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quinta-feira, 4 de junho de 2026

O que é que um autor pode fazer? Bibliotecas sombra na era da inteligência artificial

 

 #inteligenciaartificial  #direitosdeautor

 

 
 
Em O que é que um autor pode fazer? Bibliotecas Sombra na Era da IA, M. Swartz (2026) explora a crescente tensão jurídica e ética entre as plataformas de inteligência artificial e os direitos de autor, focando-se no papel das bibliotecas sombra como fontes de dados. 

 

O autor destaca o processo judicial contra a Anna’s Archive, sublinhando que estas bases de dados piratas são agora utilizadas para treinar modelos de linguagem em larga escala sem o consentimento dos criadores. Grandes editoras estão a reagir através de litígios estratégicos, enquanto outras optam por acordos de licenciamento lucrativos que frequentemente excluem os escritores dos lucros. 

 

A análise aponta para um vácuo regulatório global que deixa os produtores de conteúdos com mecanismos de proteção limitados perante a exploração tecnológica. Em suma, o artigo reflete sobre como a IA generativa está a transformar a indústria editorial e a desafiar os conceitos tradicionais de propriedade intelectual.

👉Como é que as bibliotecas-sombra impactam o treino de modelos de IA?

 

As bibliotecas-sombra, como o Anna’s Archive, LibGen e Sci-Hub, desempenham um papel fundamental e controverso no desenvolvimento da Inteligência Artificial (IA), atuando como fontes massivas de dados para o treino de Modelos de Linguagem de Grande Escala (LLMs).

 

O impacto destas plataformas manifesta-se de várias formas:

  • Fornecimento de grandes conjuntos de dados: As bibliotecas-sombra deixaram de ser apenas canais de pirataria para se tornarem fornecedores ativos de dados. O Anna's Archive, por exemplo, é acusado de publicitar e fornecer acesso de alta velocidade a obras protegidas por direitos de autor especificamente para programadores de sistemas de IA e corretores de dados.

  • Contorno de barreiras éticas e legais: Devido à intensa competição e à abordagem de que "o progresso está acima de tudo", muitas empresas de tecnologia recorrem a estes sites piratas para obter materiais de treino, frequentemente sem pagar qualquer compensação aos autores.
    Uso de coleções específicas: Existem casos documentados de utilização de bases de dados derivadas de bibliotecas-sombra. A Meta foi acusada de treinar o seu LLM no Books3, um conjunto de dados que continha o texto integral de quase 200.000 livros piratas. Outras gigantes como Nvidia, Salesforce e Apple também enfrentaram acusações semelhantes.

  • Ineficácia dos mecanismos de "Opt-out": O uso de bibliotecas-sombra torna quase inúteis as tentativas de proteção dos autores. Mesmo que um autor utilize modelos de licenciamento progressivos ou opte por não permitir o uso do seu trabalho em acordos com editoras oficiais, o seu conteúdo pode ainda assim acabar num LLM se for extraído de uma biblioteca-sombra.

  • Aceleração de conflitos jurídicos: O papel destas bibliotecas no treino de IA motivou uma nova vaga de processos judiciais. Grandes editoras globais (como Hachette, Penguin Random House e HarperCollins) processaram o Anna’s Archive, argumentando que a ação é crítica dado o papel do site em "alimentar chatbots de IA".

Em suma, as bibliotecas-sombra criaram um cenário onde a vasta maioria das publicações em língua inglesa já foi provavelmente utilizada como dado de treino para múltiplos modelos de IA, deixando os criadores com poucas opções para controlar o uso das suas obra.

 

👉Que empresas foram processadas por usar dados do Books3?
Com base nas fontes, a principal empresa mencionada como tendo sido processada especificamente pelo uso do conjunto de dados Books3 (que contém cerca de 200.000 livros piratas) é a Meta. O processo em questão é o caso Kadrey v. Meta, no qual foi alegado que a empresa treinou o seu modelo de linguagem utilizando esse repositório.
Além da Meta, as fontes indicam outras empresas envolvidas em litígios ou acusações semelhantes relacionadas com o uso de bibliotecas-sombra e obras piratas: Anthropic: Foi alvo do caso Bartz et al. v. Anthropic PBC, que resultou no maior acordo de ação coletiva de direitos de autor na história dos EUA (1,5 mil milhões de dólares). A empresa foi acusada de utilizar uma "biblioteca central" de obras piratas e conteúdos de bibliotecas-sombra para treinar os seus modelos.
Nvidia, Salesforce e Apple: Estas grandes empresas tecnológicas também foram acusadas de utilizar estratégias semelhantes (recurso a bibliotecas-sombra e livros piratas) para o treino dos seus modelos de IA. No caso da Salesforce, a fonte menciona explicitamente que a empresa foi processada por autores em outubro de 2025.
As fontes sublinham que este cenário de processos judiciais é alimentado pela tendência das empresas de IA de utilizarem sites como o Anna’s Archive (sucessor do LibGen e Sci-Hub) como fontes massivas de dados sem a devida ccompensação aos autores.


👉Existem alternativas para os autores protegerem as suas obras da IA?
Atualmente, as opções para os autores que pretendem proteger as suas obras do treino de IA são consideradas limitadas, uma vez que é provável que a grande maioria das publicações em língua inglesa e conteúdos online já tenha sido utilizada para esse fim. No entanto, as fontes identificam algumas alternativas e estratégias: 
  • Seleção de editoras com políticas de "Opt-out": Uma das alternativas é publicar em editoras ou plataformas que ofereçam o direito de exclusão (opt-out). Um exemplo destacado é a Cambridge University Press, que adotou um modelo considerado mais progressivo, permitindo que os autores optem por não ter as suas obras utilizadas para treino de IA, ao mesmo tempo que assegura o pagamento de royalties.
  • Novos modelos de licenciamento (Creative Commons Signals): O projeto CC Signals é uma iniciativa emergente que visa permitir aos detentores de direitos sinalizar as suas preferências sobre como o seu conteúdo deve ser reutilizado por máquinas. Este sistema baseia-se num conjunto de opções moldadas pelo interesse público para tentar criar um "novo contrato social" na era da IA.
  • Ações judiciais coletivas: Como mencionado anteriormente, os autores têm recorrido aos tribunais para contestar o uso não autorizado das suas obras. Casos como Kadrey v. Meta e Bartz et al. v. Anthropic PBC (que resultou num acordo histórico de 1,5 mil milhões de dólares) mostram que a via judicial é uma forma de retaliação e tentativa de proteção dos direitos de autor contra o uso de bases de dados piratas como o Books3.
  • Obstáculos à proteção: Estas alternativas enfrentam desafios significativos: iIneficácia perante Bibliotecas-Sombra: Um mecanismo de "opt-out" oficial tem pouco valor se as empresas de IA continuarem a recolher dados de bibliotecas-sombra como o Anna’s Archive, que operam à margem das licenças e acordos legais.
  • Dependência da boa vontade tecnológica: O sucesso de iniciativas como o CC Signals depende de as empresas de IA respeitarem esses sinais. Dado o histórico de "o progresso acima de tudo" e o uso frequente de sites piratas, é incerto se estas empresas tratarão tais sinais como algo mais do que opcional.
  • Acordos de editoras sem consentimento: Muitas vezes, grandes editoras (como Taylor & Francis e Wiley) celebram acordos de licenciamento de dados com empresas tecnológicas sem que os autores sejam informados ou consultados previamente. 
 👉Como funciona o projeto CC Signals para proteger conteúdos?


O projeto Creative Commons (CC) Signals é apresentado como uma resposta às dificuldades dos autores em controlar o uso de suas obras no treino de IA, funcionando como um modelo emergente de licenciamento para a era digital.
O seu funcionamento baseia-se nos seguintes pilares:

  • Sinalização de preferências: O projeto permite que os detentores de direitos "sinalizem as suas preferências" sobre a forma como o seu conteúdo pode ser reutilizado por máquinas.

  • Opções estruturadas: Estas preferências não são arbitrárias; baseiam-se num conjunto de opções limitadas, mas significativas, que foram desenhadas e moldadas tendo em conta o interesse público.

  • Novo contrato social: O objetivo de fundo é estabelecer um "novo contrato social" para a era da inteligência artificial, criando uma linguagem clara entre criadores e desenvolvedores de tecnologia.

  • Desafios à sua eficácia: O sucesso do CC Signals não depende apenas da ferramenta em si, mas da boa vontade das empresas de tecnologia. O sistema só funciona se as empresas que treinam modelos de IA decidirem respeitar esses "sinais". Dado o histórico das grandes tecnológicas no uso de bibliotecas-sombra e a sua abordagem de que "o progresso está acima de tudo", existe o receio de que estas empresas tratem o CC Signals como algo meramente opcional e não vinculativo.

👉As empresas de IA são obrigadas a respeitar estes sinais?
De acordo com as fontes, as empresas de IA não são obrigadas a respeitar estes sinais no sentido de existir um mecanismo legal que as force a tal. O sucesso do projeto CC Signals depende das empresas de tecnologia decidirem, voluntariamente, respeitar essas preferências de licenciamento.
 
Os principais pontos de preocupação destacados nas fontes incluem:
  • Carácter opcional: Dado o histórico das grandes empresas tecnológicas em relação ao cumprimento de direitos de autor e ao uso de bibliotecas-sombra, considera-se difícil que estas venham a tratar o CC Signals como algo mais do que meramente opcional.
  • Abordagem de "Progresso acima de tudo": As grandes empresas de IA têm adotado uma mentalidade em que o desenvolvimento tecnológico rápido é prioritário, o que as leva frequentemente a ignorar barreiras éticas e a recorrer a sites piratas para obter dados de treino.
  • Ineficácia perante a pirataria: Mesmo que uma empresa respeite os sinais em fontes oficiais, os autores continuam vulneráveis se os seus conteúdos forem extraídos de bibliotecas-sombra (como o Anna’s Archive), onde as preferências de licenciamento e os mecanismos de "opt-out" não têm qualquer efeito.
 Em suma, embora o CC Signals tente criar um "novo contrato social", a sua eficácia depende inteiramente da boa vontade das empresas de IA em honrar as sinalizações dos criadores.

Swartz, M. (2026). O que é que um autor pode fazer? Bibliotecas Sombra na Era da IA. Slaw, 8 de maio de 2026. https://www.slaw.ca/2026/05/08/whats-an-author-to-do-shadow-libraries-in-the-age-of-ai/  

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Resultados do 1º Torneio Escolar de Xadrez

 

 
#rededebibliotecasdevilareal #1torneiodexadrezdarbvr #bibliotecaccbvr

 

 

  



 

Como a seu tempo foi anunciado, a Rede de Bibliotecas de Vila Real organizou o 1.º Torneio de Xadrez, no passado dia 28 de abril, que reuniu alunos de todos os ciclos de ensino dos Agrupamentos de Escolas e das Escolas Não Agrupadas. 

O encontro constituiu um momento privilegiado de aprendizagem, desafio intelectual e convivência saudável entre estudantes de diferentes idades e contextos.

A realização deste torneio reforça a aposta das bibliotecas escolares na valorização do xadrez como prática educativa, integrando-o nas suas dinâmicas de literacia, cultura e formação integral dos alunos. Ao promover o xadrez, as bibliotecas estimulam competências essenciais: a concentração, o raciocínio lógico, a tomada de decisões, a gestão emocional e a capacidade de antecipar consequências. São capacidades que se refletem no sucesso escolar, mas também na vida quotidiana.

O xadrez fomenta ainda o respeito pelas regras, o espírito desportivo, a persistência perante a dificuldade e a consciência ética do jogo — valores que as bibliotecas, enquanto espaços de cidadania e conhecimento, procuram cultivar diariamente.


  

Vencedores desta 1ª edição:

 3º ciclo
1º lugar: Ernesto Cardoso (AEMM)
2º lugar: João Fernandes (ESSP)
3º lugar: César Fidalgo (AEMM)


Secundário
1º lugar: Gonçalo Patrício (AEMM)
2º lugar: Tomás Dias (ESCCB)
3º lugar: Diogo Fonseca (ESSP) 


Parabéns a todos os participantes pela dedicação, fair play e entusiasmo demonstrados.


domingo, 26 de abril de 2026

Final do 1º Torneio Escolar de Xadrez

 

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Na próxima 3ª feira, dia 28 de abril, vai realizar-se a final do 1º Torneio Escolar de Xadrez. O evento, organizado pela Rede de Bibliotecas de Vila Real e dinamizado pelas bibliotecas do Agrupamento de Escolas Diogo Cão, Agrupamento de Escolas Morgado de Mateus, ES Camilo Castelo Branco e ES de São Pedro, decorre das 14:00 às 17:30, nos Claustros do Palácio do Conde de Amarante (antigo Governo Civil).

A 1ª edição tem o apoio do Bila - Clube de Xadrez de Vila Real e do Clube Académico da Araucária.

Na ES Camilo Castelo Branco, a seleção dos alunos esteve a cargo dos professores de Educação Física:

3º Ciclo
Roberto Moura 8º B
Francisco Rito 8º C
Filipe Fortuna 8º C
Guilherme Goulart 8º D 


Secundário
Tomás Dias 10º C
Esther Silva 10º B
Helena Simões 11º B
Carlos Matos 12ºC

Os prémios e diplomas a distribuir pelos participantes e vencedores são oferecidos pelo Município de Vila Real que também assegura a logística do evento.


quarta-feira, 22 de abril de 2026

Escola a ler no dia mundial do livro

 

 #diamundialdolivro  #alermaisemelhor  #bibliotecaccbvr

 

 

 

A ES Camilo Castelo Branco assinala o Dia Mundial do Livro com a 2.ª edição de Escola a Ler, celebrando o poder transformador da leitura e a força simbólica desta data.

No dia 23 de abril, a comunidade educativa volta a reunir‑se em torno de uma celebração que atravessa séculos e fronteiras: o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, instituído pela UNESCO em 1995 para promover a leitura, a edição e a proteção da criação literária. A escolha desta data não é casual: segundo os vários calendários, foi neste dia que desapareceram figuras maiores da literatura universal, como Miguel de Cervantes e William Shakespeare, entre outros autores que marcaram profundamente a cultura escrita.

A origem desta comemoração remonta, porém, à Catalunha, onde o 23 de abril — dia de São Jorge (Sant Jordi) — se tornou uma festa popular em que uma rosa é oferecida a quem compra um livro. Com o tempo, esta troca simbólica de rosas e livros espalhou‑se por vários países, transformando‑se num gesto universal de celebração da leitura, do afeto e da partilha cultural .

A ES Camilo Castelo Branco associa‑se anualmente a esta efeméride através de diversas iniciativas que procuram reforçar o papel central do livro na formação de leitores críticos, curiosos e sensíveis. Este ano, a Escola vai dinamizar a 2.ª edição deste ano do Escola a Ler, uma ação que pretende levar os livros até ao coração das salas de aula.

Ao longo do dia, a Biblioteca Escolar distribuirá um conjunto de livros por todas as turmas, selecionados de acordo com os diferentes níveis de ensino. Cada docente, em diálogo com os seus alunos, definirá a dinâmica de leitura a desenvolver: poderá ser uma leitura partilhada, uma conversa espontânea sobre o que o livro desperta ou até uma atividade criativa inspirada nas páginas lidas / comentadas.

Mais do que uma celebração simbólica, esta iniciativa pretende aproximar os alunos dos livros, criar oportunidades de encontro com novas histórias e autores, e reforçar a ideia de que a leitura é um espaço de liberdade, imaginação e crescimento pessoal.

Convidamos toda a comunidade escolar a participar, a folhear, a ler e a celebrar connosco este dia que recorda, todos os anos, que um livro pode ser o início de tudo e que ler é o primeiro passo para pensar com liberdade.

Somos todos uma escola aLer mais e melhor! 

 

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Literacia financeira - 7º D

 

 #literaciafinanceira


 

 




No passado dia 15 de abril, os alunos do 7º D estiveram na Biblioteca, às 8:15, para participarem em mais uma sessão de formação (a terceira deste ano letivo) sobre literacia financeira. 

Dinamizada por Gonçalo Peixoto, teve como tema "Crédito". 

 

terça-feira, 14 de abril de 2026

“Da biblioteca ao Público – Jornais Escolares”

 

#literaciamediática  

 

Para quem não teve oportunidade de participar nesta ação, já se encontram disponíveis as gravações da ACD “Da tua biblioteca ao Público – Jornais Escolares.

  





As gravações incluem ainda testemunhos de projetos distinguidos, evidenciando o potencial das bibliotecas escolares enquanto espaços de informação, aprendizagem e cidadania.

 

 

 

A Ação Online de Curta Duração “Da biblioteca ao Público – Jornais Escolares”, promovida pela Rede de Bibliotecas Escolares e pelo PÚBLICO na Escola, em colaboração com o CFAE Nova Ágora, nos dias 21 e 28 de janeiro, tem como objetivo capacitar professores bibliotecários e docentes para o desenvolvimento e dinamização de projetos de jornais escolares, reforçando o trabalho colaborativo, o pensamento crítico e a utilização pedagógica dos media enquanto instrumentos de participação democrática. 

 

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Dia Internacional das Pessoas Ciganas

 

 #DiaInternacionalDaPessoaCigana #BibliotecasEscolares #Inclusão #DiversidadeCultural

 

 

 



O Dia Internacional das Pessoas Ciganas celebra-se anualmente a 8 de abril. Esta data foi criada no Primeiro Congresso Mundial Romani, realizado em Londres em 8 de abril de 1971, com o objetivo de promover a inclusão dos membros da comunidade cigana na sociedade, dando a conhecer a sua cultura e história. 

👉Lembramos que a Biblioteca está a participar no projeto nacional "História & estórias ciganas

 

 

 




Neste Dia Internacional das Pessoas Ciganas, partilhamos o vídeo da campanha “Dignidade Respeito e Futuro Dizemos Não à Violência”, desenvolvido pela Ribaltambição – Associação para a Igualdade de Género nas Comunidades Cigana. 

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Por que os professores bibliotecários são essenciais para a literacia em IA?

 

 

 


 

Os Professores Bibliotecários com formação em pedagogia são essenciais para o ensino da literacia em IA, pois combinam habilidades de pesquisa, avaliação crítica e mediação tecnológica que permitem aos alunos compreender, usar e questionar a IA de forma informada e responsável nas suas vidas académicas e quotidianas.

Dada a rápida expansão das ferramentas de inteligência artificial (IA) na educação, os bibliotecários escolares com formação pedagógica têm um papel essencial no desenvolvimento da literacia em IA entre os alunos. Num contexto em que as escolas integram cada vez mais tecnologias baseadas em IA, não basta simplesmente saber como usar essas ferramentas: é necessário compreender o que são, como funcionam, quais são as suas limitações e como avaliá-las criticamente para que os alunos se tornem utilizadores informados e responsáveis ​​desta tecnologia.

O texto argumenta que os bibliotecários escolares já desempenham papéis fundamentais no ensino de pesquisa, literacia informacional e literacia mediática, estando, portanto, em uma posição privilegiada para estender essas habilidades à IA. O seu trabalho tradicional de ensinar os alunos a encontrar, avaliar e usar informações relevantes articula-se diretamente com o que a literacia eficaz em IA implica: promover o pensamento crítico sobre algoritmos, dados e resultados gerados por sistemas automatizados, bem como abordar questões éticas e vieses.

Além disso, o artigo destaca a necessidade de acesso equitativo ao ensino de IA. Nem todos os alunos têm as mesmas oportunidades de interagir com tecnologias avançadas fora da escola, portanto, os bibliotecários escolares podem contribuir para essa igualdade, oferecendo recursos, workshops, guias e suporte contínuo. Isso inclui explicar não apenas como usar as ferramentas de IA, mas também abordar discussões sobre privacidade, propriedade intelectual, verificação de factos e riscos da desinformação.

Por fim, o artigo alerta que, sem uma literacia adequada em IA — orientada por profissionais capacitados —, os alunos correm o risco de adotar essas tecnologias de forma superficial ou sem compreender as suas implicações sociais e éticas. Portanto, capacitar, apoiar e fortalecer o papel dos bibliotecários escolares é apresentado como uma estratégia educacional fundamental para preparar os alunos de hoje para navegar com segurança num mundo cada vez mais impulsionado pela inteligência artificial.

 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

aLer mais com a BiblioLed Douro


 #alermaisemelhor  #bibliotecadigital

 

 

 

 


Para se aceder à BiblioLed é necessário ser-se leitor inscrito na Biblioteca Municipal (ou fazer nova inscrição) numa das bibliotecas das várias Comunidades Intermunicipais ou Áreas Metropolitanas. 
 
De seguida, vai inscrever-se na BiblioLed da área de residência correspondente, e a BM recebe o pedido da plataforma para validar a pessoa em causa como um leitor inscrito na Biblioteca. 
 
Finalmente, pode aceder à plataforma e ter acesso ao catálogo local/nacional, a empréstimos, reservas, etc.. É tudo realizado pelo utente na plataforma. 
 

sábado, 31 de janeiro de 2026

O que é a "rage bait"?

 

#literaciadosmedia  #bibliotecasscolares

 




Palavra do Ano de Oxford 2025: “rage bait”
 
Todos os anos, a Oxford University Press elege uma palavra que reflete tendências culturais, sociais e linguísticas do nosso tempo. Em 2025, a escolhida foi “rage bait”: conteúdos criados para provocar indignação, gerar reações emocionais intensas e aumentar o envolvimento nas plataformas digitais. Esta escolha é um sinal claro de como a economia da atenção, os algoritmos e a comunicação digital influenciam emoções, comportamentos e a forma como a informação circula na sociedade atual.

A escolha de "rage bait" como Palavra do Ano sublinha a urgência de reforçar a literacia mediática e digital no contexto educativo. 
 
Neste contexto, as bibliotecas escolares e os professores, em conjunto, desempenham um papel decisivo na construção de uma cidadania digital crítica, ética e informada. 
 
Para saber mais, consulte o artigo "Rage Bait" e os desafios da literacia mediática, disponível no Blogue da Rede de Bibliotecas Escolares.

 

sábado, 24 de janeiro de 2026

Dia Internacional da Educação

 

 #bibliotecasescolares  #objetivodedesenvolvimentosustentável4

 

 

Pode ser uma imagem de uma ou mais pessoas, pessoas a estudar e texto que diz "EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E INOVAÇÃO EDUCAÇÃO,CIÊNCIAEINOVAÇÃO INOVA 8 Dia Internacional da Educação Diretofundamentaldetodasascriancas Direito fundamental de todas as crianças" 

 



O Dia Internacional da Educação, celebrado a 24 de janeiro, foi instituído pelas Nações Unidas em 2018 para afirmar a educação como um direito humano fundamental e um pilar essencial para o desenvolvimento sustentável, a paz e a redução das desigualdades. Esta data convida toda a comunidade educativa a refletir sobre a importância de garantir uma educação inclusiva, equitativa e de qualidade, capaz de promover o sucesso escolar, a cidadania ativa e a formação integral dos alunos. A educação está no centro dos grandes desafios da sociedade atual e é indispensável para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, em particular o ODS 4 – Educação de Qualidade.

As bibliotecas escolares assumem, neste contexto, um papel estratégico no apoio ao ensino e à aprendizagem, na promoção da leitura e no desenvolvimento das competências de informação e de literacia digital. São espaços que estimulam a curiosidade, o pensamento crítico e a autonomia dos alunos, apoiando o trabalho curricular e os projetos interdisciplinares. 

Para além da sua função pedagógica, as bibliotecas são também lugares de cultura, de socialização e de bem-estar, promovendo atividades culturais, encontros, trabalho colaborativo e momentos de leitura que contribuem para o desenvolvimento pessoal e emocional dos alunos e para o reforço do sentimento de pertença à escola. 

Ao assinalar o Dia Internacional da Educação, a escola reafirma o seu compromisso com uma educação de qualidade e reconhece o contributo fundamental das bibliotecas escolares na construção de uma comunidade educativa mais inclusiva, participativa e orientada para o futuro.

Formação de utilizadores | Alunos do 10º D visitam a Biblioteca

 

 

 #formaçãodeUtilizadores  #bibliotecasescolares

 


 

Acompanhados pelo professor de História, João  Freitas, os alunos do 10º D visitaram a Biblioteca no passado dia 22 de janeiro, tendo em vista o desenvolvimento de competências para o uso autónomo da Biblioteca.

 A professora Coordenadora da Biblioteca, Dra Adelaide Jordão, deu-lhes a conhecer espaços, serviços, recursos, formas de organização e regras de funcionamento e aproveitou a oportunidade para divulgar os canais digitais de comunicação da Biblioteca.

Os alunos tiveram ainda a oportunidade de visitar as salas de Arquivo, num dos quais se encontra o espólio colonial.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Promoção do Xadrez na Escola

 



No passado dia 15 de janeiro, teve lugar, na Biblioteca, o 1° Torneio de Xadrez da Escola Secundária Camilo Castelo Branco, organizado pelo Grupo de Educação Física, integrado no projeto Escola +Ativa.

Parabéns a todos os participantes!
 
 









📌1º Concurso de Xadrez da Rede Concelhia de Bibliotecas


A prática do xadrez na escola é uma excelente oportunidade para os alunos desenvolverem competências cognitivas, como concentração, raciocínio lógico, planeamento e resolução de problemas, bem como competências sociais e emocionais, como respeito pelas regras, trabalho em equipa, resiliência e autocontrolo. Os torneios escolares incentivam a motivação, promovem a inclusão e fortalecem o sentimento de pertença à comunidade escolar.

Neste contexto, a Rede de Bibliotecas de Vila Real (RBVR) vai promover o 1º Concurso Concelhio de Xadrez promovido pela Rede de Bibliotecas Escolares, que se realizará no 2.º período e se dirige a todos os alunos dos Agrupamentos de Escolas e das Escolas não Agrupadas de Vila Real.

Esta iniciativa vai proporcionar uma oportunidade única de aplicar competências, viver a experiência competitiva de forma saudável e fortalecer laços sociais, tornando o xadrez uma experiência educativa, motivadora e integradora para todos.



quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

As bibliotecas constroem encontros e derrubam muros

 

 #bibliotecasescolares 

 

Pode ser um desenho de coração e texto 

 

Livros são pontes que aproximam mundos, palavras e pessoas. Sem muros, sem ruído, sem fronteiras.

Numa biblioteca, aprende-se que a paz também se lê:
na escuta do outro, na empatia das histórias, na diversidade das vozes, no tempo que damos à compreensão.

Cada livro aberto é um gesto silencioso de diálogo.
Cada página virada é um treino de convivência.
E cada leitor que nasce é uma promessa de mais entendimento e menos conflito.

Promover a leitura é promover a paz:
a que começa dentro de cada pessoa e se estende à comunidade, à escola, ao mundo.

Porque as histórias não mudam apenas quem lê, mudam quem somos quando estamos juntos.

Votos de excelente 2026.

Promover a leitura e as literacias. Potenciar futuros.

Mensagem de Ano Novo da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) 

 

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Boas leituras e feliz Ano Novo!

 

#bibliotecaesccbvr 

 




A Biblioteca Escolar deseja a todos os seus leitores, e a toda a comunidade escolar, em geral, um excelente 2026.

Que este novo ano seja repleto de saúde, esperança e novas oportunidades de aprendizagem. Que os livros continuem a ser pontes para o conhecimento, a imaginação e o pensamento crítico, acompanhando cada leitor no seu percurso académico e pessoal.

A Biblioteca Escolar reafirma o seu compromisso de continuar a ser um espaço aberto, inclusivo e inspirador, ao serviço da leitura, da cultura, da informação e do saber, contribuindo para o sucesso educativo e para a formação integral de todos.

Que 2026 nos traga novos desafios, muitas descobertas e incontáveis páginas partilhadas.

Boas leituras e feliz Ano Novo!

A Biblioteca Escolar 
📚✨

 

sábado, 6 de dezembro de 2025

Blogue RBE | Novembro 2025

 

#alermaisemelhor

 

 


 

 










A nova edição da newsletter do blogue RBE reúne os artigos que marcaram o mês: leituras, reflexões, projetos inspiradores, testemunhos da Rede e novidades das bibliotecas escolares de todo o país.

Nesta edição encontram-se: 

  • destaques sobre jornalismo escolar 
  • ideias práticas para dinamizar o acervo 
  • leituras críticas sobre IA, integridade da informação e literacia mediática 
  • vozes da Rede que inspiramprojetos e inaugurações nas bibliotecas escolares 
  • e muito mais  

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Bookmark Exchange Project 2025

 

 

#mibe  #bibliotecas escolares 




Como vem sendo habitual, a Escola Secundária Camilo Castelo Branco participou no Bookmark Exchange Project - um intercâmbio de marcadores de livros com escolas estrangeiras, promovido pela Rede de Bibliotecas Escolares e pela IASL – International Association of School Librarianship.

Neste ano, estiveram envolvidas duas turmas - uma de 7º e outra de 9º ano. 

No 7ºB, os alunos produziram marcadores a partir do registo fotográfico de pequenos apontamentos da escola.
A atividade foi realizada na aula de Português e dinamizada pela Professora Elza  Pinto.

 



A escola parceira do intercâmbio foi Laurenču Sākumskola, da Letónia.


Laurenču Sākumskola, da Letónia



A professora coordenadora da escola parceira, Dace Purvina, já nos enviou fotografias dos alunos da Laurenču Sākumskola, a trabalharem nos marcadores. Os heróis dos seus livros favoritos foram o seu motivo de inspiração.  



    





No 9º D, os alunos produziram marcadores marcadores de livros na disciplina de Oficina de Gravura a partir do tema “Inteligência Artificial”. Recorreram à reutilização de materiais recicláveis, como esferovite, tetra pak, plásticos, redes e outros elementos do quotidiano, explorando as suas texturas e possibilidades gráficas para criar matrizes de impressão originais. A atividade valorizou a experimentação, a criatividade e a consciência ambiental, evidenciando como os materiais recicláveis podem ganhar uma nova vida em contexto artístico.​​

Em complemento, os alunos conceberam também uma capa protetora para os marcadores, desenvolvida a partir do tema “Objetos naturais e artificiais”. Esta proposta permitiu relacionar a observação de materiais provenientes da natureza com elementos produzidos pela tecnologia, promovendo uma reflexão visual sobre os contrastes e aproximações entre o mundo natural, o universo artificial e o papel da arte na ligação entre ambos.

A atividade foi dinamizada pela Professora Alcina Gonçalves.





A escola parceira do intercâmbio foi 
Švėkšnos Saulės Gimnazija, da Lituânia.


Escola Básica do 2.º e 3.º Ciclos em Šilutė.