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Em Portugal, as iniciativas ligadas à poupança concentram-se em torno do Dia Mundial da Poupança, celebrado a 31 de outubro.
O Plano Nacional de Formação Financeira (através do portal Todos Contam) e várias entidades vão dinamizar uma semana inteira de atividades digitais e escolares focadas na literacia financeira.
As recomendações oficiais das autoridades bancárias e supervisores financeiros nacionais (como o Banco de Portugal e o portal de literacia financeira Todos Contam) focam-se em criar resiliência financeira para proteger as famílias de imprevistos e combater a perda de poder de compra devido à inflação.
As orientações estratégicas dividem-se em três pilares fundamentais:
1. Gestão do orçamento e redução de despesas:
- Regra dos 10%: A recomendação mínima universal é canalizar, pelo menos, 10% do rendimento mensal líquido diretamente para a poupança assim que recebe o salário.
- Priorização de gastos: Distinguir rigidamente entre necessidades (essenciais) e desejos (supérfluos) para travar compras por impulso.
- Revisão de contratos: Auditar e renegociar periodicamente contratos de serviços continuados (como telecomunicações, eletricidade, gás e seguros) para libertar margem financeira no orçamento.
2. O Fundo de emergência (Pé-de-Meia):
- Meta de cobertura: Deve fixar-se num montante equivalente a 6 a 12 meses de despesas indispensáveis da família (habitação, alimentação, saúde e transportes) para mitigar choques como o desemprego ou doença.
- Garantia de liquidez: O dinheiro do fundo de emergência não deve ser investido em ativos de risco (como ações ou criptomoedas). Deve ser guardado em produtos com capital garantido e mobilização imediata (ex: contas poupança ou depósitos a prazo resgatáveis).
- Conta separada: Manter esta reserva numa conta bancária diferente da conta à ordem principal para evitar a tentação de gastar o dinheiro no dia a dia.
3. Rentabilização do capital e investimento:
- Evitar dinheiro parado: As autoridades alertam para o elevado volume de poupanças paradas em contas à ordem que perdem valor real todos os dias devido à inflação.
- Escolha prudente de produtos: Avaliar produtos consoante o perfil de risco da família: Curto/Médio Prazo: Contas Poupança de Bancos Nacionais com taxas atrativas ou Certificados de Aforro. Longo Prazo: Planos Poupança Reforma (PPR) devido aos benefícios fiscais associados em sede de IRS.
- Diversificação: Seguir o princípio de "não colocar todos os ovos no mesmo cesto", distribuindo as poupanças por diferentes prazos e tipologias de produtos.
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