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sexta-feira, 17 de julho de 2026

Carta de amor ao cinema (e aos rituais de família)

 

 




A televisão não matou a rádio, o streaming não matou os livros, os videojogos não mataram o teatro, o digital não matou o analógico, mas.

As novas tecnologias raramente eliminam totalmente as anteriores, mas uma coisa é certa: retiram-lhes centralidade e vitalidade.

Ora bem, há duas semanas fui ao cinema ver o mais recente filme de Spielberg. Estávamos sete pessoas na sala, quatro eram da minha família: eu, o meu pai e o meu filho, três gerações. Fiquei a pensar nisto. Nasci em 1983 e por isso consigo montar uma cronologia de vida praticamente paralela aos filmes de Steven Spielberg.

Ou seja, lembro-me de poucos eventos concretos na infância, mas consigo identificar a altura em que tive medo de tubarões que não existiam, de ter acreditado em bicicletas a voar no céu, de ter desejado conhecer aventureiros em busca de tesouros e de ter pesadelos com a ideia de regresso dos dinossauros. Aliás, lembro-me bem do meu irmão em pânico, a esconder-se debaixo da cadeira, no dia em que vimos Jurassic Park no cinema. Eu tinha 10 anos, ele tinha 7. Pormenor sem grande importância nos anos 90: o filme era para maiores de 12.

Isto para dizer que cresci numa altura em que IR AO CINEMA era uma festa, um dia diferente na dinâmica familiar, um evento coletivo, um RITUAL.

Estamos em 2026, mais concretamente numa sala de cinema da periferia do Porto, e o meu pai, meio sem jeito, pede-me ajuda para subir os degraus da sala. Comovo-me só de pensar que foi no colo dele que vi os primeiros filmes e lembro-me de repente do primeiro filme que ele viu, o clássico King Kong. Devia ser 1952 ou 1953, no Cinema Batalha, no Porto. Ele tinha seis anos, estava sentado nas primeiras filas com os pais. A certa altura ficou tão assustado com o gorila que se levantou e fugiu a correr da sala.

O mais engraçado é que, décadas depois, o meu pai ainda conta este episódio com o mesmo entusiasmo de quem está a fugir do gorila. “Imagina, o raio do macaco vinha mesmo na minha direção e eu desato a correr, aos berros”. Enfim, é uma das minhas histórias preferidas.

Mas, como nos melhores filmes, o tempo passou depressa e hoje sou eu que levo o meu filho ao cinema. Agora mesmo, enquanto escrevo, há qualquer coisa que me torna ainda mais sentimental nesta matéria. Não é o filme no ecrã, é o ritual que atravessa gerações.

E talvez seja precisamente isso que Spielberg tenha compreendido melhor do que qualquer outro realizador da sua geração. Nenhum dos seus filmes foi pensado para um ecrã pequeno, mas sim para provocar espanto coletivo em multidões.

Spielberg foi um dos criadores do blockbuster moderno. Quando um filme dele estreava nos anos 80 ou 90, era um acontecimento nacional. Hoje pode estrear um Spielberg e quem é que quer saber? Ver o último filme dele perante sete espectadores é esquisito.

Os extraterrestres, arqueólogos e dinossauros de Spielberg são a camada mais fina do cinema. O que ele filmou foi uma ideia de comunidade. A ideia de que as histórias ganham uma dimensão diferente quando são partilhadas.

É por isso que o cinema é uma tecnologia social antes de ser uma tecnologia audiovisual.

O século XX criou rituais sincronizados, o XXI mudou o cinema de lugar. Quanto tempo vão resistir as salas só com 7, 10 pessoas? Será que as pessoas nascidas no século XXI vão valorizar esse lugar de partilha que é a sala de cinema, a hora marcada, a escolha de um programador? Um espaço onde, durante duas ou três horas, estamos todos a ver exatamente a mesma coisa?

Uma ida ao cinema em família sai cara. Uma subscrição mensal de streaming oferece centenas de conteúdos, liberdade de escolha e o conforto do sofá.

Mas quais são os rituais equivalentes ao cinema? Quem assiste à mesma série no mesmo momento que nós? Quem ri na mesma cena? Quem prende a respiração no mesmo instante? Quem nos obriga a descobrir aquilo que nunca procuraríamos sozinhos?

Os algoritmos das plataformas online conhecem-nos demasiado bem para nos levarem verdadeiramente para longe.




Joana Beleza. Conversas ao ouvido, Newsletter - Expresso, 16 de julho de 2026

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Exposição | Caos poético segundo Kusturica

 

  #HistóriaeEstóriasCiganas  #aLerMaiseMelhor #BibliotecaCCBvr

 

 


 
 
 
Exposição dos trabalhos dos alunos do 10º E, realizados na disciplina de Desenho A, no âmbito do projeto Histórias & estórias ciganas, a partir do visionamento dos filmes de Kusturica O tempo dos ciganos e Gato preto, gato branco.
 

 Alguns dos trabalhos expostos

 

Plano do projeto de trabalho.

 

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Filmes | Gato preto, gato branco, de Emir Kusturica

 

#HistoriaeEstoriasCiganas #textosmultimodais  #aLerMaiseMelhor #EducaçãoIntercultural

 


 


Sinopse

A história gira em torno de Matko, um pequeno vigarista cigano que vive à beira do rio Danúbio e sonha com um grande golpe. Ele mete-se com um mafioso poderoso, Dadan, e acaba endividado. Para resolver a situação, é forçado a casar o seu filho Zare com a irmã de Dadan — uma união totalmente indesejada.

Mas claro, sendo um filme de Kusturica, tudo sai fora do controle: há casamentos forçados, romances inesperados, personagens excêntricos e situações absurdas que se acumulam numa espiral de humor e caos.
 
Para quem gosta de de filmes fora do padrão de Hollywood, com identidade forte e muita personalidade, Gato Preto, Gato Branco é uma experiência memorável. É um filme sobre amor, ganância e destino — mas contado com uma energia anárquica e extremamente divertida.
 
Prémio Leão de Prata do Festival de Veneza, 1998. 

👉Filme disponível na Biblioteca.

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Exposição | Caos poético - After Emir Kusturica

 

 #HistóriaeEstóriasCiganas  #aLerMaiseMelhor #BibliotecaCCBvr

 




Está patente na escadaria de acesso à biblioteca, até 26 de junho, a exposição "Caos poético - After black cat, white cat", de Emir Kusturica.

Trabalhos produzidos pelos alunos do 10º E, na disciplina de Desenho A, sob orientação do professor Carlos Santelmo, no âmbito do projeto História & Estórias ciganas.

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Sessão de cinema - O homem duplicado


 

#LiteraciaFilmica  #aLerMaiseMelhor

  

 


Hoje, os alunos do 3º B1-B2 TIG/TGEI estiveram na biblioteca a visionar a adaptação cinematográfica do romance de José Saramago O Homem duplicado, tendo em vista a realização de um questionário interpretativo. 

 




                                                                     
                                             Capa do livro da Porto Editora                Cartaz promocional do filme

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Mostra - Do livro ao filme

 

 #literaturaEcinema  #alermaisemelhor

 

 



 

A Biblioteca Escolar organizou, no seu espaço polivalente, uma mostra dedicada ao diálogo entre a literatura e o cinema, reunindo um conjunto de obras do seu fundo documental que conheceram adaptações cinematográficas marcantes.

Nesta exposição, cada dupla livro–filme permite descobrir como as narrativas se transformam ao transitar da página para o ecrã: o que se mantém, o que se reinventa e de que forma a linguagem cinematográfica interpreta o universo criado pelos autores.

A mostra convida alunos, professores e toda a comunidade educativa a explorar estas relações entre palavras e imagens, incentivando a leitura, o pensamento crítico e o gosto pela sétima arte. 
 
 
 

 
Visita a Biblioteca Escolar, percorre os títulos em exposição e deixa-te inspirar por estas histórias que viajaram da imaginação escrita para a magia do cinema.
 
Podes ver o filme na Biblioteca.😉
 

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Cinema documental abre as portas da Assembleia da República

 

 


Alunos assistem ao documentário "O palácio dos cidadãos"


No dia 15 de abril, os alunos de Humanidades do 12.º ano (turmas E, F e G) deslocaram‑se ao Teatro de Vila Real para assistir ao documentário O Palácio de Cidadãos, uma obra que abre as portas da Assembleia da República e permite compreender, por dentro, o modo como se organiza o poder legislativo em Portugal. A experiência revelou‑se particularmente relevante para aprofundar a perceção do papel central que este órgão desempenha na Democracia Portuguesa, enquanto espaço de representação dos cidadãos e de debate político.

A presença de Rui Pires, responsável pelo argumento, realização e montagem, enriqueceu a sessão. O realizador apresentou o processo criativo do filme e destacou os desafios de representar, através do cinema documental, a complexidade da vida parlamentar. 



O visionamento do documentário permitiu ainda revisitar a importância histórica da Revolução de 25 de Abril e compreender como a Constituição da República Portuguesa se afirma como a lei fundamental que estrutura direitos, deveres e mecanismos de participação cívica. A partir das situações retratadas no filme, os alunos foram desafiados a identificar alguns dos problemas que atravessam a sociedade portuguesa e a relacioná‑los com os instrumentos políticos disponíveis para a sua resolução, reforçando a consciência de que a participação informada é um pilar essencial da vida democrática.

Por fim, a atividade proporcionou também uma reflexão sobre a forma como as artes — em particular o cinema documental e a música — constroem representações da realidade, permitindo olhar o quotidiano político com maior profundidade crítica e sensibilidade estética.

A deslocação ao Teatro de Vila Real constituiu, assim, uma oportunidade formativa completa: aproximou os alunos das instituições democráticas, reforçou a compreensão dos valores de Abril e mostrou como a arte pode ser um meio poderoso para pensar o país e o papel de cada cidadão na sua transformação. 

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Cinema | O palácio de cidadãos

 

 

O filme estreou no dia 24 de abril de 2025



SINOPSE

O filme começa com uma invasão do parlamento. No entanto, estas não são imagens ameaçadoras mas antes de cidadãos ávidos de democracia. Durante um ano, Rui Pires observou como, nos bastidores do parlamento Português, representantes e cidadãos trabalham arduamente na e elaboração de leis. O processo democrático e o funcionamento de uma democracia representativa são postas a nu.
O retrato de uma instituição e dos seus atores revelam como as ações dos parlamentares refletem conflitos entre diferentes visões de sociedade e como se estabelecem as relações entre os que estão dentro e os que estão fora do palácio.
Se O Palácio de Cidadãos é um filme sobre democracia, é-o por ter o tempo para explorar a sua essência em detalhe.
Antje Strohkark, Festival de Cinema Dokumentarfilmwoche Hamburg



Perante o aumento da distância entre cidadãos e poder, este filme dá-nos a ver de forma inédita como cidadãos comuns constroem uma sociedade a partir do interior de um parlamento. O PALÁCIO DE CIDADÃOS apresenta uma pertinente reflexão, muitas vezes contraditória e complexa, sobre a essência da democracia.

Trailer do filme:




👉No próximo dia 15 de abril, o Teatro de Vila Real vai exibir, às 10h30 e às 14h30, "O Palácio de Cidadãos", com entrada gratuita.

Classificação etária: M/12
Duração: 120 Min.

 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Palestra | Igualdade de género em foco — O Cinema como caminho para a cidadania

 

 #cientificamenteprovavel #alermaisemelhor  #igualdadedegénero

 

 

 



Na passada terça-feira, dia 20 de janeiro, os alunos do 11ºE deslocaram-se à Biblioteca na aula de História para assistir à palestra Mulheres sem rosto e sem voz - o cinema contra a impunidade, orientada pela Dra. Anabela Oliveira, docente da UTAD na área da literatura e outras artes.

A palestra conduzida pela Dra. Anabela Oliveira revelou-se um momento de grande interesse e participação ativa por parte dos alunos. A análise da curta-metragem (argumento, estética e narrativa), serviu como ponto de partida para a exploração de questões centrais de género, violência doméstica, direitos e cidadania. 

O filme captou a atenção dos jovens espectadores, que demonstraram curiosidade, sensibilidade e capacidade de interpretração dos múltiplos significados da obra e estimulou a reflexão crítica e o debate.

Uma sessão que confirmou o potencial do cinema na formação de uma cidadania crítica e inclusiva e na denúncia da impunidade. 

A Biblioteca agradece à Dra. Anabela Oliveira a disponibilidade, o rigor científico e a qualidade pedagógica da sua intervenção, que muito contribuiu para o sucesso da iniciativa. 

Atividade realizada no âmbito do projeto Cientificamente Provável. 

 

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Palestra | O cinema contra a impunidade

 

 

 #igualdadedegenero #direitoshumanos  #cinema

 

 

 


Hoje, 20 de janeiro, às 16:20, a Biblioteca vai promover a palestra Mulheres sem rosto e sem voz – o cinema contra a impunidade - dedicada à igualdade de género, tendo como ponto de partida o visionamento de uma curta-metragem enquanto estratégia de abordagem e exploração do tema.

A sessão será conduzida pela Dra. Anabela Oliveira, que irá articular o cinema com questões de estereótipos, direitos, representações e participação cívica, destacando o papel das artes na formação de uma cidadania crítica e inclusiva. 

 Público-alvo: alunos do 11º ano. 

A Dra. Anabela Oliveira, docente da UTAD, orienta a sua investigação científica no âmbito dos estudos interartes, nomeadamente nas relações entre literatura e cinema.

Atividade desenvolvida no âmbito do projeto Cientificamente provável.


sábado, 22 de novembro de 2025

Palestra: Mulheres sem rosto e sem voz

 

 Let's Orange the World / Vamos alaranjar a Camilo

#orangetheworld #vamosalaranjaracamilo #violênciadegénero
#ODS5 #noexcuse #alermaisemelhor #bibliotecasescolares #cinema

 


  

Palestra "Mulheres sem rosto e sem voz - o cinema contra a impunidade", com a Dra. Anabela Oliveira, docente da UTAD.

Dia 25 de novembro, na Biblioteca.

Suas sessões: às 10:20 e às 11:20. 

 

 📜 Breve CV



Dra. Anabela Oliveira
Diretora de Curso doutoramento em estudos literários
Diretora de Curso licenciatura em Teatro e Artes Performativas
Vice-Presidente do Conselho Pedagógico da ECHS

 

A Dra Anabela Oliveira orienta a sua investigação científica no âmbito dos estudos interartes, nomeadamente nas relações entre literatura e cinema. 

É autora dos livros Entre vozes e imagens: a presença das imagens cinematográficas nas múltiplas vozes do romance português: (anos 70-90)Federico Fellini – A Inevitabilidade da Arte

É a coordenadora em Portugal do Projeto Literatura, Cinema e Multiculturalismo no Mundo Lusófono, em parceria com a Universidade de Paris Ouest Nanterre La Défense, financiado pelas Ações Universitárias Integradas Luso-Francesas.


Orange the World / Vamos alaranjar a Camilo

 

domingo, 19 de outubro de 2025

Cultura cigana | Duas curtas metragens

 

 #interculturalidade   #historiaeestoriasciganas   #alermaisemelhor

 


 

 

Rhoma Acans (2013)

Sinopse

Animada pela sua história familiar, Leonor Teles parte numa viagem de autodescoberta, durante a qual reflete sobre como teria sido a sua vida se o pai, um homem de etnia cigana, inspirado pela mãe não-cigana, não tivesse quebrado as tradições familiares e abandonado a comunidade onde nasceu. Neste percurso, encontramos Joaquina, uma jovem cigana de 15 anos que sonha em ser modelo, que servirá de pretexto para a realizadora questionar o peso desta cultura na vida das pessoas que a integram

Duração: 12 minutos 

 

 🔰🔰🔰🔰

 

Balada de um Batráquio (2016)

Sinopse

A partir de um conto tradicional que associa a pessoa cigana à figura do sapo, a realizadora constrói um filme entre a fábula e o documentário. Usando vídeos da sua infância e intervindo no espaço público contemporâneo, Leonor Teles torna visíveis comportamentos xenófobos, expondo e destruindo os símbolos de marginalização da comunidade cigana.

Duração: 11 minutos 

 

Dossier Pedagógico PNC 

 

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Cinema na Biblioteca | O meu nome é Alice

 

 #cinemanabiblioteca

 

 


 

No passado dia 13 de outubro,  às 10:20, os alunos do 3º A estiveram na Biblioteca a ver o filme O meu nome é Alice (2014), vencedor do Globo de Ouro de Melhor Atriz Drama e nomeado para Óscar de Melhor Atriz.

