Mostrar mensagens com a etiqueta estudos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta estudos. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 5 de maio de 2026

A leitura e a escrita são a base de todas as aprendizagens

 

  

Foto: Magnific 

 

A leitura e a escrita são a base de todas as aprendizagens e, sem estas competências, o percurso escolar fica comprometido desde o início. Os dados, contudo, são preocupantes: após melhorias até 2015, a tendência inverteu-se e hoje um em cada quatro jovens termina o ensino básico sem atingir um nível elementar de leitura, segundo o PISA e o PIRLS. 

Os números são claros: até 2015, os alunos portugueses foram melhorando na leitura. Desde então, a tendência inverteu-se e, hoje, um em cada quatro jovens chega ao fim do Ensino Básico sem atingir um nível de leitura elementar. Os são dados do PISA e do PIRLS, respetivamente.

 Que mudanças podem ter maior impacto na literacia em Portugal? O que pode ser feito para o melhorar?

A EDULOG cruzou as perspetivas de Isabel Leite, Professora da Universidade de Évora e Presidente do Conselho Consultivo do EDULOG; Alex Quigley, Head of Content and Engagement na Education Endowment Foundation (Reino Unido); e Jennifer Buckingham, Diretora Executiva de Políticas e Evidência no NSW Centre for Education Statistics and Evaluation (Austrália) e fundadora do projeto Five from Five, e os três especialistas são unânimes num ponto: a aprendizagem da leitura começa muito antes do primeiro ano.

Se a preparação é o primeiro passo, o método de ensino (a forma de ensinar a ler) é o segundo: é importante promover a fluência leitora e construir conhecimento e competências de compreensão através de um currículo bem planeado, que inclua textos de ficção e não-ficção.

Estabelecidas as bases e os métodos, abre-se espaço para um tema adicional: o que é que está a ser esquecido quando o assunto é literacia? O conhecimento científico sobre os processos mentais envolvidos na leitura, a qualidade da linguagem oral, fundada na conversa de alta qualidade, nas interações sustentadas de troca, na modelação explícita da linguagem, na leitura interativa de livros e em oportunidades estruturadas para todas as crianças participarem.

Outro aspeto importante é a formação (inicial e contínua) de professores - os ingredientes de uma formação eficaz: construir conhecimento, motivar com evidência credível, desenvolver técnicas com apoio e feedback e incorporar a prática com acompanhamento.

Mesmo com boa preparação, bons métodos e professores bem formados, haverá sempre crianças que precisam de mais apoio. A questão é: quando é que esse apoio chega?

Finalmente, uma recomendação para os decisores: colocados perante o desafio "Se pudessem deixar apenas um conselho a um diretor de escola ou a um decisor político, qual seria? ". 
Eis as respostas:

Isabel Leite aponta para os dados como bússola. "Avaliar e monitorizar o desempenho em leitura ao longo do ano é, para um diretor, quase ouro”, refere, embora os dados não cheguem sem uma cultura que os valorize. Por isso, Isabel Leite defende a criação de uma cultura de leitura transversal à escola: “Valorizar os bons desempenhos, envolver as famílias, colocar o livro no centro das diferentes disciplinas, não apenas do Português”.

Alex Quigley propõe combinar políticas nacionais com o envolvimento dos professores: “Combinar políticas nacionais que orientem comportamentos positivos (como desenvolvimento profissional de qualidade em literacia e acesso a avaliações) com o apoio ao interesse dos professores no terreno. Conseguimos garantir o interesse e a autonomia dos professores e líderes se traduzirmos eficazmente a evidência sobre literacia em práticas de sala de aula atrativas”, reforça.

Jennifer Buckingham resume numa frase: “As escolas que alcançam bons níveis de literacia para todos os alunos têm uma abordagem integrada que inclui métodos de ensino explícitos e rigorosos, um currículo exigente e avaliação regular padronizada”. 
 
EDULOG - Fundação Belmiro de Azevedo 

 Ver artigo completo aqui.

sábado, 29 de novembro de 2025

Toolkit News Integrity in AI Assistants: um guia para compreender e melhorar as respostas da IA às notícias

 

 #inteligenciaartificial

 

 

 

 Em fevereiro de 2025, a BBC publicou um inquérito¹ - News Integrity in AI Assistants: An International PSM Study - examinando o modo como quatro assistentes de IA amplamente utilizados – ChatGPT da OpenAI, Copilot da Microsoft,Gemini da Google e Perplexity – respondiam a questões sobre notícias. O estudo encontrou problemas significativos em mais de 50% das respostas, incluindo o facto de os assistentes distorcerem frequentemente o conteúdo da BBC quando esta era utilizada como fonte.

Desde então, a investigação tem confirmado o papel crescente que os assistentes de IA desempenham no consumo de notícias digitais – cerca de 7% das pessoas utilizam agora os assistentes de IA como fonte de notícias, atingindo até 15% dos
menores de 25 anos². Isto sublinha a importância de os assistentes prestarem às pessoas informações precisas e fiáveis ​​ao responderem a perguntas sobre notícias.

Após a publicação do relatório da BBC, a estação fez uma parceria com a União Europeia de Radiodifusão (UER) para uma segunda fase de investigação.
Este projeto incluiu 22 organizações de comunicação social de serviço público (MSP), representando 18 países e 14 línguas. O seu objetivo era avaliar a qualidade das respostas dos assistentes em diferentes nações, línguas e organizações, descobrir se os problemas identificados na primeira ronda de pesquisa são sistémicos e reunir um conjunto abrangente de exemplos que ilustram os tipos de problemas que ocorrem quando os assistentes de IA respondem a perguntas relacionadas com notícias.

Juntamente com este relatório, estamos a lançar um “News Integrity in AI Assistants Toolkit”, desenvolvido para ajudar a criar soluções para os problemas destacados no relatório. Isto inclui melhorar as respostas dos assistentes de IA e a literacia mediática entre os utilizadores. 


 

 

 

 



Este Kit de Ferramentas é um recurso complementar ao relatório da BBC/EBU  News Integrity in AI Assistants: An International PSM Study (Estudo Internacional de Media de Serviço Público), que avalia como os assistentes de IA respondem a perguntas sobre notícias. Em junho-julho de 2025, participantes da pesquisa de 22 organizações de Media de Serviço Público (MSP) analisaram e avaliaram mais de 3.000 respostas de assistentes de IA a perguntas relacionadas com notícias, identificando centenas de exemplos do modo como os assistentes erram.

Este Kit de Ferramentas, que pretende ser um recurso autossuficiente e em constante evolução, foi desenvolvido pela BBC/EBU para ajudar a abordar duas questões-chave levantadas pelas descobertas da pesquisa: “O que torna uma boa resposta de um assistente de IA a uma pergunta sobre notícias?” e “Quais são os problemas que precisam de ser corrigidos?” 
 
 
O Toolkit apresenta:
  • Critérios para uma boa resposta: precisão, contexto, distinção entre factos e opiniões, e fontes confiáveis.
  • Uma taxonomia de erros: citações inventadas, falta de contexto, informações desatualizadas ou fontes pouco fiáveis.
  • Ferramentas para análise e melhoria, apoiando literacia mediática e algorítmica.
 
 

sábado, 20 de abril de 2024

Sondagem | Os portugueses e o 25 de abril

 

#50anos25deabril   #abrildepoisdeabril    #abrilemdados

 

 





Esta sondagem foi realizada por uma equipa do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-ULisboa) e do Iscte-Instituto Universitário de Lisboa, coordenada por Pedro Magalhães, em parceria com a Comissão Comemorativa 50 anos 25 de Abril, o Expresso e a SIC.

Trata-se de um estudo sobre a forma como os portugueses percecionam o 25 de Abril, baseado em inquérito a uma amostra representativa da população adulta portuguesa, com cerca de 1200 inquiridos.

A par do lugar do 25 de Abril como facto histórico, o estudo aborda temas como as atitudes em relação ao regime anterior, ao 25 de Abril e à democracia; o grau de conhecimento sobre figuras políticas e militares da época; as opiniões sobre a Constituição Portuguesa; e as perceções sobre os aspetos da vida em Portugal que mais melhoraram ou pioraram nos últimos 50 anos. 
 
Pode consultara a versão completa aqui.
 
 

 Abril depois de Abril

 

quarta-feira, 14 de setembro de 2022

A cidade como ecrã

 



«Já nos Estados Unidos a contaminação da cidade pelo cinema e vice-versa não podia ter um aspeto mais prático, positivo e efetivo. O cinema entrou na cidade e a cidade entra no cinema e os dois emprestam-se um ao outro, ampliando e reinventando o território de ambos. Se a cidade do século XIX constituía um proto-ecrã, o ecrã constitui agora uma proto-cidade, a proto-cidade onde muitos querem viver» (Sol 2018, 20)

Na tese “A Imagem da cidade e o seu espaço-representado no videoclip da década de oitenta. Interferências norte-americanas na cultura arquitetónica contemporânea dita ocidental.” (Universidade de Lisboa, Faculdade de Arquitetura, 2018), Luísa Sol escreve que há toda uma nova atmosfera urbana, advinda das alterações impostas no final do séc. XIX, e que antecipou todo o ecrã contemporâneo - através da transformação da noção de espaço público e da emergência de uma nova consciência do individual (Sol 2018, 8). Essa nova consciência surgiu com o advento do capitalismo industrial que destruiu lentamente o domínio público, ao ampliar as expectativas e os interesses privados. O eclodir dos grandes armazéns e o seu sucesso fizeram da vida pública um lugar mais intenso e menos sociável, sublinhando sobretudo o papel da secularização. A secularização leva o ser humano a mistificar a sua própria condição – e a não ter tempo para olhar para qualquer outra coisa que não seja a sua eterna face num reflexo. Sol explica que Baudelaire em O Pintor da vida moderna afirmou que o indivíduo moderno deseja assemelhar-se somente àquilo que pretende ser, sem se deixar tocar pelo incontrolável e pelo incompreensível. E vive, por isso, em grande conflito com o facto de ser outro. O seu reflexo nunca corresponde ao sonhado. O resultado é o culto da personalidade, através do fascínio das roupas e da moda. Haussmann, contribuiu em Paris, para a produção desta sociedade que agrava a visão que cada um tem de si próprio - os grandes boulevards não escondem nada, o importante é aquilo que as pessoas têm para mostrar.

A metrópole da era industrial e o cinema surgiram num contexto muito próximo: «A cidade moderna, do comércio, dos boulevards, das vitrines e das arcadas sintetiza um modelo expositivo que determinaria a importância da imagem, estática ou em movimento, da visibilidade do indivíduo e da mercadoria, da sua circulação e transações.» (Sol 2018, 12)

A cidade e também a arquitetura, para Sol, funciona assim como o ecrã da modernidade e, gera, a necessidade do cinema. A cidade moderna trouxe a constante vontade das pessoas verem e serem vistas. A nova velocidade, as multidões de olhos e as largas avenidas esboçaram o ato de filmar e a permanente exposição dos percursos no espaço. Por isso, a arquitetura da cidade é a superfície ideal para se projetar tudo aquilo que as pessoas têm para exibir.

Luísa Sol revela ainda que os situacionistas já avisavam que a sociedade moderna estava contaminada e dominada por imagens. A imagem do mundo torna-se assim mais importante que o próprio mundo. Essas imagens são uma produtificação da vida quotidiana. E vai ser cada vez mais difícil separar a realidade da ficção. (Sol 2018, 20)


Ana Ruepp

Fonte: A FORÇA DO ATO CRIADOR. (2022). Retrieved 14 September 2022, from https://e-cultura.blogs.sapo.pt/a-forca-do-ato-criador-1345027


segunda-feira, 5 de setembro de 2022

Ebook | A política de manipulação das redes sociais

 




















Download | 


A desinformação, ou a introdução intencional de informações falsas com o propósito de causar danos, lembra as infames operações de interferência estrangeira nos sistemas dos media nacionais. Os protestos sobre notícias falsas, ou histórias duvidosas com armadilhas de notícias, coincidiram com a introdução de novas tecnologias de media que interrompem a publicação, distribuição e consumo de notícias – desde os chamados jornais de boatos de há séculos atrás até à recente blogosfera.

A designação de uma notícia como falsa, que tem uma história sombria, associada a regimes autoritários ou a estilos populistas, diminui a reputação dos “media de elite” e o valor de verdades inconvenientes. Numa série de estudos empíricos, usando métodos digitais e jornalismo de dados, os autores investigam até que ponto as redes sociais permitiram a penetração de operações estrangeiras de desinformação, a ampla publicação e disseminação de conteúdo duvidoso, bem como comentaristas com consideráveis ​​seguidores que atacam os grande media como falsos.

Rogers, R., & Niederer, S. (Eds.). (2020). A Política de Manipulação de Mídias Sociais. Imprensa da Universidade de Amsterdã. https://doi.org/10.2307/j.ctv1b0fvs5



terça-feira, 16 de agosto de 2022

Fundo Documental | Ofertas




No passado mês de julho, deram entrada na biblioteca da Camilo vários títulos, oferecidos por Luís Costa Ribeiro. Hoje, divulgamos os seguintes:



   


Idade Media no distrito de Vila Real - Documentos desde o ano 569 ao ano 1278, de João Parente (Tomo I)
Idade Media no distrito de Vila Real - Monumentos e outros testemunhos medievais, de João Parente (Tomo IV)


Esta obra monumental reúne, contextualiza, traduz e interpreta mais de mil documentos medievais do distrito de Vila Real, permitindo ao leitor uma descoberta das origens dos vila-realenses.
Instrumento basilar para a historiografia medieval, apresenta, no primeiro de quatro volumes, um conjunto de 364 documentos foraleiros em latim concedidos às povoações de Vila Real desde o reino suevo até D. Afonso III.


💠💠💠💠

A totalidade das fichas da Tertúlia (nome por que ficou familiarmente conhecido o Ciclo “História ao Café”, que se desenrolou no Museu de Vila Real entre 1997 e 2005 e constituiu um dos mais fecundos eventos culturais de sempre em Vila Real) foram recentemente publicadas num grosso volume de 500 páginas.Trata-se de um trabalho coletivo de quase cinco dezenas de comunicadores, embora o grosso das comunicações e a máxima parte da investigação histórica em geral fossem feitas por Elísio Amaral Neves, que igualmente coordenou o difícil e moroso trabalho de passar a livro os textos dispersos por 182 fichas. A redação esteve a cargo de A. M. Pires Cabral, assim como algumas das comunicações.
É escusado encarecer o interesse desta obra, que, embora de forma não sistemática ou cronologicamente apresentada, retrata com grande abundância de informação a realidade vila-realense, em especial do séc. XIX e das primeiras décadas do séc. XX, tornando-se um instrumento de consulta essencial para numerosos aspectos da vida da comunidade.

Fonte: Grémio Literário de Vila Real

Vila Real - História ao café, de Elísio Amaral Neves e A.M. Pires Cabral


💠💠💠💠

António Rodríguez Colmenero, O santuário rupestre galaico romano de Panóias (Vila Real, Portugal). Novas achegas para uma reinterpretação global, Vila Real, 1999. 


RECENSÃO BIBLIOGRÁFICA

Na já vasta bibliografia sobre o santuário de Panóias, esta obra não é apenas mais um título, mas um trabalho que supera tudo quanto até agora se escreveu, quer pelo pormenor das descrições, quer pelo número e qualidade das fotografias e da reprodução de gravuras antigas, quer ainda pelas propostas de novas leituras assentes na mais demorada e paciente das observações jamais feita. Se a documentação fotográfica é excelente, os levantamentos topográficos são de menor qualidade e o da rocha I está lamentavelmente inserido de modo que a colagem do volume a interrompe. 
Teve o autor a sorte de encontrar um manuscrito do primeiro terço do séc. XVIII, da autoria de António Rodrigues de Aguiar, abade de Valnogueiras, até agora desconhecido, manuscrito que se reproduz em facsimile e se transcreve, com descrições do maior interesse. 
No primeiro capítulo, intitulado “Panóias, algo mais que um santuário rupestre”, transcreve o autor, do manuscrito de António Rodrigues de Aguiar, um excerto em que o abade diz “não tem dúvida aver antigamente neste povo algua cidade ou terra grande”. E dá o abade notícia de achados feitos que realmente sugerem a existência de uma cidade. Não vai Colmenero ao ponto de sugerir aqui uma capital de ciuitas; pelo contrário, integra Panóias no território de Aquae Flauiae. Como noutro lugar propusemos, é muito possível que no sítio do Assento, no qual se integra o santuário, tenha havido realmente uma capital de civitas, mais do que “simples residência dos seus colégios sacerdotais e outros dignatários”. Não é de estranhar, pois, que Panóias tenho sido sede de um pagus da diocese suévica bracarense, onde os reis visigodos Sisebuto e Viterico cunharam moedas. 
A leitura das inscrições corrige ou acrescenta anteriores transcrições e o autor apresenta uma inscrição inédita, também rupestre, consagrada a [Vur?]ebus.
Depois de recensear, no capítulo “Hipóteses interpretativas”, as várias opiniões que desde Argote foram propostas, com particular desenvolvimento para a de Alfoldy, Colmenero apresenta a sua própria interpretação. O santuário teria origem pré-romana e teria sido utilizado antes da grande remodelação de C. Calpurnio Rufino. Distingue assim, com grande perspicácia, três fases para Panóias. Pelo menos na última, cultuaram-se aqui Serápis e Isis, no quadro de uma veneração generalizada das divindades orientais no Noroeste, quadro que Colmenero traça com erudita citação de referências. O destino de cada tipo de lacus é sugerido e a hipótese de Alfoldy de uma “via sacra”, corroborada, embora se proponha um percurso contrário ao sugerido por aquele autor. A reconstituição do percurso e das cerimónias de culto é uma brilhante peça de reconstituição histórica.

Jorge de Alarcão. Conimbriga, 38 (1999), p. 225-246

segunda-feira, 15 de agosto de 2022

Da cidade

 














Maria Susarenko, artista contemporânea da República do Cazaquistão,
conhecida pelas suas paisagens urbanas e ilustrações semi-abstratas.




Um viciado em ópio perde-se na selva; homens fazem guerra a um império de mutantes; um jovem e belo pirata confronta-se com a sua execução; e a população mundial está infetada por uma epidemia radioativa. Estas histórias ligam-se através de uma narrativa maior de mutilação e caos. Cidades da Noite Vermelha, publicado em 1981, marca uma nova etapa na escrita de William S. Burroughs, que desenvolve aqui a sua poética plástica, recorrendo à incorporação de variadíssimos níveis de linguagem e diferentes meios de expressão artística, como a pintura ou a música.
A ação desenvolve-se em dois planos, fazendo-nos navegar entre o século XVIII, em que a atuação de um grupo de piratas se rege pelos «Artigos» do capitão James Mission (que antecederam em cem anos os princípios da Revolução Francesa), e o século XX, em que um detetive investiga o desaparecimento e a morte ritual de um rapaz.



«Podia ser isto: um "travelling" ininterrupto de fachadas iguais, janelas em quadrícula miúda e cimento vivo onde a tinta cedeu ao tempo, o colorido sujo, disperso, da roupa estendida, os grafites em risco descontínuo, o ceú em recorte oblíquo, a incongruência áspera do sol.
[...]
Talvez sejamos todos suburbanos. Mas uns, como no ditado orwelliano, são mais que os outros. É desses que trata este livro. É o ponto de vista deles - esse ponto de vista que por sistema o olhar sobre a periferia ilide e rasura, porque impróprio no poema - que se procura. Porque eles vivem.»

