Mostrar mensagens com a etiqueta biodiversidade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta biodiversidade. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

UNESCO Green Citizens | Projetos ao serviço da biodiversidade e do desenvolvimento sustentável

 





A UNESCO GREEN CITIZENS é uma campanha emblemática da Organização para apoiar o compromisso dos cidadãos com o planeta. O objetivo é convencer todos a comprometer-se nas principais áreas de ação para o meio ambiente, para as quais a UNESCO é a agência líder da ONU: Biodiversidade, Oceanos, Hidrologia, Educação para o desenvolvimento sustentável, Conhecimento indígena e local.

A UNESCO GREEN CITIZENS destaca os atores da mudança descobertos por equipas de observadores em todo o mundo, que estão a liderar projetos inovadores, impactantes e duplicáveis ​​baseados em soluções numa dessas cinco áreas. 

Os projetos selecionados apresentados na plataforma de Cidadãos Verdes da UNESCO estão à espera de apoio de pessoas (como você!) que desejam envolver-se.



quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Como o racismo e o classismo afetam os ecossistemas naturais

 

Donatas Dabravolskas / shutterstock


O racismo estrutural e o classismo podem afetar profundamente a existência da flora e da fauna nas nossas cidades, de acordo com uma publicação recente na revista académica Science .

Os ecossistemas urbanos são compostos por muitas interações complexas entre os sistemas sociais e naturais. O resultado é uma variedade de condições ambientais que não existiriam sem os humanos, como a poluição industrial, habitats sem biodiversidade e mudanças climáticas localizadas na forma de efeitos de ilhas de calor urbanas .

Mas essas condições podem ser distribuídas de forma desigual como resultado do racismo e classismo estruturais. A exposição desproporcional da ética negra, asiática e das minorias (BAME) e das comunidades pobres a condições ambientais desfavoráveis ​​é referida como “injustiça ambiental”. Este conceito também destaca a variabilidade de justiça e respeito pelos sistemas sociais e ecológicos, que podem ter efeitos profundos em organismos humanos e não humanos.

O principal autor do novo estudo, Christopher J. Schell, da Universidade de Washington, aponta que a riqueza da vizinhança tem sido associada a padrões de biodiversidade urbana - ou seja, áreas mais ricas costumam ter plantas mais diversificadas. Esse processo é conhecido como efeito de luxo. Moradores urbanos ricos normalmente têm acesso a melhores espaços verdes e mais cobertura vegetal e diversidade .

O efeito luxo também pode afetar os animais. Por exemplo, um estudo descobriu que o rendimento familiar previa uma maior abundância de aves migratórias, e outro descobriu que a diversidade de invertebrados era maior em bairros de alto rendimento. Além disso, a poluição industrial pode perturbar desproporcionalmente os ecossistemas naturais em bairros de baixos rendimentos, e os habitats altamente degradados (por exemplo, onde a terra natural foi desmatada) podem favorecer micróbios oportunistas e patogénicos e animais selvagens hospedeiros de patógenos humanos .



Crianças brincam perto de uma refinaria de petróleo em Los Angeles, Califórnia. Etienne Laurent / EPA


Em muitas cidades ao redor do mundo, a injustiça ambiental foi ditada pelo racismo estrutural. Por exemplo, no século passado, a segregação racial nas cidades dos EUA levou a disparidades extremas na qualidade e acessibilidade de ambientes naturais promotores da saúde. Na verdade, o legado de políticas subjacentes como essas ainda pode determinar a própria existência dos pássaros, das abelhas, dos micróbios e das árvores nas nossas áreas urbanas. A conetividade entre os parques e outra vegetação urbana pode até impulsionar a evolução, influenciando o fluxo de genes entre os habitats.

A desigualdade social também afeta a biodiversidade de maneiras menos óbvias. Por exemplo, a distribuição desigual de habitats naturais pode ter importantes efeitos em cascata na relação entre os humanos e os seus arredores naturais. Residentes urbanos que crescem em ambientes com menos biodiversidade podem ter negada a oportunidade de cultivar um relacionamento muito mais profundo com o resto do mundo natural . Esta conexão cortada pode significar a perda de interações benéficas com um rico consórcio de micróbios ou as propriedades psicologicamente restauradoras de estar na natureza. Também pode afetar as escolhas de estilo de vida e inibir ações pró-ecológicas, como lobby para a conservação de espécies, reciclagem ou plantio favorável à vida selvagem. Na verdade, a desigualdade social arrisca o florescimento dos futuros administradores do nosso planeta - a próxima geração de protetores da biodiversidade.


Os territórios indígenas contêm grande parte da biodiversidade mundial. Ondrej Prosicky / shutterstock



O racismo e o classismo não afetam apenas a biodiversidade nas cidades, é claro. Por exemplo, foi relatado que 80% da biodiversidade florestal do mundo existe em territórios de povos indígenas. As culturas indígenas estão intrinsecamente ligadas aos seus ecossistemas locais, nutridas por milénios de profunda reciprocidade com o mundo natural mais amplo. Portanto, a degradação do meio ambiente pode levar à erosão cultural e vice-versa. A exploração dos povos indígenas continua hoje e o colonialismo ainda é abundante. Isso ameaça não apenas as próprias comunidades indígenas, mas também a rica biodiversidade que protegem. Avanços foram feitos para proteger os direitos e meios de vida dos povos indígenas, mas muito mais pode e deve ser alcançado.

A natureza inter-relacionada de racismo sistémico e classismo e mudança ecológica significa que as questões sociais estruturais também são altamente relevantes para os conservacionistas. Portanto, devemos articular e transmitir a sua importância nessas áreas e priorizar uma maior integração entre cientistas sociais e ecologistas. Agir agora para desmantelar a opressão socioecológica e evitar futuros resultados malfadados é vital. Como Christopher Schell, o principal autor do novo estudo na Science, conclui : “As decisões que tomarmos agora irão ditar a nossa realidade ambiental nos próximos séculos”.

Jake M. Robinson, Pesquisador PhD, Departamento de Paisagem, Universidade de Sheffield
Artigo publicado no The Conversation

terça-feira, 14 de maio de 2019

Salvar o planeta, salvar a humanidade




Sobrevivência do urso polar no Àrtico | © Zanskar/ iStock / Getty Images Plus


















Compromisso com a biodiversidade



Relatório da Plataforma Intergovernamental de Política Científica sobre Biodiversidade e Ecossistemas




"Proteger a biodiversidade é tão vital como lutar contra as alterações climáticas."
- Diretora-Geral da UNESCO, por ocasião da apresentação do Relatório Mundial da Biodiversidade.







O declínio da natureza não tem precedentes: existe um milhão de espécies em vias de extinção, segundo o Relatório da Plataforma Intergovernamental de Política Científica sobre Biodiversidade e Ecossistemas (Intergovernmental Science-Policy Platform on Biodiversity and Ecosystem Services/IPBES), divulgado pela UNESCO.

A Diretora-Geral da UNESCO, Audrey Azoulay, refere que o relatório representa um alerta para o mundo: “Após a adoção deste relatório histórico, ninguém poderá alegar que não sabia. Não podemos continuar a destruir a diversidade da vida. É esta a nossa responsabilidade para com as gerações futuras. [...] Este relatório recorda-nos a necessidade urgente de agir a favor da biodiversidade: o nosso património ambiental mundial. É urgente que nos mobilizemos todos para salvar o nosso planeta e, portanto, a humanidade. Proteger a biodiversidade é tão vital como lutar contra as alterações climáticas.”

A UNESCO é a organização guardiã do conhecimento e do saber-fazer respeitadores da biodiversidade. Através dos seus programas, a Organização promove a coprodução do conhecimento científico, local e indígena, assim como a educação para o desenvolvimento sustentável.

A Rede Mundial de Reservas da Biosfera, que serve de abrigo a mais de 250 milhões de pessoas e caminho para a reconciliação entre a vida humana e a natureza é um exemplo da contributo único da UNESCO na busca da harmonia entre o Homem e a natureza. No total, a rede de sítios UNESCO (que inclui os sítios Património Mundial, os Geoparques e as Reservas da Biosfera) protege mais de 10 milhões de km², uma área equivalente ao tamanho da China.

Estas redes interligam os cidadãos aos desafios mundiais. Estas interações entre os povos e o seu ambiente oferecem soluções e inovações em todos as áreas-chave da nossa vida: energia sustentável, economia verde, alimentação, saúde, transportes, lazer e ecoturismo e tratamento de resíduos.

A UNESCO apoia as reflexões sobre os desafios éticos, de paz e de segurança relacionados com a erosão da biodiversidade, promovendo e partilhando valores e culturas respeitadoras todas as formas de vida, incluindo a solidariedade entre gerações, e os outros seres vivos.



sábado, 4 de maio de 2019

Um minuto de silêncio de gratidão à TERRA



22 de maio |Dia Internacional da Biodiversidade


Em 22 de Maio, Dia Internacional da Biodiversidade, convidamos Portugal a parar, sentir o coração e a fazer um Minuto de Silêncio para agradecer à TERRA, tudo o que esta nos oferece de forma tão generosa, para podermos viver.


Em Um Minuto de Silêncio, experienciamos a gratidão dentro e fora de nós e sorrimos.

Junta-te a esta Iniciativa Nacional!



 




Um Minuto de Silêncio - Como participar



Segue estes Passos

PASSO 1: Junta-te à iniciativa e INSCREVE-TE


Participa com a Escola/grupo. INSCREVE-TE AQUI.


PASSO 2: Agenda com a Presidência da Câmara Municipal ou Junta de Freguesia ou envia-lhes um convite.


a) Contacta ou pede ajuda para contactar o Presidente da Câmara Municipal ou da Junta de Freguesia.



b) Fala da iniciativa e pede-lhes para reservarem um momento do dia 22 de Maio – Dia Internacional da Biodiversidade – para vos receber, dizendo que querem oferecer-lhe um Móbile de Tsurus e convidá-lo a UM Minuto de Silêncio de Gratidão à TERRA.


c) Coloca na tua agenda a hora marcada e, no dia anterior, certifica-te que está tudo certo e que o Presidente vos aguarda.

d) Se possível, articula com outras escolas / grupos / instituições, para irem todos ao mesmo tempo. 


PASSO 3: Faz os Móbiles da Gratidão com Tsurus

a) Constrói, com o teu grupo (sala de aula, escola, instituição, ...), um Móbile composto de Tsurus com a dimensão que decidirem. 

b) Se precisares de aprender a fazer esta ave em ORIGAMI, segue os passos que te são mostrados no vídeo ou nas imagens, mais abaixo.

Para fazer os tsurus podes usar folhas coloridas, recicladas ou reutilizadas, que permita que as dobragens sejam duradouras e que o Tsuru permaneça durante algum tempo onde o colocares. Ele pode ser do tamanho de uma mão ou maior do que um arbusto!

Como neste dia se comemora o Dia Internacional da Biodiversidade, que tal fazeres um Móbile de Tsurus com ramos, folhas e tudo aquilo que a TERRA te dá? Usa a tua criatividade e faz da forma que mais gostares.

A lenda diz que os Tsurus podem viver até mil anos e, por isso, eles representam a longevidade, simbolizando ainda a felicidade plena.

c) Enquanto estiveres a realizar esta construção, coloca a tua intenção de Gratidão à Terra, por tudo aquilo que Ela nos oferece de forma tão generosa para todos nós vivermos.

d) Para concluir:

* escreve a palavra GRATIDÃO, em todos os Tsurus. 
* coloca no móbile o nome da escola/Turma /grupo.


E que tal construíres de seguida outro móbile de Tsurus para ficar na Escola? Assim, a qualquer momento, podes lembrar-te desta aventura e agradecer mais uma vez à nossa querida Terra que é a Casa Comum de todos os seres vivos.

Aqui tens o vídeo e as dobragens para fazesres o Tsurus, passo a passo:











PASSO 4: Dá a conhecer


Fala da iniciativa aos teus amigos e a todas as pessoas que conheces e convida-as a participar.

Pede ajuda sempre que precisares.

Divulga a iniciativa nas tuas redes sociais. 

Contacta os meios de comunicação locais e envia-lhes informação sobre a iniciativa e sobre o que estás a fazer.

No site – www.fazedoresdamudanca.pt – podes encontrar um texto que te pode inspirar.

Tens outras ideias? Não percas tempo. Coloca-as já em ação!!




PASSO 5: dia 22 Maio faz acontecer e celebra



No dia 22 de Maio – Dia Internacional da Biodiversidade – oferece o Móbile de Tsurus e faz Um Minuto de Silêncio de Gratidão à Terra!

