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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Palestra | A História e o Futebol em Imagens

 

  


 

Gostas de futebol? E de História?

Então não podes perder o encontro com Lucas Ribeiro, criador do famoso canal Daily Dose of Football (mais de 192 milhões de visualizações!), que vem mostrar como o futebol e a História se cruzam de forma surpreendente — tudo através de imagens incríveis!

⚽📸 “A História e o Futebol em Imagens”
📅 18 de maio
🕒 14h15
📍 Auditório 1


domingo, 6 de abril de 2025

Nivelando o campo de jogo: desporto para a inclusão social

 

 

"É importante ressaltar que o esporte transcende fronteiras e promove tolerância, perseverança e respeito dentro e entre culturas... para promover sociedades justas, pacíficas e inclusivas."


 

 

O Dia Internacional do Desporto para o Desenvolvimento e a Paz (IDSDP) é comemorado anualmente em 6 de abril para reconhecer o poder do desporto em promover mudanças positivas, superar barreiras e transcender limites.

Na preparação para o Second World Summit for Social Development 2025,  concentra-se no tema "Inclusão Social", com foco nos grupos mais marginalizados, bem como em idade, género e raça. O tema deste ano visa desafiar estereótipos, promover oportunidades iguais e permitir o desporto inclusivo para todos, independentemente de idade, género ou raça. Ele destaca o papel do desporto como uma força unificadora que promove a inclusão e sociedades mais equitativas, ao mesmo tempo em que é uma plataforma poderosa para o diálogo para enfrentar preconceitos e inspirar mudanças positivas em todo o mundo.

O IDSDP 2025 servirá como uma plataforma para explorar soluções sobre como o desporto pode servir como uma ferramenta para maior inclusão social e o progresso.

 

terça-feira, 25 de junho de 2024

Sobre o futebol e a Europa— alguns tópicos

 

 


Estádio, Futebol, Território, Roma



Imaginar uma seleção europeia de futebol que pudesse jogar contra as seleções dos outros continentes. Finalmente, aí, os europeus aprenderiam o hino comum

Agora é que a verdadeira Europa emocional começa, diz alguém, enquanto liga o ecrã para ver o jogo de abertura do Europeu de futebol.

 

1.

Som — ver um jogo de futebol sem som é perder metade da sua potência. O som do próprio ambiente do estádio ou o do relato é a banda sonora do jogo. Poderia quase ser vendida à parte como se faz com as bandas sonoras dos filmes.

E sim, como com qualquer filme, se tirarmos a banda sonora, tiramos parte da emoção. Já milhares de vezes se falou do som que acompanha a cena do chuveiro em “Psico” de Hitchcock. Outra música mudaria o tom da cena.

Curiosa, esta questão da emoção ligada ao ouvido. Seria interessante perceber se a emoção do jogo se perde mais com a ausência de som ou com a ausência de imagem (como nos relatos na rádio).

Eu arriscaria: o relato de um jogo na rádio emociona mais os músculos cardíacos de um adepto do que ver o jogo sem qualquer som.

Com a música já o tínhamos percebido, com o futebol também fica claro: o nosso aparelho auditivo deve ter a ligação mais direta e mais rápida ao sistema emocional.


2.

Nervosismo — a ansiedade de um jogador antes de marcar uma grande penalidade. É um jogo de zero e um. Mas não da mesma maneira para guarda-redes e marcador da grande penalidade. Não defender não é um falhanço, não marcar é um falhanço. Para o guarda-redes há o balanço entre uma perda previsível e a possibilidade de ser um herói. Para o marcador da grande penalidade, há o balanço entre ser competente — marcar, ou seja, fazer o que estava previsto, quase como um funcionário que cumpre as suas obrigações com a eficácia — e ser muitíssimo incompetente, falhando aquilo que na maioria das vezes se consegue.

O que cria maior ansiedade? A possibilidade da grande falha. É um duelo, sim, mas emocionalmente não é equilibrado.


3.

 Improviso e monotonia — todo o improviso é no jogo uma forma de arte e na arte uma forma de jogo. Não se trata de uma surpresa, mas de algo que soluciona um problema de uma maneira insólita. Há jogadores-jazz e jogadas-jazz. Há equipas-jazz. E há, depois, por vezes, a monotonia e a previsibilidade absoluta. Um jogo monótono, por definição, não é jogo.


4.

Longevidade — neste Europeu de futebol, no mesmo campo pode estar um jogador com 17 anos e outro com 39. Vinte e dois anos de diferença. Qual seria o jogo ideal em termos etários? Aquele que, no limite, pudesse juntar três ou mesmo quatro gerações no mesmo espaço. Há jogos populares onde isso acontece: um menino de seis, o pai, a avó e o bisavô a jogarem o mesmo jogo tradicional. A vida, entretanto, é o outro jogo, bem sério, em que várias gerações estão ao mesmo tempo no mesmo campo.


5.

Portugal, Europa, hino e bandeira — tirando datas festivas, bem específicas, os cidadãos de um país em paz só cantam o hino aquando de competições desportivas (jogos de futebol, vitórias olímpicas, etc.). Há, provavelmente, pessoas que só cantaram o hino antes de certos jogos de futebol da seleção do seu país. Sem o futebol, o hino talvez fosse uma música, não um símbolo.

Agora que se fala tanto da importância de um sentimento comum europeu, seria interessante imaginar uma seleção europeia de futebol que pudesse jogar contra as seleções dos outros continentes. Provavelmente, quem sabe, finalmente aí, os europeus aprenderiam o hino comum e colocariam a mão no peito em homenagem à bandeira e ao hino europeus. E vibrariam com as vitórias da equipa da Europa e sofreriam com as suas perdas.

É curioso, penso agora: temos uma palavra para amor à pátria — patriotismo — mas não temos uma palavra para amor ao continente — seria algo como “continentismo”.

Que não seja necessária uma guerra para se aprender o hino europeu, costuma dizer Jonathan, um amigo.


6.

Mas esse amigo disse-me ainda: talvez a grande divisão entre países não seja continental, mas sim política. Democracias e não democracias. E, talvez por isso, mais importante do que criar uma equipa de futebol europeia seria criar uma equipa de futebol que representasse a democracia, com um hino próprio e uma bandeira.

Que a equipa de futebol da democracia não tivesse adversário, eis uma verdadeira utopia lúdico-política, disse-me Jonathan.


7.

Quantos europeus votaram para as eleições europeias e quantos europeus irão ver jogos deste torneio? Sim, certas sondagens, apesar de estapafúrdias, deveriam ser feitas. Isso não tem importância, dirão uns; isso é muito relevante, defenderão outros. O jogo é mesmo uma coisa séria.

Gonçalo M. Tavares. Revista E - Semanário Expresso, 21 de junho de 2024


domingo, 1 de agosto de 2021

Jogos infinitos

 




Jogos Olímpicos.Tóquio 2021. Patrícia Mamona vence medalha de prata no triplo salto.
Imagem: Diário record



OS ATLETAS NÃO CORREM APENAS COMO DANADOS: CORREM COMO DOADOS. E NESSA DOAÇÃO TOCAM AQUELE QUINHÃO DE LIBERDADE PURA, DE GRAÇA E DE SENTIDO QUE JUSTIFICA TODOS OS ESFORÇOS

