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domingo, 8 de dezembro de 2024

1000 Vezes Camões

 

 







O programa "1000 Vezes Camões", da RTP3, apresenta-nos Luís Vaz de Camões em toda a sua grandeza.

Poeta maior e múltiplo, permite que quinze personalidades de relevo em cada uma das suas áreas nos mostrem as relações do poeta e dos seus textos a cada uma delas. Os três primeiros programas já estão disponíveis na RTP Play.
  • Isabel Rio Novo - a biografia
  • José Pacheco Pereira - a simbologia camoniana 
  • Miguel Esteves Cardoso - o amor e a língua
  • Frederico Lourenço - as influências clássicas
  • Raquel Henriques da Silva - a iconografia
  • Ricardo Araújo Pereira - o humor
  • Henrique Leitão - a ciência e os descobrimentos
  • José Carlos Seabra Pereira - a religião
  • Marta Crawford - a sexualidade
  • Isabel Alçada - a educação
  • Francisco José Viegas - a edição
  • Eucanaã Ferraz - o Brasil
  • Inocência Matta - a África e a expansão colonial
  • Gonçalo M. Tavares - a epopeia
  • Maria do Rosário Pedreira - a música

Camões 500

 

terça-feira, 18 de julho de 2017

Deuses da mitologia grega e romana





Partenon ou Partenão, templo dedicado à deusa grega Atena.

Construído no século V a.C., na Acrópole de Atenas, na Grécia Antiga.

Acrópole de Atenas



Os gregos baseavam as suas crenças nos mitos; os romanos dedicavam a sua atenção sobretudo aos rituais.



Na antiga Grécia, “as divindades eram humanamente cativantes e assumiam a forma de belos jovens e de belas donzelas que povoavam os bosques, as florestas, os rios, os mares, sempre em perfeita harmonia com a beleza terrena e com a alegria das águas cristalinas. É aqui que reside o milagre da mitologia grega, através de um mundo humanizado, sendo os homens libertos de um medo paralisante face ao desconhecido omnipotente, o absurdo aterrador, venerado em outras regiões. Desta forma, os espíritos terríficos que enxameavam a terra, o ar e o mar, foram banidos da Grécia Antiga. 


Em síntese, o mundo da mitologia grega nunca significou pavor para o espírito humano. É verdade que os deuses eram desconcertantes mas viviam como homens, alimentavam-se de ambrósia e não de pão, bebiam néctar e não vinho e falavam entre eles uma língua especial, mas no fundo comportavam-se como os humanos, com os seus vícios, as suas fraquezas, mas também com as suas grandezas e qualidades. Os primitivos gregos fizeram de um mundo de medos e receios um outro mundo em que a beleza e a ordem reinavam em toda a sua plenitude. Contudo, este quadro resplandecente tem por vezes algumas manchas negras, dado que os deuses não se importavam de tomar atitudes e cometer actos impensáveis para os seres humanos.”

Alberto Manuel Vara Branco, "A mitologia grega, uma concepção genial produzida pela humanidade: os condicionalismos religiosos e históricos na civilização helénica", Spectrum, p. 64.



                                                            Demeter, Chipre


Entre os séculos II e I a.C., os romanos conquistaram a Península Balcânica, local onde a civilização grega se desenvolveu, e os deuses gregos foram sendo absorvidos pela mitologia romana ou latina e ganharam novos nomes. 

A grande maioria dos deuses romanos tem equivalente na mitologia grega, mas a forma como a religião romana encara e explica as divindades é diferente, portanto é impossível afirmar serem as mesmas entidades. Para além dos deuses gregos, os romanos também incorporaram deuses das religiões existentes na antiga Itália, incluindo as primeiras civilizações romana e etrusca.






terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Dia de Reis







O dia de Reis é uma festa da Igreja Católica, realizada no dia 6 de janeiro. Foi criado para lembrar a data em que os três Reis Magos - Gaspar, Baltazar e Belchior ou Melchior - entregaram presentes ao Menino Jesus.

Na história do Natal os Reis Magos foram guiados por uma estrela até chegarem a Belém, local onde Maria estava com seu filho, na presença de José. O caminho percorrido foi longo, cada um estava em localidades diferentes, e por isso demoraram cerca de doze dias a chegar. 

Gaspar partiu da Ásia, levando incenso para proteger o Messias. A sua utilidade é espantar insetos com o aroma espalhado pelo ar, fazendo também do objeto uma reprodução da fé e da espiritualidade.

A mirra não foi esquecida. Baltazar levou-a da África, como a lembrança oferecida aos profetas. É um óleo ou resina extraído de uma planta, utilizado na preparação de medicamentos.

Da Europa, o enviado foi Belchior ou Melchior. O seu presente, o ouro, era oferecido apenas aos deuses, motivo pelo qual o ofertou a Jesus, simbolizando a riqueza, a realeza.






São três e chegam de longe
com um sonho na bagagem:
querem estar com o menino
antes que finde a viagem.

São magos do Oriente,
mas não são magos de rua;
acreditam nos cometas,
nas estrelas e na lua.

São os magos viajantes
que resistem à fadiga,
seguindo o rasto de luz
de uma estrela que é amiga.

São os Reis Magos que chegam
das mais remotas paragens
com ouro, incenso e mirra
que trazem de outras viagens.

São os Reis Magos felizes,
joelho assente na terra,
com um voto e uma prece:
“Menino, põe fim à guerra.”

 Gaspar, Baltazar e Belchior
pedem à estrela brilhante:
“Dá nome a este menino
 antes que o galo cante.”

Viemos aqui nesta noite
com um desejo profundo:
queremos ver o menino
que vem dar esperança ao mundo.

José Jorge Letria, O Livro do Natal