De 15 a 27 de maio, está patente, na escadaria de acesso à Biblioteca, a exposição de pintura "Interpretar o Douro", de João Rebelo.
O evento é realizado no âmbito da Rede de Bibliotecas de Vila Real e conta com o apoio do Município.
De 15 a 27 de maio, está patente, na escadaria de acesso à Biblioteca, a exposição de pintura "Interpretar o Douro", de João Rebelo.
O evento é realizado no âmbito da Rede de Bibliotecas de Vila Real e conta com o apoio do Município.
Não consigo deixar de pintar.
Há mais de 60 anos que o faço.
Realizei inúmeras exposições individuais.
Foram várias séries.
Agora estou mais retratista dos livros que vou lendo.
Acho que é uma boa aposta. Juntar um autor e um livro.
Espero pelo Público. - João Rebelo
O que há de comum entre Simoneta Vespucci e Marilyn Monroe?
Qual é a verdadeira história da musa de Sandro Botticelli?
Estas e outras questões serão esclarecidas na conferência O vampiro de Botticelli, pelo professor Álvaro Pinto.
Iniciativa conjunta do Departamento de Línguas Românicas e Clássicas (Projeto Língua portuguesa - uma língua de encontros na terra e no mar) e do Grupo disciplinar de História.
Q
Manet tinha pintado duas mulheres, uma despida e que olha confiantemente para nós, outra, mais longe, em vestes transparentes (a primeira era a sua modelo preferida, a outra veio a casar-se com o escritor Émile Zola), ao lado de dois homens irrepreensivelmente de fato completo, sentados num piquenique no campo. O contraste entre elas e eles é realçado pela voluptuosidade tranquila da mulher que nos fita e que é iluminada pelo jogo de cores do quadro. Curiosamente, nem a versão divertida e posterior de Cézanne (que incluiu mais figuras, todas enroupadas), nem as de Picasso (que pintou duas centenas de esboços a partir deste quadro, quarenta dessas telas entre 1959 e 1962, incluindo algumas em que todas as figuras estão nuas) transmitem a mesma sugestão. Melhor do que os seus imitadores, a imagem da Manet sublinhava a luminosidade e a natural sensualidade da mulher que domina o quadro. Por isso, ou dado que a censura não anda com bom nome — pelo menos numa pequena parte do mundo, mais pequena do que se pode supor —, a acusação de obscenidade de que então Manet foi vítima, como o fora Courbet, parecer-nos-á agora uma simples zombaria. Como nestes casos, a designação de obscenidade, para reduzir uma das formas de sentir o erotismo, é uma interpretação de poder e tem o contexto de cada época em que é enunciada.
Francisco Louçã. "Vai Bocage contra o fanatismo dos bonzos" (excerto), in Revista Expresso, Semanário#2627, de 3 de março de 2023
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| "Tree of Knowledge", de Dion Pollard |
A
Na matriz folclórica, etnográfica e das artes populares, partilhada por Veiga Simões e Vergílio Correia, dois outros colaboradores da revista, a força de um povo orientado por um escol contrapunha-se quer às lutas políticas consideradas estéreis quer aos projetos estéticos situados em “torres de péssima porcelana” (os visados seriam o simbolismo de Eugénio de Castro e o saudosismo de Teixeira de Pascoaes).
Todos os elementos acabados de referir — integralismo, modernismo, outros projetos estéticos, nacionalismo e forças que com ele concorreram, relação do escol com o povo, conhecimento folclórico, etc. — necessitam de ser tidos em linha de conta para compreender o que foi a “Contemporanea”. Uma revista eclética que articulou vozes dissonantes e na qual os seus colaboradores estavam longe de partilhar a mesma agenda.
Diogo Ramada Curto. Expresso Semanário#2598, 12 de agosto de 2022