Nove jornais, duas rádios e uma televisão de 12 agrupamentos de escolas de norte a sul de Portugal continental, ilhas dos Açores e da Madeira. Eis os protagonistas deste documentário, que ouviu, entre maio de 2023 e junho de 2024, dezenas de alunos e professores envolvidos na dinamização de meios de comunicação escolares.
Media Escolares - Vozes em Ação é o resultado de uma das cinco tarefas do projeto de investigação "bYou - Estudo das vivências e expressões de crianças e jovens sobre os media", financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (PTDC/COM-OUT/3004/2020), e ainda em curso no Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho.
Na ES Camilo Castelo Branco, a Semana da Leitura foi assim:
No dia 20, os alunos do 8ºE, 8ºF, 9ºB, 11ºF e 11º G tiveram aula na Biblioteca. Nesse dia, passava o documentário "Manuel Vaz de Carvalho: Percursos de uma vida".
A poesia também esteve presente nessas aulas, nomeadamente através da leitura do poema autobiográfico "O cisne", em diálogo com a dança e com a música - visionamento da parte final do bailado "A morte do cisne", de Saint-Saens.
Nestas sessões, muitos dos alunos presentes se voluntariaram para ler poemas de MVC.
Estas sessões contaram com a colaboração do professor-escritor António Fortuna.
Vida e a obra do pintor e poeta Mário Cesariny de Vasconcelos (1923-2006), um dos principais representantes do movimento surrealista em Portugal, nas artes plásticas e na literatura. Inclui os depoimentos do próprio, bem como os de amigos e especialistas na sua obra artística e literária.
Portugal vive há mais tempo em democracia do que em ditadura.
Porque é que os eleitores continuam a ser tão sensíveis ao discurso populista? Há populismo em Portugal? perguntas para o debate com o autor da obra “Populismo – Lá fora e cá dentro”, José Pedro Zúquete, o político Sérgio Sousa Pinto e o historiador José Miguel Sardica.
Como é ser mulher, hoje,
em Portugal? Através das histórias de vida de oito mulheres, conheça um
retrato dos progressos dos últimos 40 anos no país e dos obstáculos que
ainda hoje enfrentam. Uma co-produção da Fundação com a RTP, com
narração de Carlos Daniel.
Qual é hoje o retrato da condição feminina no país? Quais são as oportunidades e os desafios que ainda se colocam? Neste documentário em dois episódios, é analisado o caminho percorrido pelas mulheres em Portugal desde a década de 1970.
Um percurso feito de inegáveis avanços e conquistas, mas onde a discriminação se mantém. Por isso, este é também um olhar sobre as desigualdades profissionais e a disparidade salarial, sobre o trabalho não pago e o ciclo vicioso que o alimenta, ou sobre a violência doméstica, da qual são as principais vítimas.
Um retrato das mulheres em Portugal em 2021 e do futuro que queremos construir. Com entrevistas a especialistas, suporte de dados estatísticos da Pordata e o apoio científico da socióloga Anália Torres.
Uma viagem ao interior de nós mesmos, dos nossos sentimentos e inquietações. As emoções são o que nos caracteriza como seres humanos, e a Arte tem o poder de nos provocar todo o tipo de sensações e sentimentos. "Isto é Arte" pretende sobretudo emocionar-nos mas também levar-nos a descobrir quem realmente somos.
Através da beleza das formas artísticas entramos na engrenagem da natureza humana. Porque todos somos capazes de desejar, amar, odiar, admirar, rir e chorar. Todo o artista utiliza a arte para expressar as suas emoções. E "Isto é Arte" utiliza as emoções para explicar diferentes vertentes da história da Arte.
Por meio da pintura, escultura, música, arquitetura, literatura, a série percorre temas tão universais como a fé, a dor, o desgosto, a paixão, a melancolia, a obsessão, o humor ou a vergonha.
Com uma linguagem divertida, Ramon Gener aborda com paixão, o saber e a magia de todos estes conceitos para nos acompanhar numa maravilhosa viagem ao âmago da natureza humana.
A libertação de Auschwitz por tropas soviéticas em 27 de janeiro de 1945 completa 75 anos. Andor Stern é o único brasileiro nato a sobreviver ao campo de concentração que se tornou símbolo da "Solução Final da Questão Judaica", de Adolf Hitler.
