Como professores bibliotecários sabemos que a colaboração é muito importante no trabalho que realizamos. De acordo com o documento National School Library Standards, da Associação Americana de Bibliotecas Escolares, colaborar significa “trabalhar eficazmente com os outros para alargar perspetivas e alcançar objetivos comuns”. Também entendemos que a colaboração pode assumir muitas formas.
Este ano tenho analisado as minhas aulas procurando perceber qual o seu objetivo e relevância. O meu foco tem sido fazer estas perguntas a mim mesma: “Será esta a melhor forma de ensinar este assunto?” ou “Será que este projeto, de facto, atinge os objetivos?” Ao fazer isto, reflito sobre a forma como trabalho com os outros professores na minha escola. O que descobri é que a colaboração realmente eficaz ainda necessita de tempo para se desenvolver.
Modelo PIC-RAT
Recentemente, juntei-me ao grupo de trabalho responsável pela Educação Tecnológica na minha escola. Trata-se de um grupo educadores do pré-escolar até ao 12.º ano que estão a trabalhar com o Coordenador de Educação Tecnológica no sentido de perceberem como podem integrar a tecnologia nos diferentes níveis de ensino. Este comité começou por analisar o modelo PIC-RAT, o qual permite perceber a relação entre as práticas de ensino dos educadores e o uso da tecnologia por parte dos alunos. O modelo também deixa perceber como as aulas ou os projetos podem mostrar diferentes níveis do uso da tecnologia.
Um modelo
Este modelo fez-me pensar que a colaboração também poderia ser inserida nestas caixas; por isso, comecei a procurar modelos como este, relacionados com a colaboração na educação. Na minha pesquisa simples, o que descobri é que existem muitos exemplos diferentes, contudo, a maioria deles está relacionada com outras áreas. Os que encontrei relacionados com a educação referiam-se mais ao desenvolvimento de competências entre alunos e professores ou entre os próprios alunos. Foi um pouco mais difícil encontrar modelos sobre a colaboração entre os professores. Para mim foi um sinal de que a colaboração, por vezes, pode ser um desafio. O que parece ser colaboração para uma pessoa pode não ser o que a outra tem em mente.
Na maioria dos modelos, havia elementos que podiam ser utilizados na educação e naquilo que eu estava a pensar criar para a minha própria prática. Embora o modelo PIC-RAT fosse a minha inspiração original para mergulhar neste assunto, decidi que um continuum parecia fazer mais sentido ao pensar em colaboração de uma forma linear. Utilizando os modelos que encontrei como orientação, especifiquei que níveis integram o meu continuum de colaboração.
4 níveis de colaboração
Partilha
A partilha é o nível em que começa a colaboração. Implica a partilha de recursos com os meus colegas e também inclui situações em que os professores solicitam livros ou materiais de pesquisa para aulas ou projetos. A partilha é o nível de colaboração que os professores bibliotecários conseguem controlar. Não se pode obrigar ninguém a trabalhar connosco, mas podemos estar recetivos e dispostos a partilhar sempre que a oportunidade surgir.
Cooperação
Neste nível, eu e o professor não planificamos em conjunto, mas falamos do que cada um de nós ensina para que as aulas possam estar em sincronia. Também partilhamos métodos e estratégias de ensino para que os alunos possam ter uma formação coerente.
Coordenação
Esta forma de colaboração inclui aulas ou projetos que programamos e discutimos em conjunto, mas que são ensinados por um professor ou pelo outro. Por vezes, tanto o professor como o professor bibliotecário estão presentes, mas as aulas não são verdadeiros momentos de coensino, uma vez que um dos professores é o líder e prepara a maior parte da aula.
Integração
A integração acontece quando os nossos objetivos curriculares estão verdadeiramente alinhados. Planeamos e desenvolvemos em conjunto uma aula ou projeto que vai ao encontro dos objetivos da área temática, bem como das necessidades de informação dos alunos. Coensinamos na mesma aula ou no mesmo projeto. Este nível requer confiança de ambas as pessoas e inclui a partilha de ideias e a tomada de decisões.
Penso que esta ideia foi bem explicada no Centro de Recursos de Minnesota “nenhum tipo de colaboração é "melhor" do que outro. O melhor tipo de colaboração é aquele que melhor se adapta àquilo que o professor e o seu colega esperam alcançar". Tenciono continuar a olhar para as aulas e para os projetos através desta lente durante o resto do ano letivo.
Queres aprender melhor? Testa-te a ti próprio! Depois de estudar tens a impressão de que sabes a matéria. Isto acontece porque a informação fica na tua memória recente. Quando revês, consegues reconhecer o que estudaste. Mas, atenção: reconhecer não é o mesmo que saber!
O que é a prática da recuperação?
É uma estratégia de estudo que recorre à autoavaliação para uma aprendizagem mais eficaz. O princípio é simples: é preciso testar e reproduzir o conhecimento que queres aprender. Quando te esforças para recordar uma informação, estás a estimular a sua memorização e também a compreensão.
O êxito desta estratégia deve-se ao fortalecimento da memória a longo prazo. Várias experiências científicas têm mostrado que os alunos que mais testam o seu conhecimento são os que melhor aprendem e conseguem alcançar melhores resultados.
Como aplicar?
Depois de assistir à aula, lê e estuda com apoio dos manuais e dos teus apontamentos. Depois de o fazer, testa-te a ti próprio. Faz mini testes ou recorre a questionários e, no final, verifica se sabes realmente a matéria.
Em vez de insistires na mesma matéria, experimenta alternar entre temas diferentes. O segredo é intercalar!
Estudar o mesmo ponto da matéria durante muito tempo prejudica a tua capacidade de foco e facilita a divagação mental. Mas alternar conteúdos faz com que estejas sempre a receber novos estímulos: aumenta o desafio cognitivo e estimula a atenção e a persistência nas tarefas.
O que é a prática intercalada?
Consiste em alternar diferentes conteúdos. As tarefas de estudo devem ser organizadas segundo uma sequência que evita a apresentação consecutiva de dois exercícios do mesmo tipo.
Como aplicar?
Primeiro, deves avaliar o que já sabes sobre o tema. Depois estudas tópicos diferentes da mesma matéria, alternando conceitos e evitando repetir os mesmos exercícios. Por exemplo, se fores estudante de pintura e estiveres a aprender a reconhecer estilos diferentes, deves alternar entre eles, em vez de estudares um estilo de cada vez.
A percepção dos professores acerca do comportamento dos alunos é influenciada pelo desempenho na leitura? Annica
Elies, Alfred Schabmann e Barbara Schmidt procuraram responder a esta
questão no artigo «Associations between teacher-rated behavioral
problems and reading difficulties? Interactions over time and halo
effects», publicado em 2021 na revista Journal of Research in Special Educational Needs. Os resultados são interessantes.
Fundamentos teóricos
A associação entre as
dificuldades de leitura e os problemas de comportamento é discutida
desde a década de 1970. De acordo com diversos estudos, o desempenho de
leitura e o comportamento dos alunos estão indubitavelmente associados.
Eis os resultados de alguns estudos:
Fischbach et al.
(2010) verificaram que os alunos com dificuldades na leitura, além de
manifestarem problemas de comportamento, exibem dificuldades emocionais e
sociais;
Gasteiger-Klicpera et al. (2006)
verificaram correlações fracas a moderadas entre o desempenho na leitura
e o comportamento, tendo verificado ainda que quer as dificuldades de
leitura, quer os problemas de comportamento, se tornam cada vez mais
estáveis ao longo do tempo;
Hinshaw (1992) e McGee et al.
(1986) verificaram que, enquanto nos primeiros anos de escolaridade a
hiperatividade e a desatenção são os comportamentos que mais se
relacionam com as dificuldades de aprendizagem, na adolescência os
comportamentos anti-sociais e agressivos são os que mais se destacam.
Apesar
de os estudos sobre a associação entre as dificuldades na leitura e os
problemas de comportamento terem já uma longa tradição, Elies et al. (2021) consideram que continua a ser difícil fazer afirmações claras acerca da direção e intensidade desta associação.
Para saber mais sobre o estudo de A.Elies, A.Schabmann e B. M. Schmidt, B.M. - Associations
between teacher‐rated behavioral problems and reading difficulties?
Interactions over time and halo effects, de 2021.
O pensamento criativo é uma habilidade que ajuda a desenvolver ideias interessantes e valiosas. O Oxford Dictionary define o pensamento criativo como "o uso da imaginação ou de ideias originais para criar algo". Ser imaginativo e pensar fora da caixa é fundamental para o sucesso em todos os setores. Um dos pensadores mais proeminentes do mundo sobre criatividade, Edward de Bono, acrescenta que esta consiste em quebrar velhos hábitos e ver as coisas de novas formas, seja com uma nova abordagem a um desafio ou uma solução para uma disputa em curso.
Vantagens do Pensamento Criativo
O Pensamento Criativo permite uma abordagem inovadora das questões e cultivar a abertura de espírito. Utilizando-o podem-se produzir novas ideias, analisar eventos, encontrar temas e desenhar alternativas aos sistemas operacionais estabelecidos.
- Proporciona confiança: Quando se emprega a criatividade para explorar ideias e conceitos diversos, fortalece-se a confiança e potencia-se o melhor de cada um.
- Dá autoconfiança: A criatividade permite-lhe trabalhar nos seus objetivos e atingi-los com total realização.
- Ajuda a enfrentar situações: À medida que o pensamento criativo leva a experimentar e a inovar, expande-se o conhecimento coletivo relativamente a vários métodos para lidar sem esforço com todas as situações.
- Liberta o stress: O pensamento criativo pode combater o stress, uma vez que permite a inovação para além de quaisquer limites.
- Exprime talentos ocultos: O pensamento criativo permite alimentar a curiosidade e desbloquear talentos ocultos.
- Desenvolve a inteligência emocional: O pensamento criativo promove a consideração das circunstâncias a partir de múltiplas perspetivas, o que o pode ajudar a construir empatia e inteligência emocional.
Desenvolver o Pensamento Criativo
Ser um pensador criativo permite encontrar novas formas de abordar as situações existentes, reconhecer a importância de vários pontos de vista, metodologias e teorias, ligar pensamentos e ver paralelos entre situações totalmente diferentes.
Eis algumas formas de construir o pensamento criativo:
- Estabelecer o propósito e a intenção: Concentrar-se nos objetivos e misturar novas ideias para resultados desejáveis.
- Construir competências de comunicação: Boas capacidades de comunicação ajudam a expressar ideias e a partilhar a criatividade com confiança.
- Encorajar a autonomia: as realizações mais significativas provêm da criatividade decorrente da liberdade para pensar.
- Criar equipas diversificadas: A diversidade aumenta a criatividade. Equipas com elementos de diversas origens e áreas de especialização que partilham os seus pensamentos tornam-se mais inovadoras.
- Construir a motivação: Promover e apoiar crenças inovadoras dos membros de uma equipa motiva-os, sendo muito relevante recompensar a criatividade.
- Proporcionar oportunidades para explorar: Incentivar os membros de uma equipa a colaborar e a partilhar os seus pensamentos, a explorar, testar e refinar novas ideias ajuda a progredir.
Um dos primeiros passos a seguir é a seleção das aprendizagens consideradas verdadeiramente essenciais.
Estas aprendizagens são as que correspondem ao que os estudantes devem aprender, em cada ano, para terem sucesso. Distinguem-se de outras menos prioritárias e que servem para enriquecer o que o aluno aprende.
Estas aprendizagens são transferíveis e duradouras.
A elaboração do plano de atuação implica o trabalho colaborativo e envolve cinco momentos essenciais:
1.º Analisar os documentos de referência
É importante que os docentes clarifiquem conceitos, para que todos "falem a mesma língua" e trabalhem para o fim último que é o sucesso dos estudantes.
2.º Definir os resultados de aprendizagem
A equipa deve começar por definir os resultados de aprendizagem pretendidos, isto é, o que os alunos devem saber após um determinado período de tempo, numa determinada área.
3.º Selecionar as aprendizagens a realizar pelos estudantes
Nota: Não esquecer que se devem privilegiar as aprendizagens que sejam essenciais para o sucesso do aluno e que sejam transferíveis e duráveis. Devem ter-se em conta, também, as aprendizagens que poderão ser avaliadas em provas/ exames nacionais.