Se estás sozinho e não fizeste o Móbile de Tsurus, tudo bem. 
Também estás convidado. Silencia e sê grato à TERRA, no minuto que te for possível. Mas, se puderes às 11h10, seria óptimo, porque assim podemos ser muitos, com a mesma intenção ao mesmo tempo.

Pára. Respira profundamente. Sente o teu coração. Durante Um Minuto, fica em silêncio, agradecendo com muito Amor à Terra por tudo o que nos dá de forma tão generosa para vivermos.

E no final….celebra…e sorri! Gratidão a tudo e a todos!




Uma iniciativa:


 



terça-feira, 22 de maio de 2018

Mensagem da UNESCO para o Dia Internacional da Biodiversidade


“Nós não herdámos a Terra dos nossos antepassados; pedimo-la emprestada aos nossos filhos”.- Provérbio indígena norte-americano












A biodiversidade é um bem comum, um legado inestimável formado ao longo de milhões de anos e um património para ser transmitido às gerações futuras. A sua definição inclui a variedade excepcional de formas de vida existentes na Terra, assim como os ambientes naturais onde essas formas se desenvolveram – os ecossistemas. A biodiversidade é essencial para a nossa própria existência e oferece todos os recursos da natureza para o nosso desenvolvimento. 

A biodiversidade, contudo, não é inesgotável. As intervenções humanas – a exploração extensiva dos recursos, os padrões insustentáveis de consumo, a poluição industrial que causa a mudança climática – têm como resultado danos irreparáveis à biodiversidade. 

Isso foi destacado por especialistas internacionais na Plataforma Intergovernamental sobre Diversidade Biológica e Serviços dos Ecossistemas (Intergovernmental Science-Policy Platform on Biodiversity and Ecosystem Services – IPBES), que se reuniu no último mês de março em Medellin, na Colombia. Os relatórios produzidos por esses especialistas confirmaram a rápida deterioração da biodiversidade e destacaram os efeitos diretos dessa deterioração que já são visíveis, tais como a propagação de certas doenças entre os seres humanos. 

A UNESCO, uma agência parceira da Plataforma IPBES, compromete-se a trabalhar para conter a perda da biodiversidade e para promover o uso sustentável dos ecossistemas. O Programa O Homem e a Biosfera (Man and the Biosphere – MAB), por exemplo, tem como objetivo assegurar o equilíbrio harmónico entre as atividades humanas e o meio ambiente natural. No contexto da Década das Nações Unidas sobre a Diversidade Biológica (2011-2020), a UNESCO também contribui de forma ativa para a implementação da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), aprovada há 25 anos por 196 Estados-partes, e que tem como objetivo a conservação da diversidade biológica e a partilha sustentável e equitativa dos recursos. Nos sítios da sua Lista do Património Mundial, na sua Rede Mundial de Reservas da Biosfera e nos seus Geoparques Globais, a nossa Organização desenvolve soluções inovadoras com todos os seus parceiros, ao abordar de forma complementar as questões da biodiversidade e da diversidade cultural. 

Para além da urgente necessidade de preservar a biodiversidade e restaurar os ecossistemas degradados, esses programas ajudam a transformar atitudes e a desenvolver práticas económicas e sociais. Isso insere-se na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, em especial no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 15 (ODS 15), dedicado à qualidade da vida na Terra, e exige a compartilha de valores como a cooperação, o respeito pela diversidade e a solidariedade entre as gerações, valores esses adquiridos e cultivados por meio da educação para o desenvolvimento sustentável (EDS). 

Este Dia Internacional tem como objetivo aumentar a consciencialização sobre essas questões que são fundamentais para a nossa vida, hoje e no futuro. Neste Dia, um lindo provérbio indígena norte-americano é particularmente adequado: “Nós não herdamos a Terra dos nossos ancestrais; nós a tomamos emprestada dos nossos filhos”.

