Para celebrar o 150.º aniversário do nascimento, em 2025, e o 100.º aniversário da morte, em 2026, do grande poeta alemão Rainer Maria Rilke, o Goethe Institut lançou um concurso criativo, inspirado no poeta, a partir de dois poemas famosos de Rainer Maria Rilke, para os alunos de Alemão.
Os alunos do 10ºH criou uma versão sonora intitulada “Vorbei”, a partir do poema “Herbsttag“, tendo sido os vencedores nessa categoria.
HERBSTTAG
Herr: es ist Zeit. Der Sommer war sehr groß. Leg deinen Schatten auf die Sonnenuhren, und auf den Fluren laß die Winde los. Befiehl den letzten Früchten voll zu sein; gieb ihnen noch zwei südlichere Tage, dränge sie zur Vollendung hin und jage die letzte Süße in den schweren Wein. Wer jetzt kein Haus hat, baut sich keines mehr. Wer jetzt allein ist, wird es lange bleiben, wird wachen, lesen, lange Briefe schreiben und wird in den Alleen hin und her unruhig wandern, wenn die Blätter treiben.
No
dia 5 de maio, a Biblioteca Escolar, em articulação com o Departamento
de Línguas Românicas e Clássicas, convida toda a comunidade educativa a
celebrar o Dia Mundial da Língua Portuguesa, uma data que destaca a
riqueza, a diversidade e a vitalidade da língua que nos une a milhões de
falantes em todos os continentes.
Para
assinalar esta efeméride, será dinamizado um Intervalo Cultural
especialmente dedicado à palavra dita, cantada e sentida. Haverá música,
poesia, declamação e canto, num momento de encontro entre vozes, ritmos
e expressões que revelam a pluralidade da nossa língua e a criatividade
dos nossos alunos.
Esta
iniciativa pretende valorizar o património linguístico comum, promover o
contacto com diferentes manifestações artísticas e reforçar o papel da
escola como espaço de cultura, partilha e celebração.
Amanhã, dia 23 de janeiro, irá ter lugar mais uma edição do Escola a ler (em contexto de sala de aula e noutros espaços escolares), dedicada a Luís de Camões.
Os
textos objeto de leitura em voz alta (leitura a solo, a
pares, coral, ...) serão colocados pela Biblioteca em todas as
salas de aula (no turno da manhã, às 10:30, e no turno da tarde, às 14:15) e em vários espaços da escola no "Aqui também há poesia".
Deste modo, respondemos, também, à sugestão da Rede de Bibliotecas de que, neste dia, se proceda à leitura simultânea de textos camonianos, no país e no estrangeiro. "Trata-se de uma experiência coletiva de leitura e apreciação da obra de Camões, à escala nacional e internacional, fortalecendo o vínculo cultural com a obra do poeta, através de uma ação sincronizada que una os alunos de todas as faixas etárias em torno do legado camoniano." (RBE).
📌Recomenda-se o registo do momento com fotografias ou vídeos para partilhar nos canais digitais da biblioteca, da escola, da autarquia e da RBE (assegurando-se sempre as questões relacionadas com a proteção de dados).
“Nós sofremos de uma doença incurável: a esperança.”
- Mahmoud Darwich
Mahmoud Darwich (1941–2008) foi um poeta, escritor e intelectual palestino, amplamente considerado o maior poeta da Palestina e uma das vozes mais importantes da poesia árabe moderna.
É conhecido por transformar a experiência palestiniana de exílio, ocupação, perda e identidade em poesia de grande força lírica e universal, indo além do discurso político direto.
Um dia, serei o que quero ser. Um dia, serei um pensamento que nenhuma espada nem livro carregará para a terra devastada. Um pensamento como chuva numa montanha fendida por uma folha de erva onde o poder não trinfará e a justiça não será fugaz.
Um dia, serei o que quero ser.
Um dia, serei um pássaro, e arrancarei o meu ser do nada.
Excerto
Volta a ser criança. Ensina-me a poesia. Ensina-me o ritmo do mar. Restitui às palavras a sua inocência primeira. Faz-me nascer de um grão de trigo, não de uma ferida. Faz-me nascer e devolve-me a um mundo anterior ao significado para que possa abraçar-te na erva. Ouves-me? A um mundo anterior ao significado. As árvores altas caminhavam connosco enquanto árvores, não enquanto significado. A lua despida rastejava connosco. Uma lua, não um prato argênteo. Volta a ser criança. Ensina-me a poesia. Ensina-me o ritmo do mar. Toma-me pela mão para que possamos atravessar juntos o abismo que separa a noite do dia. Juntos aprenderemos as primeiras palavras e construiremos um ninho secreto para o pardal, o nosso terceiro irmão. Volta a ser criança para que eu possa ver o meu rosto no teu espelho. Tu és tu? Eu sou eu? Ensina-me a poesia para que eu possa escrever-te uma elegia agora, agora, agora. Como tu ma escreves a mim!(Darwich, 2025:25)
Webinar com Filipa Araújo | Universidade de Coimbra
Ninfas, deusas, musas, princesas, rainhas, mães, figuras angelicais ou “damas de aluguer”… As representações femininas percorrem a obra de Camões e revelam um imaginário rico, complexo e repleto de nuances. Neste webinar, a investigadora Filipa Araújo propõe uma leitura cruzada entre poesia e ilustração, convidando-nos a refletir sobre a forma como Camões retratou diferentes categorias do “peito feminil” e sobre o potencial destes textos para estimular debates contemporâneos sobre questões de género no contexto escolar.
Ouvir poesia é sempre uma experiência transformadora. Quando dita em voz alta, os versos ganham vida, revelam sons, ritmos e emoções que, muitas vezes, ficam escondidos no silêncio da leitura. Na voz do ator Pedro Lamares, essa experiência torna-se ainda mais intensa: a sua interpretação envolve o público, transmite sensibilidade e faz com que cada palavra seja sentida de forma única. Ao ouvi-lo, percebemos que a poesia não é apenas para ser lida, mas também para ser partilhada, escutada e vivida como um encontro profundo com a linguagem e com o humano.
As escolhas de Pedro Lamares foram ecléticas: Alberto Caeiro, José Régio, Lobo Antunes, Filipa Leal, Francisca Camelo, Valter Hugo Mãe, Camões e Gil Vicente.
O encontro, memorável, decorreu na passada quarta-feira, no Auditório 1, às 11:30.
Estiveram presentes alunos do Ensino Secundário (10º A, 11º E, 12ºA, B e G) e respetivos professores acompanhantes.
O evento foi realizado no âmbito do Encontro "Entre quem lê", promovido pelo Pelouro da Cultura do Município de Vila Real e coordenado, a nível de escola, pela Biblioteca e pelo Departamento de Línguas Românicas e Clássicas.
Serranilha, de Gil Vicente
Serranilha, de Gil Vicente
A serra é alta, fria e nevosa; vi venir serrana gentil, graciosa.
Vi venir serrana, gentil, graciosa, cheguei-me per'ela com grã cortesia.
Cheguei-me per'ela de grã cortesia, disse-lhe: senhora, quereis companhia?
Quarta, dia 24 de setembro, às 11:30, no Auditório 1
Recital assente principalmente na poesia em Língua Portuguesa, focado nos séculos XX e XXI, de Pessoa até hoje, mas revisitando Camões e Gil Vicente.
Durante esta sessão acontece uma partilha intimista das referências poéticas de Pedro Lamares. O objetivo é, através das suas experiências, partilhar a sua paixão pelo universo poético, tentando desmistificar a relutância que a maioria das pessoas (não só os adolescentes, porque estes tornam-se adultos e a distância permanece) têm em relação à poesia. Pedro lê poemas, conta histórias sobre os autores ou sobre a forma como fez a aproximação a esses textos, peripécias do ofício, circunstâncias que lhe pareçam relevantes para ajudar a uma adequação mais tangível da poesia à nossa vida enquanto cidadãos, agentes sociais, pessoas pensantes e emocionais.
Segue-se um momento de debate, com perguntas da plateia que podem ter a ver com a poesia, as escolhas do recital, o ofício de ator ou o que surgir espontaneamente.
Duração: 90 a 120 minutos
Pedro Lamares nasceu em 1979. Estudou teatro na ACE, no Porto. Como ator, trabalhou em teatro, cinema, televisão, em Portugal e no Brasil. Na poesia, dedica-se à escolha de textos, direção de espetáculos e leituras em recitais e festivais literários. Coordenou a ‘Maratona de Leitura’ do CCB durante dez anos. Participou como intérprete em cerca de 70 sessões das ‘Quintas de Leitura’ do TMP. Trabalhou regularmente com a Casa Fernando Pessoa, a Fundação José Saramago e o Instituto Camões.
Numa das suas várias crónicas sobre a leitura, Rubem Alves termina desta forma: «Há concertos de música. Por que não concertos de leitura? Imagino uma situação impensável: um adolescente prepara-se para sair com a namorada, e a mãe pergunta: “Aonde é que vais?”. E ele responde: “Vou a um concerto de leitura. Hoje, no teatro, vai ser lido o conto ‘A terceira margem do rio’, do Guimarães Rosa. Porque é que tu e o pai não vêm?”. E então, pai e mãe, envergonhados, desligam a televisão e preparam-se para sair…».
Em tudo parecido a um concerto de música, aqui apenas muda a natureza da partitura. Mais que um ator, o leitor sonoro é um encenador que partilha com o público uma leitura segundo a sua sensibilidade, pois a leitura em voz alta, ao interpretar obras de arte, pode ser uma arte, mas não é uma ciência. Da mesma forma que uma peça musical é interpretada de forma diferente por dois intérpretes, também o mesmo acontece num concerto de leitura. No entanto, o objetivo mantém-se: a tentativa de amplificar a literatura pela voz e fazer ouvir a música dos textos.
Miguel Gouveia nasce tirsense, com
um par de costelas durienses, e conta e lê em voz alta desde que, em
2001, pequenas criaturas o apelidaram de professor. Em 2008, a meias com
a sua cara-metade, cria a Bruaá Editora e abandona o ensino para se
tornar mestre-de-obras, dedicando-se a tempo inteiro à edição, tradução,
leitura em voz alta e narração oral.
Participação
da ES Camilo Castelo Branco no evento promovido pelo Município de Vila
Real - Um dia para Camões - para celebrar o V Centenário do nascimento de Camões, no passado
dia 29 de março.
Leitura coral das duas primeiras estrofes de "Os Lusíadas".
Os alunos do 2º A - Do Curso Profissional Auxiliar de Farmácia leram em português; os alunos estrangeiros que frequentam a escola leram nas suas línguas maternas - o Guebara, em árabe, a Dong, em mandarim, a Anameta, em urdu; a Estefânia, falante de um país lusófono, leu em português com sabor a Angola; a Juliana e a Maya leram nas línguas em que foram escritas as epopeias clássicas - latim e grego, respetivamente.
A manhã do passado dia 29 de março foi dedicada a Camões. Alunos dos dois Agrupamentos de Escola de Vila Real e das duas Escolas Não Agrupadas estiveram no Conservatório de Música a celebrar o V Centenário do nascimento de Camões.
O evento, organizado pelo Município, com o apoio da Estrutura de Missão para as Comemorações dos 500 anos de Camões, em articulação com o Conservatório de Música e a Rede de Bibliotecas de Vila Real, teve como objetivo valorizar a figura e a obra de Camões junto dos mais jovens.
📌 O discurso de abertura foi feito pelo Sr. Presidente da Câmara, Dr. Alexandre Favaios.
Foto: Facebook do Município
📌A Dra Adelaide Jordão leu "Eu, Luís Vaz de Camões, apresento-me", texto produzido pela Biblioteca da ES Camilo Castelo Branco para a celebração, na escola, da presumível data do nascimento do Poeta (dia 23 de janeiro).
Foto: Facebook do Município
📌Cada Agrupamento /Escola Não Agrupada fez-se representar por uma turma, acompanhada pelos respetivos professores.
A ES Camilo Castelo Branco fez-se representar por uma turma do 9º Ano.
Para
além desta turma, ainda esteve presente uma turma do Ensino
Profissional - o 2º A - e alunos do 9º, 10º, 11º e 12º anos. Todos,
fizeram a leitura coral das duas primeiras estrofes de Os Lusíadas - Leitura em Sinfonia -, em várias línguas.
📌Isaque Ferreira, um apaixonado leitor de poesia, Programador cultural e Bibliófilo, proferiu a palestra "Camões, hoje", tendo explorado a abordagem teórico-crítica da obra do Poeta, em Portugal e no estrangeiro e brindado a assistência com a audição de excertos camonianos, gravados em vinil, e a leitura de alguns sonetos.
Para celebrar o V Centenário do Nascimento de Camões, o Município de Vila Real, em articulação com a Rede de Bibliotecas de Vila Real, vai promover, no próximo dia 29 de março, "Um dia para Camões", dirigido a alunos dos Agrupamentos /Escolas não Agrupadas da cidade.
O cardeal portuguêsJosé Tolentino Mendonça, poeta e teólogo, venceu hoje por unanimidade oprémio Eduardo Lourenço 2025, anunciou a Câmara Municipal da Guarda.
“O júri reconheceu o perfil do intelectual, do humanista e do poeta que marca inequivocamente a cultura portuguesa contemporânea. Igualmente reconheceu o pensador ecuménico e do diálogo que, com a sua obra, nos ensina que a fronteira é um mistério de encontro. Na ocasião dos 25 anos do Centro de Estudos Ibéricos, o Prémio Eduardo Lourenço 2025 distingue, na personalidade de José Tolentino Mendonça, o valor da Educação e da Palavra como fontes de inspiração para fortalecer laços que cruzam todas as fronteiras e dos quais o diálogo ibérico tem sido exemplo”, referiu a Câmara.
Conheça os títulos de José Tolentino Mendonça existentes na Biblioteca! Faça-nos uma visita!
"Este guiapropõe percursos de leitura adequados aos diferentes níveis de educação e ensino, oferecendo sugestões práticas e tópicos de reflexão para a exploração da poesia em contexto escolar. Com estas propostas para leitura extensiva, pretende-se que os alunos leiam – e releiam – os textos de forma autónoma, regular e que escolham ler poesia.
Organizado por níveis de ensino, apresenta uma seleção de poemas de autores portugueses e estrangeiros, acompanhados de propostas de trabalho que incentivam uma leitura ativa e envolvente. A investigação tem mostrado que muitos professores se sentem menos à vontade para ensinar poesia, preferindo outros géneros literários (Cremin, 2008). Além de se fundar nos benefícios da leitura poética, este guia procura fornecer estratégias concretas para que alunos e docentes possam aproximar-se da poesia de forma mais significativa. Acreditamos que a poesia deve ser vivida para além das páginas dos manuais e que a sua leitura pode tornar-se numa experiência transformadora, de crescimento pessoal e de respeito pela opinião do outro. Como sugere Phyllis Klein, a poesia "dá ritmo ao silêncio, luz à escuridão" – e é essa luz que esperamos ajudar a trazer para a sala de aula."
Tinha um cravo no meu balcão; veio um rapaz e pediu-mo -mãe, dou-lho ou não?
Sentada, bordava um lenço de mão; veio um rapaz e pediu-mo -mãe, dou-lho ou não?
Dei um cravo e dei um lenço, só não dei o coração; mas se o rapaz mo pedir -mãe, dou-lho ou não?
UM NOME
Di-lo-ei pela cor dos teu olhos, pela luz onde me deito; di-lo-ei pelo ódio, pelo amor com que toquei as pedras nuas, por uns passos verdes de ternura, pelas adelfas, quando as adelfas nestas ruas podem saber a morte; pelo mar azul, azul-cantábrico, azul-bilbau, quando amanhece; di-lo-eu pelo sangue violado e limpo e inocente; por uma árvore, uma só árvore, di-lo-ei: Guernica!
Dois poemas de Eugénio de Andrade partilhados com os alunos do 3º Ciclo por alunas do 11º H.
Para celebrar oDia Mundial da Poesia, alunas do 11º H partilharam a leitura de poemas de Eugénio de Andrade e de Augusto Gil nas turmas do 7º ano e no 9º C e 9º D.
Praticada ao longo da história – em todas as culturas e em todos os continentes – a poesia fala sobre a nossa humanidade comum e os nossos valores compartilhados, transformando o mais simples dos poemas num poderoso catalisador para o diálogo e a paz.
O Dia Mundial da Poesia comemora-se anualmente, a 21 de março. A data foi implementada na 30.ª Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em 1999.
Este dia pretende salientar a importância da poesia enquanto manifestação artística comum a toda a Humanidade. Celebra-se também a criatividade, a pluralidade linguística e cultural e promove-se o ensino e declamação da poesia.
Exposição"As plantas na poética de Luís Vaz de Camões" Aguarelas de Ursula Beau. Projeto expositivo e textos: Ana Margarida Dias da Silva; Maria Teresa Gonçalves; Jorge Paiva Parceria: Universidade de Coimbra - Rede de Bibliotecas Escolares De 25 de fevereiro a 6 de março
Dedicada às plantas na obra poética de Luís de Camões, esta exposição insere-se nas Comemorações do V Centenário do nascimento de Luís Vaz de Camões.
Na época camoniana, as plantas mais conhecidas e citadas na literatura não eram as plantas comestíveis ou ornamentais, mas sim as plantas medicinais.
Também n´Os Lusíadas, escritos quase na totalidade no Oriente e centrados nos Descobrimentos, Luís de Camões refere principalmente as plantas medicinais e as especiarias asiáticas. As plantas referidas na Lírica são, na sua maioria, dos campos do Mondego.
Um mover d’olhos brando e piedoso, Sem ver de quê ; um riso brando e honesto, quási forçado; um doce e humilde gesto, de qualquer alegria duvidoso; Um despejo quieto e vergonhoso; um repouso gravíssimo e modesto; ũa pura bondade, manifesto indício de alma, limpo e gracioso; Um encolhido ousar; ũa brandura; um medo sem ter culpa; um ar sereno; um longo e obediente sofrimento: Esta foi a celeste formosura da minha Circe, e o mágico veneno que pôde transformar meu pensamento. Luís de Camões
Nos claustros da Câmara Municipal, a Senhora Vereadora da Cultura, Dra. Mara Minhava, partilhou com os alunos a leitura do soneto "Que me quereis, perpétuas saudades?"
Que me quereis, perpétuas saudades? Com que esperança inda me enganais? Que o tempo que se vai não torna mais, E se torna, não tornam as idades. Razão é já, ó anos, que vos vades, Porque estes tão ligeiros que passais, Nem todos pera um gosto são iguais, Nem sempre são conformes as vontades. Aquilo a que já quis é tão mudado, Que quase é outra cousa, porque os dias Têm o primeiro gosto já danado. Esperanças de novas alegrias Não mas deixa a Fortuna e o Tempo errado, Que do contentamento são espias.