"Poucos escritores marcaram tanto a língua portuguesa como Luís de Camões.
Soldado, viajante e poeta, perdeu um olho em combate e viveu uma vida cheia de dificuldades. Segundo a tradição, durante um naufrágio salvou o manuscrito de Os Lusíadas, segurando-o acima da água enquanto lutava pela própria sobrevivência.
Mais do que contar as aventuras dos navegadores portugueses, Camões ajudou a construir uma identidade para um povo e deu à língua portuguesa uma das suas maiores obras.
Mais de quatro séculos depois, os seus versos continuam vivos."
👉Este vídeo faz parte da série “Vou te Cantar”, em que grandes personagens da história de Portugal e do Brasil são transformadas em música.
Imaginámos o poeta no fim da vida: pobre, cansado, quase sem pão, depois de ter cantado um império inteiro. Mas então alguém chega do futuro. E Camões descobre que Portugal ainda existe. Que Lisboa mudou, mas continua a ter alma. Que Os Lusíadas ainda são lidos. Que a língua portuguesa atravessou oceanos. E que o seu nome ficou gravado na memória de um país. Em vida faltou-lhe moeda. Depois da morte deram-lhe bronze. Mas talvez a maior homenagem seja esta: Camões morreu pobre, mas deixou Portugal mais rico.
Face às transformações trazidas pela inteligência artificial, como preservar aquilo que é essencialmente humano?
Anna Beatriz, uma aluna de 17 anos, reflete sobre os impactos da IA na forma como aprendemos, trabalhamos e cuidamos das pessoas. A partir dessa perspetiva, ela defende o uso responsável da tecnologia, sem perder de vista o valor do olhar humano e do cuidado afetivo. Por mais avançada que a tecnologia seja, o olhar humano e o cuidado afetivo nunca podem ser substituídos.
Quem não conhece a coleção Uma Aventura? As suas autoras - Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada - falam de livros, de leituras e... da sua escrita, naturalmente.
"Assumimos como missão a tarefa delicada de escrever para os mais novos porque valorizamos a leitura e valorizamos as crianças. Sabíamos que só consegue ler bem quem pratica a leitura porque encontra livros que lhe agradam. Procurámos contribuir também como escritoras. Mas como escrever para crianças?
Depois de muito conversarmos, ficou assente que fosse qual fosse a história: o texto seria leve, límpido, transparente para criar imagens sugestivas na mente dos leitores; as personagens seriam apresentadas com um recorte nítido, para que ganhassem vida e passassem a fazer parte do grupo de amigos próximos; o enredo seria imaginado de modo a interessar e, se possível, a absorver o leitor que, lendo, sentisse que fazia parte da história."
Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada. Escrever para formar leitores. TEDXPorto
A Biblioteca da ES Camilo Castelo Branco, Vila Real, celebrou o Dia do Autor Português com encontros com escritores dedicados à literatura e à valorização da escrita nacional.
Com esta iniciativa, que constituiu um momento privilegiado de partilha de experiências, percursos e inspirações no mundo da escrita, pretendeu-se aproximar os alunos do universo literário, incentivando o gosto pela leitura e pela criação de textos.
Cada sessão incluíu momentos de conversa, leitura de excertos de obras e espaço para perguntas, promovendo uma interação dinâmica entre os convidados e os participantes.
✨ Encontro com António Fortuna — poeta e ficcionista, autor de poesia, contos e romances ligados à identidade local, e investigador na área da Literatura e Ciência.
Público-alvo: alunos do 10º ano
Local: Biblioteca
Dia: 22 de maio
Hora: 14:15
Esta iniciativa contou com o apoio do Município de Vila Real, no âmbito da Rede de Bibliotecas de Vila Real, reforçando o compromisso conjunto de promover a leitura, a cultura e o reconhecimento dos autores portugueses.
O júri do Clássicos em Rede distinguiu o trabalho apresentado pela nossa escola:
1º Prémio - Escalão C. Modalidade Vídeo / Filme
Atribuído ao projeto "Orfeu e Eurídice", de Alba Mancera, João Azevedo, Liliana Paulo, Rita Bertelo, do 12º E, realizado na disciplina de Grego, sob orientação da professora Angelina Pires.
1º Prémio Vídeo / filme
Parabéns aos vencedores e a todos quantos, com o seu envolvimento neste projeto, ficaram a conhecer melhor a cultura clássica!
Os resultados do projeto Clássicos em Rede estão disponíveis para consulta no Portal da Rede de Bibliotecas Escolares, na página do projeto.
A entrega dos prémios irá realizar-se no próximo dia 9 de junho, pelas 14h30, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
O Dia Internacional da Resistência Cigana é assinalado a 16 de maio, recordando a coragem e a luta contra a opressão nazi durante a Segunda Guerra Mundial.
Para assinalar oDia Mundial da Língua Portuguesa, a Biblioteca Escolar e o Departamento de Línguas Românicas e Clássicas promoveram um evento dedicado à palavra dita, cantada e sentida - o Intervalo Cultural.
Os alunos das turmas 12.º C, 12.º E e 12.º G - Carlos Miguel Matos, Alba Mancera, Cristiana Barreiro, Juliana Gando, Mafalda Alves, Rita Melo Silva, Ana Francisca Morais, Lara Matos, Núria Morais e Sofia Teixeira -deram voz à poesia, à declamação e ao canto, num encontro onde diferentes ritmos, timbres e expressões revelaram a pluralidade da nossa língua e a criatividade dos nossos jovens. O momento contou ainda com a participação musical da Leonor Clemente e da Maria João Abreu, que interpretaram peças embandolim (Vivaldi, Concerto paraCordasem Dó Maior, 2º Andame) evioloncelo, respetivamente, oferecendo uma dimensão intimista e profundamente sensível à celebração.
A sessão integrou a declamação do poemaO Mar dos Meus Olhos, de Sophia de Mello Breyner Andresen, trazendo ao encontro a limpidez, o ritmo e a imagética marítima tão característicos da autora. Seguiu-se uma leitura coral do poemaTrovas do Amor Lusíada,de Manuel Alegre, destacando a força coletiva da palavra dita e a musicalidade intrínseca do texto. O momento cultural culminou com a interpretação cantada deA Pedra Filosofal, evocando a capacidade da língua portuguesa unir gerações através da música, da imaginação e do sonho.
"Da minha língua vê-se o mar" - Vergílio Ferreira
Simbolicamente, a evocar a presença do mar na língua portuguesa, os alunos usaram adereços em azul (os rapazes) e branco (as meninas) confecionados pelas professoras de Educação Especial.
Esta celebração mostrou que a língua portuguesa é mais do que um instrumento de comunicação: é um território vivo onde cabem memórias, afetos, identidades e futuros. Ao dizerem, cantarem e interpretarem em português, os alunos reafirmaram a força da palavra e a sua capacidade de emocionar, criar e transformar.
Mensagem do secretário-geral das Nações Unidas,António Guterres, para o Dia Mundial da Imprensa:
"Costuma-se dizer que,na guerra, a verdade é a primeira vítima. Mas, com demasiada frequência, as primeiras vítimas sãoos jornalistas que arriscam tudo para relatar a verdade, não apenas na guerra, mas em todas as situações onde aqueles que detêm o poder receiam o escrutínio.
Em todo o mundo, os profissionais da comunicação social enfrentam osriscos de censura, vigilância, assédio legal e até a morte. Os últimos anos registaram um aumento acentuado no número de jornalistas mortos, muitas vezes visados deliberadamente em zonas de guerra. Oitenta e cinco por cento de todos os crimes cometidos contra jornalistas não são investigados e ficam sem sentença: um nível de impunidade inaceitável.
Pressões económicas, novas tecnologias e manipulação ativa estão também a colocar a liberdade de imprensa sob uma pressão sem precedentes. Quando o acesso a informação fidedigna acaba, a desconfiança ganha raiz. Quando o debate público é distorcido, a coesão social enfraquece. E quando o jornalismo é sabotado, as crises tornam-se mais difíceis de prevenir e de resolver.
Toda a liberdade depende da liberdade de imprensa. Sem ela, não existem direitos humanos, nem desenvolvimento sustentável, nem paz.
Neste Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, vamos proteger os direitos dos jornalistas e construir um mundo onde a verdade, e as pessoas que dizem a verdade, estejam em segurança."
Neste vídeo, Ariano Suassun, escritor, filósofo, poeta e dramaturgo brasileiro, celebra o português como uma língua sonora, musical e rica, recorrendo ao seu humor característico para cativar o público. Explica o conceito de mote e glosa, uma tradição da poesia popular nordestina, e exemplifica com um improviso de um "cantador" sobre o mote “A vida venceu a morte”, comparando a qualidade desta poesia popular à obra de Calderón de la Barca.
Suassuna recita ainda a glosa de Luís de Camões sobre a jovem Leonor, destacando a musicalidade do português, e critica a hegemonia do inglês, mostrando como a nossa língua distingue conceitos de forma precisa, algo que o inglês não consegue, valorizando assim a riqueza e expressividade do português. Termina reforçando que escreve e fala em português por opção e por respeito à cultura lusófona, defendendo a língua como património cultural.
Alunos assistem ao documentário "O palácio dos cidadãos"
No dia15 de abril, os alunos de Humanidades do12.º ano(turmasE, F e G) deslocaram‑se aoTeatro de Vila Realpara assistir ao documentárioO Palácio de Cidadãos, uma obra que abre as portas daAssembleia da Repúblicae permite compreender, por dentro, o modo como se organiza o poder legislativo em Portugal. A experiência revelou‑se particularmente relevante para aprofundar a perceção do papel central que este órgão desempenha na Democracia Portuguesa, enquanto espaço de representação dos cidadãos e de debate político.
A presença deRui Pires, responsável pelo argumento, realização e montagem, enriqueceu a sessão. O realizador apresentou o processo criativo do filme e destacou os desafios de representar, através docinema documental, a complexidade da vida parlamentar.
O visionamento do documentário permitiu ainda revisitar a importância histórica daRevolução de 25 de Abrile compreender como aConstituição da República Portuguesase afirma como a lei fundamental que estrutura direitos, deveres e mecanismos de participação cívica. A partir das situações retratadas no filme, os alunos foram desafiados a identificar alguns dos problemas que atravessam a sociedade portuguesa e a relacioná‑los com os instrumentos políticos disponíveis para a sua resolução, reforçando a consciência de que a participação informada é um pilar essencial da vida democrática.
Por fim, a atividade proporcionou também uma reflexão sobre a forma como as artes — em particular o cinema documental e a música — constroem representações da realidade, permitindo olhar o quotidiano político com maior profundidade crítica e sensibilidade estética.
A deslocação ao Teatro de Vila Real constituiu, assim, uma oportunidade formativa completa: aproximou os alunos das instituições democráticas, reforçou a compreensão dos valores de Abril e mostrou como a arte pode ser um meio poderoso para pensar o país e o papel de cada cidadão na sua transformação.
O filme começa com uma invasão do parlamento. No entanto, estas não são imagens ameaçadoras mas antes de cidadãos ávidos de democracia. Durante um ano, Rui Pires observou como, nos bastidores do parlamento Português, representantes e cidadãos trabalham arduamente na e elaboração de leis. O processo democrático e o funcionamento de uma democracia representativa são postas a nu.
O retrato de uma instituição e dos seus atores revelam como as ações dos parlamentares refletem conflitos entre diferentes visões de sociedade e como se estabelecem as relações entre os que estão dentro e os que estão fora do palácio.
Se O Palácio de Cidadãos é um filme sobre democracia, é-o por ter o tempo para explorar a sua essência em detalhe.
Antje Strohkark, Festival de Cinema Dokumentarfilmwoche Hamburg
Perante o aumento da distância entre cidadãos e poder, este filme dá-nos a ver de forma inédita como cidadãos comuns constroem uma sociedade a partir do interior de um parlamento. O PALÁCIO DE CIDADÃOS apresenta uma pertinente reflexão, muitas vezes contraditória e complexa, sobre a essência da democracia.
Trailer do filme:
👉No próximo dia15 de abril, o Teatro de Vila Real vai exibir,às 10h30 e às 14h30, "O Palácio de Cidadãos", comentrada gratuita.
A Rede de Bibliotecas de Vila Real, com o apoio do Município, promoveu uma experiência criativa que levou os alunos a mergulharem no universo da imaginação, da expressão emocional e da literacia visual.
Nos dois workshops “Erros, monstros e medos – o desenho conta”, orientados pela ilustradora Sónia Borges, que decorreram esta manhã na biblioteca, os alunos do 10º B e do 10º H foram desafiados a transformar os seus medos em personagens desenhadas, coloridas e nomeadas.
10ºB
10ºH
Seguindo instruções por etapas — e recorrendo ao lançamento de dados que determinavam características inesperadas de personagens, como “uma cabeça quadrada”, “quatro olhos” ou “cinco pernas” — os alunos descobriram que o erro pode ser um ponto de partida criativo e que até os monstros mais estranhos podem ganhar forma, sentido e humor.
Mais do que um exercício artístico, esta atividade revelou-se um espaço seguro para explorar emoções, desenvolver autoconfiança e estimular a imaginação. Ao criarem também o “antídoto” para os seus medos — os chamados elementos de luz — os alunos foram convidados a olhar para dentro, a reconhecer o que os inquieta e a descobrir estratégias simbólicas para o enfrentar.
