Mostrar mensagens com a etiqueta Literatura e Ciência. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Literatura e Ciência. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Micromegas: O infinitamente grande e o infinitamente pequeno



Ler2027+ Ciência






Grande ou pequeno? Depende...


Micrómegas, habitante de Sírius, e o seu companheiro de viagem chegam ao planeta Terra

"Mas voltemos aos nossos viajantes. Deixando Júpiter, atravessaram um espaço de cerca de cem milhões de léguas, e passaram pelo planeta Marte, que, como se sabe, é cinco vezes menor que o nosso pequeno globo; viram as duas luas que servem esse planeta e que escaparam às vistas dos nossos astrónomos. Bem sei que o padre Castel escreverá, e até com muito espírito, contra a existência dessas duas luas; mas reporto-me àqueles que raciocinam por analogia. Sabem esses bons filósofos o quanto seria difícil ao planeta Marte, que fica tão longe do sol, não dispor ao menos de um par de luas. Seja como for, o caso é que os nossos companheiros acharam-no tão pequeno, que recearam não encontrar pousada, e seguiram adiante, como dois viajantes que desdenham um mau albergue de aldeia e prosseguem até à cidade vizinha. Mas o siriano e o companheiro logo se arrependeram disso. Viajaram por muito tempo, sem encontrar coisa alguma. Finalmente avistaram um pequeno clarão; era a terra; coisa de causar piedade a gente que vinha de Júpiter.

[...]

Como os dois estrangeiros andassem muito depressa, deram a volta ao mundo em trinta e seis horas; o sol, na verdade, ou antes, a terra, faz igual viagem num dia; mas cumpre levar em conta que é mais cómodo girar sobre o próprio eixo do que andar com um pé depois do outro. Ei-los pois de volta ao ponto de partida, depois de terem visto esse pântano, quase imperceptível para eles, que se chama o Mediterrâneo, e esse outro pequeno charco que, sob o nome de Grande Oceano, contorna o formigueiro. A água nunca passara além das canelas do anão, ao passo que o outro apenas molhara os calcanhares. Fizeram tudo o que puderam, andando em todas as direções, para descobrir se este globo era habitado ou não. Agacharam-se, deitaram-se, apalparam por toda parte; mas, como os seus olhos e mãos não eram proporcionados aos pequenos seres que por aqui se arrastam, não receberam a mínima sensação que lhes fizesse suspeitar que nós, e os nossos demais confrades habitantes deste globo, tivéssemos a honra de existir."

 Micrómegas, de Voltaire



Leituras de Micrómegas:

 - Voltaire em Liliput, por Mafalda Ivo Cruz.


Novembro, Mês da Ciência

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Dia nacional da cultura científica | Programa

 
 
 


No dia 24 de novembro celebra-se o Dia Nacional da Cultura Científica.

Para comemorar esta efeméride, a Biblioteca promove as seguintes atividades: 


 Dia 24 de novembro | 8h30m | Biblioteca.
 
- Palestra: Literatura e Ciência - de Galileu à revolução Industrial, pelo professor António Fortuna. Aula aberta, com a turma H do 11º ano, de Humanidades, aberta a toda a comunidade escolar.

- Leitura pública de poemas de Manuel António Pina, de Pequeno Livro de Desmatemática

 

De 24 a 28 de novembro:
 - Mostra de livros de divulgação científica, organizada a partir da classe 5 da coleção da biblioteca.

 - Divulgação de 3 boletins bibliográficos elaborados a partir dos títulos da mostra.

 

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Semana da leitura'14 | Palestra "Literatura e Ciência"

Semana da Leitura - 19 dias a ler!

 

 

Ciclo de Palestras na Camilo

 
 
 

Encerrou, ontem, o ciclo de palestras na biblioteca da nossa escola, realizado no âmbito da Semana da Leitura 2014, que este ano teve como mote os 8oo anos dos primeiros textos em língua portuguesa.

Desta vez, Literatura e Ciência uniram-se para comporem a narrativa das Unidades de Medida ao longo dos tempos

Sem nunca prescindir do rigor terminológico da área da Física e Química (um rigor q.b., dada a heterogeneidade da formação académica do público presente), o palestrante, professor António Fortuna, adotou o papel ancestral do contador de histórias e, num discurso apelativo e informado, abordou as unidades de medida, tomando como fonte de informação textos de literatura portuguesa (do período trovadoresco ao século XX). 

A conferência da professora Ana Paula Fortuna - Línguas e Literaturas Peninsulares - um passado comum? - , prevista também para esta data, foi adiada para o 3º período, em dia e hora a anunciar.


 
 
 
 
Extrato de Fernão Lopes, cronista medieval. 
 
No texto acima apresentado, de Fernão Lopes, o cronista, que usa o "côvado" como unidade de medida,  informa-nos sobre a destruição de muitos e bons livros da livraria do Mosteiro de S. Domingos, ocorrida durante uma cheia.
 
 
 
 
 

quarta-feira, 19 de março de 2014

Semana da leitura'14 | Aulas abertas


  Semana da leitura




AULAS ABERTAS
 Dia 19 de março. Auditório 2. 10h 05m
Literatura e Ciência: 
Unidades de medida ao longo dos tempos em Portugal, por António Fortuna

 

 


“acordarom e poseram por postura que qualquer que nam afinar as medidas e varas pessas  os moradores da cidade cada mês e os do termo de três em três meses Outrosy se lhe forem achadas medidas ou pessoas [sic] nam verdadeiras que paguem por cada huua vez cinquoenta livras pera o comçelho afora as penas que lhe per direito devem a dar por medirem por medidas falsas”.
                    Livro das Posturas Antigas, Leit. de Teresa Campos Rodrigues, Lisboa, CML, 1974, pp. 78-79: “das medydas e varas e pesas”.



O que têm de comum a poesia satírica medieval, o Auto da Índia de Gil Vicente, Anátema, de Camilo Castelo Branco, e Malhadinhas, Aquilino Ribeiro?

Bem, estes foram alguns dos textos e autores abordados pelo Dr. António Fortuna, docente na nossa escola, para apresentar a sua Aula Aberta/Palestra sobre as Unidades de medida ao longo dos tempos em Portugal.



Assim, na aula de Física e Química, os alunos do 10º A, ouviram falar de unidades de medida (que entretanto caíram em desuso, sobretudo a partir de 1975, com a adoção  do sistema decimal) a partir da leitura de textos literários.



Aula Aberta - 10º A




Para a medição do comprimento, foram referidas as medidas antropomórficas: braça,  palmo, polegada, côvado, jarda, pé. 



                                  Disponível em http://promontoriodamemoria.blogspot.pt/2012/10/antigas-medidas-de-peso-volume-e.HTML



Outras medidas referidas: alqueire, quarta, arrátel, canada, quartilho, meio quartilho.
  
A título de curiosidade, os alunos ficaram a saber que na Idade Média as medidas-padrão eram gravadas em monumentos medievais portugueses e que diferiam de terra para terra.







 Esta interessante palestra, que associa a Ciência à Literatura, será repetida no dia 3 de abril, quinta-feira, pelas 21 horas, na Biblioteca Escolar, desta vez tendo como público alvo toda a comunidade educativa.




Dia 21 de março. 8h 15m e 16h45m. Sala 5


 

Línguas e Literaturas Peninsulares: um passado comum?, por Ana Paula Fortuna


Nesta aula aberta, a professora Ana Paula Fortuna abordou a questão da origem das línguas peninsulares, explorando a poesia trovadoresca, nomeadamente textos de Martin Codax e de Bernardo de Bonaval.