#violênciadegénero
Basta um minuto online para sermos expostos a conteúdos que nos dividem. Neste Natal, use esse minuto para fazer uma escolha diferente: Cale o ódio que vibra no seu telemóvel e pense antes de o partilhar.
#violênciadegénero
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#orangetheworld #violênciadegénero #alaranjaraescola #alermaisemelhor

Cartoon de Allan McDonald
A maioria dos homens que acabam por chegar ao homicídio de mulheres são o contrário do cão que ladra mas não morde
Eu bem tento dar a volta aos textos que me chegam sempre que tenho de dar mais uma notícia sobre violência doméstica. Procuro carregar mais e mais na devida tecla do horror, a única admissível na matéria. No entanto, a cadeia de dados que começa nas chamadas “entidades” oficiais e desagua nos jornalistas já parece ter desistido, apesar de falar constantemente em “alertas”, em “sensibilização”, em “necessidade de mais campanhas”.
Nas televisões, rádios e jornais, o tema vai sempre no comboio de outras estatísticas. Não sei quê que subiu, ou desceu, percentagens, referências à “comparação com o mesmo mês do ano anterior”, toda essa charanga que o jornalismo usa para encher as horas infindas em que tem de estar a dizer alguma coisa. Já assisti a critérios que devem ter sido baseados “naquilo que tiver números para se dizer”, e o último trimestre de violência doméstica vinha a seguir às variações dos combustíveis na semana, e a um dos favoritos da nova informação: como andam os preços no cabaz de compras da Deco.
Vá lá que ouvi, recentemente, alguém de uma associação de apoio a vítimas defender com veemência uma mão mais firme da justiça logo às primeiras suspeitas, queixas e acusações.
A razão é simples e aterradora. A maioria dos homens que acabam por chegar ao homicídio de mulheres são o contrário do cão que ladra mas não morde. Os números mais recentes mostram que cada mulher assassinada já tinha sido agredida, já tinha feito queixa, já tinha pedido ajuda. É urgente estar atento aos primeiros sinais, e, sobretudo, agir aos primeiros murros e pontapés. Mas os sucessivos Governos parecem confiar que o problema não há de aborrecer-lhes muito o período de regência, e quem vier depois que trate do assunto com mais atenção.
Das ditas “campanhas de sensibilização” já nem me apetece falar mais. Esse folclore inócuo de fotos e vídeos muito estilizados, sabe-se lá com que mensagem. Aquilo serve a quem? A estética da mulher agredida, muito bem filmada, a olhar-nos com os cortes e feridas nos sítios certos para não aparecer muito desfigurada? Mais os joguinhos de palavras à publicitário moderno? Servem a quem? Adiantam?
Getty Images
A “amostra não é significativa” e “muito pequena”, o que pode indicar que a realidade seja maior do que aquela que o inquérito agora realizado mostra. Grupo de trabalho pede ação do Estado para travar o fenómeno que tem crescido desde 2020. Na última década nunca se denunciaram tantos casamentos infantis, precoces ou forçados.
#orangetheworld #vamosalaranjaracamilo #violênciadegénero #ODS5 #noexcuse #alermaisemelhor #bibliotecasescolares
Orange the World / Vamos alaranjar a Camilo
#orangetheworld #vamosalaranjaracamilo #violênciadegénero

Os dados oficiais incluem apenas casamentos de menores legalmente permitidos, ou seja, com 16 e 17 anos. As organizações alertam para uma realidade “muito mais extensa”, que não se limita a determinados grupos
As duas crianças são ainda bebés de colo, começaram a andar recentemente. Um é menino e a outra é menina. São erguidos no ar enquanto as mães insistem para darem um beijinho na boca. Estão prometidos. Ainda não balbuciam as primeiras palavras, mas já têm casamento marcado, aguardando apenas que as famílias decidam que “está na hora”. O caso é relatado ao Expresso por quem acompanha de perto o fenómeno do casamento infantil, precoce ou forçado, bem como as uniões informais, que envolvem menores de 16 anos e são, por isso, ilegais.
É através destes acordos verbais e compromissos informais, estabelecidos pelos pais quando os filhos ainda são crianças, que acontecem muitos casamentos de menores, envolvendo um cônjuge com menos de 18 anos ou ambos sendo menores de idade. Nas redes sociais, pais orgulhosos publicam fotografias e vídeos de jovens que acabaram de ficar noivos e partilham a novidade. “Pedimento [sic] de última hora”, lê-se na legenda de uma das imagens, acompanhada por uma série de emojis de alianças e símbolos de casamento. Neste caso, os noivos são primos direitos. Ela tem 11 anos e ele 12.
As estatísticas oficiais, que incluem apenas casamentos de menores legalmente permitidos, ou seja, jovens de 16 e 17 anos, mostram que estes casos aumentaram nos últimos anos. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2023 foram registados 176 casamentos de menores. É o número mais alto desde 2010, quando se registaram 190 casos. Em dez anos, somam-se 1097 casamentos, o que corresponde a uma média de 110 por ano, ou seja, nove por mês.
Na esmagadora maioria das situações, o cônjuge menor de idade é do sexo feminino. Nos últimos dez anos, a proporção de raparigas no total de casamentos infantis manteve-se constantemente acima dos 70%, atingindo, em determinados anos, valores próximos dos 90%, segundo dados do INE. Mais recentemente a percentagem de rapazes com menos de 18 anos teve um aumento ligeiro.
Casamentos com menores
Registos civis onde pelo menos um dos cônjuges tem 16 ou 17 anos
Nuno Teixeira, coordenador da delegação regional do norte da Associação para o Planeamento da Família (APF), que atua na promoção da saúde sexual e reprodutiva, considera que este aumento se deve, sobretudo, a um maior registo dessas uniões. “Hoje, há um conhecimento mais amplo sobre os mecanismos legais que permitem validar casamentos de menores, especialmente entre os pais, que muitas vezes são quem mais incentiva estas situações. Com mais informação disponível, há um maior recurso a esses enquadramentos legais.” Apesar do crescimento dos casos registados, Nuno Teixeira alerta que muitas uniões continuam a escapar às estatísticas, especialmente as que envolvem menores de 16 anos. Francisca Magano, diretora de Políticas de Infância e Juventude da UNICEF Portugal, reforça essa preocupação. “Os dados disponíveis são limitados e não abrangem todo o território. Representam apenas a ponta do icebergue, ocultando uma realidade muito mais extensa.”
Contextos variados
A falta de dados concretos sobre o fenómeno impede as entidades de compreender detalhadamente as circunstâncias em que o casamento infantil e as uniões informais ocorrem. Estas situações estão frequentemente ligadas à pobreza, exclusão social, desigualdade de género e dificuldades no acesso à educação, mas também surgem noutros contextos. “A realidade varia muito consoante a região do país”, explica ao Expresso uma fonte próxima destes processos. Considerando os dados por região, em 2022, estes matrimónios foram mais comuns no norte, centro e Alentejo. “No norte, estas situações estão muitas vezes associadas à extrema pobreza dos meios onde as crianças vivem, enquanto noutras regiões estão mais relacionadas com normas sociais dos grupos étnicos a que pertencem ou com hábitos culturais dos países de origem”, acrescenta a mesma fonte.
Mas também existem casos de casamentos precoces — acima dos 18 anos, mas ainda assim em idades muito jovens — em grupos “com grande poder económico, onde o objetivo é a manutenção da riqueza”, aponta Nuno Teixeira. Estas uniões ocorrem numa fase em que não há maturidade emocional ou psicossocial para consentir de forma plenamente esclarecida. Tal como os casamentos infantis, afetam maioritariamente mulheres e têm consequências graves: aumentam o risco de violência sexual e baseada no género, contribuem para o abandono escolar e comprometem o futuro das jovens, tanto em termos de oportunidades como de bem-estar físico e mental.
“Estamos a falar de famílias muito ricas que combinam casamentos dentro do círculo familiar para preservarem o património.” No entanto, por se tratar de meios fechados e de difícil acesso para quem estuda estes fenómenos, muitas destas situações passam despercebidas. “Temos muito mais acesso à vida das pessoas em situação de pobreza, porque são altamente escrutinadas pelos serviços sociais. Já as famílias com muito poder não estão sujeitas ao mesmo escrutínio, o que cria um enviesamento na forma como olhamos para o problema”, diz Nuno Teixeira. Por isso, considera “perigoso” associar o casamento infantil ou precoce a determinados grupos. “Não é um fenómeno exclusivo das comunidades ciganas, como muitas vezes se pensa. É um problema transversal a toda a sociedade.”
O primeiro passo
Na semana passada, o Parlamento aprovou um projeto de lei do BE que proíbe o casamento de menores de 18 anos. O PSD e o CDS-PP votaram contra e a IL absteve-se. Também foi aprovada, com votos contra do PSD e CDS-PP, uma proposta do PAN para alterar a Lei de Proteção de Crianças e Jovens em Perigo, passando a incluir o casamento infantil, precoce e/ou forçado como uma situação de risco. Ambas as alterações seguem as recomendações do “Livro Branco” sobre casamentos infantis, precoces ou forçados, de outubro de 2024.
A UNICEF Portugal acolhe com “satisfação” a alteração da lei que fixa os 18 anos como idade mínima para o casamento, mas alerta que esta medida é “apenas um primeiro passo. Não é possível acabar com este problema apenas por decreto. É preciso investir no envolvimento das comunidades, capacitar as raparigas, combater a pobreza e a exclusão social, e apostar na educação”, diz Francisca Magano, defendendo uma maior articulação entre os ministérios da Saúde e da Educação, a sociedade civil e as entidades públicas responsáveis pelos serviços sociais. “Há meninas de 10, 11 e 12 anos a abandonarem a escola devido a uniões informais.” Muitas acabam por engravidar nos anos seguintes. Já Nuno Teixeira destaca a importância de assegurar uma educação sexual abrangente nas escolas, abordando temas como os afetos, as emoções e os papéis de género. “Está legislada, mas habitualmente não é cumprida”, diz, alertando para o crescente receio das escolas em tratar estas questões, “muito influenciado pelo discurso político atual”. Ainda assim, garante, “a maioria dos pais e mães quer que os filhos tenham acesso a estas informações”.
Helena Bento (jornalista), Marta Gonçalves (coordenadora de multimedia) e Raquel Albuquerque (jornalista). Expresso, 6 de fevereiro de 2025
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A falta de uma definição comum para a violência contra mulheres e meninas facilitada pela tecnologia torna difícil a recolha de dados globais comparáveis. No entanto, estudos nacionais e regionais revelam taxas alarmantemente altas de assédio e abuso on-line. Há um crescente corpo de evidências demonstrando como a violência no espaço on-line (ou seja, controle coercivo, vigilância e perseguição) se pode manifestar off-line de várias maneiras, inclusive através da violência física levando ao feminicídio. Uma em cada 10 mulheres na União Europeia relata ter experimentado assédio cibernético desde os 15 anos de idade. Isso incluiu ter recebido e-mails ou mensagens SMS sexualmente explícitos indesejados e/ou ofensivos, ou avanços ofensivos e/ou inadequados em sites de redes sociais.
Nos Estados Árabes, um estudo regional descobriu que 60% das mulheres usuárias de internet na região foram expostas à violência on-line no ano passado.
Nos Balcãs Ocidentais e países da Europa Oriental, mais de metade das mulheres presentes on-line na região experimentaram alguma forma de violência facilitada por tecnologia em sua vida.
Na Uganda, em 2021, cerca de metade das mulheres (49%) reportaram já ter passado por assédio online.
De acordo com uma pesquisa de 2016 da Comissão Nacional de Direitos Humanos da Coreia, 85% das mulheres experimentaram discursos de ódio online.
Let's Orange the World / Vamos alaranjar a Camilo
Orange the World / Vamos alaranjar a Camilo
#orangetheword #vamosalaranjaracamilo #violênciadegénero #ODS5 #noexcuse
Cartoon de Menekse Cam, Turquia
Alegações de que uma menina de 6 anos foi casada com um homem de 29 anos pelos pais pertencentes a um grupo religioso fundamentalista causaram grande reação entre o povo turco.
"Existem muitas religiões, mas só existe uma moralidade."
— John Ruskin
Orange the World / Vamos alaranjar a Camilo
🌍🧡 16 Dias de Ativismo Contra a Violência de Género 🧡🌍
Todos os anos, entre 25 de novembro, Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, e 10 de dezembro, Dia dos Direitos Humanos, o mundo une-se nos 16 Dias de Ativismo Contra a Violência de Género. Sob o lema global “UNiTE! Ativismo para acabar com a violência contra mulheres e meninas”, milhões de vozes juntam-se para denunciar injustiças, promover mudanças e construir um futuro sem violência.
