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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Aproximação de culturas | Diversidade cultural e valores universais








A Década Internacional para a Aproximação de Culturas (IDRC) baseia-se no forte momento criado e nas realizações da Década Internacional por uma Cultura de Paz e Não-Violência para as Crianças do Mundo (2001-2010) e o Ano Internacional para a reaproximação de culturas (2010).

A atual onda de conflitos, atos de violência e intolerância exige ações urgentes. Povos e nações precisam unir forças para o desenvolvimento de uma consciência global universal livre de estereótipos e preconceitos. A Década Internacional para a Aproximação de Culturas deve ser entendida como um compromisso para atender a essa necessidade premente de levar em conta e demonstrar claramente novas articulações entre diversidade cultural e valores universais.

A “aproximação das culturas” implica que a segurança internacional e a inclusão social não podem ser alcançadas de maneira sustentável sem o comprometimento com princípios como dignidade humana, convívio e solidariedade, que são as pedras angulares da convivência humana, em todas as religiões e ideologias seculares.



Década Internacional para a Aproximação de Culturas (IDRC) - 2013-2022



domingo, 20 de maio de 2018

Diversidade Cultural












Dia mundial da diversidade cultural para o diálogo e o desenvolvimento







Mensagem de Audrey Azoulay, diretora-geral da UNESCO, por ocasião do Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento


Hoje, a UNESCO celebra o 18º Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento. A diversidade cultural confere riqueza, cor e dinamismo à nossa vida. É uma abertura cognitiva e intelectual, assim como uma força motora para o desenvolvimento social e o crescimento económico.

É claro que a diversidade cultural, por si só, não é um fator da paz e de progresso. Para tanto, é necessário aprender, aprender sobre a alteridade, a habilidade de desviar o foco de si mesmo, de dialogar e reconhecer o valor oculto em cada cultura.

Este Dia Mundial é pensado especificamente para consciencializar as pessoas sobre essas questões. Ele convida-nos a ir além do reconhecimento da diversidade, para que possamos identificar os benefícios do pluralismo cultural, considerado um princípio ético e político de respeito igualitário pelas identidades e tradições culturais.

Esse princípio está no cerne da Declaração Universal da UNESCO sobre a Diversidade Cultural, aprovada pela Organização em 2001, que reconhece a diversidade cultural como parte do património comum da humanidade e como uma força motora para a paz e a prosperidade. As questões levantadas por essa Declaração, elaborada após os atentados de 11 de setembro, continuam sendo muito relevantes.

Em primeiro lugar, existe a necessidade de proteger as diferentes formas de expressão cultural (línguas, artes, artesanatos e estilos de vida), em especial dos povos considerados como minorias, para que elas não desapareçam pelo movimento de padronização que acompanha a globalização. Estes são elementos essenciais para definir as identidades individuais e coletivas e, com isso, a sua proteção enquadra-se no respeito pela dignidade humana.

Em segundo lugar, existe a questão do acesso à vida cultural das pessoas de uma comunidade e de um país. Este é também um direito consagrado no Artigo 27 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, cujo 70º aniversário é comemorado neste ano: “Todo o ser humano tem o direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar do progresso científico e de seus benefícios”.

Enquanto a revolução tecnológica tornou muitas formas culturais e artísticas mais facilmente acessíveis, e o comércio em todo o mundo aumentou exponencialmente, ainda existem muitos obstáculos ao acesso igualitário a bens e serviços. Isso afeta em particular as mulheres, as pessoas socialmente desfavorecidas e as comunidades minoritárias nos seus próprios países. É por isso que a UNESCO, neste Dia Mundial, está a organizar em Paris um painel de debates sobre essa questão central: “Como podemos fazer com que a cultura seja acessível a todos?”

Por último, ser capaz de construir livremente a própria identidade, tomando como base várias fontes culturais, assim como ser capaz de desenvolver de forma criativa o próprio património, são os fundamentos de um desenvolvimento pacífico e sustentável das nossas sociedades. Essa é uma questão essencial, assim como um desafio para o futuro: integrar a cultura numa visão global de desenvolvimento. Esse é o desafio lançado, por exemplo, pela Rede de Cidades Criativas, apoiada pela UNESCO: abrangendo 180 cidades em 72 países, essa rede tem como objetivo promover um modelo de desenvolvimento urbano sustentável, com foco nas artes criativas e com base na cooperação ativa entre cidades de todo o mundo.

“Eu não quero que a minha casa seja murada por todos os lados, nem que as minhas janelas sejam obstruídas. Eu quero que a cultura de todos os lugares seja soprada através da minha casa da forma mais livre possível”. Com essas imagens, Mahatma Gandhi sugeria que a cultura não é um património gravado nas pedras, mas um património que vive e respira, aberto às influências e ao diálogo, que permite a nossa adaptação de forma mais pacífica às mudanças do mundo.

A UNESCO convida todos neste dia de comemorações a abrir suas portas e janelas ao vento revigorante da diversidade!


sexta-feira, 19 de maio de 2017

Dia mundial da diversidade cultural para o diálogo e o desenvolvimento


21 de maio


"Today is an opportunity for us all to celebrate the tremendous benefits of cultural diversity, including humanity’s rich intangible heritage, and to reaffirm our commitment to building a more peaceful world, founded on the values of mutual understanding and intercultural dialogue." - Irina Bokova, Diretora Geral da UNESCO







Universal Declaration on Cultural Diversity (2001) (PDF)
Read the Declaration in the other national and local languages
Universal Declaration of Human Rights
Hangzhou Declaration – Placing Culture at the Heart of Sustainable Development Policies (2013) (PDF)

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Celebrar a diversidade!





Campanha de primavera eTwinning 2016 


No próximo dia 9 de maio, o eTwinning celebrará a “Diversidade Cultural”. A comunidade eTwinner é convidada a participar, promovendo debates nas escolas sobre esta temática e criando vídeos de 1 minuto, que poderão ser descarregados no eTwinning Live e divulgados num mapa interativo.

Ao clicar no banner da página da Campanha, encontrará todas as instruções, recursos e um mapa com os vídeos submetidos por outros eTwinners!





Siga a campanha nas redes sociais:‪#‎eTwinning4Diversity.

Participe!

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Dia mundial da diversidade cultural para o diálogo e o desenvolvimento'15




 CIDADANIA

   21 de maio




"Num mundo diverso, a destruição de culturas é um crime, e a uniformidade um beco sem saída: o nosso objetivo deve ser o de melhorar, num único movimento, a diversidade que nos enriquece e os direitos humanos que nos unem".

Irina Bokova,Diretora Geral da UNESCO
 

 Estátua de Iamassu, uma divindade protetora assíria, no Palácio de Ashurnasirpal, em Nimrud, Iraque. 
A UNESCO denunciou um ataque contra Nimrud, em 6 de Março de 2015. Foto: UNESCO








"Há setenta anos, os fundadores da UNESCO expressaram uma simples convicção: assim como a ignorância sobre os modos de vida dos outros exacerba a desconfiança e os mal-entendidos entre os povos, a busca da paz exige o reforço do conhecimento mútuo das culturas e dos povos, de modo a promover um melhor entendimento recíproco.

A diversidade cultural é o nosso património comum e a maior oportunidade para a humanidade. Mantém a promessa de renovação e dinamismo, e constitui um motor de inovação e desenvolvimento. É também um convite ao diálogo, descoberta e cooperação. Num mundo diverso, a destruição de culturas é um crime, e a uniformidade um beco sem saída: o nosso objetivo deve ser o de melhorar, num único movimento, a diversidade que nos enriquece e os direitos humanos que nos unem.

Esta ligação indivisível entre a diversidade cultural e os direitos humanos foi lembrado com a adoção, em 2001, logo após a destruição das estátuas de Buda de Bamiyan, no Afeganistão, da Declaração Universal da UNESCO sobre a Diversidade Cultural. Este texto fornece-nos uma bússola para vivermos juntos num mundo globalizado, confirmando que o respeito pela diversidade cultural e pelos direitos humanos são inseparáveis.

Hoje, a diversidade cultural está novamente sob ataque de extremistas violentos que destroem o património e perseguem minorias. Estes crimes confirmam ainda mais a nossa convicção de que os inimigos da dignidade humana procurarão sempre destruir a diversidade cultural, porque é o símbolo do livre pensamento e da criatividade infinita do ser humano. É esta ligação que temos de defender. Temos de responder a todos aqueles que procuram banir a diferença e a pluralidade de ideias, opiniões e crenças, protegendo a liberdade através da riqueza das nossas culturas e expressões criativas.

Isto é o que o Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento significa. É uma oportunidade para explorar o potencial criativo das nossas diferentes línguas e tradições e para garantir que essas diferenças nos enriquecem e fortalecem, em vez de nos dividirem. As palavras da Constituição da UNESCO, elaborada há 70 anos, não envelheceram um dia: o diálogo pode vencer todos os mal-entendidos e abrir um horizonte infinito de possibilidades para a paz e o desenvolvimento."

Irina Bokova, Diretora Geral da UNESCO