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sábado, 25 de maio de 2024

Revista 'Um oceano para ensinar'

 

 

Para continuar a contribuir para uma comunidade escolar mais consciente da importância do oceano, o Oceanário de Lisboa lançou a revista digital mensal Um oceano para ensinar, com conteúdos preparados exclusivamente para os professores.

Nesta revista pode encontrar atividades para dinamizar com os alunos e muitas curiosidades sobre o trabalho realizado no Oceanário e as espécies que fazem do aquário a sua casa.

 

                                            

Maio 2024 - Edição nº28 | Tartarugas Marinhas: boa filha à praia torna
 
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Nome comum - Tartaruga-de-couro
Nome científico - Dermochelys coriacea
Dieta - Medusas, tunicados, crustáceos e peixes juvenis
Tamanho - Até 256 cm
Habitat - Águas oceânicas e costeiras
Profundidade - Até aos 1250 m
Distribuição - Circumglobal
Estatuto de conservação - Vulnerável

 
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 Outros números de 2024
 
 
                   Abril 2024                               Março 2024

 
                 Fevereiro 2024                         Janeiro 2024

 

 

sábado, 11 de março de 2023

4 níveis de colaboração entre professores e professores bibliotecários


PorKelly Hincks 



Como professores bibliotecários sabemos que a colaboração é muito importante no trabalho que realizamos. De acordo com o documento National School Library Standards, da Associação Americana de Bibliotecas Escolares, colaborar significa “trabalhar eficazmente com os outros para alargar perspetivas e alcançar objetivos comuns”. Também entendemos que a colaboração pode assumir muitas formas.

Este ano tenho analisado as minhas aulas procurando perceber qual o seu objetivo e relevância. O meu foco tem sido fazer estas perguntas a mim mesma: “Será esta a melhor forma de ensinar este assunto?” ou “Será que este projeto, de facto, atinge os objetivos?” Ao fazer isto, reflito sobre a forma como trabalho com os outros professores na minha escola. O que descobri é que a colaboração realmente eficaz ainda necessita de tempo para se desenvolver.


Modelo PIC-RAT


Recentemente, juntei-me ao grupo de trabalho responsável pela Educação Tecnológica na minha escola. Trata-se de um grupo educadores do pré-escolar até ao 12.º ano que estão a trabalhar com o Coordenador de Educação Tecnológica no sentido de perceberem como podem integrar a tecnologia nos diferentes níveis de ensino. Este comité começou por analisar o modelo PIC-RAT, o qual permite perceber a relação entre as práticas de ensino dos educadores e o uso da tecnologia por parte dos alunos. O modelo também deixa perceber como as aulas ou os projetos podem mostrar diferentes níveis do uso da tecnologia.


Um modelo

Este modelo fez-me pensar que a colaboração também poderia ser inserida nestas caixas; por isso, comecei a procurar modelos como este, relacionados com a colaboração na educação. Na minha pesquisa simples, o que descobri é que existem muitos exemplos diferentes, contudo, a maioria deles está relacionada com outras áreas. Os que encontrei relacionados com a educação referiam-se mais ao desenvolvimento de competências entre alunos e professores ou entre os próprios alunos. Foi um pouco mais difícil encontrar modelos sobre a colaboração entre os professores. Para mim foi um sinal de que a colaboração, por vezes, pode ser um desafio. O que parece ser colaboração para uma pessoa pode não ser o que a outra tem em mente.

Na maioria dos modelos, havia elementos que podiam ser utilizados na educação e naquilo que eu estava a pensar criar para a minha própria prática. Embora o modelo PIC-RAT fosse a minha inspiração original para mergulhar neste assunto, decidi que um continuum parecia fazer mais sentido ao pensar em colaboração de uma forma linear. Utilizando os modelos que encontrei como orientação, especifiquei que níveis integram o meu continuum de colaboração.



4 níveis de colaboração








Partilha

A partilha é o nível em que começa a colaboração. Implica a partilha de recursos com os meus colegas e também inclui situações em que os professores solicitam livros ou materiais de pesquisa para aulas ou projetos. A partilha é o nível de colaboração que os professores bibliotecários conseguem controlar. Não se pode obrigar ninguém a trabalhar connosco, mas podemos estar recetivos e dispostos a partilhar sempre que a oportunidade surgir.

Cooperação

Neste nível, eu e o professor não planificamos em conjunto, mas falamos do que cada um de nós ensina para que as aulas possam estar em sincronia. Também partilhamos métodos e estratégias de ensino para que os alunos possam ter uma formação coerente.

Coordenação

Esta forma de colaboração inclui aulas ou projetos que programamos e discutimos em conjunto, mas que são ensinados por um professor ou pelo outro. Por vezes, tanto o professor como o professor bibliotecário estão presentes, mas as aulas não são verdadeiros momentos de coensino, uma vez que um dos professores é o líder e prepara a maior parte da aula.

