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PISA 2025 apaga 20 anos de progresso dos alunos portugueses
A OCDE divulgou hoje os resultados do PISA 2025, a maior avaliação internacional à literacia de leitura, ciências e matemática dos estudantes de 15 anos. Os dados mostram que os alunos portugueses pioraram a sua pontuação nos três domínios avaliados: em leitura, a pontuação foi de 462 (vs. 477 em 2022); em matemática foi de 460 (vs. 472 em 2022); e em ciências foi de 482 (vs. 484 em 2022). Estes resultados são também piores em comparação com os primeiros testes PISA em que Portugal participou, em 2000 (em leitura) e 2006 (nas outras duas disciplinas).
«O resultado mais preocupante é talvez o da leitura. Os alunos portugueses perdem 15 pontos em apenas três anos. É uma queda muito expressiva e que não pode ser explicada simplesmente pelo choque da pandemia, porque ocorre depois de 2022», explica João Marôco, autor do ED_ON e especialista em estatísticas da educação.
Igualmente preocupante é «a tendência de longo prazo: desde 2015, Portugal perdeu 36 pontos em leitura — passando de 498 para 462. Em 2025, estamos inclusivamente 10 pontos abaixo do resultado de 2006 (472). Ou seja, neste campo, estamos perante uma regressão que nos deixa abaixo de um nível alcançado há quase duas décadas», refere João Marôco.
O especialista indica ainda que «há aqui um paradoxo importante: Portugal continua praticamente alinhado com a média da OCDE — 462 contra 463 pontos —, mas isso não significa que o nosso sistema esteja bem. Significa que a média internacional também caiu e que Portugal perdeu uma parte substancial dos progressos que tinha conseguido. A pergunta que estes resultados deixam não é apenas “como estamos relativamente aos outros?”, mas “porque estamos a perder competências que os nossos alunos já tinham adquirido?” Essa tendência de deterioração, sobretudo na leitura, é preocupante».
De 2000 até 2015, os resultados globais de Portugal no PISA tinham-se mantido estáveis ou melhorado quando comparados com as edições anteriores. Em 2018 assistiu-se a uma queda do desempenho dos alunos portugueses, que se acentuou em 2022 e atingiu mínimos históricos em 2025.
O mais importante nos resultados de 2025 não é, por isso, uma queda pontual, mas o facto de estarmos «perante uma tendência continuada de deterioração do desempenho, particularmente evidente na matemática e na leitura. E isto é relevante porque não estamos a comparar apenas Portugal com outros países: comparamos Portugal consigo próprio e com o que já tinha conseguido alcançar. A queda de 2025 ocorre num contexto em que o próprio desempenho médio da OCDE também diminuiu, e Portugal está alinhado com a média da OCDE. Mas a questão relevante é que Portugal perdeu competências nos últimos anos depois de ter passado quase duas décadas a conquistá-las. Esta inversão da trajetória, mais do que a posição no ranking da OCDE, deve preocupar-nos», conclui João Marôco.
«O resultado mais preocupante é talvez o da leitura. Os alunos portugueses perdem 15 pontos em apenas três anos. É uma queda muito expressiva e que não pode ser explicada simplesmente pelo choque da pandemia, porque ocorre depois de 2022», explica João Marôco, autor do ED_ON e especialista em estatísticas da educação.
Igualmente preocupante é «a tendência de longo prazo: desde 2015, Portugal perdeu 36 pontos em leitura — passando de 498 para 462. Em 2025, estamos inclusivamente 10 pontos abaixo do resultado de 2006 (472). Ou seja, neste campo, estamos perante uma regressão que nos deixa abaixo de um nível alcançado há quase duas décadas», refere João Marôco.
O especialista indica ainda que «há aqui um paradoxo importante: Portugal continua praticamente alinhado com a média da OCDE — 462 contra 463 pontos —, mas isso não significa que o nosso sistema esteja bem. Significa que a média internacional também caiu e que Portugal perdeu uma parte substancial dos progressos que tinha conseguido. A pergunta que estes resultados deixam não é apenas “como estamos relativamente aos outros?”, mas “porque estamos a perder competências que os nossos alunos já tinham adquirido?” Essa tendência de deterioração, sobretudo na leitura, é preocupante».
De 2000 até 2015, os resultados globais de Portugal no PISA tinham-se mantido estáveis ou melhorado quando comparados com as edições anteriores. Em 2018 assistiu-se a uma queda do desempenho dos alunos portugueses, que se acentuou em 2022 e atingiu mínimos históricos em 2025.
O mais importante nos resultados de 2025 não é, por isso, uma queda pontual, mas o facto de estarmos «perante uma tendência continuada de deterioração do desempenho, particularmente evidente na matemática e na leitura. E isto é relevante porque não estamos a comparar apenas Portugal com outros países: comparamos Portugal consigo próprio e com o que já tinha conseguido alcançar. A queda de 2025 ocorre num contexto em que o próprio desempenho médio da OCDE também diminuiu, e Portugal está alinhado com a média da OCDE. Mas a questão relevante é que Portugal perdeu competências nos últimos anos depois de ter passado quase duas décadas a conquistá-las. Esta inversão da trajetória, mais do que a posição no ranking da OCDE, deve preocupar-nos», conclui João Marôco.
O PISA é um estudo por amostragem de larga escala, sendo os alunos selecionados de forma a representar devidamente a população escolar de 15 anos de cada país participante. A edição de 2025 contou com a participação de mais de 760 mil alunos de 91 países e economias de todo o mundo. Em Portugal participaram 6945 alunos de 225 escolas selecionadas aleatoriamente em todo o território nacional.
Teresa e Alexandre Soares dos Santos. Newsletter Iniciativa Educação, de 8 de setembro de 2026
OECD (2026), PISA 2025 Results (Volume I): Future-Ready Students, PISA, OECD Publishing, Paris, https://doi.org/10.1787/73451bc5-en
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