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sábado, 24 de janeiro de 2026

Dia Internacional da Educação

 

 #bibliotecasescolares  #objetivodedesenvolvimentosustentável4

 

 

Pode ser uma imagem de uma ou mais pessoas, pessoas a estudar e texto que diz "EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E INOVAÇÃO EDUCAÇÃO,CIÊNCIAEINOVAÇÃO INOVA 8 Dia Internacional da Educação Diretofundamentaldetodasascriancas Direito fundamental de todas as crianças" 

 



O Dia Internacional da Educação, celebrado a 24 de janeiro, foi instituído pelas Nações Unidas em 2018 para afirmar a educação como um direito humano fundamental e um pilar essencial para o desenvolvimento sustentável, a paz e a redução das desigualdades. Esta data convida toda a comunidade educativa a refletir sobre a importância de garantir uma educação inclusiva, equitativa e de qualidade, capaz de promover o sucesso escolar, a cidadania ativa e a formação integral dos alunos. A educação está no centro dos grandes desafios da sociedade atual e é indispensável para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, em particular o ODS 4 – Educação de Qualidade.

As bibliotecas escolares assumem, neste contexto, um papel estratégico no apoio ao ensino e à aprendizagem, na promoção da leitura e no desenvolvimento das competências de informação e de literacia digital. São espaços que estimulam a curiosidade, o pensamento crítico e a autonomia dos alunos, apoiando o trabalho curricular e os projetos interdisciplinares. 

Para além da sua função pedagógica, as bibliotecas são também lugares de cultura, de socialização e de bem-estar, promovendo atividades culturais, encontros, trabalho colaborativo e momentos de leitura que contribuem para o desenvolvimento pessoal e emocional dos alunos e para o reforço do sentimento de pertença à escola. 

Ao assinalar o Dia Internacional da Educação, a escola reafirma o seu compromisso com uma educação de qualidade e reconhece o contributo fundamental das bibliotecas escolares na construção de uma comunidade educativa mais inclusiva, participativa e orientada para o futuro.

sábado, 20 de dezembro de 2025

Ser menina no Afeganistão

 

 #direitoaeducação  


Foto do ano 2025, da UNICEF - Hajira concentrada no estudo, em casa 



A imagem vencedora do concurso internacional de fotografia promovido pela Unicef na Alemanha é da fotojornalista francesa Elise Blanchard e faz parte da sua reportagem "Ser Menina no Afeganistão"

"A fotografia vencedora deste ano mostra o que a infância significa para muitas raparigas no Afeganistão: têm de lutar por algo que deveria ser óbvio, o direito à educação" - afirmou Elke Büdenbender, da Unicef Alemanha, na cerimónia de entrega dos prémios em Berlim. E acrescentou ainda que, com o olhar penetrante de Hajira, Blanchard "proporciona-nos um momento de curiosidade e determinação" que "nos lembra que não devemos abandonar crianças como ela".

A fotografia de Hajira, uma menina de dez anos, concentrada nos estudos em casa, numa zona remota a leste de Cabul, representa a resistência silenciosa, mas inabalável, de milhões de meninas afegãs que têm sido privadas do acesso ao ensino secundário há mais de quatro anos, destacou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em comunicado.

Mais de 2,2 milhões de raparigas no Afeganistão estão atualmente privadas do acesso à escola e, embora o ensino primário ainda seja possível, as raparigas em idade de frequentar o ensino secundário estão oficialmente proibidas de estudar.

 

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Palestra dedicada ao tema da violência de género

 

 #orangetheworld #vamosalaranjaracamilo #violênciadegénero #ODS5 #noexcuse #alermaisemelhor #bibliotecasescolares











No dia 25 de novembro, a Biblioteca acolheu uma palestra dedicada ao tema da violência de género - Mulheres sem rosto e sem voz, o cinema contra a impunidade, assinalando o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres. A sessão contou com a participação da professora universitária Anabela Oliveira, investigadora na área dos estudos interartes, com especial enfoque nas relações entre literatura e cinema.

A convidada apresentou uma abordagem inovadora ao tema, escolhendo o cinema animado como meio de reflexão. Através da metáfora das texturas de tecidos, a palestrante explorou formas visuais e simbólicas que permitem pensar a violência exercida sobre mulheres e meninas, destacando o modo como a arte pode ser um poderoso instrumento de sensibilização e consciencialização social.

