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segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Vila Real




Miradouro de Nossa Senhora do Marão - Serra do Marão






para a Daniela e a Viviana


Estamos sentados entre o xisto e a caruma
no chão da montanha. Os choupos são uma impressão
riscada no cenário à nossa frente, mas nós temos as mãos ocupadas
com outros pensamentos. Às vezes era doloroso viver atrás
das montanhas, pressentíamos a distância do mundo como uma faca
e usávamos o mesmo gume para dividir entre nós
as enormes tardes de domingo.

Nós os três contra o ar duro do Marão, os braços em torno
dos joelhos. Quase uma imagem para a música das cassetes
que eu levava para todo o lado (alguma desenquadrada peça de Satie
entre Polly Jean e Tom Waits a uivar como um cão). Tínhamos vindo
à procura da neve debaixo dos troncos, atirámos pequenas pedras
às fundações do vale. E como parece branco e nítido o inverno. 



Poemas de Rui Pires Cabral [de Música antológica & onze cidades], Oficina Raquel, Rio de Janeiro, 2007.




domingo, 25 de agosto de 2019

Casa de chá em Vila Real









Numa manhã de junho sentado à mesa de uma
casa de chá em Vila Real tive um sonho que
me espantou e as imaginações na minha cama,
em S. Gonçalo, no Marão,
e as visões na minha cabeça me turvaram.

Por mim se fez este balcão pelo
qual foram introduzidos à minha presença os
frades domínicos da Sé, ali defronte.
Vinham dar-me a interpretação das cornijas
acachorradas da sua casa.

Entraram os frades segundo o nome do nosso
deus. Eu contei-lhes o sonho.

Crescia uma árvore que quase chegava ao céu.
Vinha da margem do Corgo, passava a
cidade, chegava bem alto.
Ao lado falavam d'antigos namorados entre o
coração e o terror

o pressentimento do futuro. Falavam
já dos melhores trechos do bispo Osório,
admirável em latim.
Ao lado crescia aquela árvore
cuja altura era grande dentro e fora da

minha cabeça.
Viam as aves do céu fazerem morada
nos ramos, os frades acharam sombra
sob as traves de madeira da sua igreja e
cantavam derrubai a árvore cortai-lhe os

ramos sacudi as folhas.
A única coisa a fazer era beber o chá e
esperar pela esquina da avenida.


João Miguel Fernandes Jorge, A pequena pátria, in Tronos e dominações, Editorial Presença, Lisboa, 2002.


terça-feira, 6 de agosto de 2019

A Alma e a Gente | Vila Real





No seu programa A Alma e a Gente, o Prof. José Hermano Saraiva visita Vila Real: o Santuário de Panóias, a Sé Catedral (construída a partir da antiga igreja do antigo convento dominicano), o Solar dos antigos condes (depois marqueses) de Vila Real, e o Solar de Mateus, monumento nacional, hoje um dos mais notáveis museus que existe no norte de Portugal. 

No Solar, recorda-se o Quinto Morgado de Mateus, D. José Maria de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos, que editou e mostrou ao mundo culto uma das mais belas edições de Os Lusíadas.




   



domingo, 21 de outubro de 2018

Memória de Carvalho Araújo


Exposição bibliográfica na Biblioteca Municial de Vila Real


No ano em que se assinalam os 100 anos da morte do grande herói Vila-realense, o Comandante Carvalho Araújo, a Biblioteca Municipal organizou uma mostra bibliográfica.

A visitar!




 

 

sábado, 15 de julho de 2017

Uma espada de brilhantes para o General Silveira



de Maria do Carmo Serén


 
Obra patrocinada pelo Governo Civil de Vila Real e Grupo de Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro. 
Disponível na Biblioteca





Francisco da Silveira Pinto da Fonseca Teixeira nasceu a 1 de setembro de 1763, em Canelas, Peso da Régua, e faleceu a 27 de maio de 1821, em Vila Real. 

1.º conde de Amarante, mais conhecido por General Silveira, foi um oficial general do exército português e político, tendo-se destacado durante a Guerra Peninsular.




terça-feira, 29 de novembro de 2016

Louça de Bisalhães é Património Imaterial da Humanidade







O processo de fabrico do barro preto de Bisalhães, em Vila Real, foi hoje inscrito na lista do Património Cultural Imaterial que necessita de salvaguarda urgente da UNESCO. 

A decisão foi tomada durante a 11.ª reunião do Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, que está a decorrer em Adis Abeba, capital da Etiópia.


quarta-feira, 27 de abril de 2016

Vila Real, Capital da Cultura do Eixo Atlântico 2016


Agenda de maio e junho




Folheie virtualmente a agenda de maio e junho de Vila Real Capital da Cultura do Eixo Atlântico 2016:



A Capital da Cultura do Eixo Atlântico surgiu em 2007 numa cooperação entre o Norte de Portugal e a Galiza com o objetivo de valorizar a cultura que é comum e os artistas que a perpetuam. “Do Douro ao Atlântico” é o tema e fio condutor que une as duas cidades que este ano partilham o estatuto, Matosinhos e Vila Real. Vila Real aproveita o mote também para celebrar o território a montante deste curso. No ano em que se celebram os 260 anos da Região Demarcada do Douro, a simbologia do “vinho” surge como uma oportunidade de brindarmos à cultura de uma forma ampla e universal.

O programa integra protagonistas de ambos os lados da euro-região, cumprindo assim o objetivo principal de celebrar a cultura e a criação produzida em diferentes cidades do Eixo, galegas e portuguesas.


segunda-feira, 14 de março de 2016

O Foral de Vila Real, Hoje



Catálogo da Exposição 


  

 

 

 












A Dra Eugénia Almeida, Vice-Presidente e Vereadora da Cultura e Ciência do Município de Vila Real, deslocou-se à nossa escola para  entregar o catálogo da exposição "O Foral de Vila Real, hoje", que contou com trabalhos dos alunos das escolas Diogo Cão, Camilo Castelo Branco e S. Pedro.

Os trabalhos que representaram a nossa escola na referida exposição foram realizados pelos alunos:

- do 8º ano - desenvolvimento de trabalhos criativos - uma capitular para um possível foral da atual cidade de Vila Real, tendo por cenário a sua arquitetura contemporânea;

- do 9º A - propostas de um foral para Vila Real;

- do 9º B e C - instalação artística composta por caleidociclos, uma homenagem desprentenciosa aos padrões que Diogo Cão colocou no Cabo de Santa Maria e na Zâmbia e à beleza das iluminuras;

- do 10º F - uma capitular para um possível foral da atual cidade de Vila Real.


A cerimónia, teve lugar na biblioteca, contou com elementos do Staff da vereação, os docentes de Artes da Camilo, a Direção da escola e a Professora Bibliotecária, a quem foram entregues vários exemplares do catálogo para o Fundo Documental da BE.