seja dirigindo um país, uma empresa ou um movimento popular, as mulheres estão a fazer contribuições que atendem a todos e impulsionam o progresso em direção aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

É hora de construir um futuro igual. Este é um trabalho para todos - e para o benefício de todos.

Obrigada.



sábado, 20 de junho de 2020

Mensagem | Dia mundial do refugiado



Mensagem de António Guterres, Secretário-Geral da ONU






Quase 80 milhões de mulheres, crianças e homens em todo o mundo foram expulsos de suas casas como refugiados ou deslocados internamente. Ainda mais chocante: só no ano passado, fugiram dez milhões dessas pessoas.

No Dia Mundial do Refugiado, comprometemo-nos a fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para acabar com o conflito e a perseguição que conduzem a esses números assustadores.

Hoje, também reconhecemos a generosidade e a humanidade das comunidades e países anfitriões que frequentemente enfrentam as suas próprias preocupações económicas e de segurança. Devemos a esses países o nosso agradecimento, o nosso apoio e o nosso investimento.

Todos nós devemos trabalhar para restabelecer a integridade do regime internacional de proteção a refugiados e implementar as promessas feitas no Fórum Global para Refugiados, para que refugiados e comunidades anfitriãs recebam o apoio de que precisam.

Este ano, a pandemia do COVID-19 representa uma ameaça adicional aos refugiados e deslocados, que estão entre os mais vulneráveis. No meu recente Resumo de Políticas sobre COVID-19 e People on the Move apelei aos governos para garantir que eles sejam incluídos em todos os esforços de resposta e recuperação. Refugiados e pessoas deslocadas também são proeminentes entre os que se estão a preparar para fazer a diferença nas linhas de frente da resposta.

De acampamentos em Bangladesh a hospitais na Europa, os refugiados estão a trabalhar como enfermeiros, médicos, cientistas, professores e em outros papéis essenciais, protegendo-se e retribuindo às comunidades que os acolhem.

No Dia Mundial do Refugiado, agradecemos aos refugiados pela sua desenvoltura e determinação em reconstruir as suas próprias vidas e melhorar a vida das pessoas ao seu redor.

Hoje e todos os dias, mantemos a unidade e a solidariedade com os refugiados e reconhecemos nosso dever fundamental de acolher todos aqueles que fogem da guerra e da perseguição. 
António Guterres



quinta-feira, 2 de abril de 2020

Fome de palavras




Cartaz de André Letria






A mensagem do International Board of Books for Young People (IBBY), de 2020, é da responsabilidade da Eslovénia:


Na minha terra, os arbustos florescem em finais de abril, início de maio, elogo se enchem de casulos de borboletas. Parecem bolas de algodão ou pedacinhos de algodão doce, mas as crisálidas que ali de desenvolvem devoram folha após folha, até os arbustos ficarem despidos. Quando as borboletas saem destes casulos, iniciam os seus voos delicados, mas os arbustos não são destruídos. E quando chega o Verão, florescem novamente, e assim acontece ano após ano.

É isto que sucede ao escritor e ao poeta. São devorados, esvaziados pelas suas histórias ou poemas: quando estes já estão escritos, saem a voar para acabar nos livros e poderem encontrar os seus ouvintes ou leitores. E isto repete-se uma vez, e outra vez.

O que acontece aos poemas e às histórias? Conheço um menino que foi operado aos olhos. Depois da cirurgia, teve de ficar duas semanas deitado sobre o lado direito. Durante um mês, não pode ler, não pode ler mesmo nada. Quando ao fim de um mês e meio pegou finalmente num livro, parecia que o livro era uma tigela onde apanhava palavras à colher. Como se as comesse. Como se verdadeiramente as comesse.

Conheço uma rapariga que cresceu e é agora professora. Disse-me:
coitadas das crianças a quem os pais não leem livros.

As palavras nos poemas e nos contos são comida. Não são comida para o corpo: ninguém pode encher o estômago com elas. São comida para o espírito e para a alma. Quando temos fome e sede, o estômago encolhe-se e a boca seca.

Procuramos um pedaço de pão, um prato de arroz, de milho, um peixe ou uma banana. Quanto mais fome se tem, mais a atenção diminui, e já não se vê mais nada para lá do pedaço de comida que nos saciaria.

A fome de palavras não se manifesta deste modo, mas adquire a forma da melancolia, do esquecimento, da arrogância. As pessoas que sofrem este tipo de fome não percebem que as suas almas tremem de frio e lhes passam ao lado. Uma parte do mundo foge-lhes das mãos sem que disso tenham consciência.

Esta fome pode ser saciada com contos e poemas.

Mas haverá esperança para aqueles que nunca se alimentaram de palavras para satisfazer a fome?

Sim, há. O menino lê quase todos os dias. A menina que já cresceu e se tornou professora lê histórias aos seus alunos. Todas as sextas. Todas as semanas. Se um dia se esquecer, os alunos vão lembrá-la.

E quanto ao escritor e ao poeta? Quando chegar o Verão, ficarão novamente verdes. E mais uma vez serão comidos pelas histórias e pelos poemas que escrevem, que voarão em todas as direções, como borboletas. Uma vez, e ainda outra vez.

Peter Svetina (n. 1970, Ljubljana, Eslovénia)
Tradução: Maria Carlos Loureiro


Dia Internacional do Livro Infantil



Tema 2020 : Fome de Palavras





Dia Dia Mundial do Livro Infantil
2020
2 de abril
Apenas viver não é suficiente, disse a borboleta,
É preciso ter sol, liberdade e uma pequena flor.
Hans Christian Andersen


O Dia Internacional do Livro Infantil assinala, a 2 de abril, a data do nascimento de Hans Christian Andersen. 

Este ano o cartaz português que assinala este dia é da autoria de André Letria, vencedor do Prémio Nacional de Ilustração em 2019.


Mensagem da Dra. Teresa Calçada, Comissária do PNL2027



sexta-feira, 27 de março de 2020

Dia Mundial do Teatro



Mensagem da Sociedade Portuguesa de Autores 
por FERNANDA LAPA

"Apostemos na força do Teatro para as transformações que os nossos tempos exigem."







       POR QUE SE ESCOLHE SER DRAMATURGO  

É no Homem, nas suas urgentes e sangrentas ansiedades, que está a raiz da atual criação dramática.
Alguns dramaturgos realizam a descida aos infernos, testemunham o mundo tal como o veem através das grades do seu cárcere de angústia e desespero, despem os homens dos adereços enfeitantes que a prática de normas sociais seculares lhes emprestou, denunciam o desnaturado das relações humanas mais aceites e, em gritos agónicos de linguagem atomizada uivam a sua incapacidade de reajuntarem o que o uso, a mentira, a injustiça e o desamor separaram cruelmente.
Porque se escolhe ser dramaturgo e não romancista ou poeta? Esta opção traz implícitas muitas consequências e uma delas é que o homem de teatro necessita do público de uma maneira carnal, pois o teatro é, em si mesmo, a expressão artística mais carnal de todas, uma expressão em que o verbo ou a sugestão ou a situação emocional elaborada pelo autor, tem de ser encarnada por um actor, que cada vez que a peça está no palco a diz ao vivo para um público vivo. E se há pessoa mais ansiosa desse sentimento de aproximação, de comunicabilidade com o público, de amor, na ideia mais lata do termo, é o dramaturgo, que não prescinde dessa fusão carnal que constituem os elementos do teatro.
(palavras de Bernardo Santareno)


Neste ano em que se comemora o Centenário de um dos grandes dramaturgos portugueses que, pagando muito caro, nos ofereceu as mais ricas e complexas personagens do nosso teatro e os temas mais fracturantes da nossa sociedade do século XX, seria, para mim, impensável não o tornar centro e símbolo da luta constante da gente de teatro por uma Cultura Para Todos, onde o Teatro se inscreva como Serviço Público.

Sensível que sou às questões que afetam as mulheres no seu dia a dia – quer no que diz respeito ao âmbito social e familiar, quer na igualdade de direitos laborais, não posso deixar de referir que o Teatro português, como muito do teatro que se faz lá fora, continua a sofrer de um deficit democrático. As mulheres de teatro continuam em situação de subalternidade e isto apesar de nas Escolas Profissionais ou no Ensino Superior elas serem a maioria. O facto é: que há muito mais desemprego feminino no Teatro português, que a maior parte das Companhias existentes são dirigidas por homens, que as, poucas, que são dirigidas por mulheres, estão na cauda dos apoios estatais e que os apoios que recebem, além de escassos, se inscrevem, sobretudo, nos apoios Pontuais ou Bianuais. 

O medo e a recusa do Outro/Desconhecido, o medo e a recusa de encarar a realidade que nos cerca, onde o preconceito, o racismo, a homofobia, a xenofobia, a guerra e a pobreza, teimam em se instalar, são temáticas a que o Teatro português não pode alhear-se, sob pena de se autodestruir, renegando assim o Teatro dos grandes Mestres, desde os Gregos a Shakespeare, desde Gil Vicente a Brecht ou a Caryl Churchill – em suma todos aqueles que nos continuam a emocionar e a fazer pensar. Amar o Teatro e o Público não é um conceito abstracto. Amar não pode ser uma palavra sem conteúdo e, tal como a palavra Drama, contém o sentido de acção. Porque amo, eu actuo em favor de quem, ou daquilo que eu amo. Muitas vezes para defender esse amor é preciso lutar. E é por isso que nós, homens e mulheres de Teatro, homens e mulheres do Público temos o dever imperioso de continuar a lutar por um Teatro digno do nosso País e por uma classe teatral dignificada.

Aproveitemos este dia 27 de março de 2020, para proclamar que todo o ano terá de ser de Teatro. Exijamos um Plano de Desenvolvimento Teatral com futuro. Apostemos na força do Teatro para as transformações que os nossos tempos exigem. E porque março é o mês das Mulheres procuremos a igualdade nesse Plano. E porque conhecemos as condições miseráveis em que muitos dos nossos reformados vivem considere-se nesse Plano um sistema de remunerações digno.

Viva o Teatro, os seus agentes e o seu público.


Fernanda Lapa
(Actriz, Encenadora e Directora da Escola de Mulheres-Oficina de Teatro)



segunda-feira, 23 de março de 2020

É tempo de parar









É tempo de parar. 
É tempo de fazer uma pausa, pelo bem do mundo. 
Por enquanto, podemos sonhar com aqueles dias incríveis que virão. 
Estamos nisto juntos.



domingo, 6 de outubro de 2019

MIBE 2019 | Mensagem da Dra. Manuela Pargana Silva, Coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares





Outubro | Mês Internacional das Bibliotecas Escolares






Estimado(a)s Professore(a)s Bibliotecário(a)s,


Encontramo-nos no início de um novo ano letivo e é tempo de definir caminhos e desejar bons recomeços, relembrando a biblioteca e o seu papel no contexto da escola atual.

Nos últimos anos, têm-se multiplicado os desafios lançados às escolas: surgiu um perfil do aluno que exige o desenvolvimento de competências adaptadas à sociedade atual, evidencia-se a necessidade de entender todos os alunos como indivíduos com singularidades que obrigam a práticas integradoras e capazes de responder à diferença, define-se uma estratégia nacional de educação para a cidadania…

Assim, é imperativo encontrar novas formas de fazer, dentro e fora da sala de aula. As escolas são convocadas a adotar soluções criativas, a fomentar e a implementar parcerias, a gerir os currículos, adequando-os aos diferentes contextos.

Para dar resposta a estes desafios, a escola tem na biblioteca escolar e em vós, professores bibliotecários, parceiros naturais, quer através do apoio ao desenvolvimento de uma aprendizagem informal e autónoma, quer através do seu trabalho em estreita articulação com os docentes, potenciador de uma ação pedagógica eficaz e inovadora.

Os instrumentos que, por vosso intermédio, a Rede de Bibliotecas Escolares coloca à disposição das escolas (o referencial Aprender com a biblioteca escolar e os sítios com ele relacionados, o sítio Cidadania e Biblioteca Escolar: pensar e intervir, entre outros, bem como todos os projetos que promovemos) convocam para diversos modos de aprender.

Neste mês de outubro, internacionalmente celebrado como o mês das bibliotecas escolares, é-nos proposto pela IASL o lema Vamos imaginar…

Vamos imaginar… que os nossos alunos reconhecem o valor do património humano nas suas diferentes vertentes, que aprendem a criar, a pensar, a intervir, a fundamentar as suas opiniões, a melhorar a sua relação consigo, com os outros e que encontram o seu lugar no mundo.

Vamos imaginar… que se estabelecem pontes entre os vários agentes educativos na escola e que todos juntos construímos uma escola criativa, motivadora e geradora de um futuro promissor.

Vamos imaginar… que as bibliotecas respondem aos sonhos dos nossos alunos, dos nossos professores e da nossa escola.

Com o vosso trabalho, empenho e constante esforço de atualização, sei que podemos ir além de imaginar, concretizando muitos destes desafios.

