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domingo, 26 de julho de 2026

360º Património Cultural

 

 

 #PatrimónioCultural

 



Já são 67 visitas virtuais a 90 espaços patrimoniais, em 45 concelhos, que tornam a nossa História, Cultura e identidade acessíveis a partir de qualquer lugar. GRATUITAMENTE!

Através de diversas formas de navegação — por tema, localização, período histórico ou pesquisa direta — pretende-se aproximar o público do património cultural, facilitando a descoberta, a exploração e a valorização da herança cultural portuguesa. 

Visite o Portal.

terça-feira, 2 de junho de 2026

Arqueólogos criam o “Google Maps” das vias romanas

 

 



As antigas vias romanas eram cerca de 50% mais longas do que se estimava, revela um novo atlas digital que cartografa quase 300 mil quilómetros de estradas. O trabalho resulta de cinco anos de investigação por uma equipa de arqueólogos que utilizou registos históricos, diários antigos, a localização de marcos quilométricos e outros dados de arquivo. 

Quando os relatos mencionavam estradas perdidas em determinadas zonas, os investigadores observavam o terreno de cima, procurando pistas através de imagens de satélite e fotografias aéreas, incluindo imagens captadas por aviões durante a Segunda Guerra Mundial e digitalizadas recentemente, para identificar vestígios subtis, como diferenças na vegetação, variações no solo ou pequenas alterações de altitude. Também procuraram sinais de engenharia antiga, como montes artificiais ou encostas escavadas, que ajudaram a traçar o percurso das vias romanas.

Os investigadores calculavam até agora que a extensão das estradas romanas rondava os 188.555 quilómetros. O novo estudo identifica quase 300.000 quilómetros de vias espalhadas por todo o Império Romano, permitindo visualizar percursos que iam da Península Ibérica à Síria.

 



 

O trabalho aumentou também o conhecimento sobre estradas antigas no Norte de África, nas planícies de França e na península do Peloponeso, na Grécia.

 A possibilidade de visualizar as antigas rotas utilizadas por agricultores, soldados, diplomatas e outros viajantes romanos permitirá compreender melhor tendências históricas que dependiam da circulação de pessoas durante o período romano. Entre elas, a ascensão do cristianismo na região e a disseminação de epidemias.

As proezas de engenharia romana na construção e manutenção de estradas, incluindo pontes de pedra em arco e túneis escavados em encostas, continuam a moldar a geografia e a economia da região do Mediterrâneo e de outras áreas.

 

sábado, 2 de maio de 2026

Provavelmente leitura | Maio 26

 

 #aLerMaiseMelhor #patrimonioCultural #bibliotecaCCBvr

 

 


O livro selecionado pela biblioteca para o espaço de leitura da sala de professores, do mês de maio é Património Imaterial do Douro - Narrações orais: contos, lendas, mitos, de Alexandre Parafita.  

Esta obra destaca-se como um contributo importante para o inventário do património cultural imaterial do Douro, reunindo um vasto conjunto de narrativas transmitidas oralmente ao longo de gerações. Trata-se de um trabalho que não apenas recolhe histórias, mas também as contextualiza culturalmente, revelando o imaginário coletivo da região.

Parafita assume aqui um papel duplo: investigador e mediador cultural, preservando tradições que, sem este tipo de registo, poderiam perder-se com o tempo. A obra mostra como o património imaterial transmitido oralmente — como contos, lendas e mitos — é essencial para compreender a identidade de uma comunidade. 

 
🧠 Temas e características principais 

  • Riqueza do imaginário popular: aparecem frequentemente figuras como lobisomens, bruxas, mouros encantados e almas penadas, refletindo crenças antigas e o medo do sobrenatural.
  • Ligação ao território: muitas narrativas explicam a origem de lugares (toponímia) ou fenómenos naturais, mostrando uma forte relação entre paisagem e mito.
  • Dimensão antropológica: o autor não se limita a narrar histórias; interpreta-as à luz da cultura, religiosidade e mentalidade rural duriense.
  • Valorização da oralidade: o livro preserva a linguagem e o estilo próprios da tradição oral, conferindo autenticidade às narrativas.

Em suma, este livro é uma referência no estudo da tradição oral portuguesa. Mais do que uma simples coletânea de histórias, é um documento cultural vivo, que preserva memórias, crenças e identidades do Douro. 

A obra de Alexandre Parafita reafirma a importância de valorizar o património imaterial como parte essencial da herança cultural.