terça-feira, 30 de junho de 2026

Luís de Camões em 2026

 

 #camoes500  #aLerMaiseMelhor

 

 


Imaginámos o poeta no fim da vida: pobre, cansado, quase sem pão, depois de ter cantado um império inteiro.
Mas então alguém chega do futuro.
E Camões descobre que Portugal ainda existe. Que Lisboa mudou, mas continua a ter alma. Que Os Lusíadas ainda são lidos. Que a língua portuguesa atravessou oceanos. E que o seu nome ficou gravado na memória de um país.
Em vida faltou-lhe moeda. Depois da morte deram-lhe bronze.
Mas talvez a maior homenagem seja esta: Camões morreu pobre, mas deixou Portugal mais rico.


quinta-feira, 25 de junho de 2026

Diversidade, língua(s) e inclusão: desafios a enfrentar nos próximos anos

 

 #portuguêslínguanãomaterna

 

Diversidade, língua(s) e inclusão: desafios a enfrentar nos próximos anos 

Diversidade, língua(s) e inclusão: desafios a enfrentar nos próximos anos
Ano: 2026 - 1.ª Edição
ISBN: 978-989-8841-6-9
(edição eletrónica)

 


O Conselho Nacional de Educação publicou o livro Diversidade, língua(s) e inclusão: desafios a enfrentar nos próximos anos, com oito textos originais sobre os alunos migrantes e a sua integração no sistema educativo, sobre a disciplina de PLNM implementada desde 2006-2007 e sobre dois projetos escolares de inclusão da diversidade linguística e cultural. 
 

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Balanço Anual da Educação 2026

 

 



Um dos temas do Balanço Anual da Educação 2026, da Fundação Belmiro de Azevedo, são os "Alunos com nacionalidade estrangeira no sistema de ensino público obrigatório". Na apresentação do relatório foram destacadas medidas que podem contribuir para a inclusão destes alunos: mais autonomia das escolas, alterações no currículo, evitar turmas só de alunos estrangeiros e a contratação de professores migrantes. 
 
 
 

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Livros TOP 5 - 3º Período

 

 aLerMaiseMelhor

 

 

 


 

Divulgamos os livros mais requisitados no 3º Período:

- Memorial do convento, de José Saramago.
- Leandro, Rei da Helíria, de Alice Vieira.
- A cidade de Ulisses, de Teolinda Gersão.
- Mariana e Manuel Gémeos em sarilhos, de Margarida Fonseca Santos.
- O nosso clube de teatro, Margarida Fonseca Santos. 

 

Continuação de boas leituras! 

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Guia | Direitos de autor para bibliotecas

 

 #DireitosdeAutor  #DigitalEU

 


Este guia apresenta seis passos simples que as bibliotecas devem seguir, que vão da identificação do estatuto dos direitos de autor de uma obra até à partilha responsável de conteúdos, ilustrados com exemplos práticos.

 

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Comemorar Camões no dia 10 de junho

 

 #camoes500 

 



“Camões está tão atual como o futuro”.

- Gonçalo M. Tavares 

 

 


  

10 de junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Clássicos em Rede | Cerimónia de entrega dos prémios

 

#ClássicosemRede #OlimpiadasDaCulturaClássica #aLerMaiseMelhor










Cerimónia de entrega de prémios | 9 de junho

Auditório da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

Desenho, ilustração, fotografia, bandas desenhadas não digitais
1.º prémio
- Escalão C: Luciana Alves (12º ano)

Vídeos/Filmes
1º Prémio
- Escalão C - Alba Mancera, João Azevedo, Liliana Paulo, Rita Bertelo (12º ano)

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Exposição | Caos poético segundo Kusturica

 

  #HistóriaeEstóriasCiganas  #aLerMaiseMelhor #BibliotecaCCBvr

 

 


 
 
 
Exposição dos trabalhos dos alunos do 10º E, realizados na disciplina de Desenho A, no âmbito do projeto Histórias & estórias ciganas, a partir do visionamento dos filmes de Kusturica O tempo dos ciganos e Gato preto, gato branco.
 

 Alguns dos trabalhos expostos

 

Plano do projeto de trabalho.

 

sábado, 6 de junho de 2026

Gil Vicente em 2026

 

#teatroportugues  #GilVicente 

 

 

 

Viajando até 2026, o pai do teatro português encontra redes sociais, vaidade, máscaras modernas e percebe que a comédia humana continua em cena. O mundo mudou de roupa, mas não mudou de vícios.  

quinta-feira, 4 de junho de 2026

O que é que um autor pode fazer? Bibliotecas sombra na era da inteligência artificial

 

 #inteligenciaartificial  #direitosdeautor

 

 
 
Em O que é que um autor pode fazer? Bibliotecas Sombra na Era da IA, M. Swartz* (2026) explora a crescente tensão jurídica e ética entre as plataformas de inteligência artificial e os direitos de autor, focando-se no papel das bibliotecas sombra como fontes de dados. 

 

O autor destaca o processo judicial contra a Anna’s Archive, sublinhando que estas bases de dados piratas são agora utilizadas para treinar modelos de linguagem em larga escala sem o consentimento dos criadores. Grandes editoras estão a reagir através de litígios estratégicos, enquanto outras optam por acordos de licenciamento lucrativos que frequentemente excluem os escritores dos lucros. 

 

A análise aponta para um vácuo regulatório global que deixa os produtores de conteúdos com mecanismos de proteção limitados perante a exploração tecnológica. Em suma, o artigo reflete sobre como a IA generativa está a transformar a indústria editorial e a desafiar os conceitos tradicionais de propriedade intelectual.

👉Como é que as bibliotecas-sombra impactam o treino de modelos de IA?

 

As bibliotecas-sombra, como o Anna’s Archive, LibGen e Sci-Hub, desempenham um papel fundamental e controverso no desenvolvimento da Inteligência Artificial (IA), atuando como fontes massivas de dados para o treino de Modelos de Linguagem de Grande Escala (LLMs).

 

O impacto destas plataformas manifesta-se de várias formas:

  • Fornecimento de grandes conjuntos de dados: As bibliotecas-sombra deixaram de ser apenas canais de pirataria para se tornarem fornecedores ativos de dados. O Anna's Archive, por exemplo, é acusado de publicitar e fornecer acesso de alta velocidade a obras protegidas por direitos de autor especificamente para programadores de sistemas de IA e corretores de dados.

  • Contorno de barreiras éticas e legais: Devido à intensa competição e à abordagem de que "o progresso está acima de tudo", muitas empresas de tecnologia recorrem a estes sites piratas para obter materiais de treino, frequentemente sem pagar qualquer compensação aos autores.
    Uso de coleções específicas: Existem casos documentados de utilização de bases de dados derivadas de bibliotecas-sombra. A Meta foi acusada de treinar o seu LLM no Books3, um conjunto de dados que continha o texto integral de quase 200.000 livros piratas. Outras gigantes como Nvidia, Salesforce e Apple também enfrentaram acusações semelhantes.

  • Ineficácia dos mecanismos de "Opt-out": O uso de bibliotecas-sombra torna quase inúteis as tentativas de proteção dos autores. Mesmo que um autor utilize modelos de licenciamento progressivos ou opte por não permitir o uso do seu trabalho em acordos com editoras oficiais, o seu conteúdo pode ainda assim acabar num LLM se for extraído de uma biblioteca-sombra.

  • Aceleração de conflitos jurídicos: O papel destas bibliotecas no treino de IA motivou uma nova vaga de processos judiciais. Grandes editoras globais (como Hachette, Penguin Random House e HarperCollins) processaram o Anna’s Archive, argumentando que a ação é crítica dado o papel do site em "alimentar chatbots de IA".

Em suma, as bibliotecas-sombra criaram um cenário onde a vasta maioria das publicações em língua inglesa já foi provavelmente utilizada como dado de treino para múltiplos modelos de IA, deixando os criadores com poucas opções para controlar o uso das suas obra.

 

👉Que empresas foram processadas por usar dados do Books3?
Com base nas fontes, a principal empresa mencionada como tendo sido processada especificamente pelo uso do conjunto de dados Books3 (que contém cerca de 200.000 livros piratas) é a Meta. O processo em questão é o caso Kadrey v. Meta, no qual foi alegado que a empresa treinou o seu modelo de linguagem utilizando esse repositório.
Além da Meta, as fontes indicam outras empresas envolvidas em litígios ou acusações semelhantes relacionadas com o uso de bibliotecas-sombra e obras piratas: Anthropic: Foi alvo do caso Bartz et al. v. Anthropic PBC, que resultou no maior acordo de ação coletiva de direitos de autor na história dos EUA (1,5 mil milhões de dólares). A empresa foi acusada de utilizar uma "biblioteca central" de obras piratas e conteúdos de bibliotecas-sombra para treinar os seus modelos.
Nvidia, Salesforce e Apple: Estas grandes empresas tecnológicas também foram acusadas de utilizar estratégias semelhantes (recurso a bibliotecas-sombra e livros piratas) para o treino dos seus modelos de IA. No caso da Salesforce, a fonte menciona explicitamente que a empresa foi processada por autores em outubro de 2025.
As fontes sublinham que este cenário de processos judiciais é alimentado pela tendência das empresas de IA de utilizarem sites como o Anna’s Archive (sucessor do LibGen e Sci-Hub) como fontes massivas de dados sem a devida ccompensação aos autores.


👉Existem alternativas para os autores protegerem as suas obras da IA?
Atualmente, as opções para os autores que pretendem proteger as suas obras do treino de IA são consideradas limitadas, uma vez que é provável que a grande maioria das publicações em língua inglesa e conteúdos online já tenha sido utilizada para esse fim. No entanto, as fontes identificam algumas alternativas e estratégias: 
  • Seleção de editoras com políticas de "Opt-out": Uma das alternativas é publicar em editoras ou plataformas que ofereçam o direito de exclusão (opt-out). Um exemplo destacado é a Cambridge University Press, que adotou um modelo considerado mais progressivo, permitindo que os autores optem por não ter as suas obras utilizadas para treino de IA, ao mesmo tempo que assegura o pagamento de royalties.
  • Novos modelos de licenciamento (Creative Commons Signals): O projeto CC Signals é uma iniciativa emergente que visa permitir aos detentores de direitos sinalizar as suas preferências sobre como o seu conteúdo deve ser reutilizado por máquinas. Este sistema baseia-se num conjunto de opções moldadas pelo interesse público para tentar criar um "novo contrato social" na era da IA.
  • Ações judiciais coletivas: Como mencionado anteriormente, os autores têm recorrido aos tribunais para contestar o uso não autorizado das suas obras. Casos como Kadrey v. Meta e Bartz et al. v. Anthropic PBC (que resultou num acordo histórico de 1,5 mil milhões de dólares) mostram que a via judicial é uma forma de retaliação e tentativa de proteção dos direitos de autor contra o uso de bases de dados piratas como o Books3.
  • Obstáculos à proteção: Estas alternativas enfrentam desafios significativos: iIneficácia perante Bibliotecas-Sombra: Um mecanismo de "opt-out" oficial tem pouco valor se as empresas de IA continuarem a recolher dados de bibliotecas-sombra como o Anna’s Archive, que operam à margem das licenças e acordos legais.
  • Dependência da boa vontade tecnológica: O sucesso de iniciativas como o CC Signals depende de as empresas de IA respeitarem esses sinais. Dado o histórico de "o progresso acima de tudo" e o uso frequente de sites piratas, é incerto se estas empresas tratarão tais sinais como algo mais do que opcional.
  • Acordos de editoras sem consentimento: Muitas vezes, grandes editoras (como Taylor & Francis e Wiley) celebram acordos de licenciamento de dados com empresas tecnológicas sem que os autores sejam informados ou consultados previamente. 
 👉Como funciona o projeto CC Signals para proteger conteúdos?


O projeto Creative Commons (CC) Signals é apresentado como uma resposta às dificuldades dos autores em controlar o uso de suas obras no treino de IA, funcionando como um modelo emergente de licenciamento para a era digital.
O seu funcionamento baseia-se nos seguintes pilares:

  • Sinalização de preferências: O projeto permite que os detentores de direitos "sinalizem as suas preferências" sobre a forma como o seu conteúdo pode ser reutilizado por máquinas.

  • Opções estruturadas: Estas preferências não são arbitrárias; baseiam-se num conjunto de opções limitadas, mas significativas, que foram desenhadas e moldadas tendo em conta o interesse público.

  • Novo contrato social: O objetivo de fundo é estabelecer um "novo contrato social" para a era da inteligência artificial, criando uma linguagem clara entre criadores e desenvolvedores de tecnologia.

  • Desafios à sua eficácia: O sucesso do CC Signals não depende apenas da ferramenta em si, mas da boa vontade das empresas de tecnologia. O sistema só funciona se as empresas que treinam modelos de IA decidirem respeitar esses "sinais". Dado o histórico das grandes tecnológicas no uso de bibliotecas-sombra e a sua abordagem de que "o progresso está acima de tudo", existe o receio de que estas empresas tratem o CC Signals como algo meramente opcional e não vinculativo.

👉As empresas de IA são obrigadas a respeitar estes sinais?
De acordo com as fontes, as empresas de IA não são obrigadas a respeitar estes sinais no sentido de existir um mecanismo legal que as force a tal. O sucesso do projeto CC Signals depende das empresas de tecnologia decidirem, voluntariamente, respeitar essas preferências de licenciamento.
 
Os principais pontos de preocupação destacados nas fontes incluem:
  • Carácter opcional: Dado o histórico das grandes empresas tecnológicas em relação ao cumprimento de direitos de autor e ao uso de bibliotecas-sombra, considera-se difícil que estas venham a tratar o CC Signals como algo mais do que meramente opcional.
  • Abordagem de "Progresso acima de tudo": As grandes empresas de IA têm adotado uma mentalidade em que o desenvolvimento tecnológico rápido é prioritário, o que as leva frequentemente a ignorar barreiras éticas e a recorrer a sites piratas para obter dados de treino.
  • Ineficácia perante a pirataria: Mesmo que uma empresa respeite os sinais em fontes oficiais, os autores continuam vulneráveis se os seus conteúdos forem extraídos de bibliotecas-sombra (como o Anna’s Archive), onde as preferências de licenciamento e os mecanismos de "opt-out" não têm qualquer efeito.
 Em suma, embora o CC Signals tente criar um "novo contrato social", a sua eficácia depende inteiramente da boa vontade das empresas de IA em honrar as sinalizações dos criadores.

Swartz, M. (2026). O que é que um autor pode fazer? Bibliotecas Sombra na Era da IA. Slaw, 8 de maio de 2026. https://www.slaw.ca/2026/05/08/whats-an-author-to-do-shadow-libraries-in-the-age-of-ai/  
* Mark Swartz é o Bibliotecário de Publicações Académicas da Queen's University em Kingston, Ontário. Nesse cargo, ele gere o programa de publicação de periódicos de Acesso Aberto da universidade e o repositório institucional, além de supervisionar programas de bolsas que apoiam subsídios de livros e a criação de recursos educacionais abertos.

Filmes | Gato preto, gato branco, de Emir Kusturica

 

#HistoriaeEstoriasCiganas #textosmultimodais  #aLerMaiseMelhor #EducaçãoIntercultural

 


 


Sinopse

A história gira em torno de Matko, um pequeno vigarista cigano que vive à beira do rio Danúbio e sonha com um grande golpe. Ele mete-se com um mafioso poderoso, Dadan, e acaba endividado. Para resolver a situação, é forçado a casar o seu filho Zare com a irmã de Dadan — uma união totalmente indesejada.

Mas claro, sendo um filme de Kusturica, tudo sai fora do controle: há casamentos forçados, romances inesperados, personagens excêntricos e situações absurdas que se acumulam numa espiral de humor e caos.
 
Para quem gosta de de filmes fora do padrão de Hollywood, com identidade forte e muita personalidade, Gato Preto, Gato Branco é uma experiência memorável. É um filme sobre amor, ganância e destino — mas contado com uma energia anárquica e extremamente divertida.
 
Prémio Leão de Prata do Festival de Veneza, 1998. 

👉Filme disponível na Biblioteca.

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Exposição | Caos poético - After Emir Kusturica

 

 #HistóriaeEstóriasCiganas  #aLerMaiseMelhor #BibliotecaCCBvr

 




Está patente na escadaria de acesso à biblioteca, até 26 de junho, a exposição "Caos poético - After black cat, white cat", de Emir Kusturica.

Trabalhos produzidos pelos alunos do 10º E, na disciplina de Desenho A, sob orientação do professor Carlos Santelmo, no âmbito do projeto História & Estórias ciganas.

Sessão de cinema - Ratatui


 

 

 

 

Sessão de cinema na Biblioteca para os madrugadores. 

Dia 2 de junho, às 8.20 


O filme escolhido para um grupo de alunas do 10º E foi Ratatui.





 SINOPSE

Remy reside em Paris e possui um sofisticado paladar. O seu sonho é ser chef de cozinha e desfrutar as diversas obras da arte culinária. O único problema é que ele é um rato. Quando se acha dentro de um dos restaurantes mais finos de Paris, Remy decide transformar o seu sonho em realidade. 

 

terça-feira, 2 de junho de 2026

Arqueólogos criam o “Google Maps” das vias romanas

 

 



As antigas vias romanas eram cerca de 50% mais longas do que se estimava, revela um novo atlas digital que cartografa quase 300 mil quilómetros de estradas. O trabalho resulta de cinco anos de investigação por uma equipa de arqueólogos que utilizou registos históricos, diários antigos, a localização de marcos quilométricos e outros dados de arquivo. 

Quando os relatos mencionavam estradas perdidas em determinadas zonas, os investigadores observavam o terreno de cima, procurando pistas através de imagens de satélite e fotografias aéreas, incluindo imagens captadas por aviões durante a Segunda Guerra Mundial e digitalizadas recentemente, para identificar vestígios subtis, como diferenças na vegetação, variações no solo ou pequenas alterações de altitude. Também procuraram sinais de engenharia antiga, como montes artificiais ou encostas escavadas, que ajudaram a traçar o percurso das vias romanas.