O

s mais pessimistas dizem que o ancestral espírito de jogo — essa expressão jubilosa, desinteressada e quase ingénua que torna o jogo uma experiência humana tão importante — está completamente ausente do desporto de alta competição. Ali se encontra apenas a eficácia da performance e do cálculo face aos objetivos traçados. E se a isso acrescentarmos as rivalidades exacerbadas, os tribalismos identitários dos estádios e a dimensão do business que lhe está associada, poder-se-ia pensar que era assim. E, contudo, a verdade é que aquilo que torna os jogos de alta competição atraentes é ainda a porção do espírito de jogo que eles mantêm. No clássico ensaio “Os Jogos e os Homens” (1958), o antropólogo e escritor Roger Caillois propõe esta definição de jogo: o jogo é uma atividade livre (que se pode realizar ou não), circunscrita no espaço e no tempo, que se desenvolve num quadro normativo (não há jogo sem regras), que é improdutiva (não produz propriamente bens), que é indeterminada quanto ao seu desfecho (à partida não se sabe quem ganhará ou como) e que consensualmente pertence a um nível segundo, a um plano destacado em relação à realidade habitual (e, nesse sentido, há, por exemplo, efetivas semelhanças entre o jogo e o rito).

Existem talvez três grandes razões que permitem que associemos ao jogo uma espécie de reencantamento do mundo. A primeira refere-se ao impacto de uma verdade que um número sempre maior de físicos garante estar na base do próprio universo: não o ditame mecânico de uma necessidade, mas um princípio lúdico e aberto de inventividade. A razão do universo é mais plástica e poética do que determinista. E a experiência do jogo como que a espelha em modo perfeito, nesse atuar de uma liberdade de proporções cósmicas, mas na qual também nos reconhecemos. A nossa própria humanidade é um jogo de liberdade que cada um é chamado a protagonizar. Nas suas “Cartas” sobre a educação estética do homem, Friedrich Schiller dizia isso mesmo: que a nossa humanidade se joga inteiramente aí e que isso nos qualifica como humanos. A segunda razão tem a ver com as afinidades inquebrantáveis que ligam a experiência do jogo à experiência da dádiva. Trata-se de um erro interpretar a natureza competitiva do jogo como se esta eliminasse a possibilidade do encontro respeitoso e solidário com o outro. Pelo contrário, a confrontação desportiva soçobra sem a estima do adversário. O jogo — e da mesma maneira a dádiva — instaura uma aliança que se traduz numa relação de reversibilidade: o que doa pode vir mais adiante a precisar; o que ganha pode um dia ser perdedor e vice-versa. A dádiva e o jogo estabelecem assim um trânsito consciente entre estes verbos: dar, receber e devolver. Num caso como noutro, a energia que tudo move é a generosidade da entrega. O que doa e o que joga que fazem afinal? Aprendem a sair de si. Por isso, os atletas em campo não correm apenas como danados: correm como doados. E nessa doação tocam aquele quinhão de liberdade pura, de graça e de sentido que, esse sim, justifica todos os esforços. E justifica igualmente a nossa irremovível emoção de espectadores. O terceiro e último motivo reside na distinção entre jogo finito e infinito. O jogo finito é aquele que se joga com a finalidade de ganhar um desafio concreto e tudo termina ali. O jogo infinito, porém, é aquele cujo objetivo é continuar a jogar. Recordo-me da frase com que o jogador Francesco Totti se despediu dos relvados, em 2017: “Esperava morrer antes.” No fundo, o que faz dos jogos uma realidade tão galvanizadora e universal é essa resiliência com que os atletas se aferram a um infinito.

José Tolentino de Mendonça. Que coisa são as nuvens - Jogos Infinitos in E-Expresso Revista, Semanário#2544, de 30 de julho de 2021


sexta-feira, 5 de julho de 2019

Portugal +



Cristiano Ronaldo
Por Manuel Alegre











“Que cada um faça o que tem a fazer com convicção moral"


