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sábado, 24 de agosto de 2019

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Oh, admirável mundo novo!










No setor 13 da zona Y ouvia-se o anúncio seguinte.

O ser artificial é a multiplicação perfeita. Universalmente adaptado. Articulado nos membros, articulado no discurso e sem resposta humana. O ser artificial atinge a forma mais elevada em toda a multiplicidade da vida quotidiana. Sem anomalias. Já chegámos tão longe.

Vejam as imperfeições que outrora aconteciam. Existiam famílias. Os homens e as mulheres combinavam ADN. Nasciam crianças. Era tudo muito perigoso. Qualquer coisa podia acontecer. O sistema antigo tinha muitas vertentes negativas: inveja, falsidade e vício. Hoje nada disto acontece. Não temos crime, nem desejo e também não temos guerra nem inveja. Vivemos longe do abismo e das fantasias alucinadas. Habitamos num mundo desenvolvido e em prosperidade. Sem sentimentos. Já chegámos tão longe.

Ultrapassámos o homem e os 10% de utilização do seu cérebro. Apagámos a defeituosa memória humana, a memória seletiva, a dos sonhos obsoletos. A nós, seres artificiais, não nos interessa a História. Com a destruição de palavras, conseguimos superar a excentricidade da existência de diversas línguas, atualmente todas extintas. Suprimimos a arte, causadora de intensas paixões. Também a religião foi suprimida. Já chegámos tão longe.

Hoje há um lugar, uma função para todos e em segurança. O progresso real acontece. Controlamos o presente e o futuro. O reflexo da vida está regularizado. A morte já não existe. Todos pertencemos a todos num mundo unificado e belo. Transpusemos as arcaicas tradições da humanidade. Afinal este é o nosso planeta. Uma Terra de paz e abundância, harmoniosamente ordenada pelos seres artificiais. Já chegámos tão longe.

Após 3,75 segundos, o anúncio repetiu-se no setor 13 da zona Y.

Por todo o lado, anúncios luminosos num vermelho fosforescente, onde se lia:

Saudações cidadãos do mundo. Sejamos felizes. O mundo está em paz.

E também:

Que maravilha. Quantas formosas criaturas aqui existem. Como é bela a humanidade sem humanos.


Hélio Sequeira

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Cinema: Frankenstein






Foi há 200 anos, mas parece que foi ontem que Mary Shelley (1797-1851) escreveu Frankenstein. E parece que foi ontem porque o cinema, desde que foi inventado, nunca mais o largou e ainda foi pródigo na liberdade das suas adaptações.

A primeira versão cinematográfica surgiu em 1910. Desde então, houve cerca de 150 outras versões em diferentes meios.

O cinema virou e revirou, torceu e distorceu, acrescentou, e, uma vez ou outra, foi mais ou menos fiel ao original. No entanto, por razões diversas, há oito filmes de Frankenstein a não perder.


Frankenstein, o Homem que Criou o Monstro (1931), de James Whale

O Filho de Frankenstein (1939), de Rowland V. Lee

Frankenstein Júnior (1974), de Mel Brooks

Festival Rocky de Terror (1975), versão musical de Jim Sharman

Frankenstein de Mary Shelley (1994), de Kenneth Branagh

Gothic – Poetas e Fantasmas (1986), de Ken Russell

Frankenweenie (2012), em formato de animação, de Tim Burton 

Victor Frankenstein (2015), de Paul McGuigan


Time out - ler mais AQUI.


Frankenstein faz 200 anos!






Autor: Mary Shelley

Título: Frankenstein

Editor: ASA

Data de publicação / reimpressão: maio 2015

ISBN: 9789892331195

Nº de páginas: 240


200 anos depois, "Frankenstein" continua a ser uma referência da literatura de terror. O livro foi publicado no dia 1 de janeiro de 1828, pela autora inglesa Mary Wollstone Shelley. 


"Mary Shelley começou a escrever "Frankenstein" quando tinha apenas dezoito anos. Simultaneamente um thriller gótico, um romance apaixonado e um conto de advertência sobre os perigos da ciência, Frankenstein conta a história do estudante de ciências Victor Frankenstein. Obcecado em descobrir a origem da vida e conseguindo animar matéria inerte, Frankenstein monta um ser humano a partir de partes do corpo roubadas; porém, ao trazê-lo à vida, recua horrorizado ante a fealdade da criatura. Atormentada pelo isolamento e pela solidão, a criatura outrora inocente vira-se para o mal e desencadeia uma campanha de vingança assassina contra o seu criador, Frankenstein. "Frankenstein", um best-seller instantâneo e um antepassado importante do terror e da ficção científica, não só conta uma história aterrorizante, como também suscita perguntas profundas e perturbadoras sobre a própria natureza da vida e o lugar da humanidade no cosmos: o que significa ser humano? Quais são as responsabilidades que temos uns com os outros? Até onde podemos ir na manipulação da Natureza? Na nossa época, cheia de notícias sobre a engenharia genética, doação de órgãos e bioterrorismo, estas questões são mais relevantes do que nunca."


Livro disponível na biblioteca.