Mostrar mensagens com a etiqueta artes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta artes. Mostrar todas as mensagens

sábado, 25 de abril de 2026

A história repete-se?

 

 

 

Cartoon Movement 

 


Face ao crescimento do autoritarismo por todo o mundo, o cartoonista português Daniel Faria convida-nos a refletir sobre o poder da memória: a história repete-se?

sexta-feira, 22 de agosto de 2025

Camões, a pintura e as outras artes

 

 #camões500  #alermaisemelhor  #bibliotecaccbvr 

 

 

 

  

 

Neste vídeo, Vítor Serrão, Professor universitário e historiador de arte, explora a inesgotável riqueza da figura e da obra de Luís de Camões, destacando o seu fascínio como tema de estudo, tanto em abordagens interdisciplinares como monotemáticas. Na sua intervenção, Vítor Serrão sublinha a importância de compreender Camões à luz da arte do seu tempo — incluindo a pintura de mestres como Fernão Gomes, a miniatura, a caligrafia de Manuel Barata, a gravura e outras disciplinas visuais. 

Para o historiador, estudar o poeta exige evitar o “apagamento inconsciente” da vasta floresta cultural que o envolvia, reconhecendo os vínculos que o ligavam aos seus pares nas artes e nas letras, ao mercado da arte e aos valores que animavam o debate intelectual da época. Entre esses valores, destaca-se a liberalidade, entendida como a liberdade de criar, e a consciência dos constrangimentos impostos por uma Contrarreforma cada vez mais restritiva, que limitava tanto o engenho como a crítica. 

Uma reflexão que revela como a compreensão plena de Camões passa também por olhar para as artes visuais, os contextos culturais e as tensões ideológicas que moldaram o seu tempo.  

terça-feira, 13 de maio de 2025

Eu sou Camões

 

 

 #alermaisemelhor  #camões500

 

 



Textos multimodais produzidos na disciplina de Multimedia B, pelos alunos do 12º F, no âmbito da celebração do V Centenário do nascimento de Camões.
 
Camões 500
 

 

domingo, 16 de março de 2025

Nos passos de Camilo

 

  #alermaisemelhor   #camilo200

 


Coreto. Jardim romântico da Carreira 

 

 



No passado dia 14 de março, as turmas do 9º A, B, e C celebraram o dia do Patrono com uma caminhada orientada, percorrendo alguns dos locais mais significativos da geografia camiliana em Vila Real.

A atividade insere-se no Domínio de Autonomia Curricular (DAC) "Nos passos de Camilo", que envolveu todas as disciplinas das turmas envolvidas.

Para além da caminhada, o DAC incluiu:
· Elaboração de um folheto: vida e obra de Camilo (em português e nas duas línguas estrangeiras).
· Estudo dos movimentos em tempo real.
· Cálculo do valor da rapidez média num percurso real.
· Avaliação dos batimentos cardíacos antes e após caminhar.
· Caminhada orientada.
· Contextualização histórica dos passos de Camilo em Vila Real.
· Concerto romântico no Jardim da Carreira pelos alunos do Conservatório Regional de Música de Vila Real.
· Orientação geográfica.
. Estampagem de t-shirts alusivas ao evento.
. Estampagem de marcadores.



 Camilo 200

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

O livro de artista: Camilo Castelo Branco

 

 #alermaisemelhor  #camilo200

 

 

 Livros de artista produzidos pelos alunos de Desenho A, do 11ºano



Elaboração de um livro em formato de concertina de 4 a 8 páginas, com capa e contracapa com base na vida e obra literária de Camilo Castelo Branco ou noutras curiosidades sobre o escritor (símbolos, retratos, caricaturas, adaptações e reinterpretações da sua obras, etc.).

Objetivo: reinventar Camilo através da exploração da cor, no ano em que se comemora o bicentenário do seu nascimento. 
 
 
 
 
📌O que é o Livro de artista?


 
 


O Livro de Artista é uma forma de expressão artística que combina elementos visuais e textuais em formato de livro. Diferente de um livro tradicional, o Livro de Artista é concebido como uma obra de arte em si, onde o artista tem total liberdade criativa para explorar diferentes materiais, técnicas e formatos.

Pode ser feito à mão ou produzido em edições limitadas, e geralmente apresenta uma narrativa visual única e inovadora. Os artistas que trabalham nesse formato muitas vezes utilizam técnicas de colagem, pintura, fotografia, gravura e outras formas de expressão para criar páginas que vão além do simples texto.

No contexto educativo, o Livro de Artista é uma ferramenta poderosa para estimular a criatividade, a imaginação e a expressão pessoal dos alunos. Ao criarem os seus próprios livros de artista, os alunos podem explorar diferentes formas de contar histórias, experimentar materiais e técnicas artísticas e desenvolver habilidades de comunicação visual.


 
Camilo 200
 
 

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Engenho e Arte: 500 anos de Camões | Exposição de Cenografia

 

 #alermaisemelhor   #camões500

 

 Para a construção dos projetos e das maquetes de cenografia, Camões serviu de inspiração aos alunos do 12º F / G, na disciplina de Desenho A.

Coordenação dos trabalhos: professora Alcina Gonçalves. 

 


  
 

   
 Alguns dos trabalhos produzidos

 

 

 

 Ebook com os projetos dos alunos

 


 Vídeo com os trabalhos 3D


Os trabalhos estiveram expostos na Biblioteca e, posteriormente, no átrio da escola e na Ágora (Museu da Vila Velha).

 

Camões 500

quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

Exposição | Fragmentos da figura humana - Diálogos com...

 

 





A representação do olho humano no desenho vai além da simples anatomia, refletindo a complexidade da visão, perceção e emoção.

O olho, muitas vezes é visto como a "janela da alma", simboliza tanto a capacidade de ver quanto de sentir e compreender o mundo. Ao desenhar um olho, o artista procura capturar a singularidade e a história de cada indivíduo, transmitindo uma ampla gama de emoções.

José Saramago, na sua obra "Ensaio sobre a cegueira", oferece uma reflexão sobre o olhar, enfatizando que ele é mais do que um ato físico; é uma forma de reconhecimento e conexão com o outro. A perda da visão provoca uma reflexão sobre a verdadeira perceção, sugerindo que o olhar vai além da visão física e se torna uma metáfora para compreensão e empatia.

Assim, o olho no desenho torna-se uma ponte entre o artista e o espectador, possibilitando um diálogo emocional que revela a profundidade da experiência humana. Tanto na arte quanto na literatura, o olhar é uma ferramenta poderosa na exploração da condição humana.
Profa Alcina Gonçalves, coordenadora do projeto






A representação do olho humano e o diálogo com José Saramago

Os trabalhos dos alunos do 12º F e G, atualmente em exposição na Biblioteca da Escola, transcendem o mero exercício técnico da disciplina de Desenho. Ao abordarem a representação do olho humano, eles abrem um diálogo sensível e profundo com a obra Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago, em particular com a provocação contida na frase: “Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.”

O olho humano, como elemento central das composições, não é apenas uma forma anatómica. Ele é um símbolo da perceção, da consciência e, acima de tudo, da capacidade humana de ver além do visível. Nesta exposição, os alunos mostram-se não apenas como aprendizes de arte, mas como pensadores críticos, ao explorarem a tensão entre o que é visto e o que é percebido. A frase de Saramago desafia-nos a olhar para além da superfície e reparar no essencial — um convite que cada obra parece ecoar.


Aspetos técnicos e simbólicos 



Sob o ponto de vista técnico, os trabalhos impressionam pela diversidade de abordagens. Alguns desenhos destacam-se pela precisão dos detalhes, como a reprodução minuciosa das texturas e reflexos do íris, das pálpebras e dos cílios, sugerindo um estudo atento da forma. Outros optam por interpretações mais livres e abstratas, onde o olho se torna um elemento metafórico.

Os elementos composicionais usados pelos alunos — como o jogo de luz e sombra, o uso do contraste e a escolha das cores (ou sua ausência, em alguns casos) — acrescentam profundidade emocional às obras. Um olho desenhado em tons sombrios pode sugerir a cegueira emocional ou o vazio, enquanto outro, vibrante e detalhado, pode simbolizar a nitidez de uma consciência desperta. 

Diálogo com a literatura

A relação entre os desenhos e Ensaio sobre a Cegueira é instigante. O romance de Saramago trata da perda da visão não apenas no sentido literal, mas também como uma metáfora para a alienação e a falta de empatia que permeiam a sociedade contemporânea. Da mesma forma, os trabalhos expostos parecem indagar: que tipo de cegueira nos afeta hoje? Que verdades deixamos de reparar mesmo quando olhamos para elas?

Reflexão final

Esta exposição vai além do âmbito escolar e apresenta-se como um convite à reflexão sobre o nosso próprio olhar. Estamos a ver o mundo ou apenas a olhar para ele? Estamos a reparar no que realmente importa? Ao explorarem o potencial do desenho como ferramenta de expressão e questionamento, os alunos colocam-se como criadores de uma arte que é tanto visual quanto concetual.

Que cada visitante desta exposição se permita reparar, tal como os alunos o fizeram ao criar, no poder que há em cada olhar representado, pois, como nos lembra Saramago, o ato de reparar é, em última instância, uma forma de resistir à cegueira coletiva.

quinta-feira, 18 de julho de 2024

Revista | Todas as artes

 




Vol.6, nº3, set-dez 2023

Sumário
 



AS ARTES, AS EXPERIÊNCIAS E OS MUNDOS DA VIDA
Paula Guerra*


Os processos criativos nunca foram tão discutidos como hoje. O uso das práticas artísticas enquanto apanágio da crítica, da reflexão, da mudança e da exaltação, são temas de ordem no escopo da investigação académica, principalmente no campo das ciências sociais e, mais especificamente, na sociologia. Num sentido lato, neste Volume 6, Número 3, encontrámos uma ode às mais diversas práticas artísticas, desde a literatura ao teatro, passando pelo cinema e até mesmo pelo graffiti. Em todos os artigos que compõem esta edição, vislumbramos uma relação entre identidades, processos de democratização, mas também emergentes formas de analisar a realidade social–do passado ao presente- a partir de atos de criação que, frequentemente, se afastam das instituições e que são tomados em mãos pelos agentes sociais e por agentes criativos.

Nussbaum (2010), problematizando a criação artística, defende que existe uma relação intrínseca entre o envolvimento cultural e artístico e a ação dos cidadãos dentro dos sistemas democráticos. A cultura e a arte geram espaços vitais de debate, de crítica, de contestação e, por turno, são eles próprios potenciadores de novos espaços de fala, de debate e de criação na esteira de Huizinga (2003). Criação gera criação. A arte gera envolvimento social. Recentemente, Flisbäcke Bengsson (2023) destacaram um conceito que nos pareceu relevante para esta introdução: falamos do conceito de sociologia da existência. Vários questionamentos emergiram, tais como, haverá existências em arte? Será o ato de existir, ele próprio artístico? E quanto à existência da arte? De quantas existências falamos, quando falamos em criação?

 *Universidade do Porto, Faculdade de Letras e Instituto de Sociologia, CITCEM, CEGOT, Dinâmia’CET,Griffith Centre for Cultural Research, Porto, Portugal 


quarta-feira, 15 de maio de 2024

Exposição | Interpretar o Douro

 

 

 

 

 

De 15 a 27 de maio, está patente, na escadaria de acesso à Biblioteca, a exposição de pintura "Interpretar o Douro", de João Rebelo. 

O evento é realizado no âmbito da Rede de Bibliotecas de Vila Real e conta com o apoio do Município.