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sábado, 25 de julho de 2026

Capa de honras - um símbolo de Trás-os-Montes

 


Leopoldina Nobre, ou Lili, como é conhecida em Miranda do Douro, trabalha com a irmã, Sandra Nobre, e a mãe, Maria Suzana de Castro. Juntas são das poucas artesãs deste ofício, fazendo os trajes dos pauliteiros e pauliteiras, assim como a capa de honras. O traje, já usado pelo Papa Francisco, é um dos símbolos da região do nordeste transmontano, sendo utilizado apenas em ocasiões especiais. Atualmente, para além desta família, apenas mais uma mulher produz este tipo de artesanato.

A capa de honras foi, em tempos, uma representação de estatuto social. O clima da região, com grandes amplitudes térmicas, levou a que os pastores criassem uma peça de vestuário que os protegesse dos invernos longos e frios. Com “nove meses de inverno e três de inferno”, dizia-se, os populares de Miranda do Douro criaram trajes extraídos de materiais naturais que os animais produziam. Os pastores tosquiavam os animais e retiravam o lixo que a lã destes podia ter apanhado no campo. Depois de lavada com água quente, pintava-se a lã com recursos naturais. “A cebola e a sua casca dava laranja, se não me engano”, relembra Alice Martins, de 57 anos, funcionária da Casa da Cultura Mirandesa (CCM), que recorda os tempos em que a lã era tratada de forma totalmente artesanal. O pardo, conhecido como burel em outras regiões do país, era trabalhado pelas mulheres nos teares da região.
 
Esta peça de vestuário, à base de lã, passa por um conjunto de processos de transformação antes de ser possível trabalhá-la. O tecido, agora produzido industrialmente, é cortado em motivos geométricos para produzir os recortes decorativos. “É no cabeção, na ponta do capuz e na honra que os elementos decorativos são mais elaborados, com recurso ao mesmo tipo de bordado aplicado a dois panos, com reservas abertas à tesoura e pespontado, pendendo também franjas largas”, segundo a completa explicação disponível no Museu da Terra de Miranda. Os recortes, que requerem precisão, são “bem fáceis”, para Leopoldina. “É o hábito, é o meu trabalho. Nada é difícil porque todo o nosso trabalho é feito com gosto. Independentemente se é um casaco, uma capa, uma carteira ou uma almofada”, acrescenta.

Além de Leopoldina Nobre, há poucas artesãs a criar a capa de honras: ​Maria Suzana de Castro e Sandra Nobre são duas delas, e as três trabalham juntas. A real origem da capa, em absoluto, é desconhecida, mas admite-se que tenha sido criada na Idade Média, devido às semelhanças com a capa de asperges eclesiástica e os motivos decorativos — e, inclusive, com o tradicional capote dos Açores. “Nos anos 70-80, deixou-se de usar a nossa cultura. Era uma vergonha sermos do Planalto Mirandês. As pessoas emigraram muito porque a pobreza, digamos, era um bocadinho grande. A minha mãe sempre foi costureira e começou a trabalhar nesta matéria-prima. Numa brincadeira para a escola, fez-nos uma mochila, casacos e uma saia. As pessoas começaram a ver o que fazíamos e gostaram do nosso trabalho”, conta Leopoldina, de 48 anos.
 
 

Homens com a capa de honras


Devido à crescente escassez de ovelhas na região, como conta Alice Martins, da CCM, a maioria dos tecidos utilizados são hoje produzidos industrialmente. Mas Leopoldina vê os aspetos positivos nisso: “A matéria-prima industrializada fica muito mais normal, mais maleável. É 100% de lã, mas não fica rígido”, conta. Apesar de ser uma arte mirandesa, a desertificação do interior e a dificuldade em encontrar lã mirandesa, obrigaram as artesãs a importar o burel da Serra da Estrela. Para além deste, as artesãs utilizam também o surrobeco, que “é a mesma matéria-prima, mas é relativamente mais fino. Costuma-se fazer saias e camisas”, explica a mestre deste ofício.

Tradição e mudança

Leopoldina confessa que não é apologista da mudança, mas acredita que há certos aspetos ligados à cultura e à arte mirandesa que deviam avançar. Dá como exemplo a língua mirandesa, que estava a desaparecer até ser integrada no currículo escolar. Compreende que esta medida foi essencial para não se perder a tradição, mas não concorda em alterar a forma como a cultura é feita.
 
 
 

A capa, uma tradição transmontana


Em 2017, Palmira Falcão, uma artesã de 70 anos e também natural de Sendim, foi desafiada a produzir a primeira capa para as mulheres: “Fiz o modelo e toda a gente gostou. A presidente da Câmara [de Miranda] anda sempre com ela”, recorda ao Expresso, orgulhosa. No entanto, o tema divide opiniões. Apesar de pouco mudar na estrutura da capa, Leopoldina recusa-se a chamar-lhe capa de honras: “A capa de honras é só de homem. Podemos fazer para as mulheres, se alguém pedir, mas não se vai chamar capa de honras, para mim não”. Palmira, que se dedica a este ofício há 30 anos, discorda abertamente: “Antigamente as mulheres também não usavam calças, agora usam. Uma mulher é tão honrada como um homem”.

Apesar das divergências, Palmira acredita que há espaço nesta arte para as diferentes visões. Atualmente, a artesã dá formações a iniciantes em Miranda do Douro, focando-se em transmitir este legado para que a cultura não morra: “O que eu queria era que toda a gente aprendesse. [Este traje] representa todos os portugueses, toda a gente que o queira usar”, afirma.

Além desta peça simbólica, Leopoldina, que faz a maioria dos trajes dos pauliteiros e pauliteiras da região, lembra que já se recusou a fazer trajes porque lhe pediram algo diferente. “Porque é que se vai mudar os trajes dos pauliteiros se toda a vida foram aqueles?”, questiona.

As artesãs demoram cerca de 15 dias a terminar uma capa de honras, cujo preço pode variar entre €1200 e €1500

A artesã de Miranda já trabalhou com o designer francês Christian Louboutin, criando uma carteira, a Portugaba, para uma das suas coleções, que chegou a custar €1659. A artesã e a sua família têm conhecimento de que há quem tente copiar a arte para a vender por milhares de euros. É também por isso que não vende online. “Artesanato a nível nacional ou mundial não se pode comprar online, tem de se ver, de se apaixonar e amar à primeira.” Exemplifica com uma situação relacionada com um modista americano que vendia peças inspiradas no ofício a 15.000 euros, mas não se assusta com isso, nem com cadeias de fast fashion: “Não interessa o que custa. O meu cliente sabe que não vai encontrar isso em mais lado nenhum”, afirma Leopoldina.

Tem uma loja em Miranda do Douro há cerca de 26 anos, mas antes já tinha uma em Sendim, uma freguesia do concelho, que está aberta há cerca de 35 anos. Participa em muitas feiras internacionais e nacionais de artesanato, mas são os portugueses quem mais compram as suas peças: “As pessoas admiram e compram, e não encontram isto em mais nenhum lado. É como um pintor, tens aquela identidade. Consegue-se diferenciar completamente o nosso trabalho em qualquer sítio”, acrescenta.

A capa de honras, que pode custar entre €1200 e €1500, é a peça mais demorada e trabalhada que fazem. Entre as três, demoram cerca de 15 dias a acabar uma capa. No entanto, o tempo compensa para ver a reação do cliente: “Para mim é uma honra dar uma capa de honras ao Papa e ao Presidente da República. O próprio Papa Francisco mandar uma grande carta de agradecimento, com o meu nome, o da minha mãe, entregue pelo senhor Bispo. Isso é o que interessa e dá gosto ao nosso trabalho, seja para mim ou outra pessoa”, afirma. Confessa que mais do que gostar do seu trabalho, gosta de fazer parte da mudança de mentalidade relacionada com a região. “Somos muito ricos, mais do que qualquer concelho. Ninguém tem um folclore tão rico como o nosso em relação a trabalhos.” Tem prazer em dar uma nova vida a objetos antigos. Conta que, há uns tempos, uma senhora lhe trouxe um saco de trigo e transformou-o numa manta. É este “renascer”, como lhe chama, que lhe traz satisfação.
 

