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domingo, 20 de abril de 2025

A pesquisa no Google já não é o que era



A pesquisa no Google já não é o que era, e tudo graças à inteligência artificial

 





“AI Overview” dá respostas imediatas às questões colocadas no motor de busca, mudando o paradigma a que estamos habituados desde os anos 90. A novidade ainda não chegou ao mercado português, mas a empresa garante que os sites citados continuam a ser consultados.

Ao escrever a pergunta “posso beber café enquanto estou grávida” no Google, a página de resultados que o motor de busca devolve já não apresenta apenas uma série de links azuis para diversos sites onde eventualmente haverá uma resposta. Ao invés, aparece um “Resumo de IA” (“AI Overview”, na designação original em inglês) que dá imediatamente a resposta, sem ser necessário clicar em qualquer hiperligação: “Sim, grávidas podem beber café com moderação, mas é importante limitar a ingestão de cafeína a cerca de 200 mg por dia.” Em seguida, aparece uma lista de recomendações, cada uma suportada por um link que a pessoa pode seguir se quiser saber mais sobre cada assunto.

Esta forma de responder às pesquisas dos utilizadores existe há quase um ano, desde que a Google lançou os resumos com base em inteligência artificial (IA) generativa, mas só agora começamos a perceber realmente o impacto que está a ter na forma como os consumidores usam o motor de busca mais popular do mundo — o Google domina cerca de 90% de todas as pesquisas online.

“Tem sido extremamente bem recebida”, disse o vice-presidente de Pesquisas, Srinivasan Venkatachary, na sede da Google, em Mountain View, onde o Expresso esteve esta semana. “Quando começam a usar esta funcionalidade, os utilizadores passam a fazer muito mais pesquisas.”

Este indicador é importante porque uma das incógnitas no mercado quando a Google lançou a novidade era saber se estes resumos iam diminuir o número de pesquisas e de cliques nos sites que aparecem nas páginas de resultados. Se a pessoa obtém a resposta de imedia­to, através de um sumário fácil de compreender, perderá algum tempo a entrar em sites? A Google diz que sim. Não só as pessoas seguem os links fornecidos pelo resumo de IA como passam lá mais tempo e depois retornam ao motor de busca para continuar a fazer perguntas, aprofundando o tema e explorando sites a que não chegariam se tivessem obtido apenas uma lista de links azuis. Ou seja: aumenta a diversidade de fontes consultadas, o que abre a oportunidade a sites que não apareceriam no topo do ranking.

Mas isso também pode significar que sites que anteriormente estavam sempre na página inicial e obtinham imenso tráfego a partir do Google estão a ver os cliques a diminuir. É o que diz, por exemplo, a empresa de conteúdos educativos Chegg, que em fevereiro processou a Goo­gle alegando que os resumos de IA contribuíram para o declínio do tráfego no site. As receitas da empresa caíram 24% no último trimestre de 2024 e a Chegg alega que as mudanças de IA no Google são parcialmente responsáveis. Mais, acusa a Google de obter benefícios a partir dos conteúdos do seu site sem ter de despender um centavo.

Ora, o que a Google mantém é que o seu motor de busca continua a enviar “milhares de milhões de cliques” para todo o tipo de sites diariamente e que os resumos de IA diversificaram a distribuição de tráfego para mais sites, não tendo havido uma redução no volume.
 
 



No Googleplex, o complexo de edifícios que formam a sede da empresa, em Mountain View, a questão foi levantada com vários responsáveis, incluindo Robby Stein, vice-presidente de Experiência de Pesquisa e Qualidade. Stein explicou que não há maneira de os sites garantirem se vão ou não ser embebidos nos resumos de IA e que as estratégias de SEO (otimização para motores de busca) se mantêm. Quanto melhor o conteúdo e maior a qualidade da fonte, maiores as hipóteses de integrar o sumário feito pela ferramenta de IA, que se baseia no grande modelo de linguagem Gemini.

O que se torna realmente interessante é a forma como o comportamento dos utilizadores está a mudar por causa da IA. Colocam perguntas mais complexas, usam diferentes meios ao mesmo tempo (por exemplo, misturam pesquisa de fotos com Lens com questões em voz alta) e passam mais tempo a explorar temas adjacentes à questão inicial. Isso, por sua vez, está a guiar a forma como a Google explora a aplicação de IA no seu produto mais importante, a pesquisa. E a boa notícia é que os resumos estão a ser testados em Portugal, o que significa que, em breve, poderemos perceber se as mudanças verificadas noutros mercados se estendem ao utilizador português.

Ana Rita Guerra. E-Revista Expresso, 20 de março de 2025

quarta-feira, 25 de outubro de 2023

Formação de utilizadores - 7º B

 

 



 

 No passado dia 20 de outubro, pelas 9:15, os alunos do 7º B tiveram na Biblioteca, acompanhados da professora de Português, Dra. Edite Santos, para participarem numa sessão de formação de utilizadores da BE.

 


domingo, 4 de setembro de 2022

O que é o Acesso aberto /Open access?

 

Por “acesso aberto” entende-se a sua disponibilidade gratuita na Internet pública, permitindo que qualquer usuário leia, baixe, copie, distribua, imprima, pesquise ou a use para qualquer finalidade legal, sem qualquer custo financeiro, legal ou técnico e sem barreiras, além daquelas que são inseparáveis ​​dos envolvidos no acesso à própria Internet.





Acesso aberto (em inglês, Open Access , OA) é o acesso livre à informação e uso irrestrito de recursos digitais por todas as pessoas. Qualquer tipo de conteúdo digital pode ser publicado em acesso aberto: desde textos e bases de dados até softwares e suportes de áudio, vídeo e multimedia. Embora a maior parte do conteúdo digital disponível seja composta exclusivamente por texto, cada vez mais recursos combinam texto com imagens, bancos de dados e arquivos executáveis. O acesso aberto também pode ser aplicado a conteúdo não académico, como música, filmes e romances.

Uma publicação pode ser lançada em acesso aberto se atender às seguintes condições:
  • O seu conteúdo pode ser acessado de forma livre e universal, sem custos para o leitor, pela Internet ou por qualquer outro meio;
  • O autor ou titular dos direitos autorais concede, irrevogavelmente e por um período ilimitado de tempo, a todos os usuários potenciais, o direito de usar, copiar ou distribuir o conteúdo, com a única condição de que o devido crédito seja dado ao seu ator;
  • A versão completa do conteúdo foi depositada, em formato eletrónico apropriado, em pelo menos um repositório de acesso aberto reconhecido internacionalmente como tal e comprometido com o acesso aberto.


quarta-feira, 31 de agosto de 2022

Comunique, não complique!

 























comunicar

comunicar | v. tr. | v. intr. | v. pron.

co·mu·ni·car 

- Conjugar

(latim communico, -are, pôr ou ter em comum, repartir, dividir, reunir, misturar, falar, conversar)
verbo transitivo

1. Pôr em comunicação.

2. Participar, fazer saber.

3. Pegar, transmitir.

verbo intransitivo

4. Estar em comunicação.

5. Corresponder-se.

verbo pronominal

6. Propagar-se.

7. Transmitir-se.


"comunicar", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/comunicar [consultado em 29-08-2022].




 

 


 

 

 

 

COMUNIQUE, NÃO COMPLIQUE! 

 

'Ninguém gosta de perder tempo. E quando falamos de comunicação, ninguém quer perder o seu precioso tempo a tentar descortinar enigmas frásicos, discursos palavrosos, palavras embaraçosas. Toda a gente quer entender tudo à primeira. 

 
1. Use palavras simples

As palavras são a matéria-prima da comunicação, por isso, devemos escolhê-las criteriosamente em função do nosso interlocutor. É para ele que falamos ou escrevemos, verdade?

Para que qualquer mensagem seja eficaz e cumpra o seu objetivo, as palavras não devem ser difíceis e desconhecidas, uma vez que dificultam a compreensão da mensagem e desmotivam quem a recebe. Por exemplo, para quê usar a palavra monitorização, em vez de controlo? Ou o verbo agudizar, em vez de piorar? Ou a palavra inviabilização, em vez de impedimento?

Evite o uso exibicionista de palavras eruditas e complicadas e opte sempre por palavras simples, comuns e reconhecidas instantaneamente pelo seu interlocutor, para que a comunicação flua como um rio e não se torne uma difícil escalada no Everest!
 

2. Use frases curtas

Além de palavras simples, utilize também frases curtas. O seu interlocutor deseja compreender de imediato o que lê ou ouve, quer receber a mensagem com prazer e sem esforço.

Frases demasiado longas são um tropeço ao processamento da mensagem, por isso, use frases breves, na ordem direta (sujeito, predicado, complementos), para serem facilmente entendidas.

Para quê dizer “indisponibilidade temporária dos serviços de eletricidade”, se pode dizer “falta de luz”? Ou “alcançar uma vitória eleitoral”, se é muito mais simples dizer “ganhar as eleições”?

Descomplique sempre o seu discurso. O seu interlocutor ficar-lhe-á muito agradecido!

 3. Seja breve e objetivo

Comunicar com clareza é também respeitar a memória do seu interlocutor. Textos e discursos longos e demasiado palavrosos são a desculpa perfeita para ele desistir de o ouvir ou ler, por isso, se quer mantê-lo consigo, então seja breve e objetivo!

Um bom comunicador é aquele que consegue transmitir uma mensagem útil e interessante num curto período de tempo.

Respeitar o tempo de quem o ouve é mais do que lhe agradar. É dar-lhe honra.


4. Evite terminologia técnica

Evite também utilizar termos técnicos quando comunica, mas se a situação assim o exigir, deverá sempre explicitar esses termos, usando exemplos claros, preferencialmente.

Se um médico, ao falar com um paciente, usar os termos ablepsia e síncope, deverá ter o cuidado de explicitar o seu significado: “cegueira” e “desmaio”, respetivamente.

Lembre-se: a comunicação não deve ser uma corrida de obstáculos, por isso, por mais complexa que seja a mensagem, um bom comunicador é aquele que a consegue sempre descomplicar.

Fonte
in edição digital da revista Visão do dia 11/04/2018.', in Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/artigos/rubricas/idioma/comunique-e-nao-complique-a-clareza-na-comunicacao/3634 [consultado em 29-08-2022] 


sexta-feira, 1 de julho de 2022

Revista Comunicar aborda 'A sociedade da desinformação'

 





















Vol. XXX, Nº 72, 3º trimestre, julho 2022



Publicada desde 1993, a revista Comunicar é uma publicação científica espanhola especializada na área da Educomunicação. Em especial, os artigos divulgados têm como principais temas: Comunicação e Educação, Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e Novas Linguagens.

Trata-se de um projeto de frequência trimestral, que conta com edições em espanhol e inglês, disponibilizadas em todo o mundo.

A terceira edição de 2022 tem como título “A sociedade da desinformação: as notícias falsas e a esfera pública”.


segunda-feira, 13 de junho de 2022

Populismo: O povo é ignorante ou está farto de mentiras?

 















Portugal vive há mais tempo em democracia do que em ditadura. 
Porque é que os eleitores continuam a ser tão sensíveis ao discurso populista? Há populismo em Portugal? perguntas para o debate com o autor da obra “Populismo – Lá fora e cá dentro”, José Pedro Zúquete, o político Sérgio Sousa Pinto e o historiador José Miguel Sardica.

Veja o vídeo do debate aqui.










quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

É preciso lembrar e desconstruir a desinformação

 





Sabias que...

"Holocausto" é uma palavra de origem grega que significa "sacrifício pelo fogo". O significado moderno do Holocausto é extermínio sistemático, apoiado pelo governo nazista, de milhões de pessoas. Os alemães, que chegaram ao poder na Alemanha em janeiro de 1933, acreditavam que eram "racialmente superiores" e que os judeus eram "inferiores", sendo uma ameaça à comunidade racial. Esta crença levou ao assassinato de 6 milhões de judeus. Destes, cerca de 1 milhão e cem mil eram crianças.






terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Ebook | Pensa criticamente, clica com sabedoria

 























"Como a pandemia do COVID-19 demonstrou com muita clareza, o acesso a informações confiáveis ​​e baseadas em factos é crucial para a tomada de decisões que pode salvar vidas e para a participação em todas as áreas da sociedade. É um pilar crítico da democracia e central para a nossa capacidade de abordar todos os grandes problemas que enfrentamos, seja mudança climática, migração, conflito ou pobreza.

Como tal, deve ser tratado como um bem público, da mesma forma que a água que bebemos e o ar que respiramos.

A pandemia foi marcada pela desinformação generalizada e rumores, especialmente através das redes sociais, que muitos, incluindo o secretário-geral das Nações Unidas, chamaram de “infodemia”. No entanto, esses desafios não deveriam ter sido inesperados.

Eles são o resultado das enormes mudanças tecnológicas nas últimas décadas que mudaram completamente as maneiras pelas quais nos comunicamos, interagimos e nos informamos. Quase setenta por cento dos jovens do mundo agora estão online. Todos os dias, as pessoas assistem a mais de um bilhão de horas de vídeo no YouTube, e quase dois bilhões de estão conectados ao Facebook, com muitos a usar essas plataformas como sua principal fonte de notícias e informações sobre o mundo.

Não é coincidência estarmos a ver a confiança nas informações a cair para níveis recordes globalmente, mais dramaticamente para informações encontradas on-line, mesmo para aquelas fornecidas pelos media tradicionais e governos. 

Essas mudanças trouxeram imensas novas oportunidades para educar, debater e para nos expressarmos, mas exigem uma compreensão inteiramente nova da informação e das formas como se divulga - quer online, quer offline -, de onde vem, uma compreensão dos media e da pesquisa científica, da ética, da provacidade de dados, do impacto dos alegorítmos e da inteligência artificial. 

Isso, em suma, é a literacia mediática e informacional, o tema deste novo currículo da UNESCO que foi desenvolvido após dezoito meses de consultas globais que tive o prazer de lançar na República da Sérvia em setembro de 2019."

Audrey Azoulay, Diretora-Geral da UNESCO, Introdução (tradução da nossa responsabilidade)

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Literacia da informação e literacia digital



 



O projeto WEIWE(R)BE, coordenado pela Rede de Bibliotecas Escolares em parceria com a Universidade Aberta, implica o enquadramento da literacia da informação nas práticas curriculares através da definição de abordagens pedagógicas e de estratégias de trabalho das bibliotecas escolares, em escolas do ensino secundário, com turmas de 10.º ano. 

A metodologia cruza duas teorias: T.D. Wilson (Modelo de comportamento de pesquisa de informação) que identifica os fatores que influenciam o comportamento de pesquisa a partir do momento em que se reconhece a necessidade de informação e desencadeia a partir daí um circuito na procura de fontes, e de Carol Kuhlthau onde as diferentes valências dos alunos são valorizadas e constituem uma alavanca capaz de provocar mudanças nas estratégias de aprendizagem que, de forma efetiva e eficiente, contribuam para o desenvolvimento da literacia da informação.

O projeto piloto WEIWE(R)BE abrange, em 2020-2021, mais seis escolas.


segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Pesquisa online: não basta googlar




Google, Www, Pesquisa On-Line, Pesquisa, Página Da Web
Imagem: Pixabay



Pesquisar online tem muitos benefícios educacionais. Por exemplo, um estudo descobriu que os alunos que usaram estratégias avançadas de pesquisa online também tiveram notas mais altas na universidade.

Mas passar mais tempo online não garante melhores habilidades online. Em vez disso, a capacidade do aluno de pesquisar online com sucesso aumenta com orientação e instrução explícita .

Os jovens tendem a presumir que já são pesquisadores competentes. Os seus professores e pais muitas vezes assumem isso também. Essa suposição, e a crença equivocada de que pesquisar sempre resulta em aprendizagem, significa que grande parte da prática em sala de aula se concentra em pesquisar para aprender, raramente em aprender a pesquisar.

Muitos professores não ensinam explicitamente aos alunos como pesquisar online. Em vez disso, os alunos geralmente aprendem sozinhos e relutam em pedir ajuda. Isso não faz com que os alunos obtenham as habilidades de que precisam.

Durante seis anos, estudei como os jovens australianos usam os motores de busca. Tanto os alunos das escolas quanto os que frequentam as escolas em casa (o grupo educacional que mais cresce no país) mostraram algumas características da pesquisa online que não são benéficas. Por exemplo, ambos os grupos gastaram mais tempo em sites irrelevantes do que em sites relevantes e regularmente abandonam as pesquisas antes de encontrar as informações desejadas.

Aqui estão três coisas que os jovens devem ter em mente para otimizar todos os benefícios da pesquisa online.


1. Pesquise mais do que apenas factos isolados

Os jovens devem explorar, sintetizar e questionar informações na internet, ao invés de apenas localizar uma coisa e seguir em frente.

Os mecanismos de pesquisa oferecem oportunidades educacionais infinitas, mas muitos alunos geralmente procuram apenas factos isolados. Isso significa que eles não estão em melhor situação do que há 40 anos com uma enciclopédia impressa.

É importante que os pesquisadores usem palavras-chave e consultas diferentes, vários sites e guias de pesquisa (como notícias e imagens).

Parte da minha pesquisa de doutoramento (ainda não publicada) envolveu observar jovens e seus pais a usar um mecanismo de busca durante 20 minutos. Numa observação (típica), uma família de escola doméstica digita no Google “Quantos tigres de Sumatra ameaçados de extinção existem”. Eles entram num único site onde leem uma única frase.

O pai escreve esta “resposta” e eles começam o próximo tópico (não relacionado) - o cultivo de sementes.

O aluno poderia ter aprendido muito mais se também tivesse pesquisado:

• onde fica Sumatra;

• por que os tigres estão em perigo;

• como as pessoas podem ajudá-los.

Eu pesquisei no Google usando as palavras-chave “tigres de Sumatra” entre aspas. Os resultados obtidos permitiram-me visualizar imagens da National Geographic dos tigres e conversar ao vivo com um especialista do Fundo Mundial para a Natureza (WWF) sobre eles.

Clicar no guia “notícias” com a mesma consulta forneceu notícias atuais dos media, incluindo sobre dois tigres indo a um parque de vida selvagem australiano e sobre o efeito do óleo de palma na espécie. Pequenas mudanças nas técnicas de pesquisa podem fazer uma grande diferença nos benefícios educacionais disponibilizados online.




Mais pode ser aprendido sobre tigres de Sumatra com melhores técnicas de pesquisa. Shuttertock



2. Desacelere

Frequentemente, presumimos que a pesquisa pode ser um processo rápido. As famílias da escola em casa no meu estudo gastaram 90 segundos ou menos, em média, visualizando cada site e pesquisando um novo tópico a cada quatro minutos.

Pesquisar tão rapidamente pode significar que os alunos não fazem consultas de pesquisa eficazes ou não obtêm as informações de que precisam. Eles também podem não ter tempo suficiente para considerar os resultados da pesquisa e avaliar a precisão e relevância dos sites.

A minha pesquisa confirmou que os jovens pesquisadores frequentemente clicam apenas nos links mais proeminentes e os primeiros sites aparecem, possivelmente tentando economizar tempo. Isso é problemático, dado o ambiente comercial onde essas vagas podem ser compradas e as crianças tendem a considerar a exatidão de tudo online como certa.

A pesquisa rápida nem sempre é problemática. Localizar factos rapidamente significa que os alunos podem gastar tempo em tarefas de acompanhamento educacional mais desafiadoras - como analisar ou categorizar os factos. Mas isso só é verdade se eles persistirem até encontrar as informações corretas.


3. Você é o responsável pela pesquisa, não o Google

Os jovens pesquisadores frequentemente contam com ferramentas de busca como a função “Será que quis dizer” do Google.

Embora os alunos se sintam confiantes como pesquisadores, a minha pesquisa de doutoramento descobriu que eles estavam mais confiantes no próprio Google. Um aluno do oitavo ano explicou: “Estou habituado a que o Google faça as alterações para procurar por mim”.

Essas atitudes podem significar que os alunos dispensam palavras-chave relevantes concordando automaticamente com a correção automática (às vezes incorreta) ou seguindo tangentes irrelevantes sem saber.

Ensinar os alunos a escolher sites com base em extensões de nome de domínio também pode ajudar a garantir que eles estejam no comando, e não o mecanismo de pesquisa. O facilmente identificável “.com”, por exemplo, indica um site comercial, enquanto as informações em sites com extensão de nome de domínio “.gov” (governo) ou “.edu” (educação) garantem melhor informação de qualidade.

Os mecanismos de pesquisa têm grande potencial para fornecer novos benefícios educacionais, mas devemos ser cautelosos ao presumir que esse potencial é na verdade uma garantia.


Fonte:
Renee Morrison. Don’t ‘just Google it’: 3 ways students can get the most from searching online. The Conversation, 11 de fevereiro de 2020.


sexta-feira, 4 de setembro de 2020

As crianças e os adolescentes movem-se com muita facilidade nestes meios (digitais), verdade?

 

Estudante, Digitação, Teclado, Texto, Inicialização
Imagem: Pixabay



Apesar da facilidade que têm as crianças no manuseio das ferramentas digitais, o acesso competente aos textos nestes meios não é fácil. Não é tão óbvio saber que termos empregar numa pesquisa, ou como escolher a melhor opção na listagem que obtemos, ou de que maneira reconhecer a fiabilidade de uma informação face a outras.

Há estudos que mostram como não só os mais pequenos têm dificuldades para encarar a leitura deste tipo de textos, mas também os adolescentes encontram problemas para compreendê-los.

Em alguns casos, podem desorientar-se, ter bloqueios ou sobrecarga quando a informação não está claramente hierarquizada. Noutros, não reconhecem as diferenças entre informação e anúncios, pelo menos em certos contextos. Há alguns que encontram dificuldades para identificar a consistência do conteúdo, porque resolvem dar mais importância aos aspetos formais — como a qualidade gráfica—, que à fonte ou à procedência do conteúdo. Em geral, se não encontram algo, não persistem, abandonam e procuram noutro sítio.

Não há que confundir facilidade no manejo das ferramentas com competência para enfrentar a leitura compreensiva de grande parte dos textos que estão ao seu alcance. Aprender a ser capazes de localizar informação, selecioná-la, avaliá-la e integrá-la nas suas produções é um processo amplo, que deve ser sistemático e para o qual as crianças e os adolescentes necessitam ajuda.

Jorge F. Borges, TIC, Educação e Web. Publicado em junho 25, 2015


terça-feira, 21 de abril de 2020

A biblioteca no E@D | Biblioteca Digital Mundial




 https://www.wdl.org/pt/
Clicar na imagem para aceder à Biblioteca Digital Mundial




"A Biblioteca Digital Mundial, desenvolvida pela UNESCO e pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, é uma tentativa pioneira de promover o entendimento intercultural e oferecer acesso ao patrimônio digital de 200 países." - UNESCO


💻 A biblioteca no E@D


terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Manual de Fontes de Informação












"O uso generalizado de computadores contribuiu enormemente para o aumento da produção e disseminação da informação científica. Anteriormente, os interessados em obter informações a respeito da sua área contavam, entre outros, com repertórios bibliográficos gerais, como Les sources du travail bibliographique, de Louise-Noëlle Malclés (1950), o Guide to reference books, atualizado por Robert Balay e disponibilizado em meio eletrónico a partir de 2009, e o Guide to reference material, de J. A. Walford, que incorporou o nome do autor, denominando-se Walford´s guide to reference material, reorganizado na sua oitava edição por Marilyn Mullay e Priscilla Schlicke, abrangendo o período de 1994 a 2000, em três volumes, que são fontes que relacionam referências bibliográficas e resumos, relativos a uma variada tipologia de obras de referência, cobrindo as diversas áreas do conhecimento. Entretanto, o avanço da ciência e da tecnologia constatado a partir do advento desse equipamento resultou, também, em volume incalculável de novas pesquisas e descobertas, cujos resultados eram divulgados em diversos suportes. Assim, o seu uso intenso fez com que cientistas, pesquisadores, professores, profissionais, alunos e demais interessados em compulsar a literatura das suas áreas, passassem a usar instrumentos de busca, no sentido de minimizar o tempo despendido para estarem em contato com os avanços alcançados nos assuntos dos seus interesses.

É, portanto, a partir desse contexto que o professor, dr. Murilo Bastos da Cunha, militando há vários anos na área, decidiu atualizar a obra Manual de fontes de informação, publicada em 2010, tendo como objetivo facilitar a localização e a recuperação de informações indispensáveis para pesquisadores e demais interessados em conhecer o estádio de desenvolvimento do assunto que pesquisam ou pretendam eleger como tema dos seus trabalhos.

No seu novo formato, Manual de fontes de informação analisa, em profundidade, os seguintes tipos de materiais: enciclopédias, dicionários, repertórios biográficos, fontes geográficas, fontes estatísticas, fontes jurídicas e serviços de busca. Para cada capítulo fornece uma introdução ao tipo de material, suas características, tipologia, critérios para avaliação e seleção, exemplos de obras consideradas como sendo fidedignas e as mais importantes a respeito do tema. Destaca, ainda, os principais repertórios existentes no mercado brasileiro, incluindo sugestões de leitura complementar, visando a ampliar uma compreensão maior a respeito do assunto pesquisado.

Assim sendo, numa época em que o tempo é fator primordial em qualquer setor da sociedade, consultar uma fonte que inclua uma análise objetiva, consistente e precisa a respeito do tema, constitui motivo de júbilo e reconhecimento por parte da comunidade da área!

Portanto, saudemos entusiasticamente o amigo e querido professor, dr. Murilo Bastos da Cunha pela hercúlea tarefa, que resultou nessa importante, caudalosa e exaustiva obra de referência! 

Paulo da Terra Caldeira
Mestre em ciência da informação pelo ibict (1974) Professor adjunto (aposentado) Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais





Referência

CUNHA, Murilo Bastos da Manual de fontes de informação / Murilo Bastos da Cunha ; prefácio de Paulo da Terra Caldeira. – 2. ed. Brasília: Briquet de Lemos / Livros, 2020. e-book pdf

domingo, 10 de novembro de 2019

Ferramentas de deteção do plágio





Autor: Elisabeth Bik
8 de novembro de 2019





Imagem: Pixabay




Num post anterior, O que é má conduta na pesquisa? Parte 1: Plágio,  aborda-se o Office of Research Integrity (ORI) e a sua definição dos diferentes tipos de má conduta científica. O ORI define plágio como a "propriação das ideias, processos, resultados ou palavras de outra pessoa sem apresentar o devido crédito ".

Numa outra definição popular de plágio, o termo é usado especificamente para texto escrito ou falado que inclui frases escritas anteriormente por outras pessoas, sem as colocar entre aspas (o que foi feito anteriormente para a definição do ORI) e sem creditar o autor original.

É difícil rastrear a literatura para artigos que roubam ideias ou resultados de outras pessoas, mas é um pouco mais fácil rastrear artigos que reutilizam o texto de outros autores.

Apresentam-se, de seguida, algumas ferramentas para detetar o plágio.


Google Scholar

Para a verificação manual e gratuita de pequenos trechos de texto, a função de pesquisa no Google Scholar é uma ferramenta mais confiável. O Google Académico tem acesso ao texto completo de quase todos os artigos científicos, não apenas ao resumo, e encontrará correspondências exatas apenas se você colocar o termo da pesquisa entre aspas. Por exemplo, tente "Os mamíferos marinhos desempenham papéis essenciais no ecossistema marinho" em https://scholar.google.com/ e você deve encontrar exatamente um documento que contenha essa frase. Você pode até reconhecer o primeiro autor🙂





De facto, o Google Scholar é o que eu costumava encontrar no texto plagiado que marcou o início do meu interesse pela má conduta científica. Usei uma parte de uma frase que escrevi para uma revisão de 2009 publicada na Nutrition Reviews e, em vez de encontrar apenas meu próprio artigo, encontrei vários outros hits.




Observe que meu artigo foi publicado em 2009, enquanto as outras ocorrências de minha frase são de 2012 e 2014. Nota: Desde que fiz essa pesquisa na primavera de 2013, a tese ainda não apareceu.

Se eu encontrei uma frase com 2 ou mais correspondências no Google Scholar, em vez da correspondência única esperada com o artigo original, tentarei mais citações para ver se mais frases do artigo mais recente também têm outras ocorrências mais antigas. Frequentemente, há apenas uma frase, e isso não é motivo de preocupação. Mas, se houver mais frases, esse pode ser um suspeito imitador.

Obviamente, você pode usar o Google comum para pesquisar o resto não científico da Internet, incluindo páginas da Wikipedia, que costumam servir como fonte de texto plagiado.


SimTexter

Se o texto de um artigo suspeito tiver várias ocorrências, conforme encontrado pelo Google Scholar, é hora de comparar lado a lado o artigo suspeito e o artigo original. Para isso, eu uso o SimTexter.

O SimTexter é uma ferramenta excelente e gratuita desenvolvida no laboratório de Debora Weber-Wulff, professora de Mídia e Computação na Hochschule für Technik und Wirtschaft, em Berlim, Alemanha. O blog dela "Copiar, Agitar e Colar " está no meu blog.

O SimTexter é baseado no algoritmo SIM , desenvolvido por Dick Grune e Matty Huntjens.

Para usar o SimTexter, pode carregar o texto (como um arquivo .txt) ou copiar / colar o texto do documento de origem (mais antigo) numa das duas caixas de texto e copiar / colar o texto do documento suspeito (mais recente) na outra caixa de texto. Pode ser necessário fazer alguma formatação para remover alguns erros que podem ocorrer durante a cópia de arquivos PDF, como remover hífens que o PDF introduziu no final de uma linha de texto.

Em seguida, basta clicar em "Comparar" e a saída aparecerá nao ecrã. O SimTexter foi projetado para mostrar blocos de texto contíguo numa cor e muda para uma cor diferente assim que houver uma interrupção.

Aqui está um exemplo da saída do SimTexter. Verá que o trabalho mais recente (à direita) alterou um número no seu resumo, e o marcador do SimTexter mudou para uma cor diferente.






Isso funciona muito bem no caso de se suspeitar que um artigo tenha copiado o texto de um documento de origem específico.

No entanto, os casos que encontrei são quase sempre documentos baseados em vários outros documentos. Portanto, embora eu faça a minha análise principal no SimTexter, colo manualmente o texto suspeito no Google Docs ou no MS Word, usando a mesma cor para cada trabalho de origem diferente. Isso é muito trabalho!

Aqui está um exemplo do mesmo texto suspeito mostrado acima, depois de eu o ter destacado manualmente. Neste caso, havia apenas três documentos de origem diferentes, então usei verde, amarelo e roxo para cada fonte diferente. Como se pode ver, quase não há texto original neste artigo. A maior parte do texto parece ter sido retirada dos três documentos originais listados na parte inferior. Nenhum desses documentos de origem foi listado nas referências.




Outras ferramentas


Grátis: SEO Small Tools possui uma boa ferramenta de plágio gratuita. Porém, não funciona bem para textos científicos. O resumo mostrado acima foi marcado como semelhante ao resumo do NCBI em apenas 23%, e a ferramenta não tem acesso a artigos científicos além dos resumos. 

Pago: Grammarly tem uma ferramenta de plágio. 

Pago: Para verificação em grande escala de muitos documentos, o iThenticate é o software líder. Juntamente com o TurnItIn (fabricado pela mesma empresa), são usadas ​​em várias escolas e universidades dos EUA, bem como por editores científicos. Ela verifica todo o texto usando o seu próprio banco de dados preenchido com artigos científicos e envia um relatório com a percentagem de texto copiado e de que. 



Fonte: Science Integrity Digest-Um blog sobre integridade científica, de Elisabeth Bik, para Harbers-Bik LLC. Consutado em 10/11/2019




O pequeno livro do plágio





O que é o plágio? Como evitá-lo?





The little book of. plagiarism. what it is and how to avoid it. 
6th edition, September Stirling: University of Stirling, 2017










Basicamente "plágio" significa pegar no trabalho de outras pessoas (propriedade intelectual) e incorporá-lo no nosso próprio trabalho sem reconhecer a fonte original das nissas informações ou ideias. Pode trtar-se de de qualquer informação de uma fonte da Internet, palavras faladas, gráficos, dados e texto escrito.

Alguns exemplos de plágio podem ser:
  • a inclusão no nosso trabalho de extratos do trabalho de outra pessoa sem o uso de aspas e / ou reconhecimento da (s) fonte (s) original (ais);
  • o resumo do trabalho de outra pessoa sem reconhecimento;
  • o uso substancial das ideias de outra pessoa sem reconhecimento;
  • copiar o trabalho ou as ideias de outro aluno com ou sem o conhecimento ou acordo desse aluno.



Detetando o plágio

Há muitas maneiras pelas quais o plágio pode ser detectado num trabalho:
  • Os professores são muito experientes relativamente aos conteúdos que lecionam e podem facilmente reconhecer ideias, citações ou grandes quantidades de texto de fontes.
  • Os professores identificam facilmente trabalhos duplicados ou similares.
  • Pode haver vários sites de truques disponíveis com trabalho semelhante ao seu, mas lembre-se de que o seu professor provavelmente já os verificou após definir o trabalho para ver o que está disponível.
  • Os professores têm acesso a software de deteção eletrónica, que pode procurar por semelhanças em milhares de trabalhos e usá-lo para identificar ofensas de plágio.


Trapaceando o sistema

Não vale a pena arriscar tentar enganar o sistema, pois quase sempre os alunos são appanhados a infringir as leis de Direitos de Autor e podem sofrer altas penalizaçoes por isso. 
É muito mais benéfico referenciar o seu trabalho adequadamente com citações corretas. Isso não apenas mostra que respeita o trabalho árduo que outros dedicaram à pesquisa e desenvolvimento de ideias e conhecimentos para ajudá-lo a aprender, mas também mostra que você se desenvolveu e aprendeu.

Para saber como referenciar um trabalho, consulte a disciplina "Biblioteca" na plataforma Moodle da Escola.




Fonte: "Plagiarism, University of Stirling, 
http://www.plagiarism.stir.ac.uk/index.php.
Consultado em 10 /11/2019