A Campanha UNiTE, lançada pela ONU Mulher e pela UNICEF, escolheu a cor laranja como símbolo de esperança e de um amanhã mais luminoso, livre de todas as formas de violência contra mulheres e meninas: violência doméstica, agressão sexual, casamento precoce, assédio, mutilação genital, tráfico e exploração. “Orange the World” é um apelo à ação — um convite para transformar espaços, mentalidades e comunidades.
Mais uma vez, a Biblioteca, em parceria com professores e alunos, vai alaranjar a Camilo!
Durante estes 16 dias, vamos promover palestras, exposições, debates e atividades criativas, todas dedicadas à sensibilização, prevenção e reflexão sobre a violência de género. Queremos que em cada corredor, em cada sala e em cada gesto ecoe a mensagem de respeito, igualdade e dignidade para todas as pessoas.
🧡 Junta-te a nós!
No dia 25 de novembro traz uma peça laranja, participa nas atividades e ajuda a criar uma verdadeira onda de cor e consciencialização.
Vamos mostrar que a Camilo está unida, informada e ativa na defesa dos direitos das mulheres e das meninas.
Vamos alaranjar a Camilo. Vamos iluminar o mundo. Vamos dizer NÃO à violência.
Orange the World / Vamos Alaranjar a Camilo!
Let's Orange the World / Vamos alaranjar a Camilo
#orangetheworld #vamosalaranjaracamilo #violênciadegénero
#ODS5 #noexcuse #alermaisemelhor #bibliotecasescolares #cinema
Palestra "Mulheres sem rosto e sem voz - o cinema contra a impunidade", com a Dra. Anabela Oliveira, docente da UTAD.
Dia 25 de novembro, na Biblioteca.
Suas sessões: às 10:20 e às 11:20.
📜 Breve CV
Dra. Anabela Oliveira
Diretora de Curso doutoramento em estudos literários
Diretora de Curso licenciatura em Teatro e Artes Performativas
Vice-Presidente do Conselho Pedagógico da ECHS
A Dra Anabela Oliveira orienta a sua investigação científica no âmbito dos estudos interartes, nomeadamente nas relações entre literatura e cinema.
É autora dos livros Entre vozes e imagens: a presença das imagens cinematográficas nas múltiplas vozes do romance português: (anos 70-90) e Federico Fellini – A Inevitabilidade da Arte.
É a coordenadora em Portugal do Projeto Literatura, Cinema e Multiculturalismo no Mundo Lusófono,
em parceria com a Universidade de Paris Ouest Nanterre La Défense,
financiado pelas Ações Universitárias Integradas Luso-Francesas.
Orange the World / Vamos alaranjar a Camilo
#orangetheworld #vamosalaranjaraescola
Estimativas globais de feminicídios cometidos por parceiros íntimos/familiares
A violência contra mulheres e meninas é a violação de direitos humanos mais disseminada. Os femicídios, ou assassinatos de mulheres e meninas motivados por questões de género, são a forma mais extrema de violência contra elas e, frequentemente, são consequência de formas anteriores de violência perpetradas contra elas nos seus lares.
Com o objetivo de impulsionar a ação global contra esse crime, o UNODC e a ONU Mulheres publicam esta terceira publicação conjunta com estimativas globais de feminicídios de mulheres e meninas cometidos por parceiros íntimos ou familiares, com novos dados para 2023. Os feminicídios de mulheres e meninas são evitáveis, mas as evidências disponíveis mostram que houve muito pouco progresso. O contexto em que a violência por parceiro íntimo pode escalar para um homicídio tem sido amplamente estudado, e os principais fatores de risco que podem ser abordados para prevenir os feminicídios foram identificados.
Este relatório destaca algumas regiões e países do mundo que registaram uma ligeira diminuição no número de femicídios, contribuindo assim para o conhecimento global sobre como prevenir eficazmente esses crimes. O relatório revela que o número de países que reportam femicídios diminuiu 50% nos últimos cinco anos. Contudo, só garantindo que todas as vítimas são contabilizadas poderemos assegurar que os perpetradores são responsabilizados e que a justiça é feita. E é melhorando a compreensão de todos os tipos de assassinatos de mulheres e meninas relacionados com o género que poderemos fortalecer a prevenção e melhorar as respostas.
#violênciadegénero #bibliotecasescolares #bibliotecaccbvr
Ficha técnica
O Livro Branco oferece uma análise abrangente do contexto e da evidência científica relacionada com os casamentos infantis, precoces e/ou forçados (CIPF), bem como um conjunto de recomendações resultantes do trabalho desenvolvido pelo Grupo de Trabalho. Inclui também os resultados e conclusões do inquérito por questionário, elaborado pelo GT durante o seu mandato, e aplicado pela entidade adjudicante Qmetrics entre os dias 11 de março e 9 de abril de 2024.
Continuamos a alaranjar a Camilo
#orangetheworld #noexcuses #semdesculpa
Trabalhos realizados pelos alunos do 11º E, na disciplina de Desenho A - UT 1 Ilustração, sob a orientação do professor Carlos Santelmo.
#NoExcuse
Jovens expressam-se através das Artes
Carlos Aguilar - Fearless (Youth Speak Out Through The Arts)
Ao longo da história, a violência sexual relacionada com conflitos tem sido tratada como um subproduto inevitável da guerra, os despojos dos vencedores, meros danos colaterais ou um crime contra a moralidade e a honra da família. Tem sido o crime de guerra menos condenado do mundo, envolto numa conspiração de silêncio que protege os perpetradores e isola as vítimas da sociedade e até mesmo umas das outras.
Nesse contexto, a última década viu uma mudança drástica no paradigma e na perspetiva, levando ao reconhecimento da violência sexual relacionada com conflitos como uma tática de guerra e terror que exige atenção, ação e recursos dedicados. Hoje, é reconhecido que tal violência é uma grave violação do direito internacional humanitário e dos direitos humanos, uma ameaça à nossa segurança coletiva e um impedimento à paz sustentável.
O legado e o impacto da violência sexual relacionada com conflitos, como uma ferramenta usada para aterrorizar pessoas e desestabilizar sociedades, com efeitos físicos e psicológicos duradouros que podem ecoar por gerações, também são mais bem compreendidos e abordados. Um ponto da viragem crítica a esse respeito foi o estabelecimento em 2009 de um mandato dedicado ao combate à violência sexual em conflitos.
Através da adoção unânime da resolução 1888 (2009) do Conselho de Segurança, o Conselho de Segurança das Nações Unidas criou o cargo de Representante Especial do Secretário-Geral sobre Violência Sexual em Conflito, para dar voz a um assunto que foi chamado de "o maior silêncio da história". Em 2019, o décimo aniversário desta resolução histórica oferece uma oportunidade para fazer um balanço do progresso, dos desafios e das mudanças, e para traçar um caminho ambicioso a seguir.
Contra a violência de género
#NoExcuse
O cartoon como instrumento de denúncia.
#NoExcuse #SemDesculpa #OrangeTheWorld
Trabalhos produzidos pelos alunos do 10º F, na disciplina de Desenho A.
A consciencialização é um passo essencial na construção de uma sociedade mais justa e segura para mulheres e meninas, reafirmando que nenhuma forma de violência deve ser tolerada.
MENSAGEM PARA O DIA INTERNACIONAL PARA A ELIMINAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES E MENINAS
25 de novembro de 2024
A epidemia de violência contra as mulheres e as meninas envergonha a humanidade.
Todos os dias, em média, 140 mulheres e meninas são mortas por alguém da sua própria família. Cerca de uma em cada três mulheres ainda sofre de violência física ou sexual. Nenhum país ou comunidade está imune e a situação está a agravar-se.
As crises de conflitos e do clima, e a fome agravaram as desigualdades. A terrível violência sexual está a ser utilizada como arma de guerra e as mulheres e as meninas enfrentam uma torrente de misoginia online. A situação é agravada por uma crescente reação contra os direitos das mulheres e das meninas. Demasiadas vezes, as proteções legais são anuladas, os direitos humanos são espezinhados e os defensores dos direitos humanos das mulheres são ameaçados, assediados e mortos por denunciarem.
Há quase trinta anos que a Declaração e a Plataforma de Ação de Pequim prometeram prevenir e eliminar a violência contra mulheres e meninas, já passou a hora de o conseguirmos.
António Guterres, Secretário Geral da ONU