quinta-feira, 30 de abril de 2026

Resultados do 1º Torneio Escolar de Xadrez

 

 
#rededebibliotecasdevilareal #1torneiodexadrezdarbvr #bibliotecaccbvr

 

 

  



 

Como a seu tempo foi anunciado, a Rede de Bibliotecas de Vila Real organizou o 1.º Torneio de Xadrez, no passado dia 28 de abril, que reuniu alunos de todos os ciclos de ensino dos Agrupamentos de Escolas e das Escolas Não Agrupadas. 

O encontro constituiu um momento privilegiado de aprendizagem, desafio intelectual e convivência saudável entre estudantes de diferentes idades e contextos.

A realização deste torneio reforça a aposta das bibliotecas escolares na valorização do xadrez como prática educativa, integrando-o nas suas dinâmicas de literacia, cultura e formação integral dos alunos. Ao promover o xadrez, as bibliotecas estimulam competências essenciais: a concentração, o raciocínio lógico, a tomada de decisões, a gestão emocional e a capacidade de antecipar consequências. São capacidades que se refletem no sucesso escolar, mas também na vida quotidiana.

O xadrez fomenta ainda o respeito pelas regras, o espírito desportivo, a persistência perante a dificuldade e a consciência ética do jogo — valores que as bibliotecas, enquanto espaços de cidadania e conhecimento, procuram cultivar diariamente.


  

Vencedores desta 1ª edição:

 3º ciclo
1º lugar: Ernesto Cardoso (AEMM)
2º lugar: João Fernandes (ESSP)
3º lugar: César Fidalgo (AEMM)


Secundário
1º lugar: Gonçalo Patrício (AEMM)
2º lugar: Tomás Dias (ESCCB)
3º lugar: Diogo Fonseca (ESSP) 


Parabéns a todos os participantes pela dedicação, fair play e entusiasmo demonstrados.


quarta-feira, 29 de abril de 2026

Sobre a importância da cultura e das artes no combate à desinformação

 

 

 #literaciadosmedia   #alermaisemelhor







A cultura é frequentemente descrita como uma força "suave", mas em tempos de crise, revela um potencial e uma importância notáveis. Como observou Marju Lauristin, Professora Emérita do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Tartu e Membro da Academia Europeia: "A cultura ajuda-nos a lidar até mesmo com as dificuldades da guerra". Em momentos de profunda tensão social, como os atuais tempos de policrise, a cultura torna-se um espaço onde os valores são esclarecidos, a resiliência é construída e o significado coletivo é sustentado.

Essa compreensão norteou o recente webinar da BECID (Baltic Engagement Centre for Combating Information Disorders): "Como a Arte e a Cultura podem combater a Desinformação", que reuniu 172 participantes de toda a região do Báltico. A expressiva participação refletiu um interesse comum em como a cultura, a arte e os media podem ajudar as sociedades a responder à desinformação e à manipulação e interferência de informações estrangeiras (FIMI).
 
Canções que nos unem

Os exemplos estão por toda parte – os bálticos ainda se lembram e valorizam a Revolução Cantada da década de 1980, que levou à restauração da independência dos três países bálticos ocupados pelos soviéticos. Naquela época, os festivais públicos de música tornaram-se um elemento fundamental da resistência, com dezenas de milhares de participantes cantando canções nacionais e folclóricas "proibidas" em grandes aglomerações, mesclando o renascimento cultural com o protesto político.

Mais recentemente, testemunhamos o poder de uma canção – “Oi u luzi chervona kalyna”, em ucraniano “Ой, у лузі червона калина”. Em fevereiro de 2022, a canção (que também foi proibida durante a ocupação soviética) ganhou atenção internacional quando Andriy Khlyvnyuk, da banda ucraniana BoomBox, a cantou em Kiev, vestindo uniforme de combate e usando um fuzil automático. A canção viralizou nas redes sociais, contando a história do povo ucraniano. A história claramente importava e uniu o público internacional, resultando em inúmeras variações e colaborações da música, notadamente o uso da gravação de Khlyvnyuk pelo Pink Floyd na faixa vocal de “Hey, Hey, Rise Up!”. Além disso, em 28 de junho de 2022, mais de 1.000 cantores de mais de 50 países interpretaram a música naquela que se tornou a maior performance online do mundo, segundo o Guinness 
World Records.
 
 
 
 
 
Por que a cultura é importante

A música sempre desempenhou um papel importante nos movimentos sociais e políticos. Não é apenas um ruído de fundo em manifestações políticas, mas sim um poderoso meio narrativo. A importância da música como ferramenta para transmitir mensagens importantes tem sido reconhecida tanto por estados totalitários quanto por movimentos nacionalistas e pelos direitos civis (Eyerman, 2002). Rosenberg (2013) destaca esse aspeto emocional e, além disso, mnemónico das canções de protesto, afirmando que elas tornam-se “uma trilha sonora cultural e social de memórias e mentes”. As canções também contam histórias. Elas seguem um arco narrativo para ambientar a cena, apresentar personagens e relacionamentos, desenvolver a trama e criar tensão cognitiva (Alberhasky & Durkee, 2024).

Obviamente, não se trata apenas de música, mas de cultura num sentido mais amplo. A cultura pode ser entendida de duas maneiras complementares. A um nível mais amplo, é um sistema dinâmico, aprendido e compartilhado por meio do qual as sociedades criam significado, expressam identidade e coordenam a vida social. A um nível mais específico, a cultura abrange práticas criativas e simbólicas coletivas, como arte, música, teatro e performance, através das quais valores, identidades e visões de mundo são questionados e comunicados. É precisamente esse poder de criação de significado que torna a cultura vulnerável à manipulação e poderosa como ferramenta de resistência.
 
Como a desinformação explora a cultura

Atores de desinformação e de manipulação da informação visam estrategicamente marcadores de identidade cultural, como história nacional, idioma, religião, tradições e patrimônio. Ao manipular esses marcadores, buscam fragmentar sociedades, desestabilizar identidades coletivas e corroer a confiança. Táticas comuns incluem a disseminação de narrativas históricas falsas, a amplificação de queixas culturais e o sequestro de símbolos compartilhados e "códigos culturais" para provocar reações emocionais.

O humor e a familiaridade tornam essas narrativas especialmente eficazes, incorporando mensagens nocivas em formatos que parecem seguros e reconhecíveis.

Em vez de se basear apenas em fatos falsos, a desinformação frequentemente combina elementos emocionais e factuais para reescrever a realidade. Mitos revisionistas, histórias repletas de teorias da conspiração, ameaças culturais fabricadas e representações distorcidas de heróis ou tradições são disseminados em diversos produtos culturais, desde memes e músicas até filmes e tendências nas redes sociais.
 
A cultura como fonte de resiliência

Ao mesmo tempo, a cultura oferece ferramentas poderosas para combater a desinformação. Sociedades resilientes apoiam-se na coesão cultural, em valores compartilhados e em narrativas confiáveis ​​para resistir a ambientes de informação hostis. Através de histórias, rituais e símbolos compartilhados, as comunidades podem restaurar a confiança e fortalecer os laços sociais.

As artes e o setor GLAM (Galerias, Bibliotecas, Arquivos e Museus) desempenham um papel crucial como contadores de histórias confiáveis. A desinformação prospera onde as pessoas se sentem isoladas ou desconectadas de fontes de informação locais credíveis. Em contrapartida, as redes culturais locais – centros comunitários, bibliotecas, iniciativas de base e media locais – podem funcionar como canais vitais para informações confiáveis ​​e envolvimento crítico. Vozes culturais conhecidas aumentam a credibilidade e ajudam a combater narrativas externas manipuladoras.

No nosso webinar, o jornalista lituano da LRT, Tomas Valkauskas, demonstrou como as formas artísticas de expressão podem ser integradas no trabalho jornalístico de combate à desinformação. Ele destacou a narrativa documental na rádio e na televisão como particularmente eficaz e apresentou dois projetos: o programa de rádio “Voz do Protesto”, que explora a música como forma de protesto, e o podcast “Šaltibarščiai”, que utiliza conversas informais com artistas de comunidades minoritárias para desconstruir as narrativas sociais dominantes.

Entre os exemplos da Letônia, tivemos Joren Dobkiewicz, do Instituto de Cultura New East, que mostrou como as práticas artísticas e participativas podem fortalecer o pensamento crítico e a resiliência da comunidade em ambientes com desordem informacional. Utilizando exemplos como performances, exposições e arte participativa, ele demonstrou como a cultura pode encorajar o público a questionar narrativas e reconhecer a manipulação. O monólogo "Homem e o Tirano" serviu como estudo de caso sobre como o teatro pode desafiar a narrativa autoritária e promover a consciência narrativa.
 
 
Cultura nas áreas periféricas

Os exemplos estonianos apresentados no webinar focaram-se no papel do teatro no combate à manipulação da informação. A diretora da Vaba Lava, Krista Tramberg, e uma atriz compartilharam insights da produção “Spy Girls”, que explora a manipulação da informação, as práticas obscuras das redes sociais, o uso de dados e a literacia mediática. Percebeu que não mencionei o nome da atriz na última frase? Por um bom motivo. Como explica o coletivo: “Nunca saberemos os nomes reais das atrizes de Spy Girls. Por quê? Porque esta produção é mais do que apenas uma história sobre operações de ciberativismo em apoio à defesa da Ucrânia, pois participa de uma ação real de espionagem contra as forças armadas russas. Ela passa-se no teatro – e acontece de verdade.”

No webinar, os criadores refletiram sobre as incertezas de criar uma performance que opera na interseção entre teatro, experimentação e ativismo, incluindo um elemento não roteirizado envolvendo contacto em tempo real com soldados russos na linha de frente na Ucrânia. A discussão levantou questões éticas sobre responsabilidade artística, transparência e confiança, ao mesmo tempo que destacou a importância de fortes laços comunitários e confiança institucional, lições extremamente relevantes para o setor GLAM (Galerias, Bibliotecas, Arquivos e Museus) em geral.

A cultura não é mero entretenimento. É um espaço para educação coletiva, reflexão ética e resistência. Quando as soluções técnicas por si só se mostram insuficientes, as práticas culturais podem alcançar as pessoas emocionalmente, fortalecer a confiança social e ajudar as sociedades a manterem-se resilientes diante das adversidades. Tudo isso deve ser levado em consideração ao pensarmos em literacia da informação e dos media – como contamos histórias aos outros e a nós mesmos, qual é o elo que nos mantém unidos?
 
Maria Murumaa-Mengel, Professora Associada de Estudos de Media, Universidade de Tartu e Centro de Engajamento Báltico para o Combate aos Distúrbios da Informação (BECID), Estónia.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Suástica - história de um símbolo

 

 

 #alermaisemelhor   #bibliotecaccbvr   

 






Dia 30 de abril, a Biblioteca Escolar promove a palestra “Suástica, a história de um símbolo”, uma sessão que convida a olhar para além das leituras imediatas e a compreender a longa trajetória deste sinal gráfico. Da pré‑história às culturas do Oriente, passando pela sua presença na América Latina e nas tribos indígenas da América do Norte, a suástica foi, durante milénios, um símbolo associado à prosperidade, ao movimento e ao sagrado.

Orientada pelo professor Álvaro Pinto, a palestra abordará também o momento em que este símbolo ancestral foi apropriado por Hitler e pelo nazismo, adquirindo um significado de violência, propaganda e destruição que marcou profundamente o século XX.

Trata‑se de uma oportunidade para refletir sobre a força dos símbolos, a forma como atravessam tempos e geografias, e como podem ser resignificados — para o bem ou para o mal — pelas sociedades que os utilizam.

A comunidade escolar é convidada a participar neste encontro de conhecimento, memória e pensamento crítico.


domingo, 26 de abril de 2026

Final do 1º Torneio Escolar de Xadrez

 

 #rededebibliotecasdevilareal #1torneiodexadrezdarbvr #bibliotecaccbvr

 

 



Na próxima 3ª feira, dia 28 de abril, vai realizar-se a final do 1º Torneio Escolar de Xadrez. O evento, organizado pela Rede de Bibliotecas de Vila Real e dinamizado pelas bibliotecas do Agrupamento de Escolas Diogo Cão, Agrupamento de Escolas Morgado de Mateus, ES Camilo Castelo Branco e ES de São Pedro, decorre das 14:00 às 17:30, nos Claustros do Palácio do Conde de Amarante (antigo Governo Civil).

A 1ª edição tem o apoio do Bila - Clube de Xadrez de Vila Real e do Clube Académico da Araucária.

Na ES Camilo Castelo Branco, a seleção dos alunos esteve a cargo dos professores de Educação Física:

3º Ciclo
Roberto Moura 8º B
Francisco Rito 8º C
Filipe Fortuna 8º C
Guilherme Goulart 8º D 


Secundário
Tomás Dias 10º C
Esther Silva 10º B
Helena Simões 11º B
Carlos Matos 12ºC

Os prémios e diplomas a distribuir pelos participantes e vencedores são oferecidos pelo Município de Vila Real que também assegura a logística do evento.


sábado, 25 de abril de 2026

Escola a ler no dia do livro | Reportagem

 

#DiaMundialDoLivro    #alermaisemelhor  #bibliotecaCCBvr

 

Divulgamos o Wakelet com as fotos e os vídeos que nos fizeram chegar sobre a 2ª edição deste ano do Escola a ler. 

Trata-se de um documento aberto, que irá sendo construído com a participação de todos.  

 Se ainda não partilhou os registos  da sua turma, ainda vai a tempo!

 

 

 Somos todos uma escola aLer mais e melhor!  

 

A história repete-se?

 

 

 

Cartoon Movement 

 


Face ao crescimento do autoritarismo por todo o mundo, o cartoonista português Daniel Faria convida-nos a refletir sobre o poder da memória: a história repete-se?

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Os livros do Escola a ler no Dia mundial do livro

 

 

#diamundialdolivro   #alermaisemelhor  #bibliotecaccbvr

 

 

 

Livros selecionados pela Equipa da Biblioteca para a atividade Escola a ler no dia mundial do livro.

 

 


 

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Cinema documental abre as portas da Assembleia da República

 

 


Alunos assistem ao documentário "O palácio dos cidadãos"


No dia 15 de abril, os alunos de Humanidades do 12.º ano (turmas E, F e G) deslocaram‑se ao Teatro de Vila Real para assistir ao documentário O Palácio de Cidadãos, uma obra que abre as portas da Assembleia da República e permite compreender, por dentro, o modo como se organiza o poder legislativo em Portugal. A experiência revelou‑se particularmente relevante para aprofundar a perceção do papel central que este órgão desempenha na Democracia Portuguesa, enquanto espaço de representação dos cidadãos e de debate político.

A presença de Rui Pires, responsável pelo argumento, realização e montagem, enriqueceu a sessão. O realizador apresentou o processo criativo do filme e destacou os desafios de representar, através do cinema documental, a complexidade da vida parlamentar. 



O visionamento do documentário permitiu ainda revisitar a importância histórica da Revolução de 25 de Abril e compreender como a Constituição da República Portuguesa se afirma como a lei fundamental que estrutura direitos, deveres e mecanismos de participação cívica. A partir das situações retratadas no filme, os alunos foram desafiados a identificar alguns dos problemas que atravessam a sociedade portuguesa e a relacioná‑los com os instrumentos políticos disponíveis para a sua resolução, reforçando a consciência de que a participação informada é um pilar essencial da vida democrática.

Por fim, a atividade proporcionou também uma reflexão sobre a forma como as artes — em particular o cinema documental e a música — constroem representações da realidade, permitindo olhar o quotidiano político com maior profundidade crítica e sensibilidade estética.

A deslocação ao Teatro de Vila Real constituiu, assim, uma oportunidade formativa completa: aproximou os alunos das instituições democráticas, reforçou a compreensão dos valores de Abril e mostrou como a arte pode ser um meio poderoso para pensar o país e o papel de cada cidadão na sua transformação. 

Camões e os saberes

 

 

#camões500  #alermaisemelhor 

 

 

http://hdl.handle.net/10400.26/60444


Luís de Camões interroga múltiplos ramos do saber (dos saberes) e vem despertando curiosidade, se não fascínio, da filologia à história, dos estudos literários à religião, da medicina ao direito, da botânica e outras ciências da natureza à astronomia, da geografia à ciência da guerra, da filosofia à matemática, da linguística às ciências do ambiente. Todos esses domínios do conhecimento integram o universo da Academia das Ciências de Lisboa, pelo que foi, assim, fiel à sua identidade, que a Academia decidiu promover, nos dias 27 e 28 de maio de 2025, a jornada de reflexão e debate de que este livro é memória.
Tal como o título Camões Universal, dado à exposição inaugurada na Academia das Ciências de Lisboa em novembro de 2024, pretendeu sublinhar a grandeza e a projeção d’Os Lusíadas, a partir da sua receção por outras culturas, o título Camões e os saberes exprime o desígnio de congregar, na leitura do poeta, possibilidades de estudo cultivadas nesta mesma instituição, contribuindo para um renovado entendimento da obra camoniana.
A partir de uma questão proemial (a utilidade da leitura dos clássicos nos nossos dias), alinha-se, numa sequência que fala por si, um conjunto de textos. Procura-se: caracterizar Camões e a arte do seu tempo, mas igualmente lembrar formas de presença de Camões na arte; explorar, sob diversos ângulos, a poética camoniana e o seu lugar à luz da história literária; mostrar como a ciência (em especial, a discussão científica desenvolvida no século XVI) faz parte do horizonte do poeta; recordar a importância que aos olhos de Camões assumiram a cartografia e a ciência da guerra; apreciar, à luz do direito, a construção do seu discurso sobre a história e os comportamentos humanos; considerar o rasto de seus versos no campo da filosofia; apreciar o modo como o mundo de Camões — um mundo a caminho da globalização, um mundo de profundas transformações no plano da economia — encontra representação na sua obra épica. 

Esta publicação conta com o apoio da Comissão para as Comemorações do Quinto Centenário do Nascimento de Camões, apoio esse que se agradece, na pessoa do Comissário-Geral, José Cardoso Bernardes; o facto de a obra ser publicada em coedição representa o assumir formal desse apoio. 