 

 

 


N'O meu nome é Alice, baseado no livro homónimo de Lisa Genova, Alice Howland (interpretada por Julianne Moore), uma mulher de 50 anos, com um casamento feliz e três filhos já adultos, é uma reconhecida professora universitária de linguistica que começa a esquecer palavras... Quando lhe são diagnosticados sinais prematuros de Alzheimer, Alice e a sua família veem os seus laços testados. A luta de Alice para manter a ligação à pessoa que sempre foi é assustadora, comovente e inspiradora. 
 
 



 
 
🎬 Sessões de Cinema na Biblioteca Escolar
A nossa biblioteca oferece uma seleção de filmes que podem ser vistos em contexto de aula, em grupo com a turma, ou de forma autónoma — individualmente ou com amigos. São obras escolhidas para enriquecer aprendizagens, estimular o pensamento crítico e promover momentos de partilha cultural.

Vem descobrir, assistir e conversar. O ecrã também é espaço de conhecimento!
 
 

quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Cinema na Biblioteca : ver, refletir, aprender

 

 #cinemanabiblioteca

 


Sabias que a biblioteca escolar tem um serviço de visionamento de filmes disponível para alunos e professores?
Podes assistir a filmes em contexto de aula, com a tua turma, ou de forma autónoma — sozinho, com amigos ou em pequenos grupos. 

 A seleção inclui obras que cruzam literatura, ciência, história, arte e temas atuais, escolhidas para estimular o pensamento crítico e enriquecer os projetos pedagógicos.

 
🎥 Vem descobrir novas perspetivas através do cinema. O ecrã também é uma janela para o conhecimento! 

 

Para mais informações ou marcações, fala com a equipa da biblioteca. 

 

 

 

 

  

quarta-feira, 2 de abril de 2025

Revista Metropolis

 

 #cinema 

 

  

nº 116| março 2025

 

Finda a época mais importante de prémios, um “novo” ano abre-se. Abre-se a novas histórias, a novos protagonistas, a novos realizadores. «Anora», vencedor da Palma de Ouro em Cannes, acabou por ser o grande vencedor da 97.ª edição dos Óscares de Hollywood, arrecadando as estatuetas de Melhor Filme, Melhor Realização, Melhor Atriz Principal e Melhor Argumento Original.

Após a cerimónia, surgiram notícias a confirmar o investimento dos produtores do filme (Neon, a mesma produtora de «Parasitas») em campanhas de marketing e comunicação no valor de 18 milhões de dólares, um montante significativamente superior ao orçamento da própria produção, que rondou os seis milhões. Na realidade, «Anora» já gerou mais de 50 milhões de dólares em receitas a nível global, competindo de forma justa com filmes cujas campanhas de comunicação ultrapassaram os 60 milhões.

Números e polémicas à parte, «Anora» trilhou o seu próprio caminho, como qualquer outro filme. Como Sean Baker afirmou ao receber a estatueta das mãos de Quentin Tarantino, «Anora» não existiria se antes não tivesse existido «Era Uma Vez… em Hollywood», filme onde Baker descobriu a sua protagonista, Mikey Madison. E também não existiria se o próprio Baker tivesse desistido de fazer cinema quando, atolado em dívidas, decidiu que «Tangerine», filmado com um iPhone 5, seria o seu último trabalho caso o filme não vingasse.

A verdade é que Sean Baker nunca poderia desistir, porque a sua sensibilidade e o seu olhar sobre a sociedade – e, em particular, sobre pessoas marginalizadas – são únicos, tocando o coração de muitos amantes da pura arte de contar histórias através do cinema.

Numa altura em que o mundo está mais polarizado do que nunca, escutemos, com toda a disponibilidade que o nosso coração permitir, as palavras de Sean Baker no seu discurso de aceitação do Óscar de Melhor Realizador: “Estamos todos aqui porque amamos cinema. E onde é que nos apaixonámos pelos filmes? Nas salas de cinema. Ver um filme no cinema, com uma audiência, é uma experiência partilhada: podemos rir, chorar, gritar ou lutar juntos. Talvez até sentirmo-nos devastados em conjunto. É uma experiência coletiva que simplesmente não podemos ter em casa.”
Um discurso que se estendeu a outros realizadores e produtores, incentivando-os a não desistirem de fazer filmes para as salas de cinema, mas também a todos os pais que estão a criar uma nova geração de amantes da sétima arte.

Inspirados por Sean Baker, que este “novo” ano nos traga muitas idas ao cinema, não apenas para ver grandes filmes, mas também para partilhar memórias com outras pessoas – momentos que, com o tempo, podem revelar-se transformadores e abrir novos caminhos na vida e no imaginário de cada um. 

Sara Afonso. Revista Metrópolis 



quinta-feira, 13 de março de 2025

Imagens camilianas em movimento



#camilo200 #semanasdeleitura2025 #alermaisemelhor

 

Palestra: "Imagens camilianas em movimento - adaptações televisivas e cinematográficas da obra do autor", pela Profa. Dra. Anabela Oliveira

 

 



 




Camilo 200

terça-feira, 11 de março de 2025

Palestra | Imagens camilianas em movimento

 

 #camilo200  #SemanasdeLeitura2025 #alermaisemelhor

 

 

 




Camilo Castelo Branco, um dos maiores escritores do romantismo português, teve várias de suas obras adaptadas para o cinema e a televisão, refletindo a força dramática e a intensidade emocional dos seus romances. Entre as adaptações mais notáveis, destacam-se Amor de Perdição, que já foi levado às telas diversas vezes, sendo a versão de 1979, dirigida por Manoel de Oliveira, uma das mais reconhecidas. Outras obras como Os Mistérios de Lisboa, O retrato de Ricardina e O livro negro do padre Dinis também tiveram versões para a TV, explorando o humor e a crítica social presentes nos textos do autor. Essas adaptações, que muitas vezes modernizam a narrativa, preservam o tom trágico e a riqueza psicológica dos personagens, mantendo vivo o legado de Camilo. 

É precisamente para nos falar das adaptações da obra de Camilo ao audiovisual, que a Dra. Anabela Oliveira, investigadora de estudos interartes, nomeadamente nas relações entre literatura e cinema, vem à nossa escola, amanhã. 
 
Camilo 200
 

quinta-feira, 17 de outubro de 2024

Dia Internacional para a erradicação da pobreza



17 de Outubro



O dia internacional para a erradicação da pobreza foi evocado hoje na ES Camilo Castelo Branco com uma dupla atividade: o visionamento de dois documentários, seguidos de debate, que contou com a colaboração do Fórum Cidadania pela Erradicação da Pobreza do distrito de Vila Real e a presença dos professores da UTAD Dra. Anabela Oliveira e Dr. Artur Cristóvão; e uma mostra bibliográfica sobre o ODS1 - Erradicar a pobreza, organizada pela Biblioteca Escolar.

Sobre os documentários:

Documentário 1 (de Fernando Lopez e Nieves Preto,): El Trén de las Moscas (O comboio das moscas) sobre um grupo de mulheres que prepara pequenos farnéis que são entregues, em pleno andamento, aos emigrantes mexicanos que tentam ir para os Estados Unidos, de comboio.

Documentário 2 (Nuno Cibrão): Johnson, O Reverso da Medalha, conta a história, narrada pelo próprio, de João Semedo Tavares, de 40 anos, dirigente da associação Moinho da Juventude, no Bairro da Cova da Moura, na Amadora, considerado um exemplo de reintegração depois de um percurso de marginalidade que culminou com dez anos passados na cadeia.

 

 





 



 

segunda-feira, 20 de novembro de 2023

1 Livro, 1 Filme | Ler, é para já!

 

 

 













A publicação Ler, é para já! disponibiliza materiais/ ideias que visam a promoção da leitura recreativa junto de jovens entre os 15-17 anos com poucos hábitos de leitura e que necessitam de aumentar os níveis de literacia e de consolidar as aprendizagens necessárias à qualificação profissional. 

A publicação pretende contribuir para: 
. motivar para a leitura; 
. incentivar o prazer da leitura; 
. contribuir para desenvolver leitores confiantes e competentes; 
. desenvolver competências necessárias às exigências profissionais do mundo atual; 
. contribuir para o pleno exercício da cidadania. 

Uma vez que se dirige a um público específico, os critérios adotados para a seleção das obras devem permitir: 
. a identificação imediata com as obras propostas; 
. a escolha de autores contemporâneos, novidades, best sellers...; 
. a valorização dos interesses e gostos particulares; 
. a seleção de obras acessíveis, preferencialmente de dimensão reduzida e de fácil leitura.

Consulte a edição de 2023 da brochura: Um livro, um filme.