O encontro proporcionou ao público (composto por alunos do 7º, 9º, 10º e 11º anos) uma experiência interdisciplinar, cruzando estética, narrativa e cidadania, e reforçou o papel da Biblioteca como espaço de debate e educação para os direitos humanos.

Atividade, realizada no âmbito dos projetos Orange the World e Cientificamente provável, foi promovida pela RBVR.



Orange the World / Vamos alaranjar a Camilo

 

terça-feira, 25 de novembro de 2025

Há 10 anos que não havia tantos casamentos entre menores

 

 #orangetheworld  #vamosalaranjaracamilo  #violênciadegénero

 

 Em dez anos, foram registados 1097 casamentos com menores, o que corresponde a uma média anual de 110, ou seja, nove por mês

Em dez anos, foram registados 1097 casamentos com menores (média anual:110)
Getty Images




Os dados oficiais incluem apenas casamentos de menores legalmente permitidos, ou seja, com 16 e 17 anos. As organizações alertam para uma realidade “muito mais extensa”, que não se limita a determinados grupos


As duas crianças são ainda bebés de colo, começaram a andar recentemente. Um é menino e a outra é menina. São erguidos no ar enquanto as mães insistem para darem um beijinho na boca. Estão prometidos. Ainda não balbuciam as primeiras palavras, mas já têm casamento marcado, aguardando apenas que as famílias decidam que “está na hora”. O caso é relatado ao Expresso por quem acompanha de perto o fenómeno do casamento infantil, precoce ou forçado, bem como as uniões informais, que envolvem menores de 16 anos e são, por isso, ilegais.

É através destes acordos verbais e compromissos informais, estabelecidos pelos pais quando os filhos ainda são crianças, que acontecem muitos casamentos de menores, envolvendo um cônjuge com menos de 18 anos ou ambos sendo menores de idade. Nas redes sociais, pais orgulhosos publicam fotografias e vídeos de jovens que acabaram de ficar noivos e partilham a novidade. “Pedimento [sic] de última hora”, lê-se na legenda de uma das imagens, acompanhada por uma série de emojis de alianças e símbolos de casamento. Neste caso, os noivos são primos direitos. Ela tem 11 anos e ele 12.

As estatísticas oficiais, que incluem apenas casamentos de menores legalmente permitidos, ou seja, jovens de 16 e 17 anos, mostram que estes casos aumentaram nos últimos anos. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2023 foram registados 176 casamentos de menores. É o número mais alto desde 2010, quando se registaram 190 casos. Em dez anos, somam-se 1097 casamentos, o que corresponde a uma média de 110 por ano, ou seja, nove por mês.

Na esmagadora maioria das situações, o cônjuge menor de idade é do sexo feminino. Nos últimos dez anos, a proporção de raparigas no total de casamentos infantis manteve-se constantemente acima dos 70%, atingindo, em determinados anos, valores próximos dos 90%, segundo dados do INE. Mais recentemente a percentagem de rapazes com menos de 18 anos teve um aumento ligeiro.

Casamentos com menores
Registos civis onde pelo menos um dos cônjuges tem 16 ou 17 anos

Nuno Teixeira, coordenador da delegação regional do norte da Associação para o Planeamento da Família (APF), que atua na promoção da saúde sexual e reprodutiva, considera que este aumento se deve, sobretudo, a um maior registo dessas uniões. “Hoje, há um conhecimento mais amplo sobre os mecanismos legais que permitem validar casamentos de menores, especialmente entre os pais, que muitas vezes são quem mais incentiva estas situações. Com mais informação disponível, há um maior recurso a esses enquadramentos legais.” Apesar do crescimento dos casos registados, Nuno Teixeira alerta que muitas uniões continuam a escapar às estatísticas, especialmente as que envolvem menores de 16 anos. Francisca Magano, diretora de Políticas de Infância e Juventude da UNICEF Portugal, reforça essa preocupação. “Os dados disponíveis são limitados e não abrangem todo o território. Representam apenas a ponta do icebergue, ocultando uma realidade muito mais extensa.”

Contextos variados

A falta de dados concretos sobre o fenómeno impede as entidades de compreender detalhadamente as circunstâncias em que o casamento infantil e as uniões informais ocorrem. Estas situações estão frequentemente ligadas à pobreza, exclusão social, desigualdade de género e dificuldades no acesso à educação, mas também surgem noutros contextos. “A realidade varia muito consoante a região do país”, explica ao Expresso uma fonte próxima destes processos. Considerando os dados por região, em 2022, estes matrimónios foram mais comuns no norte, centro e Alentejo. “No norte, estas situações estão muitas vezes associadas à extrema pobreza dos meios onde as crianças vivem, enquanto noutras regiões estão mais relacionadas com normas sociais dos grupos étnicos a que pertencem ou com hábitos culturais dos países de origem”, acrescenta a mesma fonte.

Mas também existem casos de casamentos precoces — acima dos 18 anos, mas ainda assim em idades muito jovens — em grupos “com grande poder económico, onde o objetivo é a manutenção da riqueza”, aponta Nuno Teixeira. Estas uniões ocorrem numa fase em que não há maturidade emocional ou psicossocial para consentir de forma plenamente esclarecida. Tal como os casamentos infantis, afetam maioritariamente mulheres e têm consequências graves: aumentam o risco de violência sexual e baseada no género, contribuem para o abandono escolar e comprometem o futuro das jovens, tanto em termos de oportunidades como de bem-estar físico e mental.

“Estamos a falar de famílias muito ricas que combinam casamentos dentro do círculo familiar para preservarem o património.” No entanto, por se tratar de meios fechados e de difícil acesso para quem estuda estes fenómenos, muitas destas situações passam despercebidas. “Temos muito mais acesso à vida das pessoas em situação de pobreza, porque são altamente escrutinadas pelos serviços sociais. Já as famílias com muito poder não estão sujeitas ao mesmo escrutínio, o que cria um enviesamento na forma como olhamos para o problema”, diz Nuno Teixeira. Por isso, considera “perigoso” associar o casamento infantil ou precoce a determinados grupos. “Não é um fenómeno exclusivo das comunidades ciganas, como muitas vezes se pensa. É um problema transversal a toda a sociedade.”

O primeiro passo

Na semana passada, o Parlamento aprovou um projeto de lei do BE que proíbe o casamento de menores de 18 anos. O PSD e o CDS-PP votaram contra e a IL absteve-se. Também foi aprovada, com votos contra do PSD e CDS-PP, uma proposta do PAN para alterar a Lei de Proteção de Crianças e Jovens em Perigo, passando a incluir o casamento infantil, precoce e/ou forçado como uma situação de risco. Ambas as alterações seguem as recomendações do “Livro Branco” sobre casamentos infantis, precoces ou forçados, de outubro de 2024.

A UNICEF Portugal acolhe com “satisfação” a alteração da lei que fixa os 18 anos como idade mínima para o casamento, mas alerta que esta medida é “apenas um primeiro passo. Não é possível acabar com este problema apenas por decreto. É preciso investir no envolvimento das comunidades, capacitar as raparigas, combater a pobreza e a exclusão social, e apostar na educação”, diz Francisca Magano, defendendo uma maior articulação entre os ministérios da Saúde e da Educação, a sociedade civil e as entidades públicas responsáveis pelos serviços sociais. “Há meninas de 10, 11 e 12 anos a abandonarem a escola devido a uniões informais.” Muitas acabam por engravidar nos anos seguintes. Já Nuno Teixeira destaca a importância de assegurar uma educação sexual abrangente nas escolas, abordando temas como os afetos, as emoções e os papéis de género. “Está legislada, mas habitualmente não é cumprida”, diz, alertando para o crescente receio das escolas em tratar estas questões, “muito influenciado pelo discurso político atual”. Ainda assim, garante, “a maioria dos pais e mães quer que os filhos tenham acesso a estas informações”.

Helena Bento (jornalista), Marta Gonçalves (coordenadora de multimedia) e Raquel Albuquerque (jornalista). Expresso, 6 de fevereiro de 2025

 

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Violência contra mulheres e meninas facilitada pela tecnologia

 

 #orangetheworld  #vamosalaranjaracamilo

 

 

 

 Free Bullying Stop photo and picture



A falta de uma definição comum para a violência contra mulheres e meninas facilitada pela tecnologia torna difícil a recolha de dados globais comparáveis. No entanto, estudos nacionais e regionais revelam taxas alarmantemente altas de assédio e abuso on-line. Há um crescente corpo de evidências demonstrando como a violência no espaço on-line (ou seja, controle coercivo, vigilância e perseguição) se pode manifestar off-line de várias maneiras, inclusive através da violência física levando ao feminicídio. Uma em cada 10 mulheres na União Europeia relata ter experimentado assédio cibernético desde os 15 anos de idade. Isso incluiu ter recebido e-mails ou mensagens SMS sexualmente explícitos indesejados e/ou ofensivos, ou avanços ofensivos e/ou inadequados em sites de redes sociais.

 

 

Cartoon: Menekse Cam, Abuso digital

 

Nos Estados Árabes, um estudo regional descobriu que 60% das mulheres usuárias de internet na região foram expostas à violência on-line no ano passado.

Nos Balcãs Ocidentais e países da Europa Oriental, mais de metade das mulheres presentes on-line na região experimentaram alguma forma de violência facilitada por tecnologia em sua vida.

Na Uganda, em 2021, cerca de metade das mulheres (49%) reportaram já ter passado por assédio online.

De acordo com uma pesquisa de 2016 da Comissão Nacional de Direitos Humanos da Coreia, 85% das mulheres experimentaram discursos de ódio online. 

 

Let's Orange the World / Vamos alaranjar a Camilo 

STOP violência contra as mulheres e meninas - O casamento infantil

 

 

Orange the World / Vamos alaranjar a Camilo

 
#orangetheword #vamosalaranjaracamilo  
#violênciadegénero #ODS5 #noexcuse

 

 

Cartoon de Menekse Cam, Turquia 

 


Alegações de que uma menina de 6 anos foi casada com um homem de 29 anos pelos pais pertencentes a um grupo religioso fundamentalista causaram grande reação entre o povo turco.


"Existem muitas religiões, mas só existe uma moralidade."
— John Ruskin 

 

Orange the World / Vamos alaranjar a Camilo 

Orange the World / Vamos Alaranjar a Camilo!

 


#OrangeTheWord #VamosAlaranjaraCamilo #ViolênciaDeGénero
#ODS5 #NoExcuse #alermaisemelhor #bibliotecasescolares


 

 


 

 



🌍🧡 16 Dias de Ativismo Contra a Violência de Género 🧡🌍

Todos os anos, entre 25 de novembro, Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, e 10 de dezembro, Dia dos Direitos Humanos, o mundo une-se nos 16 Dias de Ativismo Contra a Violência de Género. Sob o lema global “UNiTE! Ativismo para acabar com a violência contra mulheres e meninas”, milhões de vozes juntam-se para denunciar injustiças, promover mudanças e construir um futuro sem violência.

A Campanha UNiTE, lançada pela ONU Mulher e pela UNICEF, escolheu a cor laranja como símbolo de esperança e de um amanhã mais luminoso, livre de todas as formas de violência contra mulheres e meninas: violência doméstica, agressão sexual, casamento precoce, assédio, mutilação genital, tráfico e exploração. “Orange the World” é um apelo à ação — um convite para transformar espaços, mentalidades e comunidades.

Mais uma vez, a Biblioteca, em parceria com professores e alunos, vai alaranjar a Camilo!

Durante estes 16 dias, vamos promover palestras, exposições, debates e atividades criativas, todas dedicadas à sensibilização, prevenção e reflexão sobre a violência de género. Queremos que em cada corredor, em cada sala e em cada gesto ecoe a mensagem de respeito, igualdade e dignidade para todas as pessoas.

🧡 Junta-te a nós!
No dia 25 de novembro traz uma peça laranja, participa nas atividades e ajuda a criar uma verdadeira onda de cor e consciencialização.
Vamos mostrar que a Camilo está unida, informada e ativa na defesa dos direitos das mulheres e das meninas.

Vamos alaranjar a Camilo. Vamos iluminar o mundo. Vamos dizer NÃO à violência.

 

Orange the World / Vamos Alaranjar a Camilo!

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Be Hope | Seja Esperança!

 

 #behope

 

Criado por Yinka Ilori

 

Transformar a imaginação em ação


Projetado para alunos de todas as idades, esta aula criativa de 45 minutos convida os alunos a refletirem sobre o conceito de esperança e expressarem sua visão de um futuro melhor através da arte.


Após um rápido mergulho nos Objetivos Globais da ONU, os alunos fecham os olhos, imaginam 2030 e transformam as suas esperanças num cartão-postal, colagem ou design digital. Uma mini caminhada pela galeria permite que reconheçam sonhos compartilhados. Cada obra de arte é enviada para o Mapa Global da Esperança para que cada visão possa despertar outros jovens de todo o mundo.

Esse mapa compartilhado torna-se uma mensagem coletiva poderosa — mostrando como esperanças individuais se podem unir para inspirar mudanças globais. Ao contribuir para o mapa, os alunos não aprendem apenas sobre esperança — eles tornam-se esperança.

 

 📄Plano de aula (em inglês)

Duração: 45 minutos 

   Footer logos lockup


quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Prevenir o casamento precoce em Portugal

 

 

#violênciadegénero  #bibliotecasescolares  #bibliotecaccbvr

 

 


Ficha técnica 

Título: Livro Branco sobre Prevenção e Combate aos Casamentos Infantis Precoces e Forçados
Autoria: Grupo de Trabalho para a Prevenção e Combate aos Casamentos Infantis, Precoces e Forçados constituído ao abrigo do Despacho n.º 1498-A/2021, de 5 de fevereiro. Ministério da Educação, Outubro 2024
 

O Livro Branco oferece uma análise abrangente do contexto e da evidência científica relacionada com os casamentos infantis, precoces e/ou forçados (CIPF), bem como um conjunto de recomendações resultantes do trabalho desenvolvido pelo Grupo de Trabalho. Inclui também os resultados e conclusões do inquérito por questionário, elaborado pelo GT durante o seu mandato, e aplicado pela entidade adjudicante Qmetrics entre os dias 11 de março e 9 de abril de 2024.


Mais de uma centena (126) de crianças com idades compreendidas entre os 10 e os 14 anos casaram-se em Portugal nos últimos anos e os pais são os principais incentivadores. 
 
O dado é revelado pelo “Livro Branco: Recomendações para Prevenir e Combater o Casamento Infantil, Precoce e/ou Forçado” que revela os resultados de um inquérito às organizações envolvidas no combate e prevenção deste fenómeno. Os casos considerados aconteceram entre 2015 e 2023. No total, no mesmo período e em todo o país, foram registados 836 casos de uniões com menores de idade.

terça-feira, 11 de novembro de 2025

Relatório GREVIO sobre sistema de prevenção e combate à violência contra as mulheres em Portugal

 

 

 

 

 

 


O Grupo de Peritos do Conselho da Europa (GREVIO) publicou em 27 de maio de 2025 o seu primeiro relatório temático sobre Portugal no âmbito da Convenção de Istambul.

Além de destacar progressos significativos na prevenção e combate à violência contra as mulheres, também aponta falhas persistentes, e apresenta recomendações para a melhoria do sistema.

Avanços reconhecidos

O relatório elogia a evolução legislativa portuguesa, nomeadamente a alteração da definição de violação para um modelo baseado no consentimento e a integração dos serviços de saúde na resposta à violência, com equipas especializadas em todos os hospitais públicos. Destaca ainda a criação de gabinetes de apoio à vítima junto do Ministério Público e a implementação do manual que determina que todos os elementos de prova, incluindo o depoimento da vítima, devem ser recolhidos no prazo máximo de 72 horas após a apresentação da denúncia, findo o qual o processo deve ser entregue ao Ministério Público.

Sistema judicial

Apesar dos avanços, o GREVIO considera o sistema judicial português um dos principais entraves à proteção eficaz das vítimas. O relatório denuncia sanções brandas e desproporcionadas em casos de violência doméstica e sexual, além da persistência de atitudes patriarcais entre magistrados e magistradas, que muitas vezes privilegiam a ideia de unidade familiar em detrimento da segurança das vítimas.

A utilização da chamada síndrome de alienação parental em processos de regulação das responsabilidades parentais é fortemente criticada, sendo considerada cientificamente infundada e prejudicial à proteção das vítimas e dos seus filhos.

Recomendações prioritárias

Entre as recomendações mais urgentes, o GREVIO destaca: 
  • Formação obrigatória e contínua para magistrados sobre todas as formas de violência contra as mulheres;
  • Revisão do sistema de ordens de proteção e afastamento, que atualmente exige processo criminal em curso e pode demorar até 48 horas;
  • Eliminação do prazo de 6 a 12 meses para denúncia de crimes de violação;
  • Acesso a casas de abrigo sem obrigatoriedade de denúncia formal;
  • Reforço da resposta judicial com base numa perspetiva de género e centrada na segurança das vítimas.

Para a Presidente da CIG, Sandra Ribeiro, “o relatório GREVIO é um instrumento muito útil para a melhoria das políticas públicas de prevenção e combate à violência doméstica. As suas recomendações partem de críticas construtivas que promovem uma maior eficácia e eficiência do sistema.” 
 

Publicado Relatório GREVIO sobre sistema de prevenção e combate à violência contra as mulheres em Portugal. (2025). Retrieved from https://www.cig.gov.pt/2025/05/publicado-relatorio-grevio-sobre-sistema-de-prevencao-e-combate-a-violencia-contra-as-mulheres-em-portugal/?utm_source=chatgpt.com

 

 

quarta-feira, 2 de abril de 2025

Celebração do Dia Mundial de Consciencialização sobre o Autismo de 2025

 

 



 

A comemoração do Dia Mundial de Consciencialização sobre o Autismo de 2025, sob o tema "Promovendo a Neurodiversidade e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU", destaca a interseção entre a neurodiversidade e os esforços globais de sustentabilidade, mostrando como políticas e práticas inclusivas podem impulsionar mudanças positivas para indivíduos autistas em todo o mundo e contribuir para a realização dos ODS. 

segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

Violência de género | Ilustração

 

 Continuamos a alaranjar a Camilo

 

#orangetheworld #noexcuses #semdesculpa

 

 



Trabalhos realizados pelos alunos do 11º E, na disciplina de Desenho A - UT 1 Ilustração, sob a orientação do professor Carlos Santelmo.

 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

Dia dos Direitos Humanos

 

#direitoshumanos  #HumanRightsDay




O Dia dos Direitos Humanos é comemorado anualmente em todo o mundo em 10 de dezembro. Ele comemora o aniversário de uma das promessas globais mais inovadoras do mundo: a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH). Este documento histórico consagra os direitos inalienáveis ​​aos quais todos têm direito como seres humanos - independentemente de raça, cor, religião, sexo, idioma, opinião política ou outra, origem nacional ou social, propriedade, nascimento ou outro status.

A Declaração foi proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em Paris, em 10 de dezembro de 1948, e estabelece, pela primeira vez, os direitos humanos fundamentais a serem universalmente protegidos.

Como um “padrão comum de realização para todos os povos e todas as nações”, a DUDH é um modelo global para leis e políticas internacionais, nacionais e locais e um alicerce da Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável.

Está disponível em 577 idiomas, do abkhaz ao zulu, tornando a DUDH o documento mais traduzido do mundo.

 
Tema de 2024: Os nossos direitos, o nosso futuro, agora.

Os direitos humanos podem capacitar indivíduos e comunidades a forjar um amanhã melhor. Ao abraçar e confiar no poder total dos direitos humanos como o caminho para o mundo que queremos, podemos tornar-nos mais pacíficos, igualitários e sustentáveis.

Neste Dia dos Direitos Humanos, foquemo-nos no modo como os direitos humanos são um caminho para soluções, desempenhando um papel crítico como uma força preventiva, protetora e transformadora para o bem. Como disse o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, “Os direitos humanos são a base para sociedades pacíficas, justas e inclusivas.”

O tema deste ano é um chamado para reconhecer a importância e relevância dos direitos humanos nas nossas vidas quotidianas. Temos uma oportunidade de mudar perceções falando contra o discurso de ódio, corrigindo informações falsas e combatendo a desinformação. Este é o momento de mobilizar ações para revigorar um movimento global pelos direitos humanos.

ONU


sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

Violência sexual em cenário de guerra

 

 #NoExcuse

 

 Jovens expressam-se através das Artes


 

Carlos Aguilar - Fearless (Youth Speak Out Through The Arts)

 

 Ao longo da história, a violência sexual relacionada com conflitos tem sido tratada como um subproduto inevitável da guerra, os despojos dos vencedores, meros danos colaterais ou um crime contra a moralidade e a honra da família. Tem sido o crime de guerra menos condenado do mundo, envolto numa conspiração de silêncio que protege os perpetradores e isola as vítimas da sociedade e até mesmo umas das outras. 