Mensagem de Audrey Azoulay, diretora-geral da UNESCO, por ocasião do Dia Internacional da Diversidade Biológica, 22 de maio de 2018 

Biodiversidade - kit de aprendizagem



"Go take your lessons in nature, that is where our future is."
 Leonardo da Vinci



 https://drive.google.com/open?id=1J9JmnwE4l1knTf_gxEP0_xMlOy-e53vk




Este kit educativo é o resultado do trabalho conjunto de especialistas de várias disciplinas, incluindo educação, pedagogia, ciências biológicas, ecologia, línguas e diversidade cultural. O projeto favorece a interdisciplinaridade porque, por definição, a biodiversidade - tema central deste manual - atravessa todos os setores da sociedade. A diversidade biológica engloba o passado - a evolução da vida na Terra -, o presente - a contribuição da biodiversidade para o bem-estar humano -, e o futuro - a necessidade crucial de preservar a biodiversidade à medida que sofre erosão e perdas a nível local, regional e global.


Aprender a proteger a biodiversidade






Este vídeo mostra como abordar a biodiversidade através da Educação para o Desenvolvimento Sustentável e mobilizar professores, estudantes, pesquisadores e tomadores de decisão para a reflexão sobre as questões da biodiversidade e a sua interdependência com questões globais de desenvolvimento sustentável.

Mostra como a educação nos pode ajudar a entender melhor o valor da biodiversidade e as causas da perda da biodiversidade. Também dá exemplos de como educadores e estudantes podem ser pró-ativos e ajudar a conservar a biodiversidade.

O objetivo é aumentar a consciencialização pública sobre questões de biodiversidade, inspirando as partes interessadas, incluindo jovens, professores e profissionais dos media.


Dia Internacional da Biodiversidade


22 de maio






A biodiversidade é o tecido vivo do nosso planeta. Ela sustenta o bem-estar humano no presente e no futuro, e o seu rápido declínio ameaça a natureza e as pessoas. De acordo com relatórios divulgados em 2018 pela Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistémicos (IPBES), os principais impulsionadores globais da perda de biodiversidade são a mudança climática, espécies invasoras, superexploração de recursos naturais, poluição e urbanização.

Para interromper ou reverter esse declínio, é vital transformar os papéis, ações e relacionamentos das pessoas com a biodiversidade. Existem muitas soluções para parar e reverter o declínio da biodiversidade. As diversas redes, programas e parceiros da UNESCO observaram sementes positivas e inspiradoras de mudança em todo o mundo. A UNESCO também acompanha os Estados Membros e os seus povos nos seus esforços para deter a perda de biodiversidade, compreendendo, valorizando, salvaguardando e usando a biodiversidade de forma sustentável.

É hora de agir pela biodiversidade! As Nações Unidas proclamaram o dia 22 de maio o Dia Internacional da Diversidade Biológica (BID) para aumentar a compreensão e a consciencialização sobre as questões da biodiversidade.


Mensagem do Secretário-Geral da ONU, António Guterres 

Este Dia Internacional serve para recordar a importância da biodiversidade do planeta e pretende chamar a atenção para as perdas devastadoras que estamos a sofrer numa altura em que espécies insubstituíveis se extinguem a um ritmo sem precedentes. 

Ao procurarmos superar este problema, devemos tomar a agricultura como ponto de partida. As culturas e aves domésticas dos nossos dias são um reflexo da gestão humana. E as notícias não são boas. Cerca de um quinto das raças de animais domésticos estão em risco de extinção, perdendo-se, em média, uma raça por mês. Das 7 000 espécies de plantas domesticadas ao longo dos 10 000 anos de história da agricultura, apenas 30 são utilizadas para produzir a grande maioria dos alimentos que consumimos diariamente. Depender de um número tão reduzido de espécies para garantir o nosso sustento é uma estratégia que está condenada ao fracasso.

As alterações climáticas estão a complicar a situação. As flutuações da temperatura e da precipitação estão a causar danos enormes nas culturas. Os peritos dizem que estes factores poderão custar à África Austral até 30% das suas colheitas de milho até 2030. A diversidade das culturas e dos animais de pecuária são o nosso melhor seguro contra as alterações climáticas. 

A produção animal é em si mesma um factor determinante das alterações climáticas, pois é responsável por mais emissões de gases com efeito de estufa do que os transportes. Este setor representa uma ameaça direta para a biodiversidade; aproximadamente um quinto da biomassa animal terrestre destina-se aos animais de pecuária – terras que em tempos foram o habitat de fauna e flora selvagens e que poderiam ajudar a atenuar consideravelmente os impactos das alterações climáticas.

Num mundo em que se prevê que a população aumente 50% até ao ano 2050, estas tendências poderão muito bem significar fome e malnutrição generalizadas, criando condições favoráveis ao alastramento da pobreza, da doença e mesmo dos conflitos. 

A preservação da biodiversidade preciosa do nosso planeta é essencial para o desenvolvimento e a segurança. Não são apenas os animais e culturas produzidos nas zonas agrícolas, mas também os muitos milhares de plantas e animais que existem nas florestas, nos oceanos e noutros ecossistemas que necessitam de ser protegidos a fim de preservar o equilíbrio ambiental fundamental do planeta.

Temos de congregar esforços no sentido de encontrar soluções, como, por exemplo, o Plano de Acção Mundial sobre os Recursos Genéticos Animais, adoptado em setembro passado numa reunião apoiada pelas Nações Unidas. As Partes na Convenção sobre Diversidade Biológica vão reunir-se em maio para trabalhar com todos os outros parceiros, redobrando esforços com vista a reduzir a perda de biodiversidade e procurando, simultaneamente, alcançar as metas mundiais fixadas para 2010.

Todos continuamos a ter interesse em promover o bom funcionamento de ecossistemas caracterizados pela diversidade de espécies e recursos genéticos, com vista a garantir a sustentação da vida em toda a parte. É demasiado tarde para anular os danos causados ao planeta, mas nunca é demasiado cedo para começar a preservar tudo o que nos resta. Que este Dia Internacional da Diversidade Biológica nos una nesta missão.


segunda-feira, 22 de maio de 2017

Dia internacional para a diversidade biológica


22 de maio










O vídeo mostra como abordar a biodiversidade através da Educação para o Desenvolvimento Sustentável e como mobilizar professores, alunos, pesquisadores e decisores para refletir sobre questões de biodiversidade e sua interdependência com questões de desenvolvimento sustentável global.

Mostra também como a educação nos pode ajudar a entender melhor o valor da biodiversidade e as causas da perda de biodiversidade e dá exemplos de como educadores e alunos podem tornar-se ativos e ajudar a conservar a biodiversidade.


quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Um poema de Natal para o lobo


Concurso de Natal







No âmbito do seu programa educativo, o Grupo Lobo promove, uma vez mais, um concurso de Natal para a comunidade escolar. O presente concurso integra-se nas ações de sensibilização e educação ambiental desta Associação e pretende alertar os alunos para a problemática de conservação da biodiversidade, em particular do lobo-ibérico.

Os participantes são convidados a criar um poema de Natal para o lobo. Pretende-se com esta iniciativa estimular a criatividade e imaginação do público mais jovem e, ao mesmo tempo, incutir a sua participação ativa para a difusão da conservação do património natural do nosso país.

Destinatários
O concurso destina-se a todos os alunos do país que frequentem os 1º, 2º e 3º ciclos do ensino básico.

Apresentação dos Trabalhos 
a) Os trabalhos deverão ser apresentados em folhas A4, redigidos à mão ou em computador, tendo no máximo uma página. Será fator de exclusão a apresentação noutro formato. 
b) Os trabalhos são individuais e cada participante poderá apresentar apenas um a concurso. 
c) No verso do trabalho deverá ser indicado o ano escolar que o aluno frequenta. 
d) Os trabalhos não podem conter o nome dos alunos. Esta informação deverá ser colocada num envelope (fechado à parte), juntamente com a identificação do estabelecimento de ensino, morada, contacto telefónico e endereço eletrónico (do professor responsável ou da escola).

Envio dos trabalhos
Os trabalhos deverão ser enviados por correio eletrónico para globo@ciencias.ulisboa.pt ou por correio para a seguinte morada: 
Grupo Lobo Departamento de Biologia Animal, Faculdade de Ciências de Lisboa, Edifício C2, Campo Grande 1749-016 Lisboa 

O prazo limite para a entrega dos trabalhos é o dia 16 de dezembro (data constante no carimbo dos correios).

Júri
O júri de avaliação dos trabalhos é composto por três elementos, dois da Direção Nacional e um sócio a nomear.

Prémios
Os critérios de avaliação dos trabalhos terão em consideração a qualidade, originalidade e mensagem do poema. As decisões tomadas pelo Júri não permitirão recurso. Nenhum familiar da organização ou do Júri poderá concorrer ao concurso.

