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sábado, 25 de abril de 2026

A história repete-se?

 

 

 

Cartoon Movement 

 


Face ao crescimento do autoritarismo por todo o mundo, o cartoonista português Daniel Faria convida-nos a refletir sobre o poder da memória: a história repete-se?

quinta-feira, 26 de outubro de 2023

A liberdade não é um quiz

 









Museu do Aljube Resistência e Liberdade desafia-te a explorar a história da resistência à ditadura e da luta pela liberdade em Portugal. 

Participa no jogo “A Liberdade não é um quiz” e se conseguires responder corretamente às 10 perguntas, ganhas uma entrada grátis no Museu!


quarta-feira, 25 de outubro de 2023

A vida social das coisas

 


É através da memória das «coisas», que narram na primeira pessoa tudo aquilo que testemunharam, que honramos todas e todos aqueles que lutaram pela liberdade. É desta ideia que parte o recurso educativo A Vida Social das Coisas que reúne um conjunto de textos, ilustrações e áudios que dão vida a uma variada seleção de documentos históricos, numa aproximação original à história da resistência e da clandestinidade e às consequências sobre os seus protagonistas durante a Ditadura e o Estado Novo.

Este recurso inscreve-se num projeto mais vasto, que inclui a edição de um livro com o mesmo nome que está disponível para venda na loja do Museu do Aljube, escrito por Alberto Muñoz e Mundos por Dentro e ilustrado por Tiago Albuquerque e que é fruto de uma parceria entre o Museu do Aljube Resistência e Liberdade e a editora Santillana.



terça-feira, 25 de abril de 2023

#nãopodias


#NãoPodias #50anos25deAbril


A Comissão Comemorativa 50 anos do 25 de Abril lançou a Campanha #NãoPodias, uma iniciativa que apela aos mais jovens para que não deem a Liberdade por adquirida.


Algumas das coisas que não podias fazer antes do 25 de abril:






Antes do 25 de abril de 1974, não podias ter uma opinião contrária à do Governo.

 

















Durante a ditadura, existiam inúmeros entraves às reuniões e ajuntamentos.​ As reuniões de natureza política e social tinham de ser autorizadas pelos governos civis, que tinham capacidade de suspender reuniões ou interromper oradores sempre que lhe parecesse que infringiam a legalidade.​ 
A constituição de associações (de caráter político, sindical, cultural, desportivo, recreativas, sociais, etc.) carecia de autorização do Governo, que deveria aprovar os seus estatutos e homologar os corpos gerentes.​ 
Os partidos políticos, então ilegais, agiam na clandestinidade. Só eram toleradas manifestações desportivas e religiosas, ou de apoio ao regime. Muitos protestos acabaram com forte repressão policial, detenções, tortura e deportações.​ 























Durante a ditadura, a Imprensa, o Teatro, o Cinema, a Música, a Literatura e as Artes Plásticas eram alvo de censura.​ ​Os meios de comunicação não eram livres de relatar os acontecimentos. Os cidadãos não eram livres de expressar a sua opinião. Havia discos e livros proibidos. ​ Jornalistas, editores, artistas e escritores foram acusados e detidos. Editoras foram multadas e encerradas.​ 
Os comportamentos eram fortemente vigiados. Vivia-se um clima de medo, que funcionava como poderoso instrumento político de censura, incluindo a autocensura, e de controlo.​ ​ 
O regime criou organizações de enquadramento ideológico, como a Mocidade Portuguesa, a Legião Portuguesa, o Secretariado de Propaganda Nacional (Secretariado Nacional de Informação depois de 1945), a Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho e a Obra das Mães pela Educação Nacional.​

Conhecer a história é imprescindível para compreender o presente e para construir o futuro. Não dês a Liberdade como adquirida, participa!


terça-feira, 23 de agosto de 2022

Cronologias do Portugal Contemporâneo

 






Ao fim de alguns anos de trabalho árduo, com uma minuciosa pesquisa de fontes e beneditina paciência na recolha de factos, a equipa – constituída por Paulo Silveira e Sousa, António J. Ramalho e Octávio Gameiro – produziu uma obra de referência que, doravante, será um instrumento de consulta indispensável para historiadores e cientistas sociais e, bem assim, por todos os cidadãos interessados em conhecer, de forma rigorosa, a evolução do país nas últimas décadas.

É usual dizer-se, e com razão, que o panorama cultural português se caracteriza por uma lamentável ausência de obras de consulta e instrumentos de trabalho, como cronologias, dicionários temáticos, roteiros de fontes ou repertórios bibliográficos. Cronologias do Portugal Contemporâneo, 1960-2016 representa o contributo da Fundação Francisco Manuel dos Santos para, no domínio da identificação de datas e factos relevantes das últimas décadas, colmatar esta lacuna. A obra, que cobre um arco temporal que vai da década de 1960 à atualidade, encontra-se organizada por décadas, em sequência cronológica, e, em cada ano, por áreas temáticas: Política, Economia, Sociedade, Cultura e Internacional. Procurou-se, desta forma, cobrir um amplo espectro da realidade, fornecendo informação factual e objectiva sobre os factos que marcaram o Portugal contemporâneo.

[...]

A RTP, associou-se ao projeto, disponibilizando o seu arquivo áudio e vídeo, havendo assim vários filmes ou noticias e peças de rádio nos diferentes conteúdos. Por sua vez, o Círculo de Leitores imediatamente se dedicou à edição desta obra em livro, produzindo cinco volumes, um por cada década, numa edição exclusiva do Círculo de Leitores.

António Araújo
(Director de Publicações da Fundação Francisco Manuel dos Santos)



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Apesar da subjetividade que sempre acompanha qualquer recolha e seleção de informação, só referimos acontecimentos que tenham apoio em fontes de acesso público e sejam passíveis de verificação objetiva. Para muitas das entradas que selecionámos e redigimos, foram consultadas várias fontes. Nem sempre foi fácil arrumá-las nas cinco secções em que se divide cada um dos 58 anos destas Cronologias: Política, Economia, Sociedade, Cultura e Internacional. Por exemplo, as entradas sobre movimentos sociais poderiam ficar concentradas na secção «Política» ou na secção «Sociedade». Optámos por esta última. Utilizámos também uma definição canónica de cultura, que nos fez colocar na secção «Sociedade» a maior parte das entradas sobre os media e a cultura de massas. Estas escolhas são passíveis de discussão e são da nossa exclusiva responsabilidade. Tentámos, contudo, ser sucintos e evitar repetições. Procurámos fazer sempre uma descrição objetiva e concisa dos acontecimentos, embora quer os termos quer a linguagem possam ser questionados ou corrigidos. Outros fariam certamente diferente. Este foi, portanto, um projeto que nos obrigou a um exercício simultâneo de rigor e de humildade.

A informação que utilizámos foi recolhida em obras de consulta geral, na imprensa, em monografias temáticas e em cronologias anteriores. O nosso trabalho assenta, pois, no trabalho de outros e pretende ser a base e o instrumento para novos autores e novas investigações. Nos casos em que se revelou impossível uma datação rigorosa, optou-se por indicar o mês ou o ano assinalados por um asterisco (*). As siglas utilizadas são desdobradas em anexo. Na elaboração deste projeto consultámos largas centenas de obras, de periódicos, artigos, textos académicos, e sítios da Internet. Não sendo possível referenciá-los a todos, optámos por uma bibliografia sumária de cronologias e de alguns títulos com ampla informação factual, bem como de sítios web com vasta informação descritiva sobre acontecimentos ocorridos entre 1960 e 2019.

Nota ds autores (Paulo Silveira e Sousa, António J. Ramalho e Octávio Gameiro)


sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Como a Internet se pode tornar uma aliada das ditaduras












O jornalista do TED, Evgeny Morozov, aprofunda o que ele chama de "liberalismo do iPod" - a suposição de que a inovação tecnológica promove sempre a liberdade, a democracia - com exemplos assustadores de como a Internet ajuda os regimes opressivos a reprimir a dissidência.


quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

O Estado por dentro: uma etnografia do poder e da administração pública em Portugal



 https://drive.google.com/open?id=1T9WbywSXxkeb41eBThBr1SzlgLQlmpeC
Fazer duplo clique para aceder ao estudo


Sinopse

Este estudo (coordenado por Daniel Seabra Lopes, antropólogo do ISEG-ULisboa) apresenta uma visão etnográfica de três funções representativas do Estado: o poder político personificado nos deputados à Assembleia da República; o poder judicial personificado nos magistrados ou oficiais de justiça de dois tribunais de primeira instância; e a gestão do ambiente levada a cabo pelos técnicos da Agência Portuguesa do Ambiente. Metodologicamente apoiado em trabalho de campo intensivo com recurso à observação participante, o estudo procura dar primazia às pessoas que, quotidianamente, fazem do Estado uma realidade concreta e actuante. Este trabalho retrata e analisa os meandros do funcionamento daquelas quatro instituições, procurando compreender o trabalho dos seus agentes nas suas vertentes interaccionais, sociotécnicas e culturais.

Publicação da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS)