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sexta-feira, 24 de julho de 2026

É a responsabilidade, meu caro

 

 #literaciadosmedia 






"Responsabilidade é a palavra a que qualquer medíocre manipulador de internet pode fugir, mas nós não."


Deixem-me bombardear-vos com opiniões avulsas e pensamentos voláteis sobre a tendência do momento. Bom, primeiro tenho de ir ver qual é desta vez, ora deixa cá ver, ora deixa cá ver, muito bem, pode ser a Odisseia que ninguém leu, mas que de repente agita as águas do Verão.

Calma, estou a brincar. Nada me interessa menos. Não vos maçarei com longas dissertações sobre fronteiras da história e da ficção e do que supostamente é lícito concluir sobre a cor da pele de Helena de Tróia. Não vos impingirei o milésimo debate étnico-ideológico mascarado de conversa sadia sobre uma obra que jaz adormecida nas catacumbas, ora injustamente esquecida, ora incensada com exagero de complexo intelectual. Sobretudo, não contribuirei para a parolice de trazer a saga de Ulisses para o único terreno em que tiktokers e instagramers sabem navegar: então e tu, gostaste mais do livro ou do filme?

Permitam-me, em vez disso, trazer-vos ao terreno do sonâmbulo (se não mesmo falecido) Correio do Leitor. Os companheiros da velha guarda jornalística lembram-se bem. Tirando o pontual telefonema de insulto breve ou pedido de informações, as cartas dirigidas à Redação eram a única forma de termos o que hoje responde pelo pomposo feedback, que é como que diz “o que o nosso público pensa de nós”.

A antiga escrita à mão traz uma pequena dificuldade. Por exemplo: o ódio é mais difícil de exprimir. Desenhar à mão as letrinhas todas para chamar filho desta e daquela, mais mandar-nos para o membro sexual masculino ou para a vagina da nossa progenitora, é coisa que pede algum tempo e paciência, e fica assim como que um espaço vazio entre a raiva que se sente e o que realmente passou para o papel.

Por isso o maravilhoso computador, ou o ainda mais deslizante teclado pequenito do telemóvel se tornaram a arma mais eficiente do ódio. Toda uma sociedade sabe hoje insultar e agredir com dedinhos rápidos. A precipitação tornou-se fácil e alimentou a irreflexão. Sabemos que parte do planeta acorda arrependida de uma mensagem que enviou às quatro da manhã. Com as cartas de antigamente havia tempo de voltar atrás e decidir não lamber o selo nem a enfiar na ranhura do correio.

E assim vamos, neste maravilhoso potencial de purga de frustrações. Eu não sou mais do que os outros e por isso também recebo o meu correio. Entre uma grande parte de lixo e asco, lá vem de vez em quando uma pergunta legítima. Esta semana destaco esta: ainda não percebi bem porque faz tanto paralelismo entre lógica de redes sociais e algum do jornalismo atual, quer explicar melhor? Quero, pelo menos quero tentar.

Aconteceu no início do mês, aquele autocarro que esmagou duas pessoas no Cacém. Liguei o televisor por volta da hora do almoço e toda a TV cavalgava a notícia o mais que podia. Poderia ser qualquer dos canais, como explicarei, mas no caso passava eu pela CNN e o jornalista falava em tom sério e grave, compenetrado, sobre imagens que eu, na altura, desconhecia.

Havia, pelos vistos, um vídeo de má qualidade do momento logo após a tragédia. Alguém que se pôs a filmar e apanhou fumo, confusão, pessoas a correr e sobretudo pessoas a gritar, o que dava bem a dimensão do choque que ali se gravava. Os gritos eram de quem se apercebia dos corpos das duas vítimas.

E agora o essencial, a espantosa impossível contradição que se instalou no jornalismo e parece ter criado raízes para nunca mais desaparecer. Repetir e repetir até à exaustão as imagens e sons mais horripilantes, desde que acompanhado de avisos de “conteúdo sensível”.

Depois, em cima disto, a cereja da suprema ironia. O jornalista entrevista uma psicóloga, a quem pergunta quais os factores mais terríveis para a cabeça das vítimas e familiares e população em geral na sequência de tragédias destas? Bom, para começar, tenta a psicóloga, as televisões deveriam travar o carrossel contínuo de imagens em repetição com os gritos aflitos. Isto poderia (deveria?) levar a TV a refletir naquele mesmo momento, e a parar o processo, já que a especialista convidada deu o conselho? Pois, sim, abelha. Se o parecer de um especialista da saúde mental choca com o interesse da competição jornalística, adivinhem quem perde e quem ganha essa contradição?

Aqui não há muitos anos, tive na SIC uma das mais acaloradas discussões entre colegas. Porque fizemos exatamente o mesmo com imagens terríveis de agressões entre alunas de uma escola. Repetição até à exaustão do fator potencialmente traumatizante.

E agora a resposta ao que me perguntou o leitor: o jornalismo não pode arrastar-se para uma lógica de rede social que busca cliques a todo o segundo quando está em causa a nossa responsabilidade social. Sim, a responsabilidade é a palavra a que qualquer medíocre manipulador de internet pode fugir, mas nós não. Não devemos, não podemos. Quanto mais a entregarmos, mais nos afundaremos num jogo para que nos querem arrastar, a fim de um dia nos esfregarem na cara que moralmente não somos melhores do que ninguém.

Rodrigo Guedes de Carvalho. É a responsabilidade, meu caro, Expresso23 julho 2026 

sábado, 18 de julho de 2026

O jornalismo devorado pela rede

 

#literaciadosmedia  #jornalismo  #redesSociais   #aLerMaiseMelhor 



Grande parte já se rendeu. Sacia instintos básicos. E não tem problema em comportar-se como mais um aziado das redes.

Tenho sentido uma transformação do jornalismo, a que, em momentos de maior desilusão e cansaço, chamo um lento suicídio. É a imagem que me vem de cada vez que se coloca a comparação com as redes sociais. E o problema é que tudo hoje se faz em comparação com as redes, ou por causa delas, ou em nome delas.

É sabido que o maior truque do diabo sempre foi convencer-nos de que não existe. Pois o maior truque do progresso é fazer-nos acreditar que é inevitável. Sendo aqui a palavra “progresso” uma caricatura de traço largo imperfeito. O futuro e as suas mil e uma matizes será muito diferente para cada um.

O jornalismo começou por abraçar o progresso quando ele era só uma mais rápida tipografia ou quando a televisão ganhou todas as cores. Mas nas últimas décadas começou a tremer com o significado de moderno. Exemplo maior: o jornalismo não soube nunca conviver no mesmo mundo das redes criadas pela internet. Faz-me sempre lembrar um indivíduo que está na plataforma onde não passa o comboio, mas, aflito de medo, não lhe ocorre outra ideia que não seja atirar-se para debaixo do comboio. Explicará depois que era inevitável, uma vez que o comboio vinha muito depressa e não havia como fugir-lhe. É também assim que os papás e as mamãs explicam embebedar os bebés com telemóveis e mil ecrãs de luz, cor, som e trampa assim que podem, para os manter “distraídos”, e porque é “inevitável, é o progresso”.

Um dos mais lamacentos terrenos em que o jornalismo se deixa confundir com as redes é o da doentia relação com a fama e a riqueza. As redes sociais destaparam há muito a frágil tampa de um mar de esgoto. Grande parte das publicações e comentários mostram, de forma óbvia e feia, que todos gostariam de ser muito ricos e muito famosos e que, caso não o consigam (o que acontece muito) então passarão a odiar de morte os muito ricos. Este mecanismo não é novo, muito pelo contrário, nasceu certamente com a primeira tribo da Humanidade, acontece que estava confinado aos seus pequenos locais.

O fascínio pelo rico, a que se segue de imediato a inveja forte, logo, o desejo de queda do rico, está explicado há muito em toda a boa literatura. É portanto natural que alimente as redes sociais, pródigas em servir de espelho ao que somos. Sendo que houve em tempos aqueles sentimentos que faziam parte do “inconfessável”. Isso já acabou. Agredir por teclado, à distância, no conforto e solidão de um esconderijo qualquer, transformou todos os cobardes em “sinceros e frontais”.

A minha enorme mágoa é ver quanto do jornalismo se deixa arrastar para as mesmas pocilgas. Alguns fazem-no a céu aberto, explicando que não devem explicações a ninguém e que se marimbam para códigos de conduta ou imperativos morais. Mas já se vão multiplicando os outros, os ditos mais sérios, que a cada pontapé na seriedade argumentam que tem de ser, porque o mercado “mudou”.

No universo do embevecimento bacoco e novo-rico com o dinheiro e cargos e posses e fama, falemos, de formas muito diferentes, das obras do ministro Luís Neves e das férias de Cristina Ferreira. O caso do ministro não é mais do que um clássico da investigação jornalística. Alguém encontrou possível marosca no comportamento de um homem que serve o Estado. Por bem mais do que um século o jornalismo contribuiu para a limpeza da sociedade com investigações que resultaram em denúncia proveitosa. Também cometeu muitos erros e arruinou reputações sem sustentação. Mas para o que hoje me importa, nem é vital sabermos em que terreno estamos, uma vez que este caso ainda vai no adro e não faço a mínima ideia como terminará.

O que me interessa é o foco jornalístico, que sempre foi muito simples. Porque tardaram tanto a aparecer as faturas que o ministro dizia que obviamente existiam? O problema não é a piscina. A piscina faz parte do pacote, mas não é o coração da ilicitude. Mas grande parte do jornalismo já só nada de volta da magna questão, uma vez que as redes sociais saltaram de imediato ao verem as imagens do “tanque de rega”.

O caso de Cristina Ferreira não lhe cabe em exclusivo, ou seja, não é de perto nem longe a única estrela que vai de férias para paraísos e nos exibe, em forma de diário, como está tudo a ser tão maravilhoso. Há sempre o pormenor, nestas estrelas, de escolherem os resorts mais caros do planeta porque foram em busca das “coisas simples da vida”, como provam as fotos na praia ao pôr-do-sol e “sem maquilhagem”. Isso é o que é, consome quem quer. Só é pena o comportamento de cínica hiena de certa comunicação social, que num dia nos convida ao clique para vermos as fotos angelicais, e no outro coloca no título que “Grande parte dos portugueses não ganha na vida toda o que esta senhora gastou só nestas férias”. Grande parte do jornalismo já se rendeu. Sacia instintos básicos. E não tem problema nenhum em comportar-se como mais um aziado que comenta nas redes.

Rodrigo Guedes de Carvalho. O jornalismo devorado pela rede. Expresso, 16 de julho de 2026

domingo, 3 de maio de 2026

Mensagem de A. Guterres para o dia mundial da imprensa

 

 


#diamundialdaliberdadedeimprens
#FreedomOfExpression #UNESCO #Journalism 


 



Mensagem do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, para o Dia Mundial da Imprensa:

"Costuma-se dizer que, na guerra, a verdade é a primeira vítima. Mas, com demasiada frequência, as primeiras vítimas são os jornalistas que arriscam tudo para relatar a verdade, não apenas na guerra, mas em todas as situações onde aqueles que detêm o poder receiam o escrutínio. 

Em todo o mundo, os profissionais da comunicação social enfrentam os riscos de censura, vigilância, assédio legal e até a morte. Os últimos anos registaram um aumento acentuado no número de jornalistas mortos, muitas vezes visados deliberadamente em zonas de guerra. Oitenta e cinco por cento de todos os crimes cometidos contra jornalistas não são investigados e ficam sem sentença: um nível de impunidade inaceitável. 

Pressões económicas, novas tecnologias e manipulação ativa estão também a colocar a liberdade de imprensa sob uma pressão sem precedentes. Quando o acesso a informação fidedigna acaba, a desconfiança ganha raiz. Quando o debate público é distorcido, a coesão social enfraquece. E quando o jornalismo é sabotado, as crises tornam-se mais difíceis de prevenir e de resolver. 

Toda a liberdade depende da liberdade de imprensa. Sem ela, não existem direitos humanos, nem desenvolvimento sustentável, nem paz. 

Neste Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, vamos proteger os direitos dos jornalistas e construir um mundo onde a verdade, e as pessoas que dizem a verdade, estejam em segurança."

 

Cartoon | Censurado

 

 

#diamundialdaliberdadedeimprens#FreedomOfExpression #UNESCO #Journalism  

 

 

Cartoon de Fahd Bahady, Síria

 

Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

 

  

#diamundialdaliberdadedeimprens#FreedomOfExpression #UNESCO #Journalism 




Shaping a Future of Peace” / "Moldando um futuro de paz" é mote do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa 2026, que se celebra a 3 de maio. 

"Ao promover o acesso a informações confiáveis, a responsabilização, o diálogo e a confiança, a liberdade de imprensa e o jornalismo independente são fundamentais para a paz, a recuperação económica, o desenvolvimento sustentável e os direitos humanos.


De acordo com o Relatório de Tendências Mundiais da UNESCO 2022-2025 , a liberdade de imprensa sofreu o seu declínio mais acentuado desde 2012. Esse declínio é comparável ao observado durante os períodos mais instáveis ​​do século XX – as duas guerras mundiais e a Guerra Fria.

A manipulação da informação, incluindo o uso de inteligência artificial por agentes maliciosos, está a minar a confiança e a segurança nacional. Ao mesmo tempo, os media independentes enfrentam uma crescente fragilidade económica.

A autocensura cresceu mais de 60%, impulsionada pelo medo de represálias, assédio online, intimidação judicial e pressão económica.

 



 

O Dia Mundial da Liberdade de Imprensa (DMLP) de 2026 oferece um momento crucial para reafirmar a liberdade de expressão e alinhar jornalistas, profissionais da tecnologia (incluindo inteligência artificial) e defensores dos direitos humanos em torno de maneiras práticas de fortalecer os ecossistemas de informação para o futuro."

Unesco

 

quinta-feira, 11 de julho de 2024

A Biblioteca em números | Literacia financeira

 

 


 

Neste ano letivo, 18 turmas (Ensino Básico, Secundário e Profissional), num total de 285 alunos, participaram em iniciativas promovidas / dinamizadas pela Biblioteca no âmbito da literacia financeira:

  • participação em sessões / palestras sobre literacia financeira orientadas por formadores do Banco de Portugal (Orçamento em tempo de inflação ; Prevenção da fraude - canais digitais)
  •  participação  na Semana da Formação Financeira (30 de outubro a 3 de novembro);
  • participação na Global Money Week 2024 - Protege o teu dinheiro, assegura o teu futuro (18 a 22 de março).

 

Para o próximo ano, a literacia financeira vai dar lugar a um projeto.

 

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SABIA QUE...

A literacia financeira vai ser lecionada enquanto disciplina em sete escolas que vão participar num projeto-piloto que será lançado no próximo ano letivo, anunciou o secretário de Estado Adjunto e da Educação esta quarta-feira (10 de julho).

"A literacia financeira já é obrigatória por via da educação para a cidadania. Existirá enquanto disciplina num projeto-piloto que vai ser lançado no próximo ano letivo", revelou Alexandre Homem Cristo, precisando que estarão envolvidas sete escolas.

Segundo o secretário de Estado, ouvido em audição regimental na Assembleia da República, o projeto, no âmbito do segundo Projeto-Piloto de Inovação Pedagógica que será apresentado em breve, incidirá sobre o ensino secundário.

"Vamos poder, através deste piloto, perceber o impacto e a reação que os alunos têm à disciplina. O que funcionar é para escalar", referiu Alexandre Homem Cristo, recordando que o tema já consta do currículo na disciplina de Cidadania e Desenvolvimento.

Durante a audição, na comissão parlamentar de Educação e Ciência, o secretário de Estado reconheceu a necessidade de melhorar o desempenho dos alunos ao nível da literacia financeira, confirmado pelos resultados divulgados recentemente pelo PISA 2022.

Nessa avaliação, os alunos portugueses obtiveram 494 pontos, numa escala de zero a 1.000, em linha com a média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), mas pioraram ligeiramente em relação à avaliação anterior, em 2018. Os resultados colocam Portugal em 9º lugar numa lista de 20 países.