Serão atribuídos 3 prémios às categorias que seguidamente se enumeram: 

a) Categoria 1º Ciclo
- 1º Classificado: Visita ao Centro de Recuperação do Lobo Ibérico, válido para aluno, e adoção de um lobo residente no CRLI; 
- 2º Classificado: Adoção de um lobo residente no CRLI; 
- 3º Classificado: Visita ao Centro de Recuperação do Lobo Ibérico, válido para o aluno. 

b) Categoria 2º Ciclo 
- 1º Classificado: Visita ao Centro de Recuperação do Lobo Ibérico, válido para aluno, e adoção de um lobo residente no CRLI; 
- 2º Classificado: Adoção de um lobo residente no CRLI; 
- 3º Classificado: Visita ao Centro de Recuperação do Lobo Ibérico, válido para o aluno. 

c) Categoria 3º Ciclo 
- 1º Classificado: Visita ao Centro de Recuperação do Lobo Ibérico, válido para aluno, e adoção de um lobo residente no CRLI; 
- 2º Classificado: Adoção de um lobo residente no CRLI; 
- 3º Classificado: Visita ao Centro de Recuperação do Lobo Ibérico, válido para o aluno.

Os prémios serão enviados por correio para a morada da escola. Todos os participantes receberão um certificado de participação. Caso considere pertinente, a organização pode entregar menções honrosas.

Divulgação dos Premiados 
Os resultados do concurso serão divulgados no dia dos “Reis Magos” 6 de Janeiro de 2017 no através do correio electrónico do Grupo Lobo, do seu portal http://lobo.fc.ul.pt, e das suas redes sociais Facebook e Twitter. Os três primeiros classificados serão contactados por telefone.

Disposições Finais 
A entidade promotora reserva-se no direito de modificar o presente regulamento, bem como de proceder à resolução de situações omissas no mesmo. A participação neste concurso implica a aceitação deste regulamento, bem como das possíveis alterações que ao mesmo se venham a verificar. As obras entregues a concurso, após receção, passarão a ser propriedade do Grupo Lobo, entidade que reserva para si todos os direitos de autoria, publicação, divulgação e exposição através de qualquer meio ou suporte, no âmbito das suas atividades, sem necessidade de prévio conhecimento ou consentimento do(s) autor(es) ou seus representantes, mas sempre com menção do nome do(s) autor(es).


quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Histórias de lobos pelos nossos avós

Concurso de recolha de histórias







Regulamento

No âmbito do seu programa educativo, o Grupo Lobo promove, mais uma vez, um concurso de Natal para a comunidade escolar. Os participantes são convidados a recolher histórias contadas pelos seus avós ou parentes mais antigos sobre o lobo.

O presente concurso integra-se nas ações de sensibilização e educação ambiental do Grupo Lobo e pretende alertar os alunos para a problemática de conservação da biodiversidade, em particular do lobo ibérico.

II – Objetivo

O objetivo do concurso é estimular a criatividade e imaginação do público mais jovem, e ao mesmo tempo incutir a sua participação ativa para a difusão da conservação do património natural do nosso país.

III – Destinatários

O concurso destina-se a todos os alunos do país que frequentem os 1º, 2º e 3º ciclos do ensino básico.

IV – Apresentação dos Trabalhos

a) Os trabalhos deverão ser apresentados em folhas A4, redigidos à mão ou em
computador, tendo no máximo três páginas. Será fator de exclusão a apresentação noutro formato.

b) Os trabalhos são individuais e cada participante poderá apresentar apenas um a concurso.

c) No verso do trabalho deverá ser indicado o ano escolar que o aluno frequenta.

d) Os trabalhos não podem conter o nome dos alunos. Esta informação deverá ser colocada num envelope (fechado à parte), juntamente com a identificação do estabelecimento de ensino, morada, contacto telefónico e endereço eletrónico (do professor responsável ou da escola).

VI – Envio dos Trabalhos
Os trabalhos deverão ser enviados por correio eletrónico para globo@ciencias.ulisboa.pt ou por correio para a seguinte morada:

Grupo Lobo
Departamento de Biologia Animal, Faculdade de Ciências de Lisboa, Edifício C2, Campo
Grande
1749-016 Lisboa

O prazo limite para a entrega dos trabalhos é o dia 18 de Dezembro (data constante no carimbo dos correios).

VII – Júri
O júri de avaliação dos trabalhos é composto por três elementos, dois da Direcção Nacional e um sócio a nomear.

Os critérios de avaliação dos trabalhos terão em consideração a qualidade do texto e originalidade da história. As decisões tomadas pelo Júri não permitirão recurso. Nenhum familiar da organização ou do Júri poderá concorrer ao concurso.

VIII – Prémios
Para cada categoria haverá 3 prémios. Todos os participantes receberão um certificado de participação. Caso considere pertinente, a organização pode entregar menções honrosas.

a) Categoria 1º Ciclo

1º Classificado: Visita ao Centro de Recuperação do Lobo Ibérico, válido para aluno e pais, e adopção de um lobo residente no CRLI;

2º Classificado: Visita ao Centro de Recuperação do Lobo Ibérico, válido para o aluno e pais;

3º Classificado: Adopção de um lobo residente no CRLI.

b) Categoria 2º Ciclo

1º Classificado: Visita ao Centro de Recuperação do Lobo Ibérico, válido para aluno e pais, e adopção de um lobo residente no CRLI;

2º Classificado: Visita ao Centro de Recuperação do Lobo Ibérico, válido para o aluno e pais;
3º Classificado: Adopção de um lobo residente no CRLI.

c) Categoria 3º Ciclo

1º Classificado: Visita ao Centro de Recuperação do Lobo Ibérico, válido para aluno e pais, e adopção de um lobo residente no CRLI;

2º Classificado: Visita ao Centro de Recuperação do Lobo Ibérico, válido para o aluno e pais;

3º Classificado: Adopção de um lobo residente no CRLI.

Os prémios serão enviados por correio para a morada da escola.


VIII – Divulgação dos Premiados

Os resultados do concurso serão divulgados no dia dos “Reis Magos” 6 de Janeiro de 2016 no portal do Grupo Lobo http://lobo.fc.ul.pt, Facebook e Twitter.

Os três primeiros classificados serão contactados por telefone.


IX – Disposições Finais

A entidade promotora reserva-se no direito de modificar o presente regulamento, bem como de proceder à resolução de situações omissas no mesmo.

A participação neste concurso implica a aceitação deste regulamento, bem como das possíveis alterações que ao mesmo se venham a verificar.

As obras entregues a concurso, após receção, passarão a ser propriedade do Grupo Lobo, entidade que reserva para si todos os direitos de autoria, publicação, divulgação e exposição através de qualquer meio ou suporte, no âmbito das suas atividades, sem necessidade de prévio conhecimento ou consentimento do(s) autor(es) ou seus representantes, mas sempre com menção do nome do(s) autor(es).

sábado, 6 de junho de 2015

Centro de recuperação do lobo ibérico




CIDADANIA


Não Deixe os Lobos Sem Abrigo! Campanha de Crowdfunding 





O Grupo Lobo lança a campanha final para manter vivo o Centro de Recuperação do Lobo Ibérico /CRLI. Fazendo um apelo a todos os seus sócios, “pais adoptivos”, amigos e simpatizantes para que, todos juntos, possamos salvar o Centro de Recuperação do Lobo Ibérico.

 Conheça esta campanha em Indiegogo: http://igg.me/at/wolfcentre/x/848902



São 17 hectares que recriam o habitat natural do lobo ibérico – espécie ameaçada de que restam apenas cerca de 300 exemplares em Portugal. Com condições seguras para animais que já não podem viver em liberdade.

Conheça melhor o CRLI em http://lobo.fc.ul.pt/?page=conteudos/cr_lobo_iberico


Informação actualizada sobre a campanha está disponível também na página de Facebook do Grupo Lobo.

Para mais esclarecimentos, contacte:
Grupo Lobo - Associação para a Conservação do Lobo e do seu Ecossistema
Tel. 21 750 00 73 | E-mail: globo@fc.ul.pt | URL: http://lobo.fc.ul.pt




O Grupo Lobo (http://lobo.fc.ul.pt) é uma Organização Não Governamental de Ambiente, independente e sem fins lucrativos, fundada em 1985. O seu objectivo principal é fomentar o interesse pelo lobo ibérico e o seu ecossistema em Portugal. É também sua preocupação desenvolver esforços no sentido de estabelecer as condições legais, ecológicas e socioeconómicas indispensáveis a uma conservação efectiva do lobo ibérico.