Carlos Ascenso, André Henrique Leitão e Isabel Almeida

[Nota de apresentação] 

Escola a ler no dia mundial do livro

 

 #diamundialdolivro  #alermaisemelhor  #bibliotecaccbvr

 

 

 

A ES Camilo Castelo Branco assinala o Dia Mundial do Livro com a 2.ª edição de Escola a Ler, celebrando o poder transformador da leitura e a força simbólica desta data.

No dia 23 de abril, a comunidade educativa volta a reunir‑se em torno de uma celebração que atravessa séculos e fronteiras: o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, instituído pela UNESCO em 1995 para promover a leitura, a edição e a proteção da criação literária. A escolha desta data não é casual: segundo os vários calendários, foi neste dia que desapareceram figuras maiores da literatura universal, como Miguel de Cervantes e William Shakespeare, entre outros autores que marcaram profundamente a cultura escrita.

A origem desta comemoração remonta, porém, à Catalunha, onde o 23 de abril — dia de São Jorge (Sant Jordi) — se tornou uma festa popular em que uma rosa é oferecida a quem compra um livro. Com o tempo, esta troca simbólica de rosas e livros espalhou‑se por vários países, transformando‑se num gesto universal de celebração da leitura, do afeto e da partilha cultural .

A ES Camilo Castelo Branco associa‑se anualmente a esta efeméride através de diversas iniciativas que procuram reforçar o papel central do livro na formação de leitores críticos, curiosos e sensíveis. Este ano, a Escola vai dinamizar a 2.ª edição deste ano do Escola a Ler, uma ação que pretende levar os livros até ao coração das salas de aula.

Ao longo do dia, a Biblioteca Escolar distribuirá um conjunto de livros por todas as turmas, selecionados de acordo com os diferentes níveis de ensino. Cada docente, em diálogo com os seus alunos, definirá a dinâmica de leitura a desenvolver: poderá ser uma leitura partilhada, uma conversa espontânea sobre o que o livro desperta ou até uma atividade criativa inspirada nas páginas lidas / comentadas.

Mais do que uma celebração simbólica, esta iniciativa pretende aproximar os alunos dos livros, criar oportunidades de encontro com novas histórias e autores, e reforçar a ideia de que a leitura é um espaço de liberdade, imaginação e crescimento pessoal.

Convidamos toda a comunidade escolar a participar, a folhear, a ler e a celebrar connosco este dia que recorda, todos os anos, que um livro pode ser o início de tudo e que ler é o primeiro passo para pensar com liberdade.

Somos todos uma escola aLer mais e melhor! 

 

terça-feira, 21 de abril de 2026

Dossier de preparação para os Exames Nacionais 2026

 

 

 

 

 


Este dossiê inclui dezenas de links de acesso a Cadernos e Roteiros Temáticos, organizados por ano e disciplina, que integram guiões de trabalho autónomo (GTA), recursos interativos, videoaulas, glossários, entre outros, e que estão disponíveis na plataforma Estudo Autónomo

 

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Camões e os opostos complementares, por Helder Macedo

 

 #camões500  #alermaisemelhor  #bibliotecaccbvr

 

 

  

Neste vídeo, Helder Macedo traça uma leitura profundamente original de Camões, centrada na representação da coexistência de opostos como traço fundamental da sua obra e da sua modernidade.

Num mundo marcado por transições e polarizações, Helder Macedo sublinha a rara capacidade de Camões para encarnar a tensão entre contrários - não para os resolver, mas para os manter em diálogo, em permanente tensão criativa. Masculino e feminino, opressores e oprimidos, memória e esquecimento, crítica e exaltação: são forças em confronto que coexistem no universo camoniano, dando-lhe densidade humana, política e filosófica.

Camões, diz Helder Macedo, resiste à redução simplificadora - não escolhe lados, mas representa as antinomias em toda a sua complexidade, iluminando as contradições do seu tempo e antecipando as do nosso. É precisamente essa coexistência - por vezes complementar, por vezes antagónica - que confere à sua poesia uma força que atravessa séculos e nos interpela no presente.

Uma leitura que mostra como Camões, ao reunir os opostos em vez de os excluir, nos convida a pensar o mundo não em termos absolutos, mas na complexidade das suas tensões - e, assim, abre caminho para futuros ainda por vir.
 
Camões 500 | Newsletter #4 
Comemorações do V Centenário do Nascimento de Luís Vaz de Camões 
 
 

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Clássicos em Rede | Orfeu e Eurídice: o reconto do mito

 

   #alermaisemelhor #OlimpíadasDaCulturaClássica #ClássicosEmRede #mitologia #RedeDeBibliotecasEscolares 

 

 






Marcus Benício, aluno de Grego do 12ºE, faz o reconto do conhecido mito de Orfeu e Eurídice e apresenta-o num apelativo ebook.


 

Olimpíadas da Cultura Clássica | Orfeu e Eurídice : A voz da avó, a escuta da neta

 

 

  #alermaisemelhor #OlimpíadasDaCulturaClássica #ClássicosEmRede #mitologia #RedeDeBibliotecasEscolares 

 

 

 

 

Neste vídeo, as alunas Cristiana Barreira, Catarina Teixeira, Matilde Ferreira, Rita Pinto e Rita Silva, alunas de Grego do 12º E, revisitam o mito de Orfeu e Eurídice através de uma abordagem intimista e profundamente humana. A narrativa ganha forma numa sala aquecida pela lareira, onde uma avó partilha com a neta uma das histórias mais marcantes da mitologia grega. Este enquadramento — terno, doméstico, intergeracional — sublinha a força ancestral dos mitos e a forma como continuam a ser transmitidos, reinventados e sentidos.

Convidamos à visualização deste vídeo, onde o mito se acende novamente no gesto simples de contar uma história.


Olimpíadas da Cultura Clássica | Tétis e Peleu: destino, metamorfose e desejo

 

  #alermaisemelhor #OlimpíadasDaCulturaClássica #ClássicosEmRede #mitologia #RedeDeBibliotecasEscolares 

 

 

 

 



Neste vídeo, o Gustavo Campos e a Mafalda Alves, alunos de Grego do 12º E, dão nova vida ao mito de Tétis e Peleu através de uma combinação expressiva de animação e narrativa em verso. A partir de uma linguagem visual cuidada e de uma escrita rítmica que evoca a tradição épica, os alunos recriam o encontro entre a deusa marinha e o herói mortal, explorando os contrastes entre destino, metamorfose e desejo.

O resultado é uma interpretação criativa e sensível, que alia rigor mitológico a uma estética contemporânea, revelando a capacidade dos estudantes para transformar narrativas antigas em experiências artísticas envolventes.

Convidamos à visualização deste trabalho, onde a poesia e a imagem se entrelaçam para recontar um dos episódios mais fascinantes da mitologia grega.


terça-feira, 14 de abril de 2026

“Da biblioteca ao Público – Jornais Escolares”

 

#literaciamediática  

 

Para quem não teve oportunidade de participar nesta ação, já se encontram disponíveis as gravações da ACD “Da tua biblioteca ao Público – Jornais Escolares.

  





As gravações incluem ainda testemunhos de projetos distinguidos, evidenciando o potencial das bibliotecas escolares enquanto espaços de informação, aprendizagem e cidadania.

 

 

 

A Ação Online de Curta Duração “Da biblioteca ao Público – Jornais Escolares”, promovida pela Rede de Bibliotecas Escolares e pelo PÚBLICO na Escola, em colaboração com o CFAE Nova Ágora, nos dias 21 e 28 de janeiro, tem como objetivo capacitar professores bibliotecários e docentes para o desenvolvimento e dinamização de projetos de jornais escolares, reforçando o trabalho colaborativo, o pensamento crítico e a utilização pedagógica dos media enquanto instrumentos de participação democrática. 

 

Olimpíadas da Cultura Clássica | Orfeu, Eurídice e a Modernidade de Pessoa

 

  #alermaisemelhor #OlimpíadasDaCulturaClássica #ClássicosEmRede #mitologia #RedeDeBibliotecasEscolares 

 

 





Para reinterpretar o mito de Orfeu e Eurídice, a 
Alba Mancera, o Bruno Carvalho, a Juliana Gando, o João Azevedo, a Lara Fernandes, a Liliana Paulo e a Rita Bertelo, alunos do 12ºE, criaram um vídeo na aula de Grego, que cruza a tradição clássica com a modernidade literária portuguesa. A partir de uma associação ousada — Fernando Pessoa e Ofélia como novas figuras órficas — os alunos exploram os temas do amor, da perda e da criação artística, evocando ainda a estética da Revista Orfeu através da capa fictícia do seu nº 3.

O resultado é um exercício criativo que liga o imaginário grego ao universo pessoano, revelando a atualidade dos mitos e a capacidade dos estudantes para reinventarem narrativas antigas com sensibilidade e inteligência.

Convidamos à visualização deste trabalho, onde o passado clássico e a vanguarda modernista dialogam de forma inesperada e inspiradora.


Olimpíadas da Cultura Clássica | Orfeu e Eurídice na linguagem visual contemporânea

 

 #alermaisemelhor #OlimpíadasDaCulturaClássica #ClássicosEmRede #mitologia #RedeDeBibliotecasEscolares 

 

 


Recorrendo à linguagem visual, o Juan Garcia, o Mateus Alves e o Marcus Benício, alunos do 12º E, criaram uma narrativa enquadradora simples e profundamente humana: um avô que, sentado ao lado do neto, lhe conta uma das histórias mais belas e trágicas da mitologia grega - Orfeu e Eurídice.

A escolha desta situação narrativa não é casual. Ao colocar o mito no espaço íntimo da transmissão oral — onde as histórias passam de geração em geração — os alunos sublinham a força intemporal dos relatos clássicos e a sua capacidade de continuarem a interpelar-nos hoje. 

Convidamos todos a assistir ao vídeo e a deixarem-se tocar, uma vez mais, pela eterna pergunta que atravessa o mito: até onde pode ir o amor — e o que significa olhar para trás.

Operação 7 Dias com os Media 2026

 

 
#7diascomosmedia2026 #7diascomosmedia  #literaciamediatica  #alermaisemelhor #bibliotecaccbvr

 

 


 


“Direitos Humanos: em rede ou sem rede?” é o tema da Operação 7 Dias com os Media 2026. Prevista para a já tradicional semana de 3 a 9 de maio de 2026, esta 14ª edição convoca-nos para uma reflexão alargada sobre a nossa relação com as redes digitais, o modo como nelas estamos presentes (ou não), como nos relacionamos, como nos sentimos e respeitamos (ou esquecemos) os direitos humanos. As redes são uma excelente oportunidade de conhecimento, participação e encontro, mas o algorítmo, com a sua lógica opaca, pode também amplificar desigualdades e diversas formas de discriminação: o discurso de ódio, a misoginia, o racismo. 

  • Estarão os direitos humanos, cívicos e sociais a cair pelas malhas das redes?
  • Estará a democracia ameaçada?
  • Quem está em rede? Como estamos? Como nos sentimos?
  • Onde fica a empatia? A capacidade de nos colocarmos no lugar do outro, de compreendermos o seu pensamento e os seus sentimentos?
  • Estará a nossa humanidade a perder-se pela rede?
A operação 7 Dias com os Media 2026 convida-nos a refletir sobre como os media e as plataformas digitais nos podem arrastar ao sabor do algoritmo e sensibiliza-nos para a urgência de todos nós reafirmarmos valores fundamentais como o respeito, a diversidade, a igualdade, o diálogo e a cultura de paz.  

👉Como participar  

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Provavelmente leitura | Abril

 

#alermaisemelhor #bibliotecaCCBvr

 






Em abril, a Biblioteca Escolar assinala a liberdade com poesia. No âmbito do projeto Provavelmente Leitura, o livro escolhido para a sala de professores é a antologia País de Abril, de Manuel Alegre, uma das vozes maiores da literatura portuguesa e da memória democrática.

Nesta obra, a pátria surge como promessa e ferida, como esperança e inquietação — um país que se procura, que resiste, que sonha. A poesia de Manuel Alegre convoca Abril não como data, mas como movimento: um lugar de luta, de futuro e de permanente reinvenção.

O exemplar estará disponível na sala de professores durante todo o mês.
Convidamos cada docente a folhear, reler, descobrir versos que ficaram na memória ou encontrar outros que iluminam o presente. Porque a poesia continua a ser uma forma de pensar o país — e de o transformar.

Abril lê-se. Abril celebra-se. Abril continua.

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Como ensinar os alunos a identificar o que é real, falso — ou Deepfake








Os seus alunos conseguem identificar o que é real e o que é gerado por IA no TikTok e Instagram?

E quando eles pesquisam temas para as aulas de humanidades, recolhem fontes em estudos sociais e se preparam para avaliações de matemática?

Nesta aula super envolvente desenvolvida pela professora de ciências Katie Coppens e pelo pesquisador e ex-professor de STEM Andy Zucker, os alunos tornam-se detetives digitais, analisando um conjunto de vídeos e sites para determinar o que é real, o que foi alterado e o que é pura desinformação. ⁠

A pegadinha? Eles não podem simplesmente adivinhar. Eles precisam de ser capazes de defender as suas conclusões com evidências. ⁠

Junte-se a nós neste episódio imperdível da School of Practice, vamos explicar instruções detalhadas para as aulas, explorar as melhores estratégias para identificar a desinformação digital e partilhar todos os recursos que precisa para ensinar essa aula de 60 minutos na sua própria sala de aula.

Recursos relacionados:

 

Person. (2026). Podcast: How to Teach Students to Spot What’s Real, Fake-or Deepfake. Retrieved from https://www.edutopia.org/podcast/how-to-teach-students-to-spot-whats-real-fake-or-deepfake?fbclid=IwY2xjawRI1YJleHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEeVGygTylCGNvLYsCAzFwAUqPGfMdGrVxX7f_RJwvthwnyOfZFacclOUX8BMQ_aem_CPlTaUM-Xy4He-RUSGu8nA

 

 

Dia Internacional das Pessoas Ciganas

 

 #DiaInternacionalDaPessoaCigana #BibliotecasEscolares #Inclusão #DiversidadeCultural

 

 

 



O Dia Internacional das Pessoas Ciganas celebra-se anualmente a 8 de abril. Esta data foi criada no Primeiro Congresso Mundial Romani, realizado em Londres em 8 de abril de 1971, com o objetivo de promover a inclusão dos membros da comunidade cigana na sociedade, dando a conhecer a sua cultura e história. 

👉Lembramos que a Biblioteca está a participar no projeto nacional "História & estórias ciganas

 

 

 




Neste Dia Internacional das Pessoas Ciganas, partilhamos o vídeo da campanha “Dignidade Respeito e Futuro Dizemos Não à Violência”, desenvolvido pela Ribaltambição – Associação para a Igualdade de Género nas Comunidades Cigana. 

terça-feira, 7 de abril de 2026

Migrações e interculturalidade

 

 #migrações #interculturalidade

 

 





Migrações e interculturalidade: Conhecer para intervir em sala de aula é o resultado do projeto de formação contínua de professores dos ensinos básico e secundário “Educação para o Desenvolvimento: Migrações e Interculturalidade (2021-22)”, uma parceria da Associação de Professores para a Educação Intercultural (APEDI) e do Alto Comissariado para as Migrações (ACM, I.P.), cofinanciada pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, no âmbito da Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento (ENED 2018-22).

O projeto surgiu da necessidade identificada pelas entidades promotoras de formação contínua de professores em matéria de Migrações, Educação para o Desenvolvimento, Interculturalidade e Discriminação e do reconhecimento das especificidades destes temas que incluem não apenas a aquisição de conhecimentos por parte dos/as professores/as, mas também o desenvolvimento de competências interculturais como a capacidade de identificação e desconstrução de estereótipos e preconceitos. 

Assim sendo, o/a formador/a nestas matérias deve ter um perfil específico que inclui a capacidade de compreender as diferentes perspetivas do desenvolvimento, da globalização, das causas e consequências dos processo migratórios e a capacidade de identificar e implementar recursos, estratégias e ferramentas que promovam a transformação de práticas, recorrendo a métodos interativos, participativos, orientados para a autorreflexão, a análise crítica do conhe cimento e da atualidade. Deve ainda agir como exemplo inspirador na sua forma de comunicar, atento/a à não reprodução de generalizações e estereótipos, mobilizando para o ativismo e mudança social e promovendo o trabalho colaborativo e transdisciplinar entre docentes e restante comunidade educativa. 

[...] 

 Esta publicação propõe um conjunto de recursos para formadores/s de professores/as e professores/as, concebidos pela equipa do projeto e experimentados com dois grupos de participantes, um presencial, outro online, numa oficina de formação contínua (25 horas presenciais/síncronas + 25 horas autónomas/assíncronas). De acordo com a finalidade do projeto de privilegiar o desenvolvimento de competên cias globais e interculturais no contexto das Aprendizagens Essenciais de cada disciplina, a maior parte dos/as professores/as participantes lecionava disciplinas do currículo geral do ensino secundário, em que a Cidadania e Desenvolvimento é uma área disciplinar transversal.

Introdução 

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Cinema | O palácio de cidadãos

 

 

O filme estreou no dia 24 de abril de 2025



SINOPSE

O filme começa com uma invasão do parlamento. No entanto, estas não são imagens ameaçadoras mas antes de cidadãos ávidos de democracia. Durante um ano, Rui Pires observou como, nos bastidores do parlamento Português, representantes e cidadãos trabalham arduamente na e elaboração de leis. O processo democrático e o funcionamento de uma democracia representativa são postas a nu.
O retrato de uma instituição e dos seus atores revelam como as ações dos parlamentares refletem conflitos entre diferentes visões de sociedade e como se estabelecem as relações entre os que estão dentro e os que estão fora do palácio.
Se O Palácio de Cidadãos é um filme sobre democracia, é-o por ter o tempo para explorar a sua essência em detalhe.
Antje Strohkark, Festival de Cinema Dokumentarfilmwoche Hamburg



Perante o aumento da distância entre cidadãos e poder, este filme dá-nos a ver de forma inédita como cidadãos comuns constroem uma sociedade a partir do interior de um parlamento. O PALÁCIO DE CIDADÃOS apresenta uma pertinente reflexão, muitas vezes contraditória e complexa, sobre a essência da democracia.

Trailer do filme:




👉No próximo dia 15 de abril, o Teatro de Vila Real vai exibir, às 10h30 e às 14h30, "O Palácio de Cidadãos", com entrada gratuita.

Classificação etária: M/12
Duração: 120 Min.