Neste documentário da BBC News Brasil, Andor Stern relata os momentos trágicos que enfrentou principalmente no último ano da Segunda Guerra Mundial quando foi deportado com a sua família para o campo. Viu a sua mãe e outros parentes serem levados para a câmara de gás do infame campo e só foi poupado para ser usado no trabalho escravo a que os prisioneiros eram submetidos. Compartilha também a sua visão de mundo repleta de sabedoria e gratidão pelas coisas simples da vida.
Documentário produzido e realizado pela Panavideo para a RTP 2, com testemunhos de quem conviveu com Sophia e também de quem, com a necessária distância, consegue analisar a dimensão da sua obra.
Este documentário dá a conhecer aquela que é considerada por muitos como uma das mais importantes poetas portuguesas do século XX. Como ela própria afirmou, "eu posso dizer que escrevo para transformar o mundo. Eu penso que a poesia deve transformar o mundo!"
Um documentário inédito que traça o percurso do pintor português Amadeo de Souza Cardoso, realizado pelo luso-francês Christophe Fonseca. Amadeo conhece em vida um grande sucesso da crítica, mas a sua morte precoce mergulhou-o no esquecimento durante mais de 50 anos. Este documentário foi realizado no âmbito da exposição que o Grand Palais, em Paris, dedicou ao artista nacional. Tem uma narrativa biográfica e inclui a história das investigações recentes. Ao longo de 52 minutos conta-nos o percurso apaixonante deste jovem, sedutor e afortunado prodígio, que chegou a Paris no dia em que completou 19 anos, com um destino de envergadura nas suas mãos. Numerosas entrevistas a especialistas, críticos e historiadores, como Hélène de Freitas, Catarina Alfaro, António Cardoso, Maria João de Melo, Catherine Grenier, Laurent Salomé, Laurette McCarthy, Marilyn Kushner, Stephanie D´Alessandro, enriquecem a narração com fotografias, correspondências e testemunhos raros. Uma história que mergulha o espectador no coração de um dos períodos artísticos mais ricos a apaixonantes, para assim conferir todo o seu espaço. Ele conhece em vida um grande sucesso da crítica mas a sua morte precoce mergulha-o no esquecimento durante mais de 50 anos.
Um mergulho livre e sem esperança na História tal qual como a conhecemos, como um sedimento fértil, na memória de Manoel de Oliveira. Oliveira reúne num banco do século XXI Dom Quixote, o poeta Luís Vaz de Camões e os escritores Teixeira de Pascoaes e Camilo Castelo Branco. Juntos, levados pelos movimentos telúricos do pensamento, eles deambulam entre o passado e o presente, derrotas e glórias, vacuidade e alienação, em busca da inacessível estrela.
"[...] a "Pós-Verdade" alimenta-se de notícias falsas, da exacerbação de medos, da falta de tempo para verificar factos, da indiferença social e da ausência de literacia da informação, propagando-se sem controlo com a Internet e as redes sociais. Na sociedade do hiperconsumo, o poder dos algoritmos é cada vez maior. As novas tecnologias são opacas e facilitam a manipulação. Como lidar com esta cascata de informação sem filtro, que nos cai em cima constantemente? Precisamos mesmo de novidades ao minuto, precisamos mesmo de estar sempre ligados e conectados? Como não enlouquecer neste caos informativo e digital?"
"A madrugada de 9 de Abril de 1918 despertou violenta na Flandres, onde as tropas portuguesas foram esmagadas por uma força alemã muito superior. A batalha de La Lys ficou marcada pela perda de milhares de homens entre mortos, feridos e prisioneiros.
Os alemães chamaram-lhe operação Georgete e o objetivo era romper as linhas aliadas, separar as forças britânicas das francesas e forçar uma mudança estratégica na frente ocidental.
Na madrugada de 9 de Abril de 1918, oito divisões alemãs, com cerca de 100 mil homens e mais de mil peças de artilharia, avançaram sobre os 11 quilómetros onde estavam as forças portuguesas, constituídas por duas divisões e cerca de 20 mil homens.
As forças portuguesas foram trucidadas, mas resistiram tempo suficiente para permitir aos aliados reforçar a e suster a ofensiva.
Os portugueses perderam praticamente metade das suas forças, e ficaram reduzidas a pouco mais de uma divisão tendo registado cerca de 1300 mortos, 4600 feridos, 2000 desaparecidos e mais de sete mil prisioneiros." RTP Ensina
RTP Ensina - Documenário sobre a Batalha de La Lys
"Tal como declara no início do documentário, Gonçalo Cadilhe não pretende reconstituir os itinerários da Peregrinação, tarefa aliás ingrata se não mesmo impossível dadas as imprecisões da obra, nem sequer apresentar uma biografia tout-court de Fernão Mendes Pinto. Pretende-se, isso sim, “lançar pistas, abrir portas, provocar reflexões” sobre a maior obra de literatura de viagens da língua portuguesa e toda a conjuntura histórica que a envolveu."
Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o 9º Ano de escolaridade.
Leitura orientada na Sala de Aula
Peregrinaçam de Fernam Mendez Pinto em que da conta de muytas e muyto estranhas cousas que vio & ouuio... / escrita pelo mesmo Fernão Mendez Pinto. - Em Lisboa : por Pedro Crasbeeck : a custa de Belchior de Faria, 1614.
No século XVI, Fernão Mendes Pinto (Montemor-o-Velho, 1509-11 - Pragal, 8 de julho de 1583) percorreu o Oriente, interdito aos ocidentais até aí. De regresso contou as suas aventuras, num relato que muitos consideraram fantasiosa. Hoje é consensual o valor histórico e literário do testemunho desta Peregrinação.
No livro, o autor narra a sua vida, de aventuras e desventuras, e as suas viagens pelo Oriente, ao longo de 21 anos, em relatos com descrições muito pormenorizadas dos povos, das línguas e das terras por onde passou e onde revela admiração e fascínio pela grandiosidade dessas civilizações.
No Ocidente da época ninguém acreditava que o Oriente fosse assim tão rico e tão diferente quanto a tradições culturais. O autor é acusado por muitos de exagero, tendo ficado célebre o dito popular «Fernão, Mentes? Minto!». Contudo, é hoje indiscutível o valor do seu testemunho, escrito com elementos verídicos e de ficção.
Peregrinação torna-se um sucesso, um pouco por toda a Europa da época, pelos conhecimentos amplos sobre o Oriente. Teve dezanove edições, em seis línguas.
Genologicamente, estaobra pertencente à chamada literatura de viagem, próxima do que se poderia chamar crónica de viagem ou diário.
É o livro de viagens da literatura portuguesa mais traduzido e famoso.
Clicar na imagem para aceder ao documentário sobre Peregrinação da RTP Ensina
Obra aptada a BD por José Ruy.
Julho de 2015
Obra adaptada por Aquilino Ribeiro
Ilustração de André Letria
O filme: Peregrinação, releitura da obra quinhentista por João Botelho
Peregrinação, um filme de João Botelho, chegou ao cinema hoje, dia 1 de novembro.
O que diz a crítica
Luís Miguel Oliveira, Público - Ípsilon
Quantas maneiras há de filmar a Peregrinação, quantos filmes (e quais filmes) se podem fazer com o texto de Fernão Mendes Pinto? Esta adaptação de João Botelho, que vem na sequência de outros filmes baseados em textos fundamentais da literatura portuguesa, como o Filme do Desassossego e Os Maias (para não falar das várias incursões de Botelho por este património em momentos diferentes da sua obra), parece a certa altura fazer estas perguntas, e funcionar como se estivesse a propor respostas práticas. E entre elas, é como se só uma hipótese estivesse liminarmente excluída, a do épico solenemente patriótico à la cinema do Estado Novo, com que a Peregrinação de Botelho em momento algum se parece. Para lá disso, a resposta que o filme dá é: muitas, há muitas maneiras de filmar a Peregrinação.
Documentário sobre a chamada música "de intervenção" ou "de protesto" que se seguiu ao 25 de abril de 1974
"Com o 25 de Abril e os meses que se seguiram, a chamada música «de intervenção» ou «de protesto» atingiu o seu apogeu. Músicos e poetas puseram-se ao serviço dos novos tempos revolucionários e meteram-se à estrada, de norte a sul do país, para levar a toda a população a mensagem libertadora anunciada pelos capitães no «dia inicial inteiro e limpo». Mensagem que cada um interpretava à sua maneira, dedicando-se de corpo e alma a difundi-la apesar das condições precárias em que se organizavam os espetáculos musicais.
Com autoria e realização de Joaquim Vieira, A Cantiga É uma Arma reconstitui toda essa atmosfera, única e irrepetível, a partir do ponto de vista dos que a viveram, contando com os depoimentos inéditos de Carlos Alberto Moniz, Ermelinda Duarte, Fausto, Fernando Tordo, Francisco Fanhais, José Jorge Letria, José Mário Branco, Luís Cília, Manuel Freire, Maria do Amparo, Paulo de Carvalho, Samuel e Sérgio Godinho, além do registo feito na época, em som e imagem, de cerca de meia centena de canções." (RTP2)