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sábado, 5 de novembro de 2022

LITERATURA & CINEMA: O ano da morte de Ricardo Reis

 

























Continuamos a Saramaguear....

No próximo dia 9 de novembro, antes da passagem do filme O ano da morte de Ricardo Reis, de João Botelho, no Grande Auditório do Teatro de Vila Real, às 10:30, os alunos da Camilo vão poder assistir à palestra Ricardo Reis, José Saramago e João Botelho: imagens e palavras em alquimia”, com a Dra. Anabela Oliveira, docente da UTAD.

A atividade é promovida pela Rede de Bibliotecas de Vila Real, com o apoio do Pelouro da Educação do Município de Vila Real.


quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

O fantástico: literatura e cinema







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Os textos reunidos nessa publicação foram apresentados por pesquisadores de diversas instituições universitárias no simpósio “O fantástico em Ibero-América: literatura e cinema”, que integrou o II Congresso Internacional Vertentes do Insólito Ficcional: (Re)Visões do Fantástico: do centro às margens, caminhos cruzados,realizado na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), no período de 28 a 30 de abril de 2014. [...] 

A proposta do presente Simpósio teve como suporte teórico inicial o conceito do fantástico como um macrogénero (REIS, 2001), ou seja, como uma categoria narrativa, cuja principal característica está na subversão à representação mimética, organizada segundo os conceitos de tempo, espaço, perspectiva visual e linguagem regidos pela razão, ou ainda, pela compreensão do mundo a partir de relações de causa e efeito. Nesse sentido, a utilização do termo fantástico no Simpósio supracitado buscou colocar em diálogo os seus vários subgéneros, tais como o maravilhoso, o grotesco, o estranho, entre outros. Estes, por sua vez, são aqui entendidos como diferentes manifestações que possuem como elemento comum o insólito, no sentido de “não habitual” (GARCÍA, 2013), que colocam em questão o senso comum de “real”, desestabilizando-o ou até mesmo contribuindo para a sua desintegração. [...]  

Por outro lado, apesar de a narrativa fantástica atual propor formas que se diferenciam da forma de seus antecessores mais canónicos, tais como Gabriel García Márquez, Julio Cortázar ou Carlos Fuentes – muitos deles chegando mesmo a rejeitar a comparação com esses escritores – as comunicações apresentadas, bem como os debates que suscitaram, levaram-nos a concluir que, se há algo que une os novíssimos aos clássicos cultivadores do género, é a manifestação do insólito. Esse, segundo a hipótese construída pelo Simpósio e confirmada pelos trabalhos dos nossos expositores, é um dos elementos responsáveis pela diversidade que marca a produção dessa narrativa, na medida em que o vasto terreno por onde transita o insólito oferece ao escritor/cineasta infinitas possibilidades tanto de exploração do “real” como da linguagem, seja ela literária ou cinematográfica.

Nesse contexto, a partir de enfoques originais, as reflexões apresentadas abordaram a especificidade do insólito e suas vertentes em diferentes literaturas, tais como as análises dedicadas às narrativas dos autores portugueses José Saramago e Maria Juditede Carvalho e da brasileira Lygia Fagundes Telles. Representando o fantástico originário da região do Caribe, alguns estudos dialogaram com o insólito produzido em Cuba, através dos microrrelatos de Esther Díaz Llanillo, passando pelas abordagens em torno do real-maravilhoso de Alejo Carpentier, e por último, pelas manifestações deste género no Haiti, a partir da obra de Dany Laferrière. No continente sul-americano, os nossos pesquisadores privilegiaram o estudo do insólito produzido pelos escritores argentinos, como Jorge Luis Borges, Julio Cortázar, Robert Arlt e Tomás Eloy Martínez. [...]

Os 15 artigos aqui reunidos refletem os estudos e as leituras sobre as manifestações da narrativa fantástica contemporânea na literatura e no cinema ibero-americanos. No entanto, o predomínio de artigos dedicados à literatura em comparação com o cinema, ou mesmo à perspectiva comparativista entre ambas as linguagens, parece ter demonstrado o quanto a crítica literária, apesar dos inúmeros diálogos que o cinema já empreendeu – e empreende – com a literatura, e da já consagrada área de Literatura Comparada, continua a resistir aos desafios que a interlocução com a indústria cultural representa para um universo académico ainda eminentemente canónico. [...].


Ana Cristina dos Santos (UERJ)
Rita Diogo (UERJ)

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Literatura e cinema | Os Maias

 

A última lição de Carlos Reis


'Carlos Reis, professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, atingiu a jubilação, após mais de 40 anos ao serviço do ensino superior. Para celebrar o acontecimento, o professor deu a "Última Lição" em 28 de setembro de 2020 no auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra.

O reputado especialista em Literatura Portuguesa, com destaque para a obra de Eça de Queirós, apresentou, perante mais de 100 pessoas, uma lição intitulada "Para uma releitura intermediária da ficção queirosiana". Esclareceu, no início da sua intervenção, que iria analisar as várias adaptações de obras de Eça ao cinema, e foi, a partir desta premissa, que a sua aula se desenrolou. Ao longo de mais de uma hora demonstrou como na obra literária de Eça existem sugestões de representação que antecipam a arte do cinema que depois nasceu.'

in Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/atualidades/noticias/a-ultima-licao-de-carlos-reis-na-universidade-coimbra/3470 [consultado em 01-10-2020]


Assista à aula completa.





terça-feira, 1 de setembro de 2020

O ano da morte de Ricardo Reis - adaptação ao cinema

 




A adaptação para o cinema, por João Botelho, do romance homónimo de José Saramago estreia nos cinemas a 24 de setembro, com Chico Diaz, Luís Lima Barreto, Catarina Wallenstein e Victoria Guerra como protagonistas.


domingo, 30 de agosto de 2020

Independência de espírito | Da literatura ao cinema animado



Curta-metragem



 Faça duplo clic na imagem para visionar a curta-metragem





Sinopse: 

Clélia é uma mulher que se dá bem com a solidão, é com ela que enche a sua casa Lisboeta, de pátio e jardim. Dedica-se às plantas e um dia, quase sem dar por isso, começa a falar com elas... Que faço eu? Agora falo com flores?! Questiona-se a Clélia. A resposta virá da sua vizinha, que fala com tachos...


Realizador: Marta Monteiro
Argumento: Ana Mendes
Música: Fernando Mota, Rui Rebelo
Voz Off: Ana Vieira, Joana Brandão, Sérgio Calvinho
Sardinha em Lata 2011



Baseada no conto homónimo de Maria Isabel Barreno


barreno


[…] começara a perceber que a estima e a aceitação dos outros não lhe traziam, realmente, gratificação ou vantagem, e que essa desesperada busca de aceitação, expressas nas febris actividades sociais de encontros e jantares e conversas que não interessam a ninguém, são continuações do tempo que passámos tentando ser bons meninos para agradar aos papás e às mamãs, e aos outros adultos detentores do poder. (BARRENO, 1983, p. 33).


BARRENO, Maria Isabel. A independência de espírito. In Contos analógicos. Lisboa: Edições Rolim, 1983. p. 31-35.

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Take Cinema Magazine | Distopias



Porque nem sempre a realidade é real... 

Leiam, partilhem!




 https://issuu.com/take/docs/take51
Ano 11| Nº 51 | Nov. 2019

Fazer duplo clic na imagem para aceder à revista





quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Trinta Clássicos das Letras|27. O Poder e a Glória, de Graham Greene




Graham Greene





O Poder e a Glória foi publicado em 1940 e constitui uma reflexão muito séria sobre o compromisso cristão.
No final dos anos trinta, Graham Greene (1904-1991), então jornalista, foi enviado ao México para avaliar naquele país a situação das perseguições religiosas na região central, derivadas da “guerra cristera”, especialmente nos estados de Tabasco e de Chiapas e em Laredo. Dessa viagem resultou um relato intitulado The Lawless Road e depois este extraordinário romance. Aqui se narra a perseguição a um padre fugitivo feita por um tenente fanático que deseja capturá-lo sob a pressão do governador da província.
O relato remete-nos para a lembrança das perseguições dos primeiros cristãos e tem como paradigma nas suas duas faces a figura de Paulo de Tarso, como perseguidor e como perseguido, na Estrada de Damasco. O perseguidor, o tenente, qual fariseu intolerante, consegue a autorização para matar o padre que protagoniza o romance. Finalmente preso, após percorrer fazendas e povoados, o sacerdote é executado para a satisfação do tenente. Mas este clérigo é um pobre homem que vive dominado pelo álcool e que tem um filho para cuidar. Ele tenta fugir, mas o dever e a misericórdia chamam-no sempre que alguém pede o seu auxílio.
Como afirmou François Mauriac, que não poupou elogios ao romance, que considerou ser uma obra-prima: “mesmo quando crê que a sua ajuda é vã, e não ignora que é de uma emboscada que se trata e que aquele que o chama já o traiu, este padre bêbedo, impuro, que treme perante a morte, dá a sua vida sem perder em nenhum momento o sentimento da sua baixeza e da sua vergonha”. O drama de O Poder e a Glória corresponde, assim, a um relato dramático em que a Graça e o Pecado se encontram e desencontram – uma vez que o romancista britânico nos diz que é na situação limite e no afrontamento do mal que a Graça se manifesta. Muitos não o compreenderam, porém, mas o tempo veio a revelar que o livro se tornou uma referência do nosso tempo – colocando-nos no centro da dúvida e da fé.
De que vale ficarmo-nos apenas na comum normalidade? É preciso interrogarmo-nos sobre a essência das coisas, o que obriga a ir até às fronteiras onde os sentimentos, as virtudes e o pecado se encontram. A samaritana surpreende-se por encontrar Cristo àquela hora na fonte. Muitos se escandalizam… Tal como no drama do México, perante a perseguição e a incerteza, devemos lembrar, por exemplo, o caso de Thérèse Desqueiroux, em que François Mauriac também afronta a humanidade pelo lado da presença constante de um confronto de resultado incerto entre o bem e o mal. A Graça e a liberdade encontram-se e não se anulam. Como disse Paul Henri Simon: «Mauriac engendra um outro trágico, mais complexo e mais moderno, do homem que age e que luta, suspenso entre duas eternidades, do nada e da salvação, entre o infinito deserto e a plenitude infinita do amor, sem que saibamos por que lado se deixará levar…».
Greene sentiu a atração emocional pelo catolicismo no México, perante uma Igreja proscrita com os seus crentes perseguidos. “Vi os índios descerem das montanhas e entrarem nas igrejas, onde tentavam recordar os velhos ritos”. Além do culto do paradoxo, é a recusa do tédio que o levou a escrever, do mesmo modo que as injustiças lhe trouxeram os temas. “As injustiças de que me apercebo não me encolerizam (repetia tantas vezes); antes melhoram os meus poderes de observação. A distância é um dos requisitos da boa literatura”. E é a melhor literatura que encontramos neste romance muito intenso e duro, imortalizado por Henry Fonda em “The Fugitive”, de John Ford (1947), que transpôs para a tela o extraordinário romance de Graham Greene. Se nos lembrarmos de novo de Steinbeck e de As Vinhas da Ira, é um outro lado da paixão bíblica que encontramos…

Agostinho de Morais
Raíz e Utopia, Centro Nacional de Cultura, 27 de agosto de 2019



📹 Veja extratos da adaptação do romance ao cinema, por John Ford:


Tributo a John Ford, o protagonista de O Fugitivo (1947).
A música/hino é do CD de Gordon Berry, "The Potters House - Broken Pieces".




Please draw me, oh Lamb
(Frail as I am)
Lead me to Calvary

You laid down your life,
In all of your strife
Your love revealed at Calvary

Please draw me, oh Lamb
(Frail as I am)
Lead me to Calvary

On the cross, broken breath
Shimmering cup, filled with dread
Your communion at Calvary

Please draw me, oh Lamb
(Frail as I am)
Lead me to Calvary

Take His body, eat the bread
Drink the wine that He's bled
He lives now in you and me

Redeemed by the Lamb
Precious Saviour, great I am
I am the child of the lion and the lamb

I come, precious Lamb
(Frail as I am)
Transform me at Calvary

I come, precious Lamb
(Frail as I am)
Transform me at Calvary

Please draw me, oh Lamb
(Frail as I am)
Lead me to Calvary

I come, precious Lamb
(Frail as I am)
Transform me at Calvary


sábado, 1 de junho de 2019

Literatura e Cinema | Magazine




 https://flipboard.com/@adelaidej/literatura-e-cinema-m72ulk43y

Flipboard Magazine: Literatura e Cinema






Literatura e Cinema: diálogos








A transposição de obras literárias para o cinema surgiu com o intuito de atrair a plateia burguesa para a sétima arte. Desse modo ampliou-se a indústria que passou a acolher um público com um maior poder aquisitivo, que poderia pagar mais pelas sessões e frequentar o cinema com maior assiduidade. Podemos dizer que funcionou. No entanto, também provocou certo questionamento no espectador, que facilmente julga a obra literária como qualitativamente superior à sua adaptação cinematográfica. 


Embora abranja várias artes - fotografia, teatro, música, dança, pintura e literatura -, o cinema tem a sua própria linguagem, uma linguagem que consegue criar representações e percepções de mundos, usando elementos de outras artes para construir novos olhares perante os espectadores. 

Antes da invenção dos direitos autorais, o recurso a múltiplas linguagens artísticas gerou muitos conflitos. Mas, na atualidade, podemos dizer que a relação entre a literatura e o cinema se tornou amigável. 


Em 1910, as histórias dos livros eram simplesmente apropriadas pelo cinema. Em Itália, em 1911, o escritor Gabriele d'Annunzio vendeu toda a sua obra a uma empresa cinematográfica e deu origem ao mercado literário no cinema. Segundo Ely Azeredo, o ranking de adaptações literárias é liderado pelas incontáveis filmagens da Bíblia, seguido por mais de 200 versões de Sherlock Holmes e, finalmente, no terceiro lugar, estão as adaptações de Drácula, de Bram Stoker. 


Mas as relações entre a literatura e o cinema não se confinam às adaptações. A literatura surgiu  4 a 5 mil anos antes do cinema e contribuiu para a existência dos procedimentos narrativos na sétima arte.

Em A Forma do Filme (1929), Eisenstein, para além de abordar a importância da literatura no cinema, chama a atenção para o ato de observar, para o olhar critico e a arte de pensar, que existe tanto na literatura quanto no cinema. E, como disse Stravisky: a "arte requer comunhão", ou seja, é necessário o diálogo entre textos, nesse caso, entre a literatura e o cinema, a escrita e a imagem. 


Thomas Edison, um dos pioneiros da sétima arte, disse que a sua invenção faria com que as crianças não precisassem mais de ler nenhum livro. Isso não aconteceu. Temos necessidade de percorrer as duas artes, pelas distintas linguagens, de imaginar as cenas na nossa mente quando lemos um livro e depois vermos se o filme pensou como nós, o que muitas vezes nos leva à decepção ou a novas visões. A decepção ocorre por acharmos os nossos pensamentos melhores do que o exposto na tela, que na realidade são percepções distintas, nem melhores, nem piores, apenas linguagens que criam mundos diferentes. 


Ganhamos com a intertextualidade existente no cinema e a indústria ganha mais ainda. O cinema tende a adaptar best-sellers, obras de grandes autores consagrados, como Óscar Wilde, Shakespeare e Jane Austen, atingindo o público intelectualizado, e também novos escritores que atingem o grande público jovem, como Stephenie Meyer, Nicholas Sparks, J. K. Rowling e Meg Cabot. Não sabemos quem lucra mais com as adaptações, se o mercado editorial, que passa a vender o livro por causa do filme, com capas atrativas, despertando a curiosidade do espectador, ou se o mercado cinematográfico que atrai o já leitor que tem a oportunidade de ver as suas personagens preferidas representadas no cinema.

A indústria, na tentativa de lucrar, faz-nos caminhar entre as duas artes. A literatura, que faz com que exercitemos nossa imaginação, e o cinema, que faz com que observemos as imagens. Não podemos desconhecer o livro que deu origem ao filme, nem o filme que foi sustentado pela obra literária. É como se uma arte complementasse a outra, tornando-se uma situação difícil de ser ignorada. 

É impossível pensar em cinema sem o relacionar com a indústria, que pode contribuir para a produção com arte sem necessariamente fazer arte. Mas, também, nos proporciona uma fonte inesgotável de sensações, prazeres e opções de reflexões, observações, leituras e releituras, inventando e transformando o nosso poder de introspecção, assim como a literatura que desempenha a mesma função em cada leitor. Ou seja, faz todo o sentido literatura e cinema unirem-se por uma mesma causa: a arte, suas representações e percepções. 

Aline Vaz, Percepção e Representação (texto adaptado)





sexta-feira, 1 de março de 2019

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Literatura & Cinema | Palestra



Os Maias, de Eça de Queirós, são tema de palestra na Camilo






A Dra Anabela Oliveira, professora de Literatura e Cinema na UTAD, profere, hoje, pelas 11:45, no Auditório 2 da Camilo, uma palestra sobre a transposição fílmica de Os Maias - Episódios da Vida Romântica, de Eça de Queirós, por João Botelho.

A atividade está inserida no projeto Cientificamente Provável.


Os Maias - Cenas da Vida Romântica, de João Botelho 



quinta-feira, 8 de março de 2018

O cinema e a literatura em debate






Após o visionamento da premiada curta-metragem "A instalação do medo", o jovem realizador Ricardo Leite respondeu às questões que lhe foram colocadas por uma plateia motivada e interessada em saber mais sobre o mundo do cinema. O debate foi moderado por Anabela Oliveira, Professora de Literatura e Cinema na UTAD.

O livro de Rui Zink"A instalação do medo", que serviu de base à versão cinematográfica, está disponível nas bibliotecas escolares das quatro Escolas/Agrupamenos da Rede de Vila Real. 

A atividade foi promovida pela RBVR para a Semana da Leitura e contou com o apoio do Município. 












Extratos videográficos do debate









Filme do desassossego, de João Botelho


Semana da leitura
Esta manhã, no Teatro de Vila Real


Apresentação e visionamento do "Filme do desassossego", de João Botelho, uma adaptação cinematográfica de O livro do desasssossego, do semi-heterónimo pessoano Bernardo Soares.




Alunos da Camilo que participaram na atividade: 12º A, 12º E, 12º F





Encontro com o cineasta e escritor José Carlos de Oliveira


Semana da Leitura | Esta manhã, no IPDJ



Conversa com o cineasta e escritor José Carlos de Oliveira sobre livros, leituras, adaptações cinematográficas, história de Portugal, nacionalidade, heróis, D. Afonso Henriques.





 Alunos do 7º I presentes no Encontro



José Carlos de Oliveira



quarta-feira, 7 de março de 2018

Cineasta adapta guião longa-metragem para romance


Semana da Leitura

Dia 8 de março | Biblioteca da Camilo
10:30-11.35 | 3ºCiclo 


 “D. Afonso Henriques, o romance que nasce de um guião - Encontro com o cineasta e escritor José Carlos de Oliveira”






Sinopse do romance

Nada se ouve, nada se vê na escuridão. Só um intenso cheiro a queimado e maresia preenche o vazio. Subitamente um ténue clarão desperta e hesita lá longe... É assim que começa o livro de José Carlos de Oliveira, cineasta que primeiro escreveu um guião, que há de ser um filme do primeiro herói, D. Afonso Henriques.

A adaptação para romance inverte o procedimento usual, ao criar em primeiro lugar o guião e, posteriormente, a adaptação para a literatura.

O cineasta José Carlos de Oliveira considera a experiência extremamente positiva, no sentido em que a adaptação para romance lhe permitiu realizar o filme no papel, dando aos leitores a oportunidade de verem o seu próprio filme, ao mergulharem emotiva e racionalmente na trama surpreendente que tece acontecimentos e personagens da nossa fundação como nação, em que se destaca o inesperado e invulgar primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques.



O romancista e cineasta



Photo credit: http://www.bragacineindependente.com/


Em 40 anos de carreira, José Carlos de Oliveira realizou, produziu ou dirigiu a fotografia de mais de 25 curtas-metragens e documentários, bem como de 53 obras de ficção em cinema para televisão, 4 longas-metragens e mais de 50 filmes publicitários.
No seu vasto currículo profissional destaca-se também a colaboração regular como jornalista e cronista em vários órgãos de comunicação social, a participação como membro do júri de festivais de cinema lusófono, e a colaboração como docente na licenciatura de cinema da Universidade Moderna.



A instalação do medo - transposição fílmica


Semana da Leitura
Dia 8 de março | 15:30-16:30  | Teatro Municipal (GA)
3ºCiclo (9º ano e Secundário)




A INSTALAÇÃO DO MEDO, de Rui Zink - Transposição fílmica de Ricardo Leite.

Visualização da curta-metragem seguida de debate com o realizador.
Moderadora: Anabela Oliveira (UTAD)





A atriz Margarida Moreira na curta metragem A instação do medo



A Mulher abre a porta de casa. Aparecem dois homens: "Bom dia minha senhora, viemos para instalar o medo."


Veja o teaser A instalação do medo, de Ricardo Leite, a partir da obra homónima de Rui Zink.








Literatura e Cinema: uma alquimia?


Semana da leitura






A Semana da Leitura 2018 abriu com uma palestra proferida pela Professora Anabela Oliveira, da UTAD, subordinada ao tema Literatura e Cinema: uma alquinia?


A Professora Anabela Oliveira, com o Senhor Vereador da Educação 
e Desporto e a Senhora Vereadora da Cultura


sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Cinema e literatura






O cinema é uma forma de literatura, tal como o canto é uma forma de poesia. O cinema alargou as possibilidades de construção narrativa. Não há porque a ficção escrita não tire partido desse alargamento. Existem naturalmente limites, cada linguagem diz o que diz nos seus próprios termos. Há coisas que o cinema mostra melhor do que a escrita, há coisas que a palavra constrói com mais profundidade, mas as contaminações são inevitáveis. Se, ao nível do cinema, há referências de que eu esteja consciente, elas seriam Bergman e Antonioni. Mas esta é uma relação ambígua. Veja-se, no âmbito do romance, Cormac MacCarthy. É espantosa a natureza cinematográfica do que escreve, apesar de, quando transpostos para o cinema, os seus textos se perderem. Será essa a especificidade da escrita. Aquilo que se constrói enquanto palavra só nesse plano adquire toda a sua espessura. Do mesmo modo, aquilo que se constrói enquanto imagem só enquanto imagem é verdadeiramente apreensível.

Maria João Cantinho, “Ninguém nos lê hoje, ninguém, provavelmente, nos lerá no futuro”, Entrevista a Helder G. Cancela", Revista Caliban, https://revistacaliban.net/ningu%C3%A9m-nos-l%C3%AA-hoje-ningu%C3%A9m-provavelmente-nos-ler%C3%A1-no-futuro-b730217de2b9


segunda-feira, 14 de março de 2016

Palestra: Literatura e cinema, por Anabela Oliveira






A abertura oficial da Semana da Leitura´16 da nossa escola é feita com a palestra Literatura e Cinema, proferida  pela Professora Anabela Oliveira, docente da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). 

Doutorada em Literatura Comparada, a Professora Anabela Oliveira orienta a sua pesquisa científica no âmbito dos estudos interartes, nomeadamente das relações dialógicas entre literatura e cinema. 


Tem sido regente de disciplinas como Som, Imagem e Narrativa Audiovisual, Cinema e Documentário, Estética e Análise Audiovisual, Técnicas de Interpretação em Cinema e Televisão, Olhares Literários do Século XXI, Cinema Português, Literatura e Outras Artes, Estudos Interartes, Cinema e Pintura, Análise do Discurso e da Imagem, Cinema e Documentário.



Publicações:

Publicou 35 artigos em revistas especializadas e 12 trabalhos em atas de eventos, possui 53 capítulos de livros e 8 livros publicados, dos quais destacamos:

 - Entre Vozes e Imagens – a presença das imagens cinematográficas nas múltiplas vozes do romance português (anos 70-90). in Edições Pena Perfeita, 2007. (ISBN:978-972-8925-46-8).

 - Dicionário de Metalinguagens da Didática. in co-autoria, Porto Editora, 2000. (ISBN: 978-972-0-05272-8).


Possui 36 itens de produção técnica. Participou em vários eventos no país e no estrangeiro. Nas suas atividades profissionais interagiu com vários colaboradores em co-autorias de trabalhos científicos.

É responsável pelo Festival/Organização do RIOS – Festival Internacional de Cinema Documental e Transmedia e tem participado em programas de rádio e televisão.



domingo, 13 de março de 2016

Elos de leitura: Entre vozes e imagens




Entre Vozes e Imagens: A presença das imagens cinematográficas nas múltiplas vozes 
do romance português (anos 70-90). de Anabela Branco de Oliveira



"Entre Vozes e Imagens projeta a presença inequívoca do cinema na memória estética do escritor e a indiscutível relação dialógica entre literatura e cinema; analisa a projeção da polifonia romanesca no seu paralelismo com o texto fílmico, a objetivação, no narrador, de um olhar inevitavelmente cinematográfico e a fundamentação de uma dualidade estética inerente ao estudo da imagem literária e da imagem cinematográfica. 

Na inevitabilidade dialógica deste olhar, a estrutura polifónica do romance português (1970-1990) constrói-se, literariamente, na simbiose entre vozes romanescas e imagens cinematográficas, e confere à Imagem o poder máximo da existência intelectual e da criação estética. O poder máximo da criação artística, o diálogo entre o cinema e a literatura, a suprema forma de liberdade e a projecção literária de duas décadas de um país que se construiu Entre Vozes e Imagens."