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domingo, 21 de maio de 2023

Pensamentos

 




William Faulkner (1954)




“O que a literatura faz é o mesmo que acender um fósforo no campo no meio da noite. Um fósforo não ilumina quase nada, mas permite-nos ver quanta escuridão existe ao redor.” 

William Faulkner



terça-feira, 6 de setembro de 2022

A árvore do conhecimento

 


"Tree of Knowledge", de Dion Pollard



“Sempre que no meu ambiente faltou apoio e alimentação, agarrei-me aos livros...”

― Richard Wright, em 1908



segunda-feira, 28 de junho de 2021

Pensamentos








“O fascismo cura-se lendo e o racismo cura-se viajando.” 

Frase do romancista, dramaturgo, poeta e filósofo espanhol Miguel Unamuno. Entre 1931 e 1933 também foi deputado.



domingo, 26 de janeiro de 2020

(Im)Perfeição





Faça o melhor que puder até saber melhor. 
Então, quando souber melhor, faça melhor. 
- Maya Angelou






Imagem



sábado, 11 de janeiro de 2020

Homem novo




Imagem: A criação de Adão (pormenor), de Miguel Ângelo. Capela Sistina, Roma.




Culturalmente, é mais fácil mobilizar os homens para a guerra que para a paz. Ao longo da história, a Humanidade sempre foi levada a considerar a guerra como o meio mais eficaz de resolução de conflitos, e sempre os que governaram se serviram dos breves intervalos de paz para a preparação das guerras futuras. Mas foi sempre em nome da paz que todas as guerras foram declaradas. É sempre para que amanhã vivam pacificamente os filhos que hoje são sacrificados os pais...

Isto se diz, isto se escreve, isto se faz acreditar, por saber-se que o homem, ainda que historicamente educado para a guerra, transporta no seu espírito um permanente anseio de paz. Daí que ela seja usada muitas vezes como meio de chantagem moral por aqueles que querem a guerra: ninguém ousaria confessar que faz a guerra pela guerra, jura-se, sim, que se faz a guerra pela paz. Por isso todos os dias e em todas as partes do mundo continua a ser possível partirem homens para a guerra, continua a ser possível ir ela destruí-los nas suas próprias casas.

Falei de cultura. Porventura serei mais claro se falar de revolução cultural, embora saibamos que se trata de uma expressão desgastada, muitas vezes perdida em projetos que a desnaturaram, consumida em contradições, extraviada em aventuras que acabaram por servir interesses que lhe eram radicalmente contrários.

No entanto, essas agitações nem sempre foram vãs. Abriram-se espaços, alargaram-se horizontes, ainda que me pareça que já é mais do que tempo de compreender e proclamar que a única revolução realmente digna de tal nome seria a revolução da paz, aquela que transformaria o homem treinado para a guerra em homem educado para a paz porque pela paz haveria sido educado. Essa, sim, seria a grande revolução mental, e portanto cultural, da Humanidade. Esse seria, finalmente, o tão falado homem novo.

José Saramago. O Caderno, 7 de maio de 2009. 



sábado, 31 de agosto de 2019

Ensinar a ler é sempre ensinar a transpor o imediato










“Ensinar a ler é sempre ensinar a transpor o imediato. É ensinar a escolher entre sentimentos visíveis e invisíveis. É ensinar a pensar no sentido original da palavra «pensar» que significa «curar» ou «tratar» um ferimento. Temos de repensar o mundo no sentido terapêutico de o salvar das doenças pelas quais padece.” 

Mia Couto



sábado, 27 de julho de 2019

Sobre os tabus








Os tabus, embora não admitidos, são potentes. O que temem as pessoas? O que não entendem. O civilizado não difere do selvagem.

Henry Miller (1891-1980). O Pesadelo do Ar Condicionado


terça-feira, 7 de maio de 2019

Chapéu Violeta








 





Aos 3 anos: Ela olha para si mesma e vê uma rainha.

Aos 8 anos: Ela olha para si e vê Cinderela.

Aos 15 anos: Ela olha para si mesma, vê uma bruxa e diz: "Mãe, eu não posso ir pra escola deste jeito!"

Aos 20 anos: Ela olha para si mesma e se vê muito gorda, muito magra, muito alta, muito baixa, muito liso, muito encaracolado, decide sair, mas vai sofrendo.

Aos 30 anos: Ela olha para si mesma e se vê muito gorda, muito magra, muito alta, muito baixa, muito liso, muito encaracolado, mas decide que agora não tem tempo para consertar; então vai sair assim mesmo.

Aos 40 anos: Ela olha para si mesma e se vê muito gorda, muito magra, muito alta, muito baixa, muito liso, muito encaracolado, mas diz: pelo menos eu sou uma boa pessoa, e sai mesmo assim.

Aos 50 anos: Ela olha para si mesma e se vê como é. Sai e vai para onde ela bem entender.

Aos 60 anos: Ela se olha e lembra de todas as pessoas que não podem mais se olhar no espelho. Sai de casa e conquista o mundo.

Aos 70 anos: Ela olha para si mesma e vê sabedoria, risos, habilidades. Sai para o mundo e aproveita a vida.

Aos 80 anos: Ela não se incomoda mais em se olhar. 
Põe simplesmente um chapéu violeta e vai se divertir com o mundo.

Talvez devessemos pôr aquele chapéu violeta mais cedo!


Texto de Erma Bombeck, escrito quando ela descobriu que estava a morrer de cancro.



terça-feira, 23 de abril de 2019

O livro é um dos objetos mais revolucionários inventados pelo homem





O livro é, ainda hoje, um dos objetos mais revolucionários que o Homem foi capaz de inventar. Nenhum outro consegue congregar tecnologia, arte, conhecimento a um preço tão reduzido. Mas mais do que tudo, nenhum outro pode, como o livro, ser uma alavanca contra a pobreza, a exclusão social, a desesperança, a servidão. Hoje, quando somos assolados por solicitações de toda a ordem, ler um livro torna-se a pouco e pouco um ato de rebeldia e uma manifestação de saúde mental. Sabe-se que quanto maior for o grau de literacia maior é a capacidade de produzir riqueza material e imaterial, maior é a independência e a capacidade de responder aos desafios do mundo e da vida.

Joana Emídio Marques, Jornal Observador, 23 de Abril de 2019




domingo, 6 de janeiro de 2019

LER | A felicidade perfeita




Retrato de David Bowie, por Robert Risko, para a Revista Vanity Fair


Quando perguntado, num famoso questionário concebido pelo grande escritor francês Marcel Proust, sobre a sua ideia de felicidade perfeita, David Bowie respondeu simplesmente: "Ler".


A arte de Violeta Lópiz para uma carta de Lucianne Walkowicz, 



domingo, 30 de dezembro de 2018

Touché, Mr Chaplin!



Homenagem a Charlie Chaplin (16 de abril de 1889 - 25 de dezembro de 1977)


Einstein e Chaplin



Um dia, ao se encontrar-se com Charlie Chaplin, Einstein disse-lhe: 
- "O que mais admiro na sua arte é sua universalidade, você não diz nada e mesmo assim o mundo entende-a". 

Ao que Chaplin respondeu: 
- "É verdade, mas a sua reputação é ainda maior, o mundo admira-o mas ninguém o entende".


sábado, 3 de novembro de 2018

Ciência & Tecnologia




Fonte: Pixabay


“Criámos uma civilização global em que os elementos mais cruciais […] dependem profundamente da ciência e da tecnologia. Mas também criámos uma ordem em que ninguém compreende a ciência e tecnologia. Podemos escapar ilesos por algum tempo, porém mais cedo ou mais tarde essa mistura inflamável entre poder e ignorância vai-nos explodir na cara.” 

Carl Sagan, O mundo infestado de Demónios (1995)




Novembro, Mês da Ciência


domingo, 30 de setembro de 2018

Da leitura




Marilyn Monroe


Todos os dias deveríamos ler um bom poema, ouvir uma linda canção, contemplar um belo quadro e dizer algumas palavras bonitas.

Johann Goethe

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Como leitor, o que eu gosto é de ler e dizer, bolas, é exactamente isto que eu sinto e não era capaz de exprimir. Quando um livro me ensina a explicitar emoções que eu sinto, esse é um livro bom.

António Lobo Antunes

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Chega-se a ser grande por aquilo que se lê e não por aquilo que se escreve.

Jorge Luis Borges


sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Repensar a aprendizagem





“Os analfabetos do século 21 não serão aqueles que não conseguem ler nem escrever, mas aqueles que não conseguem aprender, desaprender e reaprender."  TOFFLER, Alvin. Choque do futuro. Lisboa : Edição Livros do Brasil, 1970


domingo, 20 de maio de 2018

Da leitura






Os leitores extraem dos livros, consoante o seu carácter, a exemplo da abelha ou da aranha que, do suco das flores retiram, uma o mel, a outra o seu veneno.
Friedrich Nietzsche

sábado, 6 de janeiro de 2018

Os livros





“O que os livros têm de extraordinário é que podemos estar no meio de uma multidão de um milhar de pessoas e, mesmo assim, estarmos totalmente isolados. Não há nenhuma máquina capaz de fazer isso. Quando levamos um livro no bolso é como se carregássemos um templo. O que fazemos quando abrimos um livro é muito semelhante à atitude que adoptamos ao entrar numa igreja. Em ambas as situações, baixamos logo o tom de voz. A igreja também é uma máquina de desacelerar e reflectir. 

Se alguém se limitasse a ler apenas, recusando as outras artes, seria, ainda assim, uma pessoa densa. O cinema, o teatro, as artes plásticas dão-nos muito - mas a literatura é talvez algo de mais estrutural.”