Tudo sobre a capa
 
 


 
 
O que é?

De acordo com o Museu da Terra de Miranda, uma capa de honras “apresenta uma forma base em semicírculo, aplicando-se nesta uma sobrecapa curta (até aos cotovelos) e um capuz. A abertura da capa é guarnecida frontalmente com uma aplicação bordada a dois panos (originalmente um burel de lã), recortado e pespontado (técnica do picado), geralmente recorrendo a motivos padronizados de origem geométrica, fitomórfica, ou em ‘corações’”.

Quanto custa?

Uma capa de honra tradicional, em burel e adornada com bordados, poderá custar entre mil e 1200 euros.

Como nasceu?

As origens da capa de honras mirandesa perdem-se no tempo. Ainda assim, e de acordo com o Museu da Terra de Miranda, é provável que o seu surgimento remonte à Idade Média, “atendendo à grande proximidade desta peça de vestuário com a capa de asperges eclesiástica e aos motivos artísticos recorrentes”.
 
Margarida Nogueira. "O que é uma capa de honras: mais do que uma peça de roupa, um símbolo de Trás-os-Montes", Expresso, 23 de julho de 2026. 

sábado, 20 de dezembro de 2025

Feliz Natal!

 

 

 


 

A equipa de coordenação da Biblioteca deseja Boas Festas a toda a Comunidade Escolar e Felizes Encontros de Leitura

 

🎄🎄🎄 

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Postais de Natal

 

 

 


      

 

Está patente no átrio da escola uma exposição de postais ilustrados de Natal elaborados pelos alunos na aula de Francês.

 

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Aprender a língua, viver as tradições

 

 

 



Os alunos de Português Língua de Acolhimento (PLA) comemoraram o Dia de São Martinho com criatividade e dedicação: dramatizaram a lenda de São Martinho, declamaram um poema e entoaram uma canção alusiva ao dia, envolvendo todos num momento cultural muito especial.

Mais do que uma simples comemoração, esta iniciativa destacou o empenho e a alegria dos participantes, revelando o prazer que sentem em aprender a língua portuguesa e em conhecer as tradições do nosso país.

No final, todos se reuniram para saborear as tradicionais castanhas assadas, num ambiente de convívio e partilha, marcado pelo gosto em descobrir a riqueza cultural que nos une.

 

terça-feira, 11 de novembro de 2025

No São Martinho há alegria

 

 #SaoMartinho

 

 

Hoje,  dia de São Martinho, houve castanhas assadas na Biblioteca.


No São Martinho, há alegria,
Castanhas quentes a estalar,
Na biblioteca mora a magia,
Dos livros que nos fazem sonhar. 

 

segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

sábado, 28 de dezembro de 2024

Lenda da Gruta de Camões

 

 

Gravura do mirante da Gruta de Camões, de Thomas Allom, 1843 (origem: 
grupo Fotos Antigas de Macau II no Facebook, postagem de Luís Dias)

 
O poeta Luís de Camões vivia em Macau numa espécie de desterro, provocado por invejas e inimizades em Portugal. As intrigas obrigaram-no também a deixar aquela terra, tendo embarcado como prisioneiro na famosa Nau de Prata, nos finais de 1557. Luís de Camões despediu-se da famosa gruta de Patane, em Macau, que tinha escutado o eco dos seus sonhos e do seu desespero, e apresentou-se ao capitão da Nau de Prata. Interrogado sobre o papel enrolado que levava na mão, Camões respondeu que era toda a sua fortuna e que talvez fosse aquela a sua herança para todos os Portugueses. Tratava-se da epopeia Os Lusíadas que contava a história do seu povo e que, segundo a lenda, terá sido escrita naquela gruta. Escritos com toda a alma e toda a saudade de português, injustamente privado da pátria, aqueles versos eram o maior de todos os seus tesouros e os únicos companheiros do seu infortúnio.
Da amurada da nau, estava Camões a despedir-se da gruta, quando ouviu uma voz de mulher que o interrogava sobre a sua tristeza. Era uma nativa de Patane, que o conhecia, e em quem ele nunca tinha reparado, apesar da sua extrema beleza. Tin-Nam-Men era o nome da nativa que, na sua língua, significava Porta da Terra do Sul – a Porta do Paraíso. Tin-Nam-Men tinha observado Camões, durante muito tempo, sem nunca se atrever a falar-lhe até àquele dia. Perdidamente apaixonada por Camões, tinha-o seguido até ao barco. Partindo com o poeta, conta a lenda que, na Nau de Prata, nasceu mais uma relação amorosa na vida já tão romanesca de Luís de Camões, até ao trágico dia em que uma tempestade irrompeu nos mares do Sul. Como a Nau de Prata estava condenada a afundar-se, embarcaram as mulheres num batel e os homens salvaram-se a nado. Camões, de braço no ar, segurando Os Lusíadas, nadou até terra, mas o barco onde seguia a linda Tin-Nam-Men foi engolido pelas ondas. Foi à bela Dinamene, como o poeta lhe chamou, que Camões terá dedicado os seus belos sonetos “Alma minha gentil, que te partiste…” e também “Ah! Minha Dinamene! Assim deixaste”.
 
Fonte: Lenda da Gruta de Camões. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2024. [Consult. 2024-12-11].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$lenda-da-gruta-de-camoes>.
 
 


Alma minha gentil, que te partiste
 
Alma minha gentil, que te partiste
tão cedo desta vida descontente,
repousa lá no Céu eternamente,
e viva eu cá na terra sempre triste.

Se lá no assento etéreo, onde subiste,
memória desta vida se consente,
não te esqueças daquele amor ardente
que já nos olhos meus tão puro viste.

E se vires que pode merecer-te
alguma cousa a dor que me ficou
da mágoa, sem remédio, de perder-te,

roga a Deus, que teus anos encurtou,
que tão cedo de cá me leve a ver-te,
quão cedo de meus olhos te levou.


Ah! minha Dinamene! Assim deixaste

Ah! minha Dinamene! Assim deixaste
Quem não deixara nunca de querer-te!
Ah! Ninfa minha, já não posso ver-te,
Tão asinha esta vida desprezaste!

Como já pera sempre te apartaste
De quem tão longe estava de perder-te?
Puderam estas ondas defender-te
Que não visses quem tanto magoaste?

Nem falar-te somente a dura Morte
Me deixou, que tão cedo o negro manto
Em teus olhos deitado consentiste!

Oh mar! oh céu! oh minha escura sorte!
Que pena sentirei que valha tanto,
Que inda tenha por pouco viver triste?

 

Camões 500

 

terça-feira, 24 de dezembro de 2024

Natal - A importância de cultivar as tradições

 

 O presépio

 

 


 

As tradições são como raízes que nos ligam à nossa história e identidade. O presépio, símbolo do Natal, não é apenas uma representação do nascimento de Jesus, mas também um convite à reflexão sobre valores como família, união e esperança. 

Ao montar este presépio tradicional na nossa biblioteca, celebramos mais do que uma festividade: reafirmamos o vínculo com o passado e transmitimos às novas gerações a riqueza cultural que nos une. Manter vivas estas tradições é preservar o que há de mais humano em nós – o sentido de pertença e a partilha de valores que atravessam o tempo.

 Boas Festas!

 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

Da Saturnália ao Natal

 


A entrega de prendas começou por ser uma cerimónia pagã, da época do Império Romano, antes de se transformar numa tradição cristã.



Cartaz elaborados pelas alunas de Latim de 11º ano





















O ritual da troca de presentes teve origem numa celebração pagã romana em tributo ao deus da agricultura Saturno – a Saturnália. A festa era um feriado romano destinado a dar as boas-vindas ao inverno, que começava em meados de dezembro e terminava a 1 de janeiro.
Por esta altura, os Romanos faziam grandes banquetes, visitavam os amigos, decoravam as casas, acendiam velas e trocavam entre si amuletos de sorte - os presentes.


domingo, 30 de outubro de 2022

Halloween ou Dia das Bruxas

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

De origem celta, o Halloween celebrava o festival de Samhain, ocasião em que, acreditava-se, os mortos regressavam à Terra. A partir do séc. VIII, o Dia de Todos os Santos passou a celebrar-se também neste dia, passando a festa pagã a associar-se a uma celebração cristã.


quinta-feira, 16 de junho de 2022

Os contos e as lendas no imaginário popular

 




















Como previsto, Alexandre Parafita esteve na Camilo, no passado dia 14 de junho. 

Uma breve consulta do seu currículo rapidamente nos permite concluir que a sua área de atuação é a produção literária infantojuvenil e a literatura oral tradicional: é escritor (tem uma vasta produção ficcional e ensaística), etnólogo do Centro de Estudos de Letras da UTAD, investigador integrado do Centro de Tradições Populares Portuguesas da Universidade de Lisboa, nas áreas da mitologia e da literatura oral tradicional, vice-presidente do Observatório da Literatura InfantoJuvenil (OBLIJ) da UTAD, e elemento da equipa de investigação incumbida de realizar o "Arquivo e Catálogo do Corpus Lendário Português", no âmbito da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). A sua obra faz parte do Plano Nacional de Leitura português e brasileiro. 

Os alunos de 7º ano assistiram à sessão Os contos e as lendas no imaginário popular” com muito interesse (e orgulho por estarem perante um ex-aluno e ex-professor da Escola com projeção nacional e internacional). 

A distinção entre conto e lenda tradicional, o reconto de lendas típicas da região de Vila Real, a presença de elementos fantásticos no imaginário popular, a origem de topónimos estranhos e o trabalho do etnólogo, foram alguns dos tópicos abordados pelo escritor que prenderam a atenção da jovem assistência e suscitaram a curiosidade e a indagação.

Esta atividade, inserida nos Projetos "Conto 1 Conto" (apoiado pelo PNL) e Cientificamente Provável, foi desenvolvida em trabalho articulado entre a Biblioteca Escolar e os professores do Grupo Setorial de Português - 7º ano.


sábado, 11 de junho de 2022

Encontros com autores: Alexandre Parafita

 







Dia 14 de junho, às 10:00, Alexandre Parafita, escritor e etnógrafo do Centro de Estudos de Letras da UTAD, vai estar na Camilo para realizar uma palestra subordinada ao tema: "Os contos e as lendas no imaginário popular".

Palestra inserida no Projeto "Conto 1 Conto" que envolve todas os alunos das turmas de 7º ano.

Trabalho articulado entre a Biblioteca e o grupo disciplinar de Português-7º ano.




















Títulos de etnografia publicados pelo autor.


sábado, 15 de janeiro de 2022

Romances tradicionais do distrito de Bragança

 













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Título: Romances Tradicionais do Distrito de Bragança

Nome (Autores/Coord. principais): J. J. Dias Marques (recolha e prefácio), Ana Sirgado (introdução e edição); Teresa Araújo (diretora da coleção Editar a Memória).

Ano de publicação: 2019

Editora: IELT, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade NOVA de Lisboa

Resumo: Este livro reúne as versões inéditas de romances tradicionais que foram recolhidas por José Joaquim Dias Marques no distrito de Bragança (nos meses de Agosto e Setembro de 1980-1982 e 1987) e transcritas recentemente por Ana Sirgado, a partir da digitalização a que procedeu do registo áudio da recitação popular. Além dos poemas, o volume inclui a apresentação crítica e a história do acervo, realizadas pelos coletor e editora das composições.

Referência bibliográfica completa: Marques, J. J. Dias e Sirgado, Ana, Romances Tradicionais do Distrito de Bragança, IELT, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade NOVA de Lisboa, 2019.

ISBN/ISSN: 978-989-8968-02-9



quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

O conto tradicional português no séc. XXI

 













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Título: O Conto Tradicional Português no Séc. XXI: versões recolhidas por estudantes da Universidade do Algarve

Nome (Autores/Coord. principais): J. J. Dias Marques (prefácio), Paulo Jorge Correia (introdução e edição); Teresa Araújo (diretora da coleção Editar a Memória).

Ano de publicação: 2019

Editora: IELT, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade NOVA de Lisboa

Resumo: Este livro reúne as versões inéditas de contos tradicionais conservadas no Centro de Estudos Ataíde Oliveira (CEAO) da Universidade do Algarve, que foram recolhidas por alunos desta Universidade, entre 2003 e 2017, e transcritas a partir de registos áudio e vídeo. As composições narrativas são precedidas pelo estudo crítico da coleção, realizado pelo editor das composições e pelo coordenador do CEAO.

Referência bibliográfica completa: Marques, J. J. Dias e Correia, Paulo Jorge, O Conto Tradicional Português no Séc. XXI: versões recolhidas por estudantes da Universidade do Algarve, IELT, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade NOVA de Lisboa, 2019.

ISBN/ISSN: 978-989-8968-01-2



terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Dia de Reis

 








Segundo a tradição cristã, três Reis Magos (Gaspar, Belchior e Baltasar) foram visitar e dar oferendas ao Menino Jesus.

Deram-lhe ouro, incenso e mirra.


sábado, 1 de janeiro de 2022

Tradições de Natal

 


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Natal dos simples | Interpretação de Amália Rodrigues




"Entre as tradições populares portuguesas encontra-se a prática das Janeiras, uma tradição ancestral que consiste em cantar as boas festas, habitualmente, entre o Natal e o Dia de Reis, desejando votos de prosperidade para o Ano Novo. Estes cantos eram feitos de porta a porta por grupos de pessoas (em épocas remotas, à porta dos mais abastados).

São vagos os estudos sobre a origem das Janeiras. Uma abordagem através da história oral permite concluir que, no seio popular, o Cantar as Janeiras é tomado como sinónimo de Cantar os Reis. No entanto, sabe-se que a tradição das Janeiras deriva de costumes pagãos, tal como outras tradições cristãs: os romanos comemoravam a entrada no novo ano em nome de Janus, o porteiro celestial, deus do passado e do futuro, que fechava a porta do ano que findava e abria a porta do que se iniciava. Janus terá dado origem à denominação do primeiro mês do ano, janeiro, que se inicia depois do solstício de inverno. Por conseguinte, a tradição de Cantar as Janeiras está associada a este costume dos romanos.

O Cantar os Reis é, por sua vez, uma tradição cristã que corresponde ao epílogo da quadra festiva de Natal. Os Reis, segundo a Bíblia, correspondem aos três magos, Baltazar, Belchior e Gaspar que vieram dar as boas vindas ao Messias, que nasceu pouco depois do solstício de inverno, ofertando-o com incenso, ouro e mirra. Por conseguinte, esta é uma tradição que pretende evocar a adoração ao menino Jesus.

Pelas analogias da intenção da cada uma destas práticas, a tradição popular, ao longo do tempo, incutiu-lhes uma certa simbiose, fundindo-as num só propósito."



terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Atmosferas | Natal na Biblioteca

 

 

 

No passado dia 13 de dezembro, os alunos do 1º ano do Curso Profissional de Técnico de Animação Sociocultural estiveram na Biblioteca a montar o presépio feito pelos mesmos e a fazer a decoração de Natal. 

Como se pode ver a partir dos postais que a seguir se apresentam, a Biblioteca ficou muito mais colorida e acolhedora.


 

 




 

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Na Biblioteca... um cheirinho a S. Martinho!