Este workshop mostrou que o desenho é uma poderosa ferramenta de expressão e que, quando aliado ao jogo e à criatividade, ajuda os jovens a compreender melhor o mundo e a si próprios.
Uma iniciativa que reforça o papel das bibliotecas como espaços de encontro, descoberta e crescimento.
Ninfas, deusas, musas, princesas, rainhas, mães, mulheres angelicais, “damas de aluguer, amadas altivas e traiçoeiras... Múltiplas são as representações femininas que assumem protagonismo nos versos de Luís Vaz.
Neste Webinar da REB, explora-se o diálogo entre a poesia de Camões e as ilustrações nela inspiradas, com o objetivo de promover a discussão sobre a forma como Camões pintou retratos de diversas categorias do “peito feminil”, desafiando as convenções da época. E, por fim, coloca-se a questão: em que medida é que a leitura dos versos de Camões pode (e deve) estimular o debate sobre as questões de género no contexto escolar?
A Biblioteca convida-o a descobrir 30 leituras imperdíveis!
Neste vídeo reunimos os livros escolhidos pelo semanárioExpressocomo os melhores de 2025: histórias que surpreendem, ideias que desafiam e vozes que marcam o nosso tempo.
Inspire-se, explore e deixe-se levar por novas leituras.
A Biblioteca Escolar preparou um pequeno filme com as sugestões doPlano Nacional de Leiturapara esta quadra festiva. Entre clássicos intemporais, novidades inspiradoras e livros que despertam a imaginação, reunimos propostas para leitores de todas as idades.
Este Natal, convidamos a comunidade educativa a descobrir novas histórias, partilhar leituras em família e celebrar o poder dos livros para aproximar, emocionar e transformar.
Basta um minuto online para sermos expostos a conteúdos que nos dividem. Neste Natal, use esse minuto para fazer uma escolha diferente: Cale o ódio que vibra no seu telemóvel e pense antes de o partilhar.
Neste dia universal dos direitos humanos, partilhamos a história de Kavi, que, infelizmente, ainda representa a triste realidade de muitos meninos no século XXI.
KAVI é sobre um menino na Índia que quer jogar cricket e ir para a escola, mas em vez disso é forçado a fazer tijolos, vítima de trabalho infantil - uma das formas da escravatura moderna.
KAVI é o filme-tese de Gregg Helvey, na Universidade da Califórnia do Sul (USC). Foi medalha de ouro do Student Academy Award de Melhor Curta-Metragem Narrativa e indicado para o Oscar na categoria Melhor Live Action em 2010. Além de ter passado em mais de 100 festivais de cinema em todo o mundo, tem sido usado por diversas organizações anti-escravatura para aumentar a consciencialização e angariar fundos para ajudar a acabar com a escravatura (IJM, CAST, Dalit Freedom Network, etc). KAVI também foi usado pelo Senado da Califórnia para ajudar a passar a Lei da Transparência nas Cadeias de Abastecimento (Transparency in Supply Chains Bill - SB657) para a Anti-Escravatura e Tráfico Humano.
Jovem líder indígena deixa o seu recado para os líderes globais na COP30
Txai Suruí tem levado a voz dos povos da floresta para os espaços onde são tomadas decisões globais. Num momento crítico para o planeta, ela lembra-nos que proteger a Amazónia é proteger a vida.
Nesta conversa exclusiva à ONU Brasil, diretamente da COP30 em Belém, ela fala sobre o momento em que decidiu lutar publicamente pelo clima e pelos direitos do seu povo, explica por que os territórios indígenas são essenciais para conter a crise climática e aponta caminhos para uma transição energética justa.
Neste vídeo, Matteo Rei, Professor do Departamento de Línguas e Literaturas Estrangeiras e Culturas Modernas da Universidade de Turim, aprofunda um episódio particularmente revelador da fortuna crítica internacional de Camões: a presença do soneto de homenagem de Torquato Tasso em várias edições históricas d’Os Lusíadas — incluindo na primeira tradução inglesa do poema, publicada em 1655.
O soneto, escrito em italiano, foi ali incluído com tradução para inglês pelo tradutor Richard Fanshawe, que faz referência a um rumor curioso: Camões teria sido considerado, em vida, o único poeta digno da sua própria época. Trata-se de uma ideia que remonta à primeira biografia do poeta, escrita por Pedro de Mariz, e que acabaria por ser ecoada por outros autores — inclusive por Voltaire, no século XVIII.