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sábado, 4 de junho de 2022

Vista, Revista de cultura visual















N.º 1 (2017): Políticas do Olhar
Maria da Luz Correia & Carla Cerqueira
Nº 1 | 2017 | Sopcom/GT Cultura Visual
ISSN:e-ISSN 2184-1284


 




É uma revista científica de Cultura Visual e de Artes Digitais. Pretende promover o debate transdisciplinar em torno dos processos de mediação visual da cultura, que além dos estudos sobre fotografia, cinema, televisão, publicidade, jogos de vídeo, média digitais, inclui hoje as artes tecnológicas e as media arts.

A revista foi criada em 2015 pelo Grupo de Trabalho de Cultura Visual da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação (Sopcom) e, no segundo semestre de 2020, passou a ser editada pelo Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS), do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho.




Não é preciso ser triste para ser militante
Michel Foucault


Este é o primeiro número da vista. Tem a sua primeira edição dedicada às assimetrias sociais que os regimes escópicos conformam ou desafiam. Homenageando a motivação política dos visual culture studies que nos anos 90 do século XX deram um novo fôlego ao estudo da imagem, e reivindicando a importância fundadora das teorias críticas da vigilância e do espetáculo e dos estudos das desigualdades de género e de etnia, este número inaugural quer também dar conta do caráter dinâmico dos processos de partilha do visível, confrontando os imaginários hegemónicos e as visibilidades dominantes com as visões alternativas e os olhares de resistência.

[...]

A vista ocupa-se de imagens. O seu objeto é a iconografia social quotidiana e a produção visual diária e o seu nome é também, neste sentido, e em certa medida, um parti-pris. Conforme Rosalind Krauss (1985:139) assinala no texto Photography’s Discursive Spaces, com o aparecimento da fotografia, é o termo “vista” que sucede à designação de “paisagem” [1]. Usada pelos primeiros fotógrafos para fazer referência aos negativos resultantes das suas expedições, a ideia de vista remete-nos, então, para o universo da produção mecânica de imagens, assinalando a passagem de um mundo olhado a partir da perspetiva da arte e da imagem aurática a um mundo representado a partir do horizonte da cultura visual e da imagem técnica, como o diagnosticou exemplarmente, no início do séc. XX, Walter Benjamin (2012).

Remonta ao início do séc. XX, a pensadores como o filósofo Walter Benjamin e o historiador de arte Aby Warburg, e tem sido reforçado nas últimas décadas, o esforço no sentido de alargar o heterogéneo domínio dos estudos da imagem à experiência visual quotidiana, procurando refutar esquemas hierárquicos que opõem o high ao low, a arte popular à arte erudita, e privilegiando, ao contrário, os intervalos de convergência que diariamente enredam a arte e a não arte [2]. Com artigos dedicados à banda desenhada, à publicidade, à fotografia vernacular, à televisão, ao vídeo, às artes participativas, à performance e ao cinema, este número da Vista inscreve-se na continuidade desta crescente atenção à circulação social de imagens, à “cultura das mídias”, para usar os termos de Lucia Santaella (2010), à “cultura dos ecrãs” na aceção de Moisés de Lemos Martins (2011), que têm olhado a nossa cultura visual sob a perspetiva da hibridez, da mistura, do trânsito e do movimento.



[1] É de notar que no ensaio Povos Expostos, Povos Figurantes, traduzido neste primeiro número da vista, Georges Didi-Huberman (2012) faz também referência ao habitual emprego do termo “vistas” no domínio do dito cinema primitivo, como se pode constatar nos seguintes excertos: “Acrescentemos que a fita medindo apenas dezassete metros –para um total de cerca de oitocentos fotogramas ou ‘vistas’, como se dizia então”; “Basta folhear o catálogo das ‘vistas Lumière’ para compreender o significado considerável...”; “Toda a questão reside em saber, afinal, de que maneira e em vista de quê estas “vistas” se expunham.”.

[2] Inspiramos a nossa formulação nesta lúcida clarificação de W. T. Mitchell: “O facto de alguns investigadores quererem abrir o domínio das imagens, considerando imagens artísticas e não artísticas, não abole automaticamente as diferenças entre estes dois domínios. Podemos facilmente argumentar que os limites entre a arte e a não arte só se tornam mais claros quando olhamos para os dois lados dessa instável fronteira e traçamos as transações e as traduções entre eles.” (Mitchell, 2002, p.173); tradução das editoras.



📌
Consulte outros números da revista:


N.º 2 (2018): Memória Cultural, Imagem, Arquivo

terça-feira, 5 de abril de 2022

Volta ao mundo em cem livros

 











Volta ao Mundo em Cem Livros é uma viagem no espaço e no tempo, apresentado por Alexandra Lucas Coelho. Obras de todas as partes, etnias e géneros, com total paridade homens-mulheres, da Antiguidade ao século XXI, cruzando clássicos e revelações.



quinta-feira, 31 de março de 2022

Jantar Indiscreto para promover a cidadania

 
















Veja aqui os seis episódios já disponíveis na RTP PLay


O programa Jantar dindiscreto tem como objetivo desconstruir uma série de estereótipos recorrendo a dois segmentos: uma experiência social e uma conversa/jantar com 4 convidados. A experiência social traz a dimensão empírica do problema na medida em que pessoas selecionadas pela produção são colocadas numa situação de contacto com membros dos grupos sociais alvos de um determinado estereótipo, para se verificar se a reação corresponde a algum estereótipo ou não.
O segmento conversa/jantar traz a dimensão de análise em que os convidados comentam a experiência e participam numa discussão moderada pela Myriam Taylor sobre o tema proposto em cada episódio.

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Teleponto | Podcast sobre televisão




Teleponto
Teleponto: Podcast de Cristiana Guerra e Mário Almeida 
Grafismo: Carlos Ferreira


"o Teleponto nasceu desta ideia de partilharmos a nossa opinião enquanto espectadores, jovens e millenials, de uma televisão maioritariamente gerida por boomers, e que muitas vezes é entendida como uma audiência que não consome TV generalista e que portanto, não tem uma opinião crítica sobre o meio“.

“Lá fora, existe um saudável envolvimento de jovens criativos na formatação de programas e no desenvolvimento dos canais de televisão, algo que o mercado português há muito que resiste em deixar entrar. O meio não é só pequeno. Uma Televisão que embora pequena, não inclua as gerações mais novas no seu processo criativo é uma televisão que se esgota em si mesma“ - Mário Almeida


quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Saiba como funciona um estúdio de televisão



RTP Ensina




 http://ensina.rtp.pt/artigo/sabia-que-estudio-de-televisao/?utm_term=Newsletter+-+RTP+Ensina+-+RTP&utm_campaign=RTP+Newsletters&utm_source=e-goi&utm_medium=email




As instalações da RTP Porto foram inauguradas em 20 de outubro de 1959.

Na celebração do 55º aniversário da RTP Porto, o jornalista Daniel Catalão faz uma visita guiada e explica como funciona um estúdio de televisão, desde o teleponto até ao Chroma Key.