Integração

A integração acontece quando os nossos objetivos curriculares estão verdadeiramente alinhados. Planeamos e desenvolvemos em conjunto uma aula ou projeto que vai ao encontro dos objetivos da área temática, bem como das necessidades de informação dos alunos. Coensinamos na mesma aula ou no mesmo projeto. Este nível requer confiança de ambas as pessoas e inclui a partilha de ideias e a tomada de decisões.

Penso que esta ideia foi bem explicada no Centro de Recursos de Minnesota “nenhum tipo de colaboração é "melhor" do que outro. O melhor tipo de colaboração é aquele que melhor se adapta àquilo que o professor e o seu colega esperam alcançar". Tenciono continuar a olhar para as aulas e para os projetos através desta lente durante o resto do ano letivo.


Referências

Hincks, K. (2022, 31 de março). 4 Levels of Collaboration for Teachers and Librarians. Knowledge Quest. https://knowledgequest.aasl.org/4-levels-of-collaboration-for-teachers-and-librarians/
American Association of School Librarians. AASL framework for learners. https://standards.aasl.org/wp-content/uploads/2018/08/180206-AASL-framework-for-learners-2.pdf
Minnesota Prevention Resource Center. (2018, 27 de dezembro). Levels of collaboration. https://mnprc.org/2018/12/27/levels-of-collaboration/
Broadleaf Consulting.(s.d.) Tools for measuring collaboration. https://broadleafconsulting.ca/uploads/3/4/0/8/3408103/tools_for_measuring_collaboration.pdf
Mississippi State University Extension Service. (s.d.). A collaboration framework for use in extension. http://extension.msstate.edu/publications/collaboration-framework-for-use-extension
Kimmons, R., Graham, C. R., & West, R. E. (2020). The PICRAT model for technology integration in teacher preparation. Contemporary Issues in Technology and Teacher Education. https://citejournal.org/volume-20/issue-1-20/general/the-picrat-model-for-technology-integration-in-teacher-preparation

Fonte: Blogue RBE


sábado, 11 de junho de 2022

Português Língua de Acolhimento

 

Lanche convívio











O curso de Português Língua de Acolhimento da Camilo acolhe alunos oriundos das mais diversas nacionalidades como África do Sul, Argélia, Bangladesh, Espanha, Filipinas, Guiné Conacri, Índia, Marrocos, Paquistão, Roménia, Síria, Ucrânia e Usbequistão.


segunda-feira, 26 de julho de 2021

Práticas de ensino e tecnologias digitais

 




Muñoz ViñAranha, Simone Dália de Gusmão, y Fábio Marques de Souza. Práticas de ensino e tecnologias digitais. EDUEPB, 2018.




O livro Práticas de ensino e tecnologias digitais reitera o compromisso de fazer do ensino um campo de reflexão científica e de dar um novo sentido ao ensino, no ensino superior ou no ensino básico, a partir de metodologias ou propostas de ensino diferenciadas. Nesse processo, a par de experiências pedagógicas relevantes no contexto da formação de professores, é importante apontar o diferencial deste volume: a inserção das tecnologias digitais como contraponto às práticas tradicionais de ensino e formação de professores e, consequentemente, como espaço. que se destaca no desenvolvimento de competências básicas (falar, ouvir, ler e escrever, não só na língua materna mas também na língua estrangeira / complementar).

Arévalo, J. (2021). Prácticas docentes y tecnologías digitales. Retrieved 26 July 2021, from https://universoabierto.org/2021/07/21/practicas-docentes-y-tecnologias-digitales/



terça-feira, 27 de outubro de 2020

Ebook | Ensinar a mudança climática com o eTwinning

 






Download





Promover a transição verde requer a incorporação do desenvolvimento ambientalmente sustentável na educação. Escolas e professores precisam ajudar os alunos a compreender os desafios e capacitá-los para agir.
Mariya Gabriel, Comissária para a Inovação, Pesquisa, Cultura, Educação e Juventude


“Não pode passar um único dia sem causarmos um impacto no mundo à nossa volta. O que fazemos faz diferença, e temos que decidir que tipo de diferença queremos fazer. ”
Jane Goodall (primatologista / antropóloga)




O tema eTwinning 2020 é Mudanças Climáticas e Desafios Ambientais. 

Este livro Ensinar a mudança climática com o eTwinning apresenta uma seleção de projetos e atividades eTwinning de todas as idades, desde o jardim de infância ao secundário e escolas profissionais.