Nesse contexto, a última década viu uma mudança drástica no paradigma e na perspetiva, levando ao reconhecimento da violência sexual relacionada com conflitos como uma tática de guerra e terror que exige atenção, ação e recursos dedicados. Hoje, é reconhecido que tal violência é uma grave violação do direito internacional humanitário e dos direitos humanos, uma ameaça à nossa segurança coletiva e um impedimento à paz sustentável. 

O legado e o impacto da violência sexual relacionada com conflitos, como uma ferramenta usada para aterrorizar pessoas e desestabilizar sociedades, com efeitos físicos e psicológicos duradouros que podem ecoar por gerações, também são mais bem compreendidos e abordados. Um ponto da viragem crítica a esse respeito foi o estabelecimento em 2009 de um mandato dedicado ao combate à violência sexual em conflitos. 

Através da adoção unânime da resolução 1888 (2009) do Conselho de Segurança, o Conselho de Segurança das Nações Unidas criou o cargo de Representante Especial do Secretário-Geral sobre Violência Sexual em Conflito, para dar voz a um assunto que foi chamado de "o maior silêncio da história". Em 2019, o décimo aniversário desta resolução histórica oferece uma oportunidade para fazer um balanço do progresso, dos desafios e das mudanças, e para traçar um caminho ambicioso a seguir.

 

segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

Vamos apagar a desigualdade - somos todos iguais

 

 #InternationalDisabilityDay

#DiaInternacionalPessoasComDeficiencia



 

O Prémio Cartaz 3 de Dezembro, atribuído pelo Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P., distingue o trabalho gráfico que, através de um cartaz, sensibilize e mobilize a opinião pública para o reconhecimento dos direitos das Pessoas com Deficiência, celebrado, todos os anos, no dia 3 de dezembro, Dia Internacional das Pessoas com Deficiência. 

Em 2024, o 1º prémio foi atribuído a Filipe Pinto, autor do cartaz Vamos apagar a desigualdade - somos todos iguais.

O centro do cartaz apresenta o símbolo de diferente a ser parcialmente apagado com tinta corretora para que reste apenas o símbolo de igual.



Dia Internacional das Pessoas com Deficiência 2024

 

#InternationalDisabilityDay

 

 

Logotipo do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência

 

O Dia Internacional das Pessoas com Deficiência é celebrado anualmente a 3 de dezembro. O seu objetivo é promover os direitos e bem estar das pessoas com deficiência, na sociedade e a sua participação nos vários domínios social, cultural, económico e político.

Em 2024 o tema é Ampliando a liderança de pessoas com deficiência para um futuro inclusivo e sustentável

A liderança de pessoas com deficiência é exemplificada pelo slogan do movimento global pelos direitos das pessoas com deficiência “Nada Sobre Nós Sem Nós”. Conota os requisitos básicos de participação, representação e inclusão e convoca pessoas com deficiência a moldar ativamente as condições das suas vidas.

Uma das prioridades da agenda global de deficiência é promover a agência e a liderança de pessoas com deficiência.
 
Você sabia?
  • Estima-se que 1,3 bilhão de pessoas sofram de deficiência significativa. Isso representa 16% da população mundial, ou 1 em cada 6 de nós.
  • Algumas pessoas com deficiência morrem 20 anos mais cedo do que aquelas que não têm deficiência.
  • Pessoas com deficiência têm o dobro de risco de desenvolver condições como depressão, asma, diabetes, derrame, obesidade ou problemas de saúde bucal.
  • As desigualdades em saúde surgem de condições injustas enfrentadas por pessoas com deficiência, incluindo estigma, discriminação, pobreza, exclusão da educação e do emprego, e barreiras enfrentadas no próprio sistema de saúde.
 

 

sábado, 30 de novembro de 2024

sexta-feira, 29 de novembro de 2024

Let's Orange the World / Estamos a alaranjar a Camilo!

 

 


#NoExcuse #SemDesculpa #OrangeTheWorld

 

 



 
    
 

Trabalhos produzidos pelos alunos do 10º F, na disciplina de Desenho A.



quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Estamos a alaranjar a Camilo

 

 

 

 Na sala de professores...

 



No átrio...


 
 

 



Na biblioteca...

 

 

Nos corredores....

 



 #orangetheworld