Sempre que vejo Cristiano Ronaldo lembro-me de um discurso de Felipe González antes da sua primeira vitória eleitoral: “Que cada um faça o que tem a fazer com convicção moral; que o romancista escreva a novela com convicção moral; que o pedreiro trabalhe a pedra com convicção moral; que o cirurgião opere com convicção moral.” E por aí fora. Talvez seja esse o segredo de Cristiano. O miúdo que veio aos 11 anos para Lisboa e chorava com saudades da mãe, foi dia a dia, com a ajuda de Aurélio Pereira, fortalecendo o espírito. Digo assim, porque mais do que o talento (que é muito), mais do que os músculos, a arte da finta, a velocidade e a potência do remate, a força de Cristiano está na cabeça, na confiança em si mesmo, na convicção moral com que treina e joga. Antes das Bolas de Ouro, ele teve de vencer-se muitas vezes. Nos treinos de madrugada, em dias cinzentos e chuvosos, nas noites de insónia e solidão, ele dava um pontapé no desalento, na rotina, no fatalismo, na ideia tão portuguesa de que não é possível e não vale a pena. Para ele está sempre tudo por fazer, há sempre mais um impossível a alcançar. Falta-lhe sempre mais um golo, mais um título, mais uma bola de ouro. Diz que já não tem nada a provar. Falso. Cristiano está sempre a provar que ainda pode ir mais além. Por isso é diferente.

Procurei e procuro ver todos os seus jogos. No Manchester, no Real Madrid, na Juventus, na Selecção. Vi-o marcar 3 golos à Suécia, mais tarde outros 3 à Espanha, recentemente à Suíça. Vi-o levar muitas vezes o Real Madrid às costas, marcar 3 e às vezes 4 golos em vários campos de Espanha. Vi o fantástico golo contra a Juventus, que os próprios adeptos italianos aplaudiram. Foi nesse dia que o conquistaram, porque há um miúdo em Cristiano que precisa de palmas, carinho, e de que gostem dele. E vi-o eliminar o Atlético de Madrid em Turim, fazendo uma vez mais o inesperado: 3 golos que eliminaram os madrilenos. 

Tivemos grandes jogadores. Mas nunca tivemos ninguém como Ronaldo. Ele tem passado a vida a dobrar os cabos e a levar-nos às ilhas imaginárias nunca antes vistas. Tem-nos sobretudo ajudado a descobrir, como dizia Torga, as Índias de dentro, que são as mais difíceis. Cristiano é muito mais do que um grande jogador de futebol, um daqueles, raríssimos, em que, como em certos artistas, o talento e a técnica se transformaram numa segunda natureza. Inscreveu o nome do país no seu próprio nome. E anda a escrevê-lo por todos os continentes. 

Cada golo marcado foi muitas vezes concebido antes, dentro de si, na sua cabeça, na sua auto confiança, na sua visão otimista sobre si mesmo e sobre o jogo da vida. Ele liberta-nos, pelo menos a mim liberta-me, de velhos fantasmas onde tantas vezes nos perdemos. Com Cristiano não há jogos impossíveis de ganhar nem batalhas irremediavelmente perdidas. Nem negro fado fatal. Ele entra em campo para ganhar. Não é pecado. Marca um golo, salta, bate no peito e diz: “Eu estou aqui.” Significa que vai vencer. E nós com ele.

É claro que ele também abana o “país quietinho”, criticado por Teixeira de Pascoaes, o país cinzento, o país da inveja, última palavra de Os Lusíadas. Camões sabia porquê. À sua maneira, Ronaldo também sabe. Cada sua vitória é uma derrota da mesquinhez, um pontapé ou uma cabeçada na apagada e vil tristeza. A sua epopeia é escrita no campo, em cada jogo, pela sua alegria, pelo seu talento, mas, sobretudo, pela confiança que o inspira e nos inspira. Cristiano liberta-se e liberta-nos. Devemos-lhe isso. E não tem preço.

E - Expresso Revista, 29 de junho de 2019

sábado, 6 de abril de 2019

Educação do Século XXI | Educação Física de Qualidade






A UNESCO defende políticas de educação física de qualidade em todo o mundo como uma ferramenta para contribuir para a educação do século XXI e impulsionar a inclusão. 

O infográfico ilustra os benefícios de investir em políticas de educação física de qualidade em oposição ao custo de NÃO investir.





Quality physical education policy



O desporto promove valores universais que transcendem a linguagem







Mensagem de Audrey Azoulay, Diretora-Geral da UNESCO, por ocasião do Dia Internacional do Desporto para o Desenvolvimento e a Paz:
"Independentemente da idade, sexo ou etnia, o desporto é apreciado por todos; o seu alcance é incomparável. Mais importante, porém, o desporto promove valores universais que transcendem a linguagem e a cultura, particularmente a inclusão. A história está repleta de exemplos de histórias inspiradoras que levam a uma maior inclusão na sociedade, superando o preconceito contra mulheres, minorias étnicas e pessoas com deficiência ”.



   
O desporto incentiva:

  • O desenvolvimento individual
  • A promoção da saúde e a prevenção de doenças
  • A promoção da igualdade de género
  • A integração social e desenvolvimento do capital social
  • A construção da paz e prevenção / resolução de conflitos
  • O alívio pós-desastre / trauma e a normalização da vida
  • O desenvolvimento económico
  • A comunicação e a mobilização social

Dia internacional do desporto para o desenvolvimento e a paz


6 de abril







O desporto tem desempenhado historicamente um papel importante em todas as sociedades, seja na forma de desportos competitivos, atividades físicas ou brincadeiras. 

Mas pode perguntar-se: o que é que o desporto tem a ver com as Nações Unidas? 

De facto, o desporto apresenta uma parceria natural para o sistema das Nações Unidas (ONU), incluindo a UNESCO:


- Como direito fundamental
O desporto e a brincadeira são direitos humanos que devem ser respeitados e cumpridos em todo o mundo;

- Como ferramenta poderosa para a construção da paz
Enquanto linguagem universal, o desporto tem sido cada vez mais reconhecido e usado não - apenas pelo sistema das Nações Unidas, mas também por organizações não-governamentais (ONGs), governos, agências de desenvolvimento, desportos, federações, forças armadas e meios de comunicação - como uma ferramenta de baixo custo e alto impacto nos esforços humanitários, de desenvolvimento e de construção da paz, da tolerância e da compreensão, aproximando as pessoas das fronteiras, culturas e religiões. 
Os seus valores intrínsecos como o trabalho em equipa, a justiça, a disciplina, o respeito pelo oponente e as regras do jogo são compreendidos em todo o mundo e podem ser aproveitados no avanço da solidariedade, coesão social e coexistência pacífica.

Os programas desportivos permitem encontros em território neutro e num ambiente onde a agressão pode ser controlada, regulada e transformada e, portanto, facilita a aproximação e a reconciliação entre as partes opostas.

Embora o desporto, por si só, não possa impedir ou resolver um conflito agudo, representa um meio flexível e eficaz em termos de custos para o trabalho de socorro pós-conflito e para a construção da paz, bem como para a prevenção de conflitos.

 - Como facilitador do Desenvolvimento Sustentável
O desporto provou ser uma ferramenta flexível e económica na promoção de objetivos de paz e desenvolvimento. Desde o início dos ODMs em 2000, o desporto tem desempenhado um papel vital no aprimoramento de cada um dos oito objetivos, facto que tem sido reconhecido em inúmeras resoluções da Assembleia Geral. Na Agenda 2030, para o Desenvolvimento Sustentável, o papel do desporto para o progresso social é ainda mais reconhecido:

"O desporto também é um importante facilitador do desenvolvimento sustentável. Reconhecemos a crescente contribuição do desporto para a realização do desenvolvimento e da paz na sua promoção da tolerância e respeito e as contribuições para o empoderamento das mulheres e dos jovens, indivíduos e comunidades, bem como para os objetivos de saúde, educação e inclusão social."

O desporto não pode mais ser considerado um luxo dentro de qualquer sociedade, mas sim um investimento importante no presente e no futuro, particularmente nos países em desenvolvimento. 

UNESCO (Texto adaptado. Tradução da nossa responsabilidade. A.J.)






quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Ética & Desporto | Concurso



VII Edição Concurso Literário "A Ética na Vida e no Desporto"

 


 

 Queres ter um artigo publicado no jornal A Bola?


Se gostas de escrever e frequentas o ensino secundário, elabora um texto sobre a importância dos valores na prática desportiva.

O Concurso Literário “A Ética na Vida e no Desporto” é para ti. As inscrições já estão abertas!

O Concurso Literário “A Ética na Vida e no Desporto” é promovido pelo Instituto Português do Desporto e Juventude - através do Plano Nacional de Ética no Desporto - com o apoio do Jornal Desportivo A Bola, da Direção Geral da Educação/Desporto Escolar, da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, da Fundação do Desporto, da Direção Regional do Desporto dos Açores e da Secretaria Regional da Educação do Governo Regional da Madeira.

As candidaturas decorrem de 1 de janeiro a 28 de fevereiro de 2019.

Participa!


Documentos:

  • Regulamento aqui
  • Formulário de candidatura aqui

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Dia mundial da rádio, desportos e igualdade de género





@UNESCO http://www.diamundialradio.org/



Apesar dos seus excelentes progressos como atletas, as mulheres representam apenas 7% dos desportistas que as pessoas veem, ouvem ou leem nos media. 

No #WorldRadioDay, junte-se à @UNESCO para ajudar as atletas a ter a divulgação que merecem! 



@UNESCO http://www.diamundialradio.org/

@UNESCO http://www.diamundialradio.org/node/19



A UNESCO convida todas as estações de rádio e todas as organizações de apoio a associar-se às celebrações do Dia Mundial do Rádio 2018, uma oportunidade para fortalecer a diversidade, a paz e o desenvolvimento através da radiodifusão dos desportos.

Como 2018 é um marcado por eventos desportivos importantes, que têm a capacidade de unir as pessoas de/em todos os lugares, todas as estações de rádio do mundo são convidadas a mostrar a beleza dos desportos em toda a sua diversidade. 

Vamos celebrar, de maneira igualitária, tanto os eventos desportivos masculinos como os femininos!

Vamos celebrar os desportos tradicionais que nos ligam ao nosso património cultural, os desportos de base que nos ancoram nas nossas comunidades!

Vamos celebrar as histórias inspiradoras que desafiam os estereótipos e as ocultações sobre as questões de género!


quarta-feira, 24 de maio de 2017

Os Jovens e o Desporto



Mês da Juventude 2017: 

"Os Jovens e o desporto"
Dia 24 de maio | Biblioteca da Camilo | 11:45







Teve lugar, hoje, o encontro dos alunos do 7º B com duas jovens desportistas - Andreia Faria, praticante de futebol, e Ana Margarida Guedes, praticante de natação - que falaram da importância da prática do desporto e partilharam as suas experiências.

A iniciativa foi promovida pela Câmara Municipal de Vila Real.









Maio - Mês da Juventude 2017






O mês da Juventude é uma iniciativa promovida pelo Município de Vila Real, dirigida a todos os alunos dos ensinos básico e secundário do concelho.





quarta-feira, 5 de abril de 2017

Cor? Que cor?


Publicações UNESCO


 http://unesdoc.unesco.org/images/0023/002357/235721e.pdf
Fazer duplo clique na imagem para aceder ao documento


Política Educativa de Qualidade Física


A UNESCO defende políticas de educação física de qualidade em todo o mundo como uma ferramenta para contribuir para a educação do século XXI e promover a inclusão. 

O infográfico ilustra os benefícios de investir em políticas de educação física de qualidade em oposição ao custo de não investir.


Quality physical education policy
http://visual.ly/quality-physical-education-policy


O poder dos valores do desporto


Publicações UNESCO



“In every society, sport is a field of dreams and a force for fabulous positive change – we must do everything to harness this power.”
 - Irina Bokova, Diretora-Geral da UNESCO




 http://unesdoc.unesco.org/images/0024/002443/244344m.pdf
United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization, 2016. 
7, place de Fontenoy, 75352 Paris 07 SP, France © UNESCO 2016 
ISBN 978-92-3-000025-7


Clicar na imagem para aceder à publicação.

Dia internacional do desporto para o desenvolvimento e a paz








"Sport is a way to include everyone."- Irina Bokova, Diretora Geral da UNESCO


O PODER DO DESPORTO 

"Este Dia Internacional é uma oportunidade para levantar a bandeira do poder do desporto para o desenvolvimento e a paz.

O desporto é uma paixão partilhada por mulheres e homens em todo o mundo. É uma força para o bem-estar físico e o empoderamento social. É um motor para a igualdade, especialmente a igualdade de género, para incluir todos, especialmente os mais desfavorecidos. Não existe uma plataforma mais poderosa do que o desporto para alimentar os valores que todos partilhamos - solidariedade, responsabilidade, respeito, honestidade, trabalho de equipa, motivação para a igualdade e a auto-estima ... O desporto é uma forma de incluir todos, incluindo refugiados e migrantes, de combater estereótipos, fortalecer os fundamentos para a paz em sociedades saudáveis.

À medida que o mundo avança na Agenda para o Desenvolvimento Sustentável de 2030, devemos fazer tudo para apoiar o desporto e não deixar ninguém para trás. Este é o espírito que impulsiona a Carta Internacional da UNESCO para a Educação Física, a Actividade Física e o Desporto a assegurar o respeito pelo direito fundamental ao desporto para cada mulher e homem sem discriminação. Este mesmo espírito inspira o trabalho de voluntários em todo o mundo, dedicado ao apoio ao desporto para o desenvolvimento e a paz, cujo trabalho elogiamos hoje.

A inatividade física é responsável por um número estimado de 3,2 milhões de mortes por ano. É por isso que a UNESCO uniu forças com a Organização Mundial da Saúde para combater estilos de vida sedentários, começando pela educação física de qualidade inclusiva e equitativa na escola. Isso exige novos compromissos e recursos de todos os atores - para assegurar políticas públicas, especialmente nas áreas de saúde, educação, planeamento urbano, infra-estruturas e transportes, e trabalhar com o setor privado no sentido de desenvolver legislação, regulamentos e planos nacionais de desporto.

Este é o objetivo da 6ª Conferência de Ministros e Altos Funcionários Responsáveis pela Educação Física e Desporto (MINEPS VI), organizada pela UNESCO, em parceria com a Federação Russa, em Kazan, de 13 a 15 de julho de 2017.

Devemos catalisar a ação real para onde é necessária. Todos nós devemos dar o nosso contributo para que o desporto para todos seja uma realidade - isso nunca foi tão vital."


Ler mensagem completa de Irina Bokova AQUI.




terça-feira, 5 de abril de 2016

Dia internacional do desporto para o desenvolvimento e a paz


6 de abril



O poder do desporto 

Mensagem de Irina Bokova, Diretora-Geral da UNESCO
 Sport is a powerful vehicle for social inclusion, gender equality and youth empowermen 

                             Irina Bokova
               UNESCO Director-General


What role can sport play today in building peace and inclusive societies?

This International Day offers us an opportunity to uphold the essential values of sharing, mutual respect and self-improvement that embody the spirit of sport.
Sport brings us together around positive values and makes it possible to promote a culture of dialogue across boundaries – the history of sport has shown its power to break down prejudices, to pave the way for and promote the movements striving for the rights and dignity of individuals, giving them a global audience.
Sport is a powerful vehicle for social inclusion, gender equality and youth empowerment, with benefits that are felt far beyond the stadiums.

Indeed, the values acquired in and through sport – such as fair play and a team spirit – are invaluable to the whole of society.

© World Bank / John Hogg

It is vital, therefore, to protect sport as a space for education and respect, to safeguard it from the cheating and doping that undermine the sporting ethic and the health of the athletes. I am delighted that the Member States of UNESCO adopted the new International Charter of Physical Education and Sport in November 2015. The revised Charter, in laying down the ethical principles and standards of quality to ensure participation for all in sport, marks a major step towards a fairer, more inclusive and more tolerant sporting environment. It also needs to ensure support for all those women and men in the world who show their commitment each day, as volunteers and professionals, to fostering the spirit of sport as an infinite source of renewal and vitality for societies.

http://www.unesco.org/new/en/unesco/events/prizes-and-celebrations/celebrations/international-days/international-day-of-sport-for-development-and-peace/


Quality physical education policy
From Visually.



terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Cartão vermelho ao bullying no Desporto

 
 



O Bullying é um problema que está cada vez mais presente no desporto.

Partindo do pressuposto que todas as crianças e jovens têm direito a praticar desporto, independentemente do seu nível, e de fazê-lo em condições de segurança e livres de bullying, o Instituto Português do Desporto e da Juventude, através do Plano Nacional de Ética no Desporto - PNED, e a Faculdade de Motricidade Humana, lançaram recentemente a brochura informativa: “Cartão Vermelho ao Bullying" direcionada principalmente a crianças e jovens.

Esta ferramenta pedagógica pretende clarificar alguns conceitos associados à temática, bem como as motivações presentes nos intervenientes e informar sobre os sinais e indicadores da violência.
 
 
 

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Dia internacional do desporto para o desenvolvimento e a paz



Cidadania








6 de abril



“Em todas as sociedades, o desporto é um campo de sonhos e uma força para mudanças positivas fabulosas”

 Irina Bokova
Diretora-General da UNESCO


Nelson Mandela disse uma vez que "o desporto tem o poder de mudar o mundo". Hoje, precisamos desse poder mais do que nunca, para fortalecer os fundamentos para um desenvolvimento mais inclusivo e sustentável e uma paz duradoura, neste ano, quando os Estados moldam uma nova agenda de desenvolvimento global sustentável.

Especialmente em tempos turbulentos, o desporto pode ser um poderoso veículo para a inclusão social, a igualdade de género e a capacitação da juventude, com benefícios que vão muito além das razões dos estádios. Não há nada como o desporto para unir mulheres e homens de diferentes culturas em torno dos valores compartilhados de fair play, respeito mútuo e espírito de equipa. O desporto e a educação física são especialmente importantes para os jovens, para a sua saúde e compromisso / empenhamento cívico.
Discurso da Diretora Geral da UNESCO,
por ocasião do Dia mundial do desporto para o desenvolvimento e a paz
 
 


 
 
Sabia que:


Em 2008, 1.533 milhões de pessoas eram insuficientemente ativos fisicamente.

As crianças fisicamente ativas são 15% mais propensas a ir para a faculdade.

As crianças fisicamente ativas são menos propensas a fumar, ficar grávidas, a envolver-se em comportamentos sexuais de risco, ou usar drogas.

As crianças de mães ativas têm duas vezes mais probabilidades de serem ativas.

A inatividade física é responsável por 6% das doenças coronárias, 7% da diabetes tipo 2, e 10% dos cancros de mama e de cólon.

O desporto mobiliza um grande número de voluntários, o desenvolvimento de capacidades e redes de comunicação que são transferíveis para outras áreas de empenhamento social.

O investimento no desporto (tempo, equipamentos, instalações) produz três vezes mais do que o investimento em custos médicos de poupança.

Estima-se que as doenças não transmissíveis (DNT), ligadas à inatividade física, serão a principal causa de morte em África em 2030.

 

Fonte: Designed to Move: a Physical Activity Action Agenda, Nike Inc., 2012; Promoting Quality Physical Education Policy, UNESCO, 2013; Organização Mundial da Saúde