4.º Definir níveis de desempenho para cada aprendizagem
Após a seleção das aprendizagens essenciais, os professores devem identificar os elementos observáveis ou as manifestações de aprendizagem que correspondam ao objetivo definido, através da definição de níveis de desempenho (adequados aos critérios de avaliação).
Os alunos devem ter conhecimento destes níveis de desempenho, isto é devem saber, de forma clara, o que se espara deles.
É importante, também, pensar na forma como os alunos vão demonstrar o que aprenderam (projeto, apresentação oral, teste escrito,...)
5.º Planificar o processo de ensino e de aprendizagem
A equipa pedagógica deve planificar as sequências de aprendizagem em conjunto.
Deve ser criado um documento flexível e aberto a alterações que podem e devem ser incluídas sempre que necessário, por exemplo para adequar a planificação ao ritmo de aprendizagem dos alunos.
Para cada sequência de aprendizagem, os professores devem definir uma tarefa de avaliação em conjunto que permita verificar se os alunos realizaram as aprendizagens pretendidas.
Blogger. (2021). Retrieved 11 September 2021, from https://www.blogger.com/blog/post/edit/3
O Conselho da União Europeia adotou uma recomendação sobre as competências-chave para a aprendizagem ao longo da vida em maio de 2018. A recomendação identifica oito competências-chave essenciais para os cidadãos para a realização pessoal, um estilo de vida saudável e sustentável, empregabilidade, cidadania ativa e inclusão social.
A recomendação é uma ferramenta de referência para as partes interessadas em educação e treinamento. Ele configura um compreensão comum das competências necessárias hoje e no futuro. O quadro de referência apresenta maneiras bem-sucedidas de promover o desenvolvimento de competências por meio de abordagens inovadoras de aprendizagem, métodos de avaliação ou apoio ao pessoal educacional. Todos os alunos devem atingir todo o seu potencial.
Para atender às suas diferentes necessidades, a recomendação incentiva os Estados-Membros a: fornecer educação e cuidados de qualidade na primeira infância, melhorar a educação escolar e garantir um ensino excelente, desenvolver ainda mais a educação e formação profissional inicial e contínua e modernizar o ensino superior.
A pertinência e atualidade do tema Avaliação da Aprendizagem em contextos quer presenciais quer online, justifica, em parte, a decisão em organizar o presente ebook. A avaliação é um processo central no ensino e é através da avaliação que o professor pode perceber se a trajetória por ele desenhada resulta na aprendizagem pretendida. Com efeito, a avaliação constitui, cada vez mais, um fator fulcral da qualidade dos processos de aprendizagem sendo deles indissociável. Se as práticas tradicionais de avaliação são cada vez mais problematizadas no ensino presencial, existem hoje outros contextos de aprendizagem híbridos ou totalmente a distância, em que esta problematização se torna ainda mais premente. Considerando que a avaliação está sempre relacionada com o que se entende por ensinar e aprender, estes novos contextos de aprendizagem e as suas características têm determinado, em grande parte, o repensar dos modelos pedagógicos convencionais e consequentemente das práticas avaliativas.
[...]
Por sua vez, a necessidade sentida, designadamente por professores dos vários níveis de ensino, de bibliografia em língua portuguesa no que se refere à avaliação e em particular à avaliação digital, bem como a necessidade de recursos bibliográficos em formato ebook, facilmente acessíveis à cada vez maior diversidade de estudantes, tantas vezes dispersos por diferentes países e regiões, determinou também a organização deste livro. Entendemos, pois, reunir um conjunto de estudos desenvolvidos recentemente por diversos profissionais da educação, de Portugal e do Brasil, dando-lhe a visibilidade merecida e permitindo a outros recolher nestes trabalhos contributos para a consolidação teórica das novas perspetivas sobre a avaliação bem como favorecer o desenvolvimento de práticas inovadoras e profícuas que conduzam à melhoria do processo de aprendizagem.
Trata-se, pois, de uma obra que aborda a questão da avaliação em diversos contextos, em diferentes níveis de ensino, em diferentes disciplinas e onde se procura, nos primeiros capítulos, propor referenciais teóricos que permitam enquadrar o conjunto de estudos de natureza mais prática apresentado nos capítulos seguintes.
Este ebook, pretende ainda dar conta dos resultados da estreita colaboração existente entre a Universidade Aberta, com investigadores de universidades do Brasil que participam regularmente em atividades/projetos do Laboratório de Educação a Distância e Elearning, contribuindo para o aprofundamento e difusão da pesquisa realizada em ambos os países que em muito enriquece a produção científica e a desejável partilha de conhecimento.
Lúcia Amante
Isolina Oliveira
Laboratório de Educação a Distância e eLearning (LE@D)
Na educação, tendemos a pensar na aprendizagem móvel como a aprendizagem em sala de aula com tablets e smartphones. E isso faz parte.
A capacidade de os alunos se libertarem das carteiras é um desenvolvimento extraordinário que traz consigo todos os tipos de possibilidades. O benefício da aprendizagem móvel até agora tem sido principalmente a personalização. Os alunos que se podem mover e aceder conteúdos em dispositivos individuais podem ter esses conteúdos personalizados em um contexto just-in-time, just-for-me. Mas sufocamos os ganhos potenciais da tecnologia e da aprendizagem móvel quando simplesmente transferimos a corrente da mesa para as paredes da sala de aula.
Este é apenas o começo de como os alunos eventualmente usarão a tecnologia para informar seu trabalho e estudo. É verdade que a aprendizagem móvel pode resolver o problema dos espaços criativos, mas (ainda) não explora a mobilidade - ir onde quiser, quando quiser, estar com quem você quer estar para fazer o trabalho que você acredita que precisa de ser feito. E para combinar ainda mais recursos e espaços locais com redes e comunidades digitais para fazer o seu melhor trabalho.
Atualmente, a ideia de que agrupar grupos de alunos em pequenas salas em edifícios de blocos de alvenaria decorre de problemas de tecnologia e montagem, não faz qualquer sentido. Isso provavelmente soa como um sonho educacional, mas apenas porque estamos presos a velhos padrões de pensamento. Sim, é verdade que uma criança de 6 anos não consegue pegar no seu tablet, saltar na sua roda gigante e ir até à Starbucks para "pensar".
Claramente, precisamos de sistemas (de algum tipo) para gerir o modo como construímos as habilidades literácicas nas crianças. Depois disso, em comparação com o que é possível na aprendizagem, as escolas - na sua forma atual - perdem rapidamente a sua credibilidade.
Nós criamos o que acreditamos que precisamos
As nossas estruturas sociais atuais não se adaptam bem a toda a ideia de aprendizagem móvel porque nunca foi necessário.
Já não precisamos de porque há mantimentos e restaurantes. Nós (literalmente) não abrimos espaço para aprendizagens e espaços de aprendizagem criativos para crianças e formas de os adolescentes se conectarem de forma significativa nas comunidades porque temos escolas. O que é tão louco quanto parece.
Haverá um (talvez prolongado) período de adaptação à medida que repensamos os espaços físicos nos grandes edifícios que chamamos de escolas e como eles se relacionam com as comunidades ao seu redor. A tecnologia criará essa oportunidade, mas caberá à sociedade - que pode começar com a liderança das escolas - administrar os desafios inevitáveis desse tipo de mudança e tornar tudo sustentável e atraente.
Na verdade, o mesmo se aplica à aprendizagem baseada nos jogos, em projetos e e em tantas outras tendências que os nossos “clientes” - pais, famílias, organizações e empresas - não entendem. Porque não é a tecnologia, mas sim as comunidades e os seus problemas inerentes, criatividade e “recursos humanos” que são os gigantes adormecidos na educação.
No vídeo abaixo, Dave Coplin, Chief Envisioning Officer da Microsoft, explora essa ideia através das lentes não da aprendizagem, mas do trabalho. A sua opinião é que, no trabalho, a produtividade não é a solução, mas o problema. Adotamos uma abordagem industrializada no nosso trabalho, o que prejudicou a nossa criatividade, inovação e confiança. (A ponto de mais de 71% dos americanos afirmarem estar insatisfeitos com o seu trabalho, o que é um número impressionante.)
Terry Heick. A aprendizagem móvel deve disromper o que é 'escola'. Teach Thought, 26 de junho de 2017.