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sábado, 28 de dezembro de 2019

Vozes transmontanas na paisagem | Manuel Vaz de Carvalho





Paisagem e literatura: "Eu sou um fragão"








Paisagens Literárias de escritores de Trás-os-Montes 
realização: José Barbieri 
vídeo: Eva Ângelo, Solange Carvalho, José Barbieri 
investigação: Ana Lavrador 
textos literários: Manuel Vaz de Carvalho 
música: Rafael Del Rio 
gaita de foles: Alvorada, Manuel Paulo Martins, recolhido por Domingos Morais, 1985 
produção: Memória Imaterial CRL 
distribuição web: MEMÓRIAMEDIA www.memoriamedia.net 
colaboração: LITESCAPE- Atlas das Paisagens Literárias de Portugal Continental



Partindo de depoimentos do escritor Manuel Vaz de Cravalho, de familiares e conterrâneos, de imagens recolhidas nas magníficas paisagens transmontanas, em Vila Real, e dos textos literários, esta iniciativa enquadrada pelos projetos LITESCAPE.PT - Atlas das Paisagens Literárias de Portugal Continental e Memoriamedia, propõe-se valorizar a paisagem e as experiências da paisagem enquanto processos de transformação dos elementos naturais e culturais.



quarta-feira, 27 de junho de 2018

Entrevista a Gonçalo M. Tavares



"As pessoas leem para ter lucidez." 








Eu não quero mudar o mundo. 
Não tenho tempo para isso. 
Quem quer mudar o lugar do mundo actua como quem muda o lugar de um móvel: 
empurra primeiro para um lado, 
foi força demais, 
empurra então para o outro lado, 
agora com força de menos, 
depois mais um pequeno toque para lá 
e um ainda mais pequeno toque para lá, 
e agora sim: 
o móvel está no lugar. 
Depois abrimos o móvel e vemos que os copos que estavam 
lá dentro se encontram todos partidos. Estão a ver? 

Os copos todos partidos. Que aborrecimento. 
Não nos lembrámos da fragilidade do vidro. 

Gonçalo M. Tavares, in O homem ou é tonto ou é mulher


domingo, 14 de janeiro de 2018

Viajar com Camões






"Tentei descobrir o homem para além da obra e descobri um homem que adorava mulheres. Coloquei sete mulheres: Dona Violante [de Andrade], Catarina de Ataíde, Francisca [de Aragão], Dinamene, Bárbara, a mãe de Camões [Ana de Sá de Macedo] e uma personagem fictícia, a Inês de Sousa, a contarem a sua vida. Cada uma delas fala de pedacinhos da vida dele até termos o fresco da vida do poeta”, explicou a escritora.
 
Depois de dois anos de intensa pesquisa e numa altura em que terminava o seu casamento com José Maria Casal Ribeiro, Maria João decidiu que era chegado o tempo de percorrer os mesmos caminhos que Camões, o que a levou a uma viagem de dois meses por 16 cidades e 12 países, usando quatro barcos e mais de 30 aviões: “Tudo aconteceu na altura em que me separei e achei que deveria investir as minhas poupanças numa viagem a que chamei “Viagem dos Sentidos”. Precisava de sentir, pisar, cheirar, ver e provar todos os sítios onde o poeta esteve, para estar o mais próxima possível dele. E aí embarquei e fiz das fraquezas forças... Não é fácil para uma pessoa de 53 anos, sozinha e sem ninguém para partilhar uma refeição, sem ninguém conhecido a não ser as pessoas com quem me ia cruzando... Mas claro que valeu imenso a pena, pois acho que quando o leitor começar a ler percebe que estive naqueles locais... Quando chegamos ao Cabo da Ponte e cruzamos o Cabo da Boa Esperança de barco, olhamos para a rocha e vemos mesmo o rosto humano esculpido na rocha. Ele não inventou o Adamastor. A portugalidade que existe em todos os portos é fenomenal.”
Maria João Lopo de Carvalho,  em entrevista à revista Caras, 26 de junho de 2016

quinta-feira, 31 de março de 2016

O mundo literário de Mario Vargas Llosa




                        Ilustração de Fernando Vicente


Vargas Llosa, em primeiro plano, e seu mundo literário: retratos de Leopoldo II e Gauguin (nos livros), Flaubert, Roger Casement (sentado sobre o gorro de Trujillo), Madame Bovary e Pantaleão e as visitadoras. De pé, ao fundo, o escritor enquanto jovem.  

A ilustração acompanha o artigo "Os demónios de Vargas Llosa - chaves da sua obra", de Carlos Granés, publicado no Jornal El País.

Pode ser acedido AQUI.