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sábado, 12 de novembro de 2022

Concurso Media@ção 2023

 










O tema escolhido para os trabalhos deste ano letivo é Media e democracia.

À medida que movimentos, partidos e dirigentes autoritários se têm afirmado nos parlamentos de diferentes países, e que assistimos à divisão de cidadãos em grupos fechados, cada um enquistado nas suas opiniões, tem ganho relevo a necessidade de refletirmos sobre o que contribui, ou não, para o desenvolvimento das instituições e da vida democráticas. A relação da democracia com os diferentes meios de informação e comunicação é uma das dimensões centrais dessa reflexão, a qual, por sua vez, engloba múltiplos vértices: o da informação e da "desinformação"; o papel das redes sociais versus o dos meios de comunicação profissionais; o da liberdade versus a censura dos meios de comunicação terminando na liberdade de expressão.

O prazo limite para envio dos trabalhos é o dia 31 de março de 2023, não sendo necessária pré-inscrição.

Lembramos a conveniência de consulta dos tutoriais incluídos em A linguagem audiovisual e em Vídeos de apoio, assim como dos trabalhos distinguidos em anos anteriores e disponíveis no canal YouTube do concurso.

Consulte o Regulamento.

Qualquer informação para além de todas as que constam no Regulamento, deve ser solicitada através do e-mail: media@mail-rbe.org


segunda-feira, 17 de outubro de 2022

Ebook | Agentes e vozes - Educação e media

 














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A UNESCO – instituição responsável pela oficialização e divulgação do termo Media-Educação a nível global (Media Education, em inglês) desde a década de 1970, propôs uma mudança em 2011. Devido aos avanços tecnológicos nas telecomunicações e intensa proliferação de informações sendo criadas, acessadas e compartilhadas diariamente por crianças e jovens, o desafio de buscar, selecionar e avaliar a relevância e confiabilidade das mesmas torna-se premissa para sintonizar as demandas da sociedade contemporânea. O conceito atual proposto pela UNESCO passa a ser Media and Information Literacy (Alfabetização Mediática e Informacional). 

Por um lado, a alfabetização informacional enfatiza a importância do acesso à informação e a avaliação do uso ético dessa informação. Por outro, a alfabetização mediática enfatiza a capacidade de compreender as funções dos media, de avaliar como essas funções são desempenhadas e de engajar-se racionalmente junto aos media com vistas à autoexpressão. A Matriz Curricular da UNESCO para formação de professores incorpora ambas as ideias. (UNESCO, 2013, p.18). 

O documento é atual e merece uma leitura cuidadosa. O novo termo não é apenas retórico – um pacote para ser facilmente promovido e partilhado, mas uma consequência da necessidade de atualizar abordagens pedagógicas. Media e Informação são indissociáveis objetos de estudo, plataformas para análise do mundo, esferas de participação, letramento e cidadania. 
Por ora, ainda que os autores da presente coletânea utilizem diferentes terminologias como Media-Educação, Educação para os média, Literacia mediática, Competência mediática, Educomunicação e Media Literacy, o interesse geral parece ser comum e há, portanto, mais convergências do que divergências nesse campo hoje. 

Talvez o leitor se pergunte: mas dentre tantos termos utilizados no Brasil, Portugal e Espanha para definir o que seria “educar com”, “educar para” e “educar através” dos media (Rivoltella, 2001), por que a antologia prioriza o conceito de Media-Educação e não outro? A hipotética pergunta se inscreve na curiosidade e talvez espanto dos que encontram uma série de conceitos e traduções, à primeira vista, bastante similares, para ideias também, à primeira vista, comuns. Não é de estranhar, entretanto, que essa multiplicidade tenda a deixar início de conversa (ou introdução de livro) carecer de um minuto para esclarecimento. 

Uma anotação de fronteira feita por David Buckingham (2003) continua atual e serve de bússola nesse emaranhado conceitual: enquanto Media Literacy, Media and Information Literacy e respetivas traduções podem ser entendidos como o letramento esperado para a contemporaneidade, ou seja, conhecimentos e competências a serem construídos, a Media Education se refere ao fundamental processo de ensino-aprendizagem para o alcance de tal letramento. Na ausência de um termo definitivo que possa ser traduzido do inglês para português e espanhol, empregamos aqui o conceito de Media-Educação, esperando que o leitor esteja cônscio das suas implícitas nuances.

Ilana Eleá (ed.). "Introdução" in Agentes e Vozes - Um panorama da mídia-educação no Brasil, Portugal e Espanha. The International Clearinghouse on Children, Youth and Media, at Nordicom University of Gothenburg, 2014, pp. 10-11.


segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Literacia mediática e informacional: currículo para formação de professores

 





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O que é a literacia dos media e da informação?

De acordo com a UNESCO, é o conjunto de competências que permitem ao cidadão ler, criar e partilhar informação a partir da “avaliação dos meios de comunicação e das fontes de informação e com base na forma como são produzidas, nas mensagens que são transmitidas e no público visado” (Media and Information Literacy Curriculum for Teachers, 2011, p. 2 | Obra integral). Aplica-se, de forma holística, a todos os tipos de meios e fontes, independentemente das tecnologias usadas (livros, periódicos, televisão, rádio, bibliotecas, arquivos, museus, Internet…).

Porque é que a literacia dos media e da informação é importante para a biblioteca escolar?

Porque promove a liberdade de expressão das crianças e jovens que, de acordo com a Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança (ONU. 1989, Art.º 13.º), “compreende a liberdade de procurar, receber e expandir informações e ideias de toda a espécie, sem consideração de fronteiras, sob forma oral, escrita, impressa ou artística ou por qualquer outro meio à escolha da criança”. 

Porque a literacia dos media e da informação responde ao desejo de participar e empoderar para a ação na sociedade, incentivando a criança a “exprimir livremente a sua opinião” (ONU. 1989, Art.º 12.º), interagir nos meios de comunicação e, desta forma, conquistar o seu lugar no espaço público.

Porque contribui “para assumir as responsabilidades da vida numa sociedade livre” (ONU. 1989, Art.º 29.º) fomentando a discussão de uma pluralidade de pontos de vista e o diálogo intercultural, bem como a consciencialização sobre a importância de media livres, independentes e plurais para viver em democracia.

Fonte: RBE

domingo, 3 de maio de 2020

O aliado da pandemia é o desinfodémico.









O aliado da pandemia é o desinfodémico. 

Não confie no amigo do sobrinho do primo de seu tio, que ouviu algo de um parente distante. 

Confie no jornalismo. 

#PressFreedom # Covid19



💻 A biblioteca no E@D




sábado, 5 de janeiro de 2019

Literacia dos media e da informação | Privacidade


Survey on privacy in media and information literacy with youth perspectives









A literacia mediática e informacional (MIL) é, entre outras coisas, uma defesa da privacidade. Com isso, queremos dizer que a MIL procura promover uma compreensão mais profunda das maneiras pelas quais os media e a tecnologia permitem ou limitam a capacidade de uma pessoa viver com liberdade e ação pessoal - a MIL tem uma influência direta na consciencialização sobre a privacidade e as ações relacionadas entre pessoas comuns, ou a falta delas. 

Os estudos de pesquisa que fazem parte deste relatório encontraram a sua génese na visão e liderança da UNESCO. Essa visão é dupla. Um dos objetivos é manter vivo o debate sobre a privacidade e pesquisas relevantes entre as comunidades de especialistas e os níveis mais altos da comunidade internacional de desenvolvimento para garantir o desenvolvimento de políticas baseadas em evidências. O outro objetivo é garantir que pessoas de todas as idades e sexos beneficiem de uma compreensão da MIL e da sua relação com todos os direitos humanos, incluindo o direito à privacidade. Atingir esses objetivos requer cooperação global. O Programa de Cooperação UNESCO-UNAOC UNITWIN sobre a MIL e o Diálogo Intercultural (MLID University Network) beneficiou e partilhou essa visão conjunta ao embarcar numa componente desta pesquisa que deve ser vista como o início do desenvolvimento de conhecimento colaborativo internacional sobre privacidade em programas de educação em MIL. 

Os principais educadores envolvidos na pesquisa e ensino da MIL fazem parte da Rede Universitária do MLID (MLID University Network) . Interagir com os profissionais no terreno possibilitou ir além da análise dos dados da pesquisa e incluir dados qualitativos e etnográficos. Mas e os jovens? Um jovem jamaicano, Kevaughn Ellis, num poema original que ele chama de “Por que”, que se tornou viral, fez muitas perguntas sobre a ironia em relação à juventude, educação, direitos humanos, política, desenvolvimento, tecnologia e políticas públicas. Ele sugeriu que, embora se diga com frequência que os jovens são o futuro de amanhã, esse futuro é frustrado pelos tipos de políticas implementadas hoje. Ele está certo. A UNESCO e, de fato, todos os objetivos e programas das Nações Unidas para a juventude no desenvolvimento sustentável são implacáveis. Esses programas estão a ser constantemente renovados conforme informação dos próprios jovens. Esse mesmo espírito está por trás das perspectivas dos jovens sobre privacidade e segurança online neste relatório, que é parte de uma consulta global mais ampla sobre a resposta dos jovens à MIL e os discursos sociais e democráticos. Os jovens querem envolver-se em problemas sérios de desenvolvimento. Não podemos continuar a dizer que são demasiado jovens ou que não percebem. Eles estão a dizer-nos: “então ajudem-nos a perceber”. Se, como comunidade de desenvolvimento, não podemos ajudar os jovens a perceber, então estamos a fracassar. Se levarmos os jovens a sério, eles responderão a todas as perguntas que quisermos colocar para se expressarem e nos fazerem compreendê-los - para que, por sua vez, possamos ajudá-los a compreender o que eles admitirão prontamente que ainda precisam de compreender completamente. Num mundo em que a comunicação é cada vez mais global e online, a possibilidade de uma pessoa poder escolher as informações que deseja partilhar e as que ela deseja manter desconhecidas é cada vez mais difícil. Mas restringir de todos os modos a informação que pode ser partilhada ou conhecida é, se não impossível, certamente assustadora. A privacidade diz respeito a todas as pessoas de todas as idades. A MIL é para todos. Poderíamos dizer que, na sua base, a privacidade afeta o que os outros sabem sobre uma pessoa, mas essa simplicidade pode ser enganosa. Decisões sobre a privacidade podem afetar o acesso à educação, oportunidades financeiras, disposição para falar livre e abertamente, segurança e participação no desenvolvimento, em geral. Os avanços nos media e na tecnologia exigem, portanto, uma reavaliação contínua do que significa ser literacicamente competente nos media e na informação como uma defesa da informação privada ou da privacidade. 

Antes de começarmos a trabalhar neste estudo, notámos que as discussões sobre a MIL pareciam raramente referenciar a privacidade como tema ou tópico. Em conversas informais com educadores, notámos que, embora expressassem preocupação com a compreensão de privacidade dos seus alunos, o tópico não era visto como uma componente-chave da literacia mediática e informacional. Também notámos que os nossos colegas em diferentes partes do mundo estavam a abordar o tema da privacidade de maneira diferente e, em muitas conferências ou fóruns, os jovens estavam à margem das discussões sobre privacidade. Por quê? Provando que o "Por que” levou a este estudo global. Se a compreensão da privacidade é uma componente cada vez mais importante da literacia mediática e informacional, como é que isso pode afetar educadores e organizações que têm vindo a desenvolver programas, pesquisas e eventos sobre literacia mediática e informacional? Uma mudança na compreensão da privacidade pode exigir uma mudança não apenas no pensamento, mas também nas ações. Reconhecemos a necessidade de pesquisas adicionais entre as regiões e categorias de jovens com representação mínima neste estudo, para ajudar a aumentar nossa compreensão sobre o modo como a privacidade é entendida, ensinada e como os jovens estão a responder em diferentes regiões do mundo. 

Vemos esta pesquisa como um primeiro passo para entender como os educadores, e não só, podem desenvolver currículos ou programas eficazes abordando a MIL enriquecida com tópicos sobre privacidade e como a juventude deve ser parte integrante do processo através da concetuação, design, desenvolvimento, implementação, monitorização e avaliação.

Do "Prefácio"


quinta-feira, 26 de julho de 2018

Escala de literacia mediática e informacional



 https://drive.google.com/open?id=1syZHosuvHR9G_MHbHl0Qi6Gk5IIO5ncC
Autores: Conceição Costa, Kathleen Tyner, Pedro Joel Rosa, Carla Sousa e Sara Henriques
➥Clicar na imagem para aceder ao documento




Descrição Técnica

A Escala de Literacia Mediática e Informacional para o 2º e 3º Ciclos (ELMI) permite medir a autoperceção das competências de literacia mediática e informacional das crianças e jovens dos ciclos  referidos, quantificando-as, numa escala de 1 a 5, em três dimensões distintas: Criação de Média, Interação e Gestão da Informação.

A ELMI pretende ser um indicador que permita aos diversos profissionais (professores, investigadores, entre outros) compreender melhor a sua população neste âmbito, adequando a sua intervenção em concordância.





quinta-feira, 21 de junho de 2018

As novas tecnologias são opacas e facilitam a manipulação








"[...] a "Pós-Verdade" alimenta-se de notícias falsas, da exacerbação de medos, da falta de tempo para verificar factos, da indiferença social e da ausência de literacia da informação, propagando-se sem controlo com a Internet e as redes sociais. Na sociedade do hiperconsumo, o poder dos algoritmos é cada vez maior. As novas tecnologias são opacas e facilitam a manipulação. Como lidar com esta cascata de informação sem filtro, que nos cai em cima constantemente? Precisamos mesmo de novidades ao minuto, precisamos mesmo de estar sempre ligados e conectados? Como não enlouquecer neste caos informativo e digital?"



Fake News: Experiências e Desafios


Seminário Internacional Brasil - União Europeia






O Seminário Internacional Fake News: Experiências e Desafios, uma iniciativa inédita do @TSE e da @União Europeiam no Brasil, com apoio dos #DiálogosSetoriais. 

sábado, 5 de maio de 2018

Como identificar FAKE NEWS










O pensamento crítico é uma habilidade fundamental na literacia dos media e da informação, e a missão das bibliotecas é educar e defender a sua importância.

As discussões sobre FAKE NEWS (notícias falsas) levaram a um enfoque mais amplo da literacia dos media e do papel das bibliotecas e de outras instituições de ensino. 

Quando a Oxford Dictionaries anunciou a pós-verdade como a Palavra do Ano de 2016, nós, como bibliotecários, percebemos que é necessário agir para educar e defender o pensamento crítico - uma habilidade crucial quando se navega na sociedade da informação.


A IFLA elaborou o infográfico que a seguir se apresenta, com oito etapas simples, com base no artigo da FactCheck.org, Como identificar notícias falsas (que aqui partilhamos com tradução da nossa responsabilidade), para ajudar a descobrir a verificabilidade de uma determinada notícia.

Faça o download, imprima, partilhe - em casa, na sua comunidade local e nas redes sociais. Quanto mais partilhamos o que sabemos, mais sábio o mundo se torna.