Os investigadores calculavam até agora que a extensão das estradas romanas rondava os 188.555 quilómetros. O novo estudo identifica quase 300.000 quilómetros de vias espalhadas por todo o Império Romano, permitindo visualizar percursos que iam da Península Ibérica à Síria.

 



 

O trabalho aumentou também o conhecimento sobre estradas antigas no Norte de África, nas planícies de França e na península do Peloponeso, na Grécia.

 A possibilidade de visualizar as antigas rotas utilizadas por agricultores, soldados, diplomatas e outros viajantes romanos permitirá compreender melhor tendências históricas que dependiam da circulação de pessoas durante o período romano. Entre elas, a ascensão do cristianismo na região e a disseminação de epidemias.

As proezas de engenharia romana na construção e manutenção de estradas, incluindo pontes de pedra em arco e túneis escavados em encostas, continuam a moldar a geografia e a economia da região do Mediterrâneo e de outras áreas.

 

Provavelmente leitura | Junho 26

 

#ProvavelmenteLeitura  #HistóriaeEstóriasCiganas  #aLerMaiseMelhor  #BibliotecaCCBvr 

 

 



Este é o livro selecionado para a sala de professores, do mês de junho.


Enterrem-me de pé: a longa viagem dos ciganos, de Isabel Fonseca, é uma obra de não ficção que mistura jornalismo, antropologia e relato pessoal.

O livro acompanha a jornada da autora ao longo de vários anos vivendo e viajando com comunidades ciganas (os Roma) na Europa Central e Oriental — especialmente em países como Roménia, Albânia e Polónia. Daí que a narrativa misture relato pessoal, investigação histórica e reflexão social.

A partir da convivência direta, a autora procura entender: 

  • A origem e identidade do povo cigano
  • Os seus costumes, tradições e códigos sociais
  • A forma como lida com a marginalização e o preconceito 

 
Temas abordados: 

  • Invisibilidade e exclusão  - Os ciganos são retratados como um povo historicamente marginalizado, muitas vezes “invisível” para a sociedade dominante, apesar de sua forte presença cultural.
  • Cultura e tradição A obra mostra uma cultura baseada sobretudo na oralidade, com regras rígidas de comportamento e valores próprios, como o conceito de pureza (mahrime).
  • Identidade sem territórioDiferente de muitos povos, os Roma não têm um Estado-nação. A sua identidade está ligada à língua, memória e tradição, não a um território fixo.
  • Perseguição histórica -  O livro também aborda a perseguição contínua sofrida pelos ciganos ao longo da história — incluindo o genocídio durante a Segunda Guerra Mundial. 

 

A frase que dá título ao livro resume bem o espírito da obra: “Enterrem-me de pé, porque vivi de joelhos.”

Ela simboliza a luta pela dignidade de um povo que sobrevive há séculos à exclusão, mantendo a sua identidade.

 Projeto História & estórias ciganas 

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Empatia: O código que a IA não entende

    

 #InteligenciaArtificial

 



Face às transformações trazidas pela inteligência artificial, como preservar aquilo que é essencialmente humano? 
 
Anna Beatriz, uma aluna de 17 anos, reflete sobre os impactos da IA na forma como aprendemos, trabalhamos e cuidamos das pessoas. A partir dessa perspetiva, ela defende o uso responsável da tecnologia, sem perder de vista o valor do olhar humano e do cuidado afetivo. Por mais avançada que a tecnologia seja, o olhar humano e o cuidado afetivo nunca podem ser substituídos.

 

Viagem no Tempo: Mostra de máquinas fotográficas antigas

 


#BibliotecaCCBvr #CulturaVilaReal #Fotografia #CasaPaullos #MaquinasAntigas








Esteve patente na escadaria de acesso à biblioteca, de 11 a dia 31 de maio, uma mostra muito especial de máquinas fotográficas antigas. Entre as relíquias em exposição, destacam-se a icónica Nikkomat FT 2 (1975) e a clássica Nº 1A Pocket Kodak (1926), verdadeiras testemunhas da evolução da arte de fotografar.

Esta iniciativa surge no âmbito da exposição de fotografia "Vila Real na objetiva de Manuel Costa Monteiro", realizada em parceria com o Museu do Som e Imagem de Vila Real.

🙏 Um agradecimento especial: Esta mostra só foi possível graças à generosidade da Casa Paúllos, que cedeu gentilmente as peças do seu espólio.

Seja por curiosidade histórica ou paixão pela fotografia, obrigado a todos os que passaram por cá para descobrir a magia por detrás da lente!