#revistas #cinema
"O Pensador é um site envolvente dedicado à língua portuguesa, à cultura lusófona e às nossas atividades escolares. Inspirado no famoso monumento de Auguste Rodin, a escultura "O Pensador". Esta revista online oferece um espaço valioso para os alunos exporem a sua criatividade e partilharem os seus trabalhos em língua portuguesa, como composições, poemas e muito mais."
Estas são as palavras de apresentação do Site /Revista O Pensador, do Liceu Eugen Lovinescu, de Bucareste, Roménia, onde funciona o Centro de Avaliação Camões Júnior – e-certificação Português Língua Estrangeira.
Lembramos que esta foi a escola parceira da Camilo no âmbito do projeto Latitudes da Língua Portuguesa.
"A revista tem como objetivo oferecer uma perspetiva abrangente da cultura lusófona, apresentando textos literários originais e explorando diversos temas relacionados à identidade, tradições, história e muito mais. Seja um artigo cativante sobre a vida dos alunos ou um poema sensível que reflete a beleza da natureza, "O Pensador" ilustra a riqueza e a diversidade dos talentos literários dos alunos. Além das contribuições dos alunos, a revista possui também secções especiais com entrevistas a pessoas nativas, críticas de livros, artigos sobre eventos culturais e dicas úteis para a melhoria das habilidades de escrita em língua portuguesa".
Vale a pena ler! 👏 👏 👏
Reviva abril com a curadoria dos artigos do Blogue RBE!
Destaques do mês:
#cinema
nº 116| março 2025
Finda a época mais importante de prémios, um “novo” ano abre-se. Abre-se a novas histórias, a novos protagonistas, a novos realizadores. «Anora», vencedor da Palma de Ouro em Cannes, acabou por ser o grande vencedor da 97.ª edição dos Óscares de Hollywood, arrecadando as estatuetas de Melhor Filme, Melhor Realização, Melhor Atriz Principal e Melhor Argumento Original.
Após a cerimónia, surgiram notícias a confirmar o investimento dos produtores do filme (Neon, a mesma produtora de «Parasitas») em campanhas de marketing e comunicação no valor de 18 milhões de dólares, um montante significativamente superior ao orçamento da própria produção, que rondou os seis milhões. Na realidade, «Anora» já gerou mais de 50 milhões de dólares em receitas a nível global, competindo de forma justa com filmes cujas campanhas de comunicação ultrapassaram os 60 milhões.
Números e polémicas à parte, «Anora» trilhou o seu próprio caminho, como qualquer outro filme. Como Sean Baker afirmou ao receber a estatueta das mãos de Quentin Tarantino, «Anora» não existiria se antes não tivesse existido «Era Uma Vez… em Hollywood», filme onde Baker descobriu a sua protagonista, Mikey Madison. E também não existiria se o próprio Baker tivesse desistido de fazer cinema quando, atolado em dívidas, decidiu que «Tangerine», filmado com um iPhone 5, seria o seu último trabalho caso o filme não vingasse.
A verdade é que Sean Baker nunca poderia desistir, porque a sua sensibilidade e o seu olhar sobre a sociedade – e, em particular, sobre pessoas marginalizadas – são únicos, tocando o coração de muitos amantes da pura arte de contar histórias através do cinema.
Numa altura em que o mundo está mais polarizado do que nunca, escutemos, com toda a disponibilidade que o nosso coração permitir, as palavras de Sean Baker no seu discurso de aceitação do Óscar de Melhor Realizador: “Estamos todos aqui porque amamos cinema. E onde é que nos apaixonámos pelos filmes? Nas salas de cinema. Ver um filme no cinema, com uma audiência, é uma experiência partilhada: podemos rir, chorar, gritar ou lutar juntos. Talvez até sentirmo-nos devastados em conjunto. É uma experiência coletiva que simplesmente não podemos ter em casa.”
Um discurso que se estendeu a outros realizadores e produtores, incentivando-os a não desistirem de fazer filmes para as salas de cinema, mas também a todos os pais que estão a criar uma nova geração de amantes da sétima arte.
Inspirados por Sean Baker, que este “novo” ano nos traga muitas idas ao cinema, não apenas para ver grandes filmes, mas também para partilhar memórias com outras pessoas – momentos que, com o tempo, podem revelar-se transformadores e abrir novos caminhos na vida e no imaginário de cada um.
Sara Afonso. Revista Metrópolis

Capa do Boletim Cultural nº 31 (frente e verso)
Disponível na Biblioteca para consulta.
«É tramado nadar só com um braço livre, digo-vos já»
Forum estudante | 27 de outubro 2020