Cidades Sem Nome - Crónica da Condição Suburbana, editado pela Tinta da China, é o resultado de um trabalho de investigação jornalística realizado por Fernanda Câncio a convite da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, entre 2003 e 2004.



A cidade encontra-se numa encruzilhada. É palco, cenário e actor de grande parte dos nossos actuais dilemas e possibilidades. A maioria das cidades são hoje meta ou mesmo hípercidades, estendidas as suas influências por vastos territórios relacionais e pelas mais variadas escalas de quotidianos, de sofrimentos e de expressões cívicas. Em formas muito mais complexas - mas também muito mais fascinantes - de as compreender e governar; muito para além de velhas muralhas ou divisões administrativas; de estruturas políticas e socioprofissionais corporativas; de lógicas de governação baseadas em simples determinismos, sectorialismos ou relações directas de causa-efeito. Por entre os vieses da democracia e as dúvidas do progresso, novas e magníficas oportunidades - de desenvolvimento, de justiça e de inclusão, de qualidade de vida, de realização cívica - se irão formar e expandir. Como as apoiar e consolidar? Com inteligência, estratégia e compromisso. Defendendo princípios sólidos, como o direito à cidade, ao habitat, à mobilidade; à inclusão social, ao consumo sustentável, ao empreendedorismo local; à participação. E a uma cidadania activa, responsável e atenta. Inteligência global, decerto, mas muita inteligência local. Inteligência urbana, portanto. Como escreveu Jorge Luís Borges, «a cidade impõe-nos o terrível dever da esperança». O livro A cidade na encruzilhada é editado pela Afrontamento.


Christian Schloe, Fly Me to Paris



«"As Cidades Invisíveis" apresenta-se como uma série de relatos de viagem que Marco Polo faz a Kublai Kan, imperador dos tártaros. [...] A este imperador melancólico, que percebeu que o seu poder ilimitado conta pouco num mundo que caminha em direção à ruína, um viajante visionário fala de cidades impossíveis, por exemplo, uma cidade microscópica que se expande, se expande até que termina formada por muitas cidades concêntricas em expansão, uma cidade teia de aranha suspensa sobre um abismo, ou uma cidade bidimensional como Moriana. [...] Creio que o livro não evoca apenas uma ideia atemporal de cidade, mas que desenvolve, ora implícita ora explicitamente, uma discussão sobre a cidade moderna. [...] Penso ter escrito algo como um último poema de amor às cidades, quando é cada vez mais difícil vivê-las como cidades.». Livro editado pela Dom Quixote.



Para uma Cartografia Imaginária pretende interpretar todos os lugares que o leitor/a vê ao viajar pelas Cidades Invisíveis. O caminho traçado por Calvino desvendanos subtis relações entre personagens sem nome, que nos contam como vivem, onde vivem ou onde poderiam viver. Ao deixar em aberto quais são as cidades descritas, o autor conduz o nosso imaginário por diversos cenários e épocas sem nunca ser possível identificar, com uma certeza inequívoca, a cidade que o autor retrata. Esbate-se a cidade real e a cidade utópica para nascer a cidade invisível. 

A desfragmentação que se apresenta nesta dissertação resulta de uma intenção de refletir sobre a cidade. Neste sentido, a nova sequência narrativa que aqui propomos corresponde a uma análise realizada sob o ponto de vista arquitetónico e urbanístico, mas abriu espaço a que outras áreas que se consideraram pertinentes se inscrevessem e diluíssem nesta análise. As cidades foram reagrupadas e analisadas sequencialmente, segundo o tema em que se inserem, e foram realizados vários quadros onde se procuraram conexões variáveis, consoante os pressupostos que interessava analisar. À semelhança do que acontece num tabuleiro de xadrez, tema recorrente no texto, as cidades (como peças) foram deslocadas, propondo novas ligações. 

Foi possível estabelecer uma conexão entre as várias narrativas de As Cidades Invisíveis; aliás, a sua leitura individual torna-as incompletas, sendo apenas na sua continuidade que se complementam. A estrutura dúplice presente na obra é uma das características que estimula a criação de esquemas abstratos, onde se estabelecem ligações que impulsionam a especulação sobre diversos temas, tendo sempre como pretexto uma vontade de pensar a cidade.


Marcin Kołpanowicz, Building of the Tower of Babel





















quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Literatura e Artes - Teoria e crítica feitas por mulheres (1)

 















Literatura e artes, teoria e crítica feitas por mulheres I
Arlene Batista da Silva er al. (org.)
Campos dos Goytacazes - RJ, Brasil
2018





Este livro reúne reflexões de alguns trabalhos apresentados por professores doutores no XIX Congresso de Estudos Literários e I Congresso de Libras, ocorrido em novembro de 2017 na Ufes, em Vitória, com o apoio do Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL), com o tema que dá título ao livro: Literatura e artes, teoria e crítica feitas por mulheres.

O objetivo era e é colocar em debate e dar visibilidade a um fato que se perpetua, com maior ou menor intensidade conforme o tempo e o contexto, ao longo dos séculos: o abafamento, o silenciamento, a opressão da escrita e da criação da mulher – e, portanto, de sua voz, de seu pensamento, de seu modo de interpretar o mundo, seja em termos crítico-teóricos, seja em termos artísticos. Se, no presente, essa condição parece se atenuar ou mesmo, em alguns lugares, desaparecer, forçoso é reconhecer que ainda hoje (e muito mais se retroagimos no tempo) tal condição prevalece.

Desenvolver perguntas, dúvidas e respostas é o que se espera desse conjunto de textos que procuram investigar e propor leituras acerca da vastíssima produção literária, artística, crítica e teórica feita por mulheres, contemporânea ou não, trazendo elementos e informações que esclareçam como foi, tem sido e poderá ser o
lugar da mulher na história e na cultura no Brasil e no mundo. Num país em que um presidente recentemente declarou que “para não quebrar, um governo precisa ter marido”, todo esclarecimento será bem-vindo na luta contra a misoginia e o obscurantismo.

Vitória, outubro/2018

Os organizadores

Arlene Batista da Silva
Maria Amélia Dalvi
Paulo Dutra
Wilberth Salgueiro

Literatura e Artes - Teoria e crítica feitas por mulheres (2)

 




 Arlene Batista da Silva et al. (organização)
Campos dos Goytacazes - RJ, Brasil
2019



Este livro reúne reflexões de alguns trabalhos apresentados por professores e pesquisadores no XIX Congresso de Estudos Literários e I Congresso de Libras, ocorrido em novembro de 2017 na Ufes, em Vitória, com o apoio do Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL), com o tema que dá título ao livro: Literatura e artes, teoria e crítica feitas por mulheres.

terça-feira, 17 de maio de 2022

Ebook Literaturas de Língua Portuguesa: perspectivas

 















Download | 


O nome desta coleção faz uma alusão à revista As Farpas, um marco literário e cultural que deu origem ao jornalismo crítico em Portugal por reunir textos, assinados por Ramalho Ortigão e Eça de Queirós, apresentando análises sociais, culturais e políticas. Na Mentes Abertas, a coleção Farpas tem por objetivo divulgar a produção literária contemporânea nos géneros poesia, conto, crónica e romance, além de promover a teoria e crítica literária com o intuito de refletir diferentes abordagens em torno do estudo da literatura.


A maior parte dos textos reunidos, neste livro, decorre dos trabalhos apresentados no I Simpósio Internacional de Literaturas de Língua Portuguesa (e II Simpósio Nacional de Literaturas de Língua Portuguesa)- SINALLIP, realizado na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - UERN, no ano de 2018. Há também colaborações de outros pesquisadores, que se identificaram com a temática da proposta para o Simpósio, ou seja, discutir preferencialmente as representações pós-coloniais da cultura, da literatura e do pensamento crítico.


segunda-feira, 28 de março de 2022

Desmaterialização de manuais escolares

 







O Programa de digitalização para as Escolas, uma das medidas inseridas no âmbito do Plano de Ação para a Transição Digital (Resolução do Conselho de Ministros n.º 30/2020, de 21 de abril), prevê, entre outras iniciativas, a utilização de manuais escolares digitais e de recursos educativos digitais.

O relatório final apresenta um conjunto de recomendações/fatores críticos de sucesso a ter em conta pelos AE/ENA que venham a aderir a este projeto.

Este relatório foi realizado no âmbito de contrato de prestação de serviços entre a Direção-Geral de Educação e o CRCW – Catolica Research Centre for Psychological, Family and Social Wellbeing da Universidade Católica Portuguesa.

Trata-se de um relatório final, que agrega os dados recolhidos no processo de investigação desenvolvido em oito Agrupamentos de Escolas e numa Escola não agrupada, que, em agosto de 2020, aderiram ao Projeto-Piloto Manuais Digitais.

Os dados da investigação foram recolhidos nos meses de março e abril de 2021 e tratados até ao dia 31 de maio.



quarta-feira, 23 de março de 2022

Ebooks | O mal na narrativa para crianças e jovens

 
















O mal na narrativa para crianças e jovens: olhares da literatura e do ensino.
Organização: Maria Zilda da Cunha; Regina Michelli; Rita de Cássia Silva Dionísio Santos
Edição: Flavio Garcia 
Capa: Raphael Fernandes
Diagramação: Raphael Fernandes
Rio de Janeiro: Dialogarts 2020, 1ª ed. (digital)



domingo, 12 de dezembro de 2021

Estudo | Os jovens em Portugal, hoje

 

   Download | 















Download | 


Neste conjunto de 10 infografias, saiba como são "Os jovens em Portugal, Hoje". 

Quem são, que hábitos têm, o que pensam e o que sentem os jovens em Portugal? Conheça o novo retrato da Fundação Francisco Manuel dos Santos, elaborado com base numa amostra a 4.900 jovens entre os 15 e os 34 anos. Um inquérito que permitirá perceber a forma como os jovens se relacionam, como vivem a sexualidade, como encaram o trabalho, participam politicamente ou como se sentem com o seu corpo, entre muitos outros aspetos.




sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Estudo | Educação Literária

 







Enquadramento

É função da escola formar pessoas competentes e qualificadas nos vários domínios disciplinares e criar leitores autónomos, que façam da leitura um gosto e um hábito para a vida, encontrando nos livros a motivação para ler e continuar a aprender. A leitura constitui uma das melhores estratégias na formação cultural e socioafetiva do indivíduo, pressupondo e contribuindo para o domínio de competências que tornem o leitor capaz de refletir criticamente e agir sobre o mundo que o rodeia a partir do seu próprio contexto sociocultural. Para gerar motivação intrínseca pela leitura literária é fundamental respeitar a individualidade de cada leitor e dar-lhe liberdade de escolha, oferecendo-lhe um amplo leque de livros de qualidade que sejam significativos e vão ao encontro das suas capacidades prévias de compreensão e metacompreensão leitoras e das suas expectativas.

A oportunidade e o envolvimento na seleção e leitura de obras de forma independente constituem um fator determinante do desejo autorregulado de ler para lá das leituras obrigatórias ou mais ou menos determinadas pela cultura letrada que a escola privilegia.

Neste sentido, a Educação Literária em vigor poderá beneficiar com uma maior abertura a outras obras de educação leitora, clássicas e atuais, que não se esgotem num cânone tradicional, rígido e restrito, e se aproximem do aluno real e das práticas e usos sociais e culturais de leitura com que este hoje convive, cultivando o prazer de ler e a fruição de obras literárias variadas, indispensáveis a uma formação leitora plena, para a qual contribuirá a existência de professores mediadores de leitura empenhados e eficazes.

Ao prescrever uma lista restrita de obras e excertos, fechada e obrigatória, numa área como a Educação Literária, compromete-se a liberdade e a variedade de escolhas que deve presidir às necessidades, gostos e motivações individuais dos alunos, tornando-a mais um conteúdo escolar a aprender e a avaliar, em vez de um incentivo, uma prática social e cultural a enraizar, desenvolver e aferir qualitativamente.

A Educação Literária permanece, assim, contaminada por uma lógica marcadamente escolar e didático-pedagógica, em vez de se constituir como uma área de formação mais livre e autónoma dos objetivos específicos inerentes ao Português, distinguindo claramente aquilo que é o ensino disciplinar da leitura, da escrita e da história da literatura, ou seja, daquilo que é a formação de alunos leitores e a promoção de hábitos de leitura.

É, deste modo, importante que, além da atenção dada às leituras escolares, canónicas e iguais para todos, sejam criadas oportunidades de mudança das práticas de mediação dos docentes, de modo a que os alunos valorizem e exercitem as suas competências e atividades de leitura literária e estas se enraízem como um hábito cultural, convertendo a Educação Literária, numa verdadeira via de capacitação para a receção de qualquer texto, com criatividade e sentido crítico próprios.

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Educação Literária no Ensino Básico e no Ensino Secundário | Estudo






  Download | 



O Plano Nacional de Leitura 2017-2027 (PNL2027), o Instituto de Avaliação Educativa, I.P. (IAVE), o Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar (PNPSE) e a Direção Geral de Educação (DGE) vão realizar um estudo sobre o desempenho dos alunos portugueses em provas internacionais e nacionais, a fim de apresentar propostas fundamentadas para a melhoria da Educação Literária no quadro do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, das Aprendizagens Essenciais e da missão do PNL2027.

É função da escola criar leitores autónomos, que façam da leitura um gosto e um hábito para a avida, encontrando nos livros a motivação para ler e continuar a aprender. Para gerar motivação pela leitura literária é fundamental respeitar a individualidade de cada leitor e dar-lhe liberdade de escolha, oferecendo-lhe um amplo leque de livros de qualidade que sejam significativos e vão ao encontro das suas capacidades leitoras e das suas expectativas.

É, deste modo, importante que, além da atenção dada às leituras escolares, canónicas e iguais para todos, sejam criadas oportunidades de mudança das práticas de mediação dos docentes, de modo a que os alunos valorizem e exercitem as suas competências e atividades de leitura literária e estas se enraízem como um hábito cultural, convertendo a Educação Literária, numa verdadeira via de capacitação para a receção de qualquer texto, com criatividade e sentido crítico próprios.

