#InteligênciaArtificial #LiteraciaDigital
Em termos práticos, criar um GPT é construir um assistente desenhado à medida de um objetivo pedagógico concreto. Não se trata de substituir o trabalho docente, mas sim de criar um recurso que estende a nossa intenção educativa: seja para desenhar guiões de estudo diferenciados, simular estudos de caso ou estruturar momentos de avaliação formativa.
O processo de construção não exige competências de programação, mas exige rigor de conceção. No infográfico aqui anexado é sistematizado esse processo em três fases fundamentais:
1. O Planeamento prévio
A eficácia do assistente decide-se antes de abrir a plataforma. Definir com clareza o objetivo da tarefa, o perfil dos utilizadores, a bibliografia de suporte (conhecimento fidedigno) e assegurar a estrita proteção de dados sensíveis são etapas que determinam a qualidade das respostas.
2. A Configuração técnica e pedagógica
Na criação do assistente, a redação das instruções é o núcleo do projeto. É aí que estabelecemos a identidade, o tom de comunicação, a metodologia de resposta e os limites operacionais. O carregamento dos documentos de referência permite ancorar a IA em fontes científicas e pedagógicas validadas, evitando alucinações conceptuais.
3. A Validação e partilha
Nenhum assistente deve ser disponibilizado sem testes rigorosos. Experimentar pedidos ambíguos, forçar os limites das instruções e corrigir desvios garante a fiabilidade do recurso antes da sua partilha com alunos ou colegas.
Cocriação: Mário Martins | ChatGPT | Gemini