Neste arranque de um mês tão simbólico para as bibliotecas, venho desejar os maiores sucessos ao longo deste ano letivo, sabendo-se que o êxito coletivo resulta dos bons resultados de cada um.


Cordialmente,

Manuela Pargana Silva

Coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares



segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Dia Internacional da Juventude








Tema de 2019: Transformar a Educação




Mensagem de Audrey Azoulay, Diretora-Geral da UNESCO, por ocasião do Dia Internacional da Juventude 


Em todo o mundo, os jovens enfrentam desigualdades no âmbito da educação. No entanto, eles também são agentes fundamentais da transformação da educação que reivindicamos. As suas ideias e espírito inovador precisam de ser ouvidos para alcançarmos os nossos objetivos comuns definidos na Agenda 2030, que é nossa maior oportunidade de construir sociedades mais inclusivas e justas.

A educação é o principal centro de ação da UNESCO com vista a um mundo onde a educação de qualidade está disponível para todos e ninguém é deixado para trás. A educação não consiste apenas em obter um diploma, mas também em aprender, construir sistemas que permitam que jovens, mulheres e homens, adquiram novas habilidades e qualificações e contribuam significativamente para o avanço das sociedades.

É por isso que transformar a educação é fundamental para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Por ocasião do Dia Internacional da Juventude, a UNESCO reforça a sua reivindicação por uma educação mais inclusiva e acessível para todos os jovens, em todos os cantos do mundo. Devemos, assim, minimizar as barreiras à aprendizagem e garantir a inclusão de todos os alunos na educação. Os jovens devem participar plenamente na reformulação de uma educação que é para eles e a eles pertence.

Se não incluirmos as opiniões de jovens, mulheres e homens, membros da comunidade LGBTQ+, jovens indígenas, jovens com deficiências ou jovens migrantes na construção dos nossos sistemas educacionais, todos iremos perder algo valioso; a riqueza de entender diferentes culturas e formas de pensar, o tesouro que é aprender com o outro.

Hoje, a UNESCO trabalha com os jovens como colaboradores proativos e não apenas como beneficiários nos seus programas e projetos. Os jovens estão altamente empenhados no nosso esforço de reduzir desigualdades e de construir sociedades pacíficas por meio da nossa Iniciativa Espaço da Juventude, da Rede de Ação dos Jovens para o Clima e do Projeto para Prevenção do Extremismo Violento, apenas para citar alguns projetos. Estamos a envidar esforços especiais para promover planos que atendam às questões de género e de deficiência e que sejam sensíveis a crises, nomeadamente a situação especial dos refugiados e das pessoas deslocadas à força. 

Vamos reforçar o nosso compromisso coletivo de garantir que os sistemas de educação em todo o mundo não apenas eliminam todas as formas de discriminação, mas também permitem que os jovens sejam agentes de mudança, pois, como disse Rumi, “eles não são uma gota no oceano, eles são o oceano inteiro numa gota”. 

(Tradução da nossa responsabilidade)




sábado, 8 de junho de 2019

Dia Mundial dos Oceanos | Género e Oceanos


8 de junho

#WorldOceansDay #SaveOurOcean #BeatPlasticPollution


"Confrontar a desigualdade de género é essencial para alcançar os Objetivos relacionados com os oceanos e as metas da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Precisamos de garantir o fim das condições inseguras de trabalho e assegurar que as mulheres tenham um papel igual na gestão das atividades relacionadas com os oceanos".
- Secretário-Geral da ONU, António Guterres








Celebramos o Dia Mundial dos Oceanos para lembrar a todos o importante papel que os oceanos têm na vida quotidiana. Eles são os pulmões do nosso planeta, fornecendo a maior parte do oxigénio que respiramos. O objetivo do Dia é informar o público sobre o impacto das ações humanas nos oceanos, desenvolver um movimento mundial de cidadãos para o oceano e mobilizar e unir a população mundial num projeto para a gestão sustentável dos oceanos. Eles são uma importante fonte de alimentos e medicamentos e uma parte crítica da biosfera. 

É um dia para celebrarmos juntos a beleza, a riqueza e as promessas dos oceanos.








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Nos últimos dez anos, o Dia Mundial dos Oceanos tem-nos oferecido a oportunidade de sensibilizar o público para a importância dos nossos oceanos, e sublinhar a nossa responsabilidade individual e coletiva na utilização sustentável e na preservação do maior ecossistema do nosso planeta.

Os oceanos são um dos requisitos indispensáveis para a existência de vida na Terra. Fonte de água doce, produzem a metade do oxigénio que respiramos e exercem uma poderosa influência sobre o nosso clima. Ora, os oceanos estão ameaçados. O aquecimento climático, a acidificação, a poluição, as zonas mortas, a proliferação de algas nocivas e a degradação dos ecossistemas revelam a forma como a atividade humana tem impacto nos nossos oceanos.

De acordo com o primeiro Relatório de Avaliação Mundial sobre a Biodiversidade, elaborado pela Plataforma Intergovernamental de Política Científica sobre Biodiversidade e Ecossistemas (IPBES), lançado na UNESCO a 6 de maio, a poluição de plástico nos oceanos é um problema particularmente premente uma vez que foi multiplicada por dez, desde 1980. Os resíduos plásticos provocam, todos os anos, a morte de mais de um milhão de aves marinhas e 100 000 mamíferos marinhos.

Esta situação deveria impelir-nos à união em prol da preservação do nosso património ambiental comum. Deveria levar a humanidade a entender o quão importante é mantermos o Oceano são, do qual depende a nossa vida, assim como o clima, o nosso bem-estar e, mais que tudo, o nosso futuro. As ameaças que pesam sobre os oceanos exigem uma ação coletiva e urgente para inverter a tendência atual. Por este motivo, a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou a Década das Nações Unidas para as Ciências Oceânicas ao serviço do Desenvolvimento Sustentável (2021-2030), cuja preparação está a cargo da COI - Comissão Oceanográfica Intergovernamental da UNESCO.

Esta Década visa promover a colaboração científica internacional, assim como a gestão sustentável dos nossos oceanos e das nossas zonas costeiras, através da interação entre as ciências e políticas diversas. Visa igualmente mobilizar os cidadãos de todas as culturas e de todos os povos, além das clivagens de género e de gerações, em prol da preservação dos oceanos, pois disso depende a sobrevivência da nossa espécie.

Como afirma Sylvia Earle, mulher pioneira no domínio das ciências oceânicas, temos que cuidar do Oceano - como se dele dependesse a nossa vida – porque de facto ela depende dele.

Temos que proporcionar a cada cidadão os meios para cuidar dos nossos oceanos, e permitir que todas as mulheres desempenhem um papel transformador e ambicioso na compreensão, exploração, proteção e gestão sustentável do Oceano. Por esse motivo, esta edição especial do Dia Mundial dos Oceanos faz a ligação entre os temas da igualdade de género e da preservação dos oceanos.

As mulheres participam em todos as vertentes da nossa interação com os oceanos, desde a pesca até à conservação; contudo, as suas vozes raramente são ouvidas ao nível da tomada de decisão.

Do domínio da indústria marítima ao das ciências oceânicas, a desigualdade de género persiste. O Relatório Mundial sobre a Ciência Oceânica da Comissão Oceanográfica Intergovernamental da UNESCO salienta que as mulheres representam apenas 38% de todos os cientistas nesta área. As mulheres representam 50% dos efetivos das indústrias e serviços marítimos e costeiros, mas os seus salários continuam a ser inferiores aos dos homens.

Se quisermos reequilibrar a trajetória da humanidade e fomentar soluções inovadoras para os nossos oceanos, temos que garantir a diversidade e a inclusão dos géneros a todos os níveis.

Os oceanos não representam apenas um campo de ação cada vez mais determinante para se alcançar a igualdade de género, representam também a construção de uma sociedade mais equitativa, em termos de género, pressupõem ainda a capacitação das mulheres e das raparigas para que possam ser protagonistas de uma mudança benéfica em prol dos oceanos, como tão bem referiu Sylvia Earle, que soube lutar incessantemente contra a discriminação para contribuir para as ciências oceânicas e para a sensibilização do público para os oceanos.

Integrar a igualdade de género em todos os níveis da Década para as Ciência Oceânica contribuirá para que, até 2030, as mulheres desempenhem, à semelhança dos homens, um papel preponderante nas ciências oceânicas e na gestão dos oceanos, para que possamos beneficiar dos oceanos de que precisamos para um futuro próspero, sustentável e seguro do ponto de vista ambiental.



Mensagem da Diretora-Geral da UNESCO, Audrey Azoulay, por ocasião do Dia Mundial dos Oceanos 2019