O estudo do PNL2027, IAVE, PNPSE e DGE pretende contribuir com soluções para este fim, devendo concretizar-se no seguinte calendário: 

- ano 1 (2020) – Descrição do estudo e realização do retrato da educação literária do ponto de vista dos estudos internacionais e dos resultados da avaliação externa nacional;
- ano 2 (2021) – Trabalho de campo com monitorização e acompanhamento de um conjunto de escolas e professores com vista ao levantamento e caracterização das práticas escolares no âmbito da Educação Literária;

- ano 3 (2022) – Análise dos resultados do estudo, produção de recomendações e divulgação de boas práticas.

O Ensino Secundário será objeto de atenção numa 2ª fase do estudo.


quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

O Estado por dentro: uma etnografia do poder e da administração pública em Portugal



 https://drive.google.com/open?id=1T9WbywSXxkeb41eBThBr1SzlgLQlmpeC
Fazer duplo clique para aceder ao estudo


Sinopse

Este estudo (coordenado por Daniel Seabra Lopes, antropólogo do ISEG-ULisboa) apresenta uma visão etnográfica de três funções representativas do Estado: o poder político personificado nos deputados à Assembleia da República; o poder judicial personificado nos magistrados ou oficiais de justiça de dois tribunais de primeira instância; e a gestão do ambiente levada a cabo pelos técnicos da Agência Portuguesa do Ambiente. Metodologicamente apoiado em trabalho de campo intensivo com recurso à observação participante, o estudo procura dar primazia às pessoas que, quotidianamente, fazem do Estado uma realidade concreta e actuante. Este trabalho retrata e analisa os meandros do funcionamento daquelas quatro instituições, procurando compreender o trabalho dos seus agentes nas suas vertentes interaccionais, sociotécnicas e culturais.

Publicação da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS)


sábado, 12 de agosto de 2017

Retratro dos Jovens 2017 | ebook




Quantos são os jovens residentes em Portugal? Quanto representam na população? Como se distribuem no território? Estão em maior ou menor risco de pobreza que outros países da UE28? São mais ou menos instruídos que no passado? Há mais ou menos jovens (des)empregados?



Estas são apenas algumas das inúmeras questões que pode esclarecer a partir dos factos apresentados no Retrato dos Jovens 2017.


 
 http://www.pordata.pt/ebooks/PT2017v20170501/mobile/index.html#p=1



Com o foco nos jovens, o retrato dos jovens da PORDATA, disponível para download gratuito, reúne, pela primeira vez e num só retrato, indicadores relativos a Portugal, aos Municípios e à Europa e propõe uma leitura evolutiva e comparada com estatísticas sobre as novas gerações que vivem em Portugal. 

São várias as viagens que este retrato estatístico convida a fazer: do passado à atualidade, das regiões ao país, de Portugal à Europa.




domingo, 1 de novembro de 2015

1 de novembro de 1755 | Terramoto de Lisboa

 
O terramoto que atingiu Lisboa, em 1755,  foi o mais destrutivo sismo de que há registo no nosso país.
 
A Biblioteca Nacional de Portugal (BND) disponibiliza a "Colleção de algumas ruinas de Lisboa causadas pelo terremoto e pelo fogo do primeiro de Novembro do anno de 1755.... / por Miguel Tibério Pedegache".
 
 
Ver na BND  http://purl.pt/12181/3/#/4 
 
 
                                Igreja de São Nicolau -  http://purl.pt/12181/3/#/14

Casa da ópera - http://purl.pt/12181/3/#/12
 
 Igreja de São Paulo - http://purl.pt/12181/3/#/8
 
 
Casa da Patriarchal - http://purl.pt/12181/3/#/16



Rómulo de Carvalho debruça-se sobre este trágico acontecimento no seu artigo "As interpretações dadas, na época, às causas do terramoto de 1 de novembro de 1755 ". 




sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Livros & Leituras | Fernando Pessoa para todas as pessoas


de Ricardo Belo de Morais







Está disponível nas livrarias a partir de hoje, dia 16 de outubro, o livro de Ricardo Belo de Morais “Fernando Pessoa Para Todas as Pessoas”. O livro, que tem um título sem equívocos, condensa o essencial do mais universal dos escritores portugueses e destina-se a todas as pessoas: dos estudantes e professores do ensino secundário até aos académicos universitários, mas principalmente ao público em geral.

Fernando Pessoa está todo aqui: vida e obra, ortónimo e heterónimos, família, amigos, influências literárias, lugares e paixões. Juntam-se conteúdos exclusivos, como uma cronologia que se estende, pela primeira vez em décadas de estudos, para lá da morte do escritor em 1935, chegando até 2015. Dois outros capítulos, um com perguntas frequentes e outro com curiosidades, contribuem para mostrar o homem além do escritor – e desfazer alguns dos mitos e erros mais comuns, ainda hoje ligados a Fernando Pessoa. 

Pela primeira vez em livro, publica-se o levantamento exaustivo dos principais apócrifos pessoanos: textos que Fernando Pessoa nunca escreveu, mas que ainda assim são publicados e reproduzidos, como se fossem de sua autoria, na comunicação social, na internet em geral e nas redes sociais em particular.