Os projetos eTwinning apresentados neste livro apresentam lições, ideias e atividades através das quais os professores de toda a Europa podem ensinar aos seus alunos que, como Mariya Gabriel, Comissária para a Inovação, Investigação, Cultura, Educação e Juventude, menciona no seu prefácio, “cuidar do ambiente é uma tarefa considerável, mas também uma grande oportunidade de mudar as nossas sociedades para melhor.”

Cada um desses projetos proporcionou aos alunos uma melhor compreensão das mudanças climáticas e das ações que todos podemos realizar para ajudar a combatê-las. O livro mostra como o eTwinning e os professores e alunos que estão ativos nesta plataforma podem lidar com os desafios de hoje da forma mais criativa e colorida. Também mostra como eles podem desenvolver as suas competências científicas e digitais, bem como as suas habilidades de pensamento crítico.

A primeira secção apresenta as causas e consequências das alterações climáticas e os esforços da Comissão Europeia para combater as alterações climáticas a nível da UE e internacional.

A segunda secção centra-se na educação para as alterações climáticas através de exemplos práticos e projetos eTwinning que abordam o tema.

A terceira seção permite que os jovens sugiram atividades que podem capacitar os alunos a agir.


Inspire-se, tenha ideias e faça a diferença para o planeta!


sábado, 5 de outubro de 2019

Pedagogias Inovadoras




Relatório















Sumário

Os relatos aqui apresentados exploram novas formas de ensino, aprendizagem e avaliação para um mundo interativo, e pretendem orientar os professores e os responsáveis pela educação nos processos de inovação. O sétimo caderno propõe dez modelos inovadores que já estão a ser postos em prática, mas ainda sem grande impacto na educação. Para elaborar este caderno um grupo de investigadores do Institute of Educational Technology da The Open University colaboraram com investigadores da Norway’s Centre for the Science of Learning & Technology (SLATE). Propusemos uma longa lista de novos termos educativos, teorias e práticas. De seguida foram reduzidos a dez, que possuem o potencial para provocar importantes mudanças nas práticas educativas. Por fim, desenhámos, a partir de textos publicados e inéditos os dez esboços de novas pedagogias que podem transformar a educação. Estes serão resumidamente descritos de seguida por ordem de imediatismo e escala temporal para implementação generalizada. 


1 Aprender brincando: Existem diversas vantagens do jogo na aprendizagem, tanto em crianças como em adultos, uma vez que não se trata de uma atividade cujo único objetivo é o desenvolvimento infantil. Brincar provoca criatividade, imaginação e felicidade, e traz benefícios durante toda a vida. Aprender brincando foca-se mais no processo do que no resultado e permite a abordagem de diversos assuntos a partir de diversas perspetivas. Aprender brincando pode ser suportado de diversas formas, tais como o ensino baseado no brincar, a criação de jogos digitais para a aprendizagem, e o desenvolvimento de valores do jogo através da participação em espaços que permitem a experimentação e o erro. Brincar oferece um contraste importante com o ensino que se baseia na memorização, teste e desempenho, fatores que reduzem as oportunidades para o aluno explorar ativamente o conhecimento. 


2 Aprender com robôs: As conversas que facilitam e permitem aprendizagem são uma parte essencial da educação. Os professores experientes envolvem-se em conversas frequentes com os seus alunos. Estas interações requerem tempo, mas os softwares inteligentes e os robôs podem ajudar Estas máquinas definem novas expectativas para o que pode ser alcançado. Podem, por exemplo, ajudar um aluno a compreender algo sendo um companheiro sempre disponível para conversar. Podem ajudar os professores a responder rapidamente a questionários ou ajudá-los com a avaliação. Isto liberta os professores para tarefas que requeiram capacidades humanas, como julgar ou prestar apoio emocional. Os robôs também estão a tornar-se capazes de aprender através da interação e conversa com um tutor humano. Quando compreenderem os humanos suficientemente bem, esta abordagem pode ser usada para avaliações baseadas em competências. 


3 Descolonização da aprendizagem: O currículo fornece formas de identificar o conhecimento que valorizamos. Estrutura as formas como somos ensinados a pensar e a falar sobre o mundo. A educação está a tornar-se cada vez mais global, as comunidades têm desafiado o pressuposto generalizado de que o conhecimento mais valioso e as formas mais valiosas de ensino e aprendizagem vêm de uma única tradição europeia. A aprendizagem descolonizadora leva-nos a considerar tudo o que estudamos a partir de novas perspetivas. Chama a nossa atenção para a frequência com que o mundo apresentado ao aluno é masculino, branco e europeu. Não se trata apenas de remover conteúdos do currículo e substituí-los por novos – trata-se de considerar múltiplas perspetivas e criar espaço para pensarmos naquilo que valorizamos. A aprendizagem descolonizadora ajuda-nos a reconhecer, compreender e desafiar as formas como o nosso mundo é moldado pelo colonialismo. Também nos pede que examinemos as nossas práticas profissionais. É uma abordagem que inclui conhecimento indígena e formas de aprender, permitindo que os alunos se explorem e explorem os seus valores para que sejam eles próprios a definir o que é o sucesso. 


4 Aprendizagem baseada em drones: Os drones são pequenos aparelhos que podem ser controlados remotamente e foram criados para realizar diversas tarefas. Enquanto voam ou em terra, normalmente são usados para tirar fotografias ou fazer vídeos. Os alunos podem usá-los para observar lugares inacessíveis ou ver uma paisagem sob diferentes perspetivas. Ao usar os drones os alunos conseguem recolher dados de locais perigosos ou de difícil acesso. O uso de drones ajuda os alunos a desenvolver novas capacidades, como planear a rota e interpretar pistas visuais da paisagem, o que enriquece a exploração de espaços físicos. A aprendizagem baseada em drones também estimula a discussão sobre a forma como as tecnologias emergentes podem ser utilizadas de forma responsável em ambientes fora da sala de aula. 


5 Aprendizagem através do encantamento: Um acontecimento deslumbrante como um arco-íris brilhante ou uma cascata majestosa, cria uma experiência que provoca interesse e curiosidade. Ao questionar e investigar acontecimentos do dia-a-dia, o desejo da criança em compreender leva-a ao desejo de aprender. Uma caminhada na natureza pode revelar padrões, tais como espirais, fractais, ondas, bolhas, e rachas que são ao mesmo tempo bonitas e abertas à modelagem matemática. Ilusões visuais e truques mágicos com objetos familiares podem provocar questões de causalidade, ação à distância e e livre arbítrio. Tais encantamentos motivam os alunos a verem um fenómeno de muitas perspetivas diferentes. Os professores podem incluir o encantamento em atividades de aprendizagem através de espetáculos de magia, aulas usando objetos, tabelas de natureza, armários com curiosidades e questionários ao ar livre, bem como através da literatura que evoca o maravilhoso. 


6 Aprendizagem ativa: A aprendizagem ativa é uma abordagem baseada no trabalho de equipa para o desenvolvimento profissional dirigida a problemas reais e imediatos. Esta abordagem foi desenvolvida para a aprendizagem no local de trabalho e está a ter uma utilização mais alargada. Os seus objetivos são melhorar as competências existentes e resolver problemas significantes para os envolvidos. Os alunos trabalham em pequenos grupos com um facilitador capacitado. Os grupos são constituídos por pessoas com interesses e experiências distintas. Cada aluno apresenta um problema ou preocupação. Porque se reúnem regularmente e partilham diferentes perspetivas, os membros do grupo encontram e aplicam soluções, colocando questões, partilhando experiências e refletindo nas suas ações. 


7 Estúdios virtuais: Os estúdios virtuais são, atualmente, um tópico de grande interesse. Apesar de existirem como conceito há algum tempo, o entendimento de como se processa a aprendizagem em estúdios tradicionais e virtuais tem-se vindo a desenvolver, e há uma confiança crescente associada à utilização e compreensão dos estúdios alternativos. Os estúdios virtuais não são apenas uma versão dos estúdios físicos. Possuem o seu valor educativo e oferecem novas possibilidades. O estúdio está a mudar, permitindo a emergência de novas formas de educação. Por exemplo, torna-se uma possibilidade a existência de um estúdio global para o design, especificação e fabrico – isto torna-se possível no design e também na educação. Já se conhecem exemplos comerciais. Agora é importante que os educadores reflitam na melhor forma de usar esta tecnologia emergente. 


8 Aprendizagem situada: O local onde os alunos estão num determinado momento influencia o que eles experienciam, os seus sentimentos e a sua maneira de pensar. Estas oportunidades são limitadas se o estudo acontece sempre no mesmo lugar, como a sala de aula, a sala de estudo ou a biblioteca. A aprendizagem situada considera o local como sendo impulsionador da aprendizagem e uma parte ativa na forma como as pessoas aprendem. É uma abordagem que envolve a procura de oportunidades de aprendizagem na comunidade local e tira partido do ambiente natural como fonte de inspiração para os alunos. Pode alicerçar a aprendizagem de disciplinas como Cultura e História, Geografia e Ciências. As tecnologias móveis estão a criar novas oportunidades para a aprendizagem situada, uma vez que oferecem um vasto conjunto de ferramentas que podem ser usadas para apoiar o estudo fora da sala de aula. Também permitem que informação virtual seja acrescentada a cenários físicos. 


9 Tornar o pensamento visível: A aprendizagem torna-se mais eficaz quando os alunos conseguem visualizar os seus pensamentos. Isto inclui a definição de objetivos, registo das etapas para resolver um problema e fazer anotações. Os professores beneficiam ao ver quais são os objetivos dos seus alunos, conceitos e progressos. Tornar o pensamento visível ajusta-se a uma visão da aprendizagem como uma atividade construtiva. Os alunos criam conhecimento interagindo com ferramentas e recursos. Ao fazê-lo deixam rasto do seu raciocínio nos registos escritos e nas interações com os meios digitais, como vídeos. A avaliação baseada na tecnologia permite que o aluno mostre o seu trabalho à medida que vai resolvendo os problemas e receba feedback imediato. Alguns sistemas permitem que o aluno coloque questões e discuta com o seu professor e colegas durante a atividade de aprendizagem. Estes registos das aprendizagens pessoais e sociais podem tornar-se fontes de reflexão. Permitem que o professor possa acompanhar o progresso dos alunos sobre um determinado tópico e também quais os obstáculos, dificuldades que enfrentam num determinado assunto. 


10 Raízes de empatia: Roots of Empathy é um programa desenhado para ensinar empatia às crianças. Prepara as crianças com idades compreendidas entre os 5 e os 13 anos para interagir com os outros de forma saudável e construtiva e para lidar com diferentes relacionamentos na sua vida. Este programa baseia-se no princípio de que quando as crianças compreendem como se sentem e como os outros se sentem, é-lhes mais fácil lidar com situações sociais. O programa Roots of Empathy desenvolve a compreensão emocional das crianças. As avaliações desta abordagem mostram que diminui o comportamento agressivo das crianças, melhora o seu comportamento social e devido à importância dada às ações e sentimentos dos bebés, aumenta o conhecimento que as crianças possuem sobre o desenvolvimento infantil.


Fonte:
Ferguson, R., Coughlan, T., Egelandsdal, K., Gaved, M., Herodotou, C., Hillaire, G., Jones, D., Jowers, I., Kukulska-Hulme, A., McAndrew, P., Misiejuk, K., Ness, I. J., Rienties, B., Scanlon, E., Sharples, M., Wasson, B., Weller, M. and Whitelock, D. (2019). Innovating Pedagogy 2019: Open University Innovation Report 7. Milton Keynes: The Open University.


segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Ensino da História | Para uma cultura de cooperação






“A história pode contribuir para fomentar uma maior compreensão, tolerância e confiança entre os indivíduos e entre os povos da Europa. Pode também tornar-se uma força de divisão, violência e intolerância. O ensino da história pode, portanto, ser um instrumento para apoiar a paz e a reconciliação em zonas de conflito e de pós-conflito, assim como a tolerância e a compreensão para fazer face a fenómenos como as migrações, a imigração e a evolução demográfica”. - Recomendação 1880 (2009) da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa sobre o ensino da história nas zonas de conflito e pós-conflito. 















https://rm.coe.int/developing-a-culture-of-cooperation-prt/1680717f2d

Ensino de Qualidade na Disciplina de História no Século XXI













Introdução

O ensino da história desempenha um papel fundamental para fazer face aos desafios políticos, culturais e sociais que a Europa enfrenta atualmente; em particular, os desafios colocados pela diversificação das sociedades, pela integração de migrantes e refugiados na Europa, e pelos ataques à democracia e aos valores democráticos. Assim, o objetivo geral destes Princípios e linhas orientadoras é promover o conhecimento especializado e as aptidões necessárias para que o ensino da história desempenhe devidamente esse papel, baseando-se na perspetiva do Conselho da Europa sobre o ensino da história, refletida em vários documentos essenciais do Comité de Ministros e da Assembleia Parlamentar. 


■ A contribuição principal surgiu de quatro seminários regionais realizados durante o período de 2016-2017 no contexto do projeto intergovernamental Educação para a diversidade e democracia: o ensino da história na Europa contemporânea. Estes seminários reuniram representantes do governo e profissionais do ensino de história de todos os Estados-membros. Os seminários incidiram sobre três temas principais: construir sociedades diversificadas, inclusivas e democráticas; abordar questões sensíveis e controversas; e desenvolver um pensamento histórico-crítico na era digital. 


■ Estes Princípios e linhas orientadoras destinam-se maioritariamente aos políticos, representantes e funcionários de cada Estado-membro, responsáveis pelo desenvolvimento do plano curricular da disciplina de história; mas também aos professores e formadores cujo papel é transmitir o plano curricular aos alunos. Idealmente, no entanto, espera-se que todos aqueles que demonstrem interesse na natureza, qualidade e impacto da história ensinada nas escolas – incluindo alunos, pais e o público em geral – considerem úteis estes Princípios e linhas orientadoras. Ainda que sejam específicos do ensino e da aprendizagem da história, devem ser considerados no contexto mais amplo dos objetivos e compromissos educativos defendidos pelo Conselho da Europa, a Comissão Europeia e a UNESCO.


■ Na Declaração de Incheon, o programa do Quadro de Ação para a Educação 2030 propõe uma perspetiva da educação que ultrapassa o seu sentido utilitário, sendo antes uma abordagem que procura integrar ‘as múltiplas dimensões da existência humana’. O programa define o ensino de qualidade como um ensino que ‘fomenta a criatividade e o conhecimento, ao mesmo tempo que garante a aquisição de competências basilares de literacia e numeracia, competências analíticas e de resolução de problemas, e também competências cognitivas, sociais e interpessoais de alto nível. Desenvolve ainda as competências, valores e atitudes que permitem aos cidadãos ter vidas saudáveis e realizadas, tomar decisões informadas e enfrentar desafios locais e globais...’ Além disso, os signatários da Declaração comprometeram-se a desenvolver ‘sistemas educativos mais inclusivos, responsáveis e flexíveis para satisfazerem as necessidades das crianças, jovens e adultos... incluindo deslocados internos e refugiados’. 


■ O Quadro de Ação para a Educação 2030 foi aprovado por 184 Estados-membro da UNESCO e pela comunidade educativa internacional numa reunião de alto nível realizada em Paris, em Novembro de 2015, durante a 38ª Conferência Geral da UNESCO. 


■ O estudo da história contribui de modo particular para a transmissão desta visão e compromisso, pois permite conhecer as complexidades e a diversidade do comportamento humano no passado, fomentar a capacidade para questionar narrativas divergentes e até contraditórias, e exigir a fundamentação de qualquer argumento através de um conhecimento exaustivo de todos os dados. No entanto, nas escolas, a disciplina de história apenas poderá contribuir plenamente se o que for ensinado, o modo como for ensinado e a qualidade dos recursos disponíveis assim o permitirem.




Inclusão das Competências para uma Cultura da Democracia 



■ Qualquer disciplina permite desenvolver os valores, atitudes, competências, conhecimentos e compreensão crítica do RFCDC [1] . A história é uma disciplina particular, no sentido em que oferece respostas para compreender criticamente o presente, ensinando que qualquer elemento do passado deve ser interpretado no seu contexto histórico e promovendo a noção de que a interpretação histórica é uma questão de debate. Os processos mentais adquiridos através do estudo da história constituem critérios transmissíveis a qualquer disciplina. Assim, o conhecimento histórico-crítico e a noção de sistemas políticos, sociais, culturais e económicos convergem numa cultura democrática indispensável para uma cidadania ativa. 


■ A compreensão crítica de fenómenos históricos promove o processo de aquisição de competências para uma cultura da democracia (CCD), sendo evidente a convergência entre a disciplina de história e a educação para a cidadania. O ensino da história pode beneficiar da inclusão e adaptação das abordagens pedagógicas das CCD para criar um ambiente de aprendizagem onde os jovens possam estudar ativamente questões históricas com as quais conheçam e aprendam sobre, através e para uma cultura da democracia. Isto permite desenvolver as capacidades necessárias para os jovens se tornarem participantes ativos de uma cultura democrática, adquirindo uma série de comportamentos que promovam o diálogo e a cooperação, e solucionando conflitos através de meios pacíficos e de uma participação ativa na esfera pública. 


■ Incluir e adaptar as CCD é da responsabilidade dos decisores políticos e dos profissionais que possuem um conhecimento e uma compreensão aprofundada de contextos específicos e do modo como estes variam de forma subtil e fundamental, afetando inevitavelmente os processos educativos. A integração bem sucedida de atividades de ensino e aprendizagem que procuram pensar valores e desenvolver atitudes, competências e conhecimentos, assim como uma compreensão crítica para uma cultura da democracia no ensino, dependerá da capacidade dos professores para planear e desenvolver atividades educativas de acordo com as necessidades dos seus alunos. 


■ A aquisição das CCD é um processo moroso, uma vez que os indivíduos experienciam continuamente contextos novos e diferentes, analisando-os e planeando-os; não é uma progressão linear rumo a uma competência cada vez maior no diálogo intercultural ou nos processos democráticos. Uma vez que a competência se adquire sempre através da interação entre os diferentes aspetos das quatro dimensões – valores, atitudes, competências e conhecimentos, e compreensão crítica – o Quadro exige uma abordagem holística. 



Implicações para a avaliação 



■ Os conceitos-chave incluídos nos Princípios e linhas orientadoras são – democracia, diversidade e inclusão. Tais conceitos implicam a adoção de processos e contextos educativos que reflitam os valores da democracia e dos direitos humanos. Do mesmo modo, se estes se destinam a orientar a forma como as vidas são conduzidas, é necessário que as pessoas estejam dispostas a adotar um determinado conjunto de valores, atitudes e comportamentos – competências, que são essenciais para a construção de uma sociedade democrática. 


■ Consequentemente, um dos principais desafios para os professores de história é saber como determinar o seu sucesso no cumprimento deste requisito, cuja importância e relevância se prendem com o facto de que a avaliação tem consequências significativas no comportamento dos alunos e dos professores, que atribuem maior importância e prestam mais atenção às áreas do plano curricular sujeitas a avaliação. 


■ No que diz respeito à avaliação, o QRCCD/RFCDC visa contribuir para o desenvolvimento de práticas educativas que confiram maior autonomia aos alunos. Por esta razão, a escolha de abordagens e métodos de avaliação adequados exige especial atenção. Nenhum grau de proficiência é considerado insuficiente e todas as competências têm potencial para serem mais desenvolvidas. 


■ Alguns métodos de avaliação, ainda que sejam úteis para avaliar os resultados dos alunos em áreas específicas do conhecimento e compreensão crítica da história, não vão necessariamente ao encontro de um ensino e aprendizagem centrados em práticas democráticas e de respeito pelos direitos humanos. Alguns métodos podem igualmente carecer de transparência, falta de respeito para com os alunos (ou serem entendidos como tal) e ter até um impacto negativo nas perspetivas futuras dos alunos. 


■ As práticas de avaliação devem estar de acordo com as linhas orientadoras e valores de uma educação que visa fortalecer e promover os valores democráticos e o respeito pela dignidade humana e pelos direitos humanos. 


■ É fundamental evitar a utilização incorreta dos descritores para a avaliação. A lista de descritores não foi concebida para servir de lista de verificação onde assinalar os comportamentos dos alunos ou calcular uma classificação geral baseada neles. Estes destinam-se ao conhecimento, desenvolvimento e aperfeiçoamento das competências para uma cultura da democracia ao longo da vida. 


■ Destacam-se as seguintes questões na avaliação: 

► os valores e as atitudes são questões internas, e, por tal, devem ser avaliadas, sobretudo, através dos comportamentos externos manifestados pelos alunos; 

► o comportamento dos alunos varia frequentemente, mesmo em contextos semelhantes, por isso, os valores e as atitudes manifestadas podem parecer erráticas e incoerentes; 

► qualquer progressão no desenvolvimento dos valores e das atitudes desejadas pode revelar-se irregular.



[1] O Quadro de Referência de Competências para a Cultura Democrática (QRCCD/RFCDC) é um documento de referência baseado nos valores do Conselho da Europa: direitos humanos, democracia e o Estado de direito. O seu objetivo é disponibilizar um recurso exaustivo para planear e implementar o ensino, a aprendizagem, e a avaliação das competências para uma cultura democrática (CCD) e o diálogo intercultural por forma a garantir a transparência e a coerência entre todos os envolvidos. Este documento apresenta um quadro sistemático e exaustivo para a implementação da Educação para a Cidadania Democrática, Educação dos Direitos Humanos e Educação Intercultural nos sistemas de ensino formais, incluindo o ensino pré-escolar, o ensino básico e secundário, e o ensino superior. Descarregue aqui o QRCCD/RFCDC: QRCCD/RFCDC: https://www.coe.int/en/web/education/home




quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Pensamento crítico & literacia dos media


LER+, LER MELHOR


Usar os media criticamente: 10 estratégias




http://teachthought.com/pedagogy



Do cinzel à imprensa escrita e ao tablete, da rádio e televisão ao twitter e ao facebook, enquanto existirem pensamentos e ideias, continuaremos a querer publicá-los e partilhá-los com os outros.

Seria previsível que, à medida que a tecnologia se torna mais integrada, mais acessível a todas as classes socioeconómicas e "mais inteligente", a conetividade se aprofundasse à medida que as nossas prioridades - e as ferramentas que usamos para expressá-las - mudam. 

No entanto a realidade não é assim tão linear. A teoria da aprendizagem defende que das duas uma - ou queremos ligar-nos, relacionar-nos e experimentar o sentimento de pertença ou nos remetemos ao egoísmo, à exploração e à ganância. Esta não é, pois, uma simples encruzilhada moral, mas uma questão de neurologia. 


A conectividade digital, que já está na vanguarda de tantos ensinamentos e aprendizagens, veio para ficar. Mas o uso de plataformas de redes sociais como twitter, facebook e instagram pode caminhar por uma fronteira ténue entre conectividade e narcisismo.

No contexto educativo, esta presença crescente do mundo digital vem mostrar a necessidade de criação de experiências empáticas de aprendizagem que conectem os aprendentes para fins profundamente humanos (quanto maior a disfunção, maior a necessidade do sentimento de pertença). 

Vejamos 10 formas de ajudar as crianças e os jovens a usar os media sociais de forma crítica. O pensamento crítico começa com o eu ("Self") e expande-se. 

Assim, em vez de lutar contra coisas como "tempo de ecrã", talvez possamos ajudá-los a usar esse tempo de maneira mais construtiva baseados no pensamento crítico.


1. Pense no objetivo, não na plataforma.

Conecte os alunos através da função e finalidade, e não através da tecnologia e dos gadgets (dispositivos)

2. Use os media sociais para ajudar os alunos estabelecer o contexto para eles próprios.

3. Trabalhe a tolerância intelectual.

Ajude os alunos a tomar consciência do modo como se relacionam com outros que são diferentes - que pensam, olham e atuam de forma diferente do que estão acostumados e como respondem a ideias diferentes das suas.

Faça isso não apenas numa perspectiva ética "seja gentil", mas também intelectual. Uma grande parte da inteligência é ser capaz de aprender com qualquer coisa, e uma grande parte disso é a capacidade de avaliar ideias sem viés pessoal, bem como a capacidade de se sentar com uma ideia e analisá-la sem a aceitar ou rejeitar.

4. Ilumine a interdependência.

Ajude os alunos a esclarecer para si mesmos a quem e a quê estão conectados - o óbvio e o menos óbvio. Incentive os alunos a identificar múltiplas "cidadanias" a que pertencem, tanto local como digitalmente, e a sua participação diversa em cada uma.

5. Expanda as zonas de conforto conceptuais.

Use a educação baseada em locais e a aprendizagem baseada em projetos para ajudar os alunos a estabelecer novas conexões com pessoas, lugares e ideias fora do mapa curricular

6. Clarifique as categorias de conhecimento.

Ajude os alunos a ver o conhecimento em categorias - académico vs recreativo; criativo vs industrial, fluido versus fixo, etc. - e o modo como as media sociais as enfatizam, suportam, ou disponibilizam. Se eles forem capazes de começar a ver essas categorias, poderão estar mais conscientes do que estão a  "ingerir".

7. Analise e compare cidadania e cidadania digital.

Ajude os alunos a ver os efeitos de seu comportamento sobre os outros e o comportamento dos outros sobre eles. Além disso, ofereça estratégias de cidadania digital como "PENSE!", de modo a que tenham um tipo de estrutura para fazê-lo por conta própria.

8. Amplifique a cognição.

Tem uma nova ideia? Compartilhe-a com outras pessoas interessadas nesse tipo de ideias.

Documente o "processo" dessa ideia - de onde veio, como mudou, o que influenciou, o que pode fazer com ela, e assim por diante. Amplifique essa compreensão usando as habilidades conectadas e criativas dos media sociais.

9. Analise o modo como a forma afeta a mensagem.

A perspectiva é uma parte importante dos media sociais, tal como a identidade e a forma da ideia (vídeo versus tweet versus imagens, etc.). Se os alunos perceberem que a forma da mensagem afeta a própria mensagem, poderão pensar / refletir no que está "em volta" dessa mensagem e para além da plataforma, ver as ideias e as suas próprias origens.

Peça aos alunos que definam o mapa conceptual da sua própria interdependência num determinado contexto (lar, família, hobby, bairro, sala de aula, área de conteúdo, etc.).

10. Procure a autenticidade.

Ajude os alunos a identificar papéis autênticos numa comunidade que lhes diga muito (de que gostem e com que se preocupem).

Para ser "autêntico", os papéis devem existir naturalmente e permitir um vazio visível quando deixado sem preenchimento, proporcionando ao aluno um papel significativo relevante.

(tradução da nossa responsabiidade)


terça-feira, 25 de outubro de 2016

UNESCO | Biblioteca Mundial da Ciência



WORLD LIBRARY OF SCIENCE
A Global Community for Science Education



 http://www.nature.com/wls
Clicar na imagem para aceder ao portal




Portal aberto online de ensino e aprendizagem.

Unesco lança biblioteca científica gratuita e multilíngue para estudantes: a World Library of Science que já conta com 300 artigos, 25 e-books e mais de 70 vídeos cedidos pela revista Nature.

Com este instrumento, a UNESCO pretende favorecer a igualdade de oportunidades, melhorar a qualidade do ensino, reforçar a ciência e a educação, promover o uso de conteúdos educativos de livre acesso e fomentar a criação de comunidades de estudantes e docentes.




segunda-feira, 27 de junho de 2016

Stop saying "You are so smart"



Growth Mindset Poster (http://www.lifehack.org/346078/30-things-say-you-want-teach-kids-about-growth-mindset)




Este poster foi criado com base no livro de Eduardo Bricena "The Power of Belief: Mindset and Success". Nele, o autor revela-nos que o modo como elogiamos um aluno pode promover uma mentalidade fixa ou uma mentalidade em crescimento e vem lembrar que nós, professores, podemos motivar as nossas crianças e ajudá-las a acreditar nelas mesmas.