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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Filipa de Lencastre, de Isabel Stilwell







Sinopse


"Filipa de Portugal morreu de peste negra, tal como a sua mãe, a 15 de julho de 1415. Com 55 anos. No dia 25 partiam de Lisboa 240 embarcações e um exército de 20 mil homens, entre os quais D. Duarte, o Infante D. Henrique e D. Pedro. A Praça de Ceuta caía cerca de um mês depois. D. Filipa não esperaria outra coisa dos seus filhos… Mulher de uma fé inabalável, conhecida pela sua generosidade, empreendedora e determinada a mudar os usos e costumes de uma corte tão diferente da sua, Filipa de Lencastre deu à luz, aos 29 anos, o primeiro dos seus oito filhos. A chamada Ínclita Geração, que um dia, como ela, partiria em busca de novos mundos e mudaria para sempre os destinos da nação. 
Frei John, o tutor já tinha previsto o seu destino nas estrelas. Nasceu Phillipa of Lancaster, filha primogénita de John of Gaunt, mas aos 29 anos deixou para trás a sua querida Inglaterra para se casar com D. João I de Portugal. A 11 de fevereiro de 1387, o povo invadiu as ruas da cidade do Porto para aclamar carinhosamente D. Filipa de Lencastre, Rainha de Portugal. 
Num romance baseado numa investigação histórica cuidada, Isabel Stilwell conta-nos a vida de uma das mais importantes rainhas de Portugal. Desde a sua infância em Inglaterra, onde conhecemos a corte do século XIV, à sua chegada de barco a Portugal onde somos levados numa vertigem de sentimentos e afectos, aventuras e intrigas."



terça-feira, 30 de agosto de 2016

Os filhos de D. João I, de Oliveira Martins






Excerto:

"Tudo lhe saiu bem, a esse homem feliz. Conquistou o Reino, e sentou-se no Trono aclamado pelo povo inteiro. Acertou casando, e teve a mais bela geração de filhos. Nuno Álvares coroou-o, e João das Regras sancionou com a lei o que o condestável traçara com a espada. Velho e viúvo, com os filhos à roda, comete a temeridade de ir a Ceuta. E conquistando-a com a mesma facilidade, deixa em herança ao Reino o caminho da glória patente."

"Para onde vai? Uns dizem que vai a Ceuta, outros que vai à Sicília; o ano passado dizia-se que ia contra o duque de Holanda. Onde irá? É também o que a História pergunta neste momento épico, em que principia a desenrolar-se a grande tragédia da nossa vida ultramarina... E pouco a pouco, sem resposta, as velas se foram sumindo para lá da barra, perdendo-se no mar; pouco a pouco a noite descaiu impassível sobre esse dia decisivo. E toda a noite levou-a Portugal sonhando, na inquietação do desconhecido." 

MARTINS, Oliveira, Os filhos de D. João I. Lisboa. Editora Ulisseia, 1998, pp. 45 e  65.




Sinopse

Os Filhos de D. João I, publicado em 1891, foi considerado por Eça de Queirós a maior obra de Oliveira Martins. As biografias que romanceia são exemplares, passíveis de se inserirem no movimento de reação patriótica ao Ultimatum inglês de 1890. Neste livro, uma forte personalidade de artista alia-se à de historiador, para fazer da História uma ressurreição de épocas passadas.


D. João I, de João Fernando Ramos


O Pai da Ínclita Geração

"Este livro toma como fonte de inspiração factos e acontecimentos de cariz histórico e científico que, no entanto, não limitaram a imaginação e a liberdade ficcional própria de um romance histórico.
A época escolhida foi a do reinado de D. João I, um monarca que marcou o rumo de Portugal, inaugurando a Segunda Dinastia, conhecida precisamente por Avis, imortalizado a importância do rei que a iniciou."
RAMOS, João Fernando, "Nota final", João I - O Pai da Ínclita Geração. Lisboa: A Esfera dos Livros, p. 363.






Excerto:


"No plano traçado, os três homens só saíram do paço depois de o povo encher a praça. Não passou mais de meia hora e a populaça já tinha tomado conta de tudo e ameaçava incendiar a casa da Aleivosa. João apareceu então à janela para dizer que estava vivo.

- Povo de Lisboa, o vosso Mestre está vivo!

Aquela gente empolgou-se em palmas e vivas a el-rei. Muitos nunca tinham posto a vista em cima do Mestre, outros pensavam que aquele João era o filho de Pedro e Inês, que muitos ansiavam coroar, corrigindo um desvio na História que teve a coragem de acabar com a história de amor entre Pedro e Inês, condenando ao degredo os seus descendentes.

João pediu calma:

- Não vos preocupeis, Lisboa não cairá nas mãos de Castela... - disse sem conseguir terminar a frase, interrompido pelo entusiasmo do povo, que parecia ganhar uma nova esperança.

D. Leonor ouvia as palavras do Mestre, apavorada, e pedia às aias para arrumarem o que pudessem nos seus baús. O seu coche saiu pelas traseiras, sem honra, com a rainha num pranto imenso rumo a Alenquer."

RAMOS, João Fernando, D. João I - O Pai da Ínclita Geração. Lisboa: A Esfera dos Livros, p. 141.



Sinopse:
Era preciso esquecer a incerteza, as dúvidas que lhe assolavam o coração. Era rei de Portugal, aclamado pelo povo e estava ali para a batalha definitiva, junto do seu fiel amigo e guerreiro do reino, Nuno Álvares Pereira. Iria vencer, como já haviam vencido outras difíceis batalhas, e afirmar-se para sempre na História de Portugal. João havia intuído os sinais que o destino lhe havia deixado… 

O jornalista João Fernando Ramos traz-nos, no seu romance estreia, a aventurosa e fascinante história de D. João I, o da Boa-Memória. Nasceu filho bastardo, foi mestre de Avis, mas a força das circunstâncias levaram-no a conjurar contra a regente D. Leonor Teles e o seu secretário galego Conde Andeiro, fiéis subservientes dos interesses do reino vizinho. Era preciso assumir um trono para o qual não estava destinado. Lutar pela independência de um povo contra a ameaça castelhana e afirmar a sua dinastia na História de Portugal. Para isso contava com a ajuda silenciosa de Adelaide, uma mulher misteriosa com o suave cheiro das montanhas… Do feliz casamento com a inglesa D. Filipa de Lencastre nasceu uma geração de filhos que marcou para sempre a história do país. Armados cavaleiros pela mãe moribunda, juntos conquistaram Ceuta, sonharam com novos mundos, conquistaram novas alianças. Foram a Ínclita Geração.



terça-feira, 17 de novembro de 2015

Assim nasceu Portugal | Domingos Amaral

 
 

 


 
Por Amor a uma mulher, da trilogia Assim nasceu Portugal, é o último romance de Domingos Amaral. Na opinião do escritor, este "foi um livro que me deu um enorme prazer escrever, e cuja história atravessa a infância e a adolescência de um dos meus heróis, o nosso primeiro rei, Afonso Henriques.

 Entre assassinos e princesas mouras, nobres galegos e rainhas leonesas, portucalenses de boa cepa que desejam a independência e misteriosas bruxas que vivem em cavernas, explicam-se as razões para a luta feroz entre Afonso Henriques e sua mãe, a condessa Dona Teresa."

Domingos Amaral - O meu novo livro "Assim nasceu Portugal" [Em linha] [Consult. em 16-11-2015], 12-05-2015. Disponível na Internet <URL:
http://domingosamaral.com/o-meu-novo-livro-assim-nasceu-portugal-148928>



Domingos Amaral vai estar na nossa escola hoje, às 21 horas, para uma tertúlia, aberta à Comunidade, e amanhã, às 10horas, para um encontro com alunos de 11º ano.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Livros & Leituras | Constança, a princesa traída por Pedro e Inês, de Isabel Machado


Constança Manuel: 
a protagonista esquecida do romance de Pedro e Inês


Constança Manuel, que foi mulher de D. Pedro I, «é uma sombra, ficou apagada da memória dos portugueses, apesar de ter sido a protagonista involuntária de um dos maiores mitos da história de Portugal», disse a autora à Lusa.





Uma história sobre esperança e traição. A outra verdade sobre o romance de Pedro e Inês. 1336. A Península Ibérica está a ferro e fogo. A bela Constança, rainha de Castela, é repudiada pelo marido, Afonso XI, e o desejo de vingança do pai da jovem soberana leva-o a celebrar uma aliança com o rei de Portugal: a filha casará com o herdeiro do trono português, o infante D. Pedro. 

Constança, inteligente, devota e sofredora, anseia há muito por um destino ao lado do príncipe. Não imagina, porém, que, na sua vida recheada de infortúnios, a maior tragédia está ainda por acontecer, nem que a traição irá partir daqueles que mais ama e em quem mais confia: Pedro, o seu impetuoso marido, e Inês, a sua aia, amiga e confidente. 

Baseado numa investigação rigorosa e retratando de forma sublime uma época de grandes convulsões políticas, "Constança" é um romance de leitura compulsiva que nos dá a conhecer a protagonista involuntária, e esquecida pela memória coletiva, do grande mito romântico da História de Portugal.