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sexta-feira, 5 de setembro de 2025

AI SLOP - Inteligência Artificial para criar reações e render dinheiro

 

 

Reconhece esta imagem?

 

 

Imagem criada por Inteligência Artificial mostra alegado bombeiro a chorar num cenário de incêndio florestal.
Na página que a publicou são pedidos "corações" em apoio.



O Expresso lançou um episódio do “O Futuro do Futuro” [Podcast] que desmonta uma história comovente, mas completamente inventada, sobre um bombeiro chamado Tiago.

O vídeo circulou a toda a velocidade nas redes sociais numa altura em que Portugal se debatia com graves fogos. Nessa imagem aparecia um bombeiro (Tiago) com a cara suja do fumo e os olhos vermelhos a relatar um salvamento dramático durante um incêndio. Só que… nada daquilo era real.

Os ingredientes para uma história dramática estavam todos lá, mas… tinha sido tudo gerado por Inteligência Artificial.

Nem existe o Tiago, nem o incêndio, nem o carro. Mas isto tem um nome.

Chama-se AI SLOP e significa: conteúdo emocionalmente intenso, mas de qualidade duvidosa, feito para "entupir" os algoritmos dos nossos telemóveis e subir nos feeds das redes sociais.

O vídeo foi publicado em páginas que pareciam ligadas ao Santuário de Fátima, o que só adensou o mistério. Mas o próprio Santuário já veio dizer que não tem nada a ver com isso e que há perfis a usar abusivamente o seu nome. Entretanto, o Facebook apagou o vídeo depois de este ter sido exposto no podcast do Expresso.

Mas fica a pergunta: quantos mais vídeos falsos estarão por aí, à espera de serem descobertos?





Imagem criada por Inteligência Artificial mostra alegada bombeira após um salvamento mal-sucedido. 
Na página que a publicou são pedidos "comentários de força"


Atenção, separar o real da ficção está a tornar-se um desafio diário.

A inteligência artificial está a evoluir a um ritmo alucinante, duplicando capacidades a cada três meses (mais coisa menos coisa). E se até os bombeiros fictícios conseguem emocionar-nos, talvez esteja na altura de afinarmos a nossa atenção digital. Porque nem tudo o que parece… é.

Se quiser ficar a saber o essencial sobre AI Slop, clique aqui
 
 
Joana Beleza. Expresso, Newsletter, 4 de setembro de 2025
 

sexta-feira, 4 de novembro de 2022

Desinformação e alterações climáticas

 















Décadas de desinformação sobre alterações climáticas continuam a alimentar o negacionismo

A desinformação promovida pela indústria petrolífera sobre a origem do aquecimento global iniciada na década de 1980 continua a ter impacto, dizem os especialistas.

As décadas de desinformação sobre as alterações climáticas promovidas pela indústria petrolífera deixaram uma marca duradoura e levam muitas pessoas a duvidarem ainda hoje das provas científicas, adiantam investigadores sobre o tema.

A académica da Universidade de Harvard Naomi Oreskes, que escreveu sobre a história da desinformação sobre as alterações climáticas, considerou “uma tragédia” perceber que “milhões de americanos pensam que os cientