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Neste novo ciclo, a ação das bibliotecas escolares organiza-se em torno de um compromisso comum: construir, em cada agrupamento/escola não agrupada, um programa integrado de leitura e literacias, articulado com o currículo, assumido por toda a comunidade educativa e desenvolvido desde a educação pré-escolar ao longo de toda a escolaridade.
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O documento Bibliotecas Escolares - Prioridades 2026-2027, da RBE, destaca:
👉UM COMPROMISSO CENTRAL - Construir um programa integrado de leitura e de literacias em cada agrupamento/escola não agrupada:
As bibliotecas escolares são chamadas a colaborar ativamente com os órgãos e as estruturas pedagógicas do agrupamento/escola não agrupada na conceção, coordenação e dinamização desse programa, promovendo a articulação entre escolas níveis e ciclos de ensino, apoiando o trabalho pedagógico e mobilizando recursos e parceiros.
👉UM PRINCÍPIO TRANSVERSAL - Uma ação centrada nas pessoas:
A ação das bibliotecas escolares deve ter como centro cada criança e cada jovem, reconhecendo os seus direitos, necessidades, experiências e possibilidades de desenvolvimento.
As bibliotecas escolares devem garantir que todos se sintam acolhidos, reconhecidos e capazes de participar, independentemente das suas circunstâncias ou da resposta existente na escola que frequentam.
Os alunos devem ser envolvidos não apenas como destinatários, mas como participantes ativos, com oportunidades para exprimirem as suas perspetivas e contribuírem para as decisões, os projetos e a vida da biblioteca.
Num contexto de crescente mediação tecnológica, importa ainda assegurar que a tecnologia, designadamente a inteligência artificial, permanece ao serviço das pessoas e do bem comum, preservando a autonomia, o pensamento crítico, a criatividade, a responsabilidade, as relações humanas e a dignidade de cada pessoa
👉DUAS ÁREAS FUNDAMENTAIS DE INTERVENÇÃO:
A leitura constitui uma competência matricial, indispensável à aprendizagem, à construção do conhecimento, à fruição cultural e à participação na vida coletiva. Neste processo, o domínio do texto verbal, nas suas formas escrita e oral, ocupa um lugar central, enquanto base da compreensão, da elaboração do pensamento e da comunicação.
Num contexto marcado pela aceleração, pela fragmentação da atenção e pela multiplicação de estímulos, suportes e linguagens, importa garantir tempos, espaços e experiências que favoreçam a leitura regular, continuada e profunda.
As bibliotecas escolares devem contribuir para a formação de leitores autónomos, críticos e envolvidos, promovendo o contacto com textos e obras diversificados, adequados aos diferentes níveis de desenvolvimento, interesses, experiências e necessidades dos alunos.
A leitura deve ser trabalhada em articulação com a escrita e a oralidade, enquanto competências interdependentes de compreensão, expressão, criação e comunicação. Sem desvalorizar a leitura de textos multimodais, importa assegurar uma atenção continuada ao texto verbal e às competências linguísticas e cognitivas necessárias à sua compreensão profunda.
Esta intervenção deve iniciar-se na educação pré-escolar, consolidar-se no 1.º ciclo e desenvolver-se progressivamente ao longo de todo o percurso escolar, atravessando as diferentes áreas disciplinares.
2. Literacia informacional e mediática
A crescente complexidade do ecossistema informacional e mediático exige que os alunos saibam procurar, selecionar, avaliar, interpretar, produzir e comunicar informação de forma crítica, ética e responsável.
A abundância de conteúdos, a desinformação, a ação dos algoritmos, a produção automatizada, a inteligência artificial e a transformação das práticas comunicacionais tornam indispensável uma intervenção educativa sistemática e continuada.
As bibliotecas escolares devem contribuir para que os alunos compreendam o modo como a informação e os media são produzidos, organizados, distribuídos e utilizados, reconheçam interesses, perspetivas e mecanismos de influência e tomem decisões fundamentadas.
Esta área deve ser desenvolvida em contextos curriculares significativos, através de processos de pesquisa, resolução de problemas, criação e comunicação, nos quais os alunos assumam um papel ativo. A intervenção deve ser sistemática e não se limitar a ações avulsas ou ao domínio instrumental das tecnologias.
👉TRÊS PILARES DA AÇÃO:
Nas escolas não agrupadas, a biblioteca deve articular-se com a direção e as estruturas pedagógicas, garantindo que a sua ação abrange todos os alunos e é assumido como responsabilidade comum.
[...]
Cada resposta deve, por isso, integrar-se numa rede comum e não funcionar como uma unidade isolada.
Integração curricular
A participação das bibliotecas escolares no desenvolvimento do currículo deve traduzir-se numa intervenção planeada, regular e progressiva, articulada com as aprendizagens essenciais, os projetos curriculares e as prioridades educativas do agrupamento.
Importa, assim, colaborar na conceção, concretização e avaliação de programas e sequências de aprendizagem que integrem a leitura e as literacias em situações curriculares.
Deste modo, a biblioteca deve continuar a afirmar-se como parceira pedagógica, contribuindo com curadoria, recursos, conhecimento especializado, metodologias e ambientes de aprendizagem diversificados.
Infraestrutura e qualidade dos serviços
A concretização de um programa integrado de leitura e literacias exige bibliotecas capazes de responder às necessidades educativas, culturais e sociais das comunidades.
Para além do espaço físico, a infraestrutura da biblioteca integra coleções, tecnologias, equipamentos, ambientes digitais e serviços presenciais e em linha, que devem ser acessíveis, flexíveis, inclusivos, atualizados e adequados às diferentes formas de ler, aprender, pesquisar, criar, comunicar e colaborar, acompanhando as mudanças pedagógicas e tecnológicas.
Fonte: RBE
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