O próprio ministro da Educação, Ciência e Inovação já tinha afirmado que é preciso melhorar os conhecimentos dos alunos sobre literacia financeira, considerando que "estar na média da OCDE é pouco" e reconhecendo a importância das escolas e professores neste processo.

Por ocasião da divulgação dos resultados, no final de junho, Fernando Alexandre lembrou que está a decorrer um "processo de revisão das aprendizagens" e, nesse sentido, "a literacia financeira será reforçada", até porque se os alunos "não estão tão mal" nas atitudes e comportamentos, o mesmo não se poderá dizer em relação aos conhecimentos, onde ainda existe "um enorme espaço para melhorar".

O estudo da OCDE revelou que os jovens portugueses têm menos contacto com produtos e atividades financeiras - apenas 38% tinham conta bancária (a média da OCDE é 63%) e apenas 27% tinham cartão de débito ou crédito (contra 62% da OCDE) -, mas destacam-se quando toca a comparar preços.
 
Agência LUSA

 

sábado, 24 de fevereiro de 2024

Revista de imprensa

 

 

Educação para os media | Leitura, escrita & oralidade

 

 
 
 
 


 

Revista de imprensa produzida e apresentada por Naíma e Rafaela, do 10º H, no âmbito do Workshop "Como fazer uma revista de imprensa".

Biblioteca. Dia 16 de fevereiro, das 10:20 às 12:10

 

domingo, 18 de fevereiro de 2024

Revista de Imprensa

 

 

Educação para os media | Leitura, escrita & oralidade

 


Revista de imprensa produzida e apresentada por Ana Clara e Núria, do 10º H, no âmbito do Workshop "Como fazer uma revista de imprensa", realizada no dia 16 de fevereiro, na Biblioteca.


 


 


Workshop | Como se faz uma revista de imprensa


 

Educação para os media | Leitura, escrita & oralidade


 





Workshop: "Como fazer uma revista de imprensa", com Margarida Almeida e Nuno Teixeira, mestrandos do Curso de Ciências da Comunicação da UTAD
 
Biblioteca. Dia 16 de fevereiro, das 10:20 às 12:10
 
Neste Workshop, os alunos do 10ºH, depois de terem aprendido a fazer uma revista de imprensa, assistindo, em direto, à apresentação da revista do dia, passaram à prática: em trabalho de pares, redigiram o texto a partir das capas de dois jornais generalistas e dois jornais desportivos, e procederam à respetiva leitura/apresentação, em suporte vídeo ou áudio.
 

sábado, 17 de fevereiro de 2024

Palestra: O jornalismo impresso e digital

 

 




 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na passada quinta-feira, os alunos do 10º H tiveram aula de Português na Biblioteca, com um convidado especial, Nuno Teixeira, ex-aluno da Camilo e mestrando do Curso de Ciências da Comunicação da UTAD, que veio à escola orientar uma palestra sobre jornalismo.

A atividade foi desenvolvida no âmbito do projeto da turma "A nossa voz!" - jornal produzido na plataforma TRUE, do jornal Público

 

domingo, 28 de maio de 2023

Expresso 50 anos | Mostra de E-Revistas

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Biblioteca da Escola Secundária Camilo Castelo Branco associa-se às comemorações dos 50 anos do Expresso com uma exposição bibliográfica constituída por revistas E do Semanário.

 

 

quarta-feira, 24 de maio de 2023

Ter ou não ter um assistente de Inteligência Artificial

 

 


"Nunca mais iremos a um 'site' de pesquisa, nunca mais iremos à Amazon": Bill Gates antecipa Inteligência Artificial arrasadora

 





Michael Cohen/Getty Images



Multimilionário Bill Gates antecipa um assistente de Inteligência Artificial capaz de entender as necessidades e hábitos de uma pessoa e que acabará com o uso da Internet como a conhecemos



O cofundador da Microsoft, Bill Gates, antevê o surgimento num futuro próximo de uma aplicação de Inteligência Artificial (IA) que mudará completamente o comportamento do utilizador e erradicará ferramentas atualmente populares, como motores de busca ou lojas 'online'.

Segundo o bilionário, este assistente de IA, que ainda não foi desenvolvido, será capaz de entender as necessidades e hábitos de uma pessoa e também acabará com o uso da Internet como a conhecemos.

Na luta pela liderança para criar a melhor ferramenta generativa baseada em IA estão gigantes da tecnologia como a Google, com o Bard, a Microsoft, com o Bing, bem como 'startups' como OpenAI com ChatGPT.

"Nunca mais iremos a um 'site' de pesquisa, nunca mais iremos a um site de produtividade ou à Amazon", destacou Bill Gates durante um evento da Goldman Sachs e SV Angel, em São Francisco, sobre a IA.

Por isso, "o mais importante é quem ganha um agente pessoal", acrescentou.

 Expresso, 23 de maio de 2023

 

50 anos de Expresso

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

Editado pela primeira vez em 6 de janeiro de 1973, o Expresso celebra em 2023 o seu 50º aniversário. Para assinalar meio século de vida, este podcast passa em revista a história do país e do mundo, segundo a lente do jornalismo. Guiado pelas vozes dos jornalistas do Expresso, conheça ano a ano o que de mais relevante aconteceu entre 1973 e 2023. Ao todo são 250 minutos de política, história, cultura e muitas curiosidades, publicados em episódios de 5 minutos. Celebre connosco os 50 anos do maior jornal português!

 

 

segunda-feira, 25 de julho de 2022

Cliques+likes+scroll=23 dias

 








CADA PORTUGUÊS TEM EM MÉDIA SEIS REDES SOCIAIS ONDE GASTA DUAS HORAS E MEIA POR DIA. COM MAIS DE METADE DA POPULAÇÃO ONLINE, OS RISCOS NÃO SÃO SÓ PARA OS JOVENS


TEXTO CLÁUDIA MONARCA ALMEIDA INFOGRAFIA JAIME FIGUEIREDO ILUSTRAÇÃO CRISTIANO SALGADO

R

esponder a mensagens do WhatsApp. Aceitar um pedido de amizade no Facebook. Fazer uma publicação no Instagram, um retweet no Twitter, scroll no TikTok. Antes de se sentar para ler esta revista, o mais provável é que já tenha feito pelo menos uma destas atividades hoje. E não está sozinho.

Em Portugal, 63% da população utilizam redes sociais (um pouco mais do que a média europeia que fica nos 57%). Cada um destes portugueses tem, de acordo com a edição de 2021 do estudo “Os Portugueses e as Redes Sociais” da Marktest, cerca de seis contas em diferentes plataformas que, na maioria dos casos, visita várias vezes ao longo do dia, pelo menos uma das quais para partilhar conteúdo.

Feitas as contas a todos estes minutos (uns gastos em “vistas de olhos” rápidas, outros em “horas perdidas” de scroll semiconsciente pelos feeds infinitos de publicações), a Data Reportal concluiu que os portugueses dedicam todos os dias uma média de 2h30 às redes sociais. No final de um ano são 32.850 minutos (quase 23 dias!) em likes, partilhas, pedidos de amizade, imagens e textos.

Entre as redes sociais mais populares estão atualmente o WhatsApp (usada por 89% dos utilizadores de internet em Portugal), o Facebook (que, segundo a Marktest, é atualmente a rede social com maior taxa de abandono por parte dos utilizadores) e o Instagram (consolidando o top 3 nacional com plataformas que pertencem todas ao mesmo grupo, a Meta).

Depois do número de utilizadores do TikTok ter disparado durante a pandemia (ganhando um milhão de novos utilizadores portugueses só em 2020), a Marktest indica que as redes que mais cresceram em 2021 foram o Twitch (serviço de streaming de vídeo ao vivo muito utilizado pelos adeptos dos videojogos) e Telegram (serviço de mensagens instantâneas baseado na cloud).

Sem grandes diferenças entre homens e mulheres, os dados da Eurostat revelam contudo uma profunda clivagem geracional. Enquanto 96% dos jovens (16-24 anos) participam nas redes sociais, este só é o caso para apenas 23% dos mais velhos (65-74 anos). As diferenças geracionais são também notórias no número de contas (têm em média nove) e nas redes favoritas.

DADOS DA EUROSTAT REVELAM UMA PROFUNDA CLIVAGEM GERACIONAL. ENQUANTO 96% DOS JOVENS (16-24 ANOS) PARTICIPAM NAS REDES SOCIAIS, ESTE SÓ É O CASO PARA APENAS 23% DOS MAIS VELHOS (65-74 ANOS)

“Os utilizadores do Facebook tendem a ser mais velhos do que, por exemplo, os utilizadores da rede de partilha de vídeo TikTok: 64% dos utilizadores do Facebook em Portugal têm acima de 45 anos sendo que 53% dos portugueses que usam o TikTok têm menos de 44”, concluiu o relatório anual do Reuters Institute for the Study of Journalism. Estes dados sugerem “que está em curso uma lenta, mas consistente reconfiguração do mercado”.

Contudo, “os adultos têm de se consciencializar que tal como as crianças e jovens podem ficar dependentes das plataformas digitais”, sublinha Nelson Carvalho, diretor da Unidade Operacional de Intervenção em Comportamentos Aditivos e Dependências, da Madeira.

“A utilização problemática da internet é um problema a levar a sério. Na minha opinião, não vai demorar muito tempo até ter mais impacto social do que o consumo das drogas. Cada vez mais há procura em consultas de psicologia e psiquiatria de crianças, jovens e adultos devido a estes problemas”, acrescenta.

Por enquanto, esta ainda não faz parte do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Americana de Psiquiatria, embora para o psicólogo clínico seja uma questão de tempo. “Temos verificado que há um comportamento aditivo e uma tendência para dependência, porque de facto, com a internet, as pessoas, tal como com uma substância, têm necessidade de ficar mais tempo.”

Assim, defende ser “fundamental haver, da parte das entidades que trabalham nestas áreas, uma literacia cada vez maior e uma consciencialização dos perigos da internet e das redes sociais. Evitar as suas atividades normais sociais para ficar online”, sofrer alterações no padrão de sono, perder rendimento laboral ou escolar e, no caso das crianças e jovens, ter comportamentos agressivos quando lhes é retirado o dispositivo são alguns dos sinais de alerta a que se deve estar atento.

Contudo, salvaguarda Nelson Carvalho, “não podemos diabolizar a internet nem as redes sociais. O importante é as pessoas perceberem que o mundo virtual não é mais que um alargamento do mundo real, com as mesmas regras. É como tudo. Tem de haver bom senso, conta, peso e medida”.




Fisga - Quem sabe tudo é porque anda mal informado, Expresso Semanário#2594, de 15 de julho de 2022

quinta-feira, 16 de junho de 2022

Marta e Rita vencem o 'Jornalistas em Rede - Entrevista'













Este ano letivo, o Público na Escola, em parceria com a Rede de Bibliotecas Escolares, lançou o projeto Jornalistas em Rede, propondo aos alunos do 9º ao 12º ano a produção de uma reportagem e / ou de uma entrevista. 

Os alunos da Camilo do 11º F responderam ao repto e participaram na modalidade "Entrevista", realizada no âmbito da disciplina de Português.

A Rede de Bibliotecas Escolares divulgou hoje o prémio (nacional) atribuído às alunas Marta Gonçalves e Rita Abreu, tendo reproduzido a entrevista na sua plataforma. 




O prémio atribuído à melhor entrevista é a publicação da mesma nas plataformas digitais e redes sociais do PÚBLICO na Escola e da RBE e um voucher, por aluno, no valor de 150 euros para a aquisição de livros/ equipamentos. Será, também, oferecida a assinatura digital anual do PÚBLICO ou uma coleção de livros à biblioteca da escola.

Parabéns às vencedoras!



domingo, 22 de maio de 2022

A crónica de jornal










A crónica é como que a conversa íntima, indolente, desleixada, do jornal com os que o leem: conta mil coisas, sem sistema, sem nexo, espalha-se livremente pela natureza, pela vida, pela literatura, pela cidade; fala das festas, dos bailes, dos teatros, dos enfeites, fala em tudo baixinho, como quando se faz um serão ao braseiro, ou como no Verão, no campo, quando o ar está triste. Ela sabe anedotas, segredos, histórias de amor, crimes terríveis; espreita, porque não lhe fica mal espreitar. Olha para tudo, umas vezes melancolicamente, como faz a Lua, outras vezes alegre e robustamente, como faz o Sol; a crónica tem uma doidice jovial, tem um estouvamento delicioso: confunde tudo, tristezas e facécias, enterros e atores ambulantes, um poema moderno e o pé da imperatriz da China; ela conta tudo o que pode interessar pelo espírito, pela beleza, pela mocidade; ela não tem opiniões, não sabe do resto do jornal; está nas suas colunas contando, rindo, pairando; não tem a voz grossa da política, nem a voz indolente do poeta, nem a voz doutoral do crítico; tem uma pequena voz serena, leve e clara, com que conta aos seus amigos tudo o que andou ouvindo, perguntando, esmiuçando.

A crónica é como estes rapazes que não têm morada sua e que vivem no quarto dos amigos, que entram com um cheiro de Primavera, alegres, folgazões, dançando, que nos abraçam, que nos empurram, que nos falam de tudo, que se apropriam do nosso papel, do nosso colarinho, da nossa navalha de barba, que nos maçam, que nos fatigam… e que, quando se vão embora, nos deixam cheios de saudades.

Eça de Queirós


O jornal é o fole incansável que assopra a vaidade humana

 
















Pelo jornal, e pela reportagem que será a sua função e a sua força, tu desenvolverás, no teu tempo e na tua terra, todos os males da Vaidade! […] Como a reportagem hoje se exerce, menos sobre os que influem nos negócios do Mundo, ou nas direções do pensamento, do que, como diz a Bíblia, sobre toda a «sorte e condições de gente vã», desde os jóqueis até aos assassinos, a sua indiscriminada publicidade concorre pouco para a documentação da história, e muito, prodigiosamente, escandalosamente, para a propagação das vaidades! 

O jornal é com efeito o fole incansável que assopra a vaidade humana, lhe irrita e lhe espalha a chama. De todos os tempos é ela, a vaidade do homem! Já sobre ela gemeu o gemebundo Salomão, e por ela se perdeu Alcibíades, talvez o maior dos Gregos. Incontestavelmente, porém, meu Bento, nunca a vaidade foi, como no nosso danado século XIX, o motor ofegante do pensamento e da conduta.

Nestes estados de civilização, ruidosos e ocos, tudo deriva da vaidade, tudo tende à vaidade. E a forma nova da vaidade para o civilizado consiste em ter o seu rico nome impresso no jornal, a sua rica pessoa comentada no jornal! Vir no jornal! eis hoje a impaciente aspiração e a recompensa suprema! Nos regimes aristocráticos o esforço era obter, senão já o favor, ao menos o sorriso do Príncipe. Nas nossas democracias a ânsia da maioria dos mortais é alcançar em sete linhas o louvor do jornal. Para se conquistarem essas sete linhas benditas, os homens praticam todas as ações—mesmo as boas.

Eça de Queirós

sábado, 7 de maio de 2022

É notícia: O crime e o ADN nas notícias

 


Decorreu ontem, dia 6 de maio, na Biblioteca, a palesta 'O crime e o ADN nas notícias', com o Professor Filipe Santos, do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.

Estiveram presentes os alunos do 11º A e do 11º F, acompanhados das respetivas professoras de Biologia, Dra. Domingas Alhais e Dra. Mª do Céu Freitas.







quarta-feira, 4 de maio de 2022

Seminário | O tratamento de ciência pelos media e pelos jornalistas

 



Terá lugar, amanhã, dia 5 de maio, pelas 17h00, via Zoom, o seminário “O tratamento de ciência pelos média e pelos jornalistas”.

Os convidados desta sessão são José Vítor Malheiros, ex-jornalista e consultor de Comunicação de Ciência, e Tiago Ramalho, jornalista de Ciência no jornal Público.

Este evento científico é uma parceria entre o Seminário Permanente de Ciência com e para a Sociedade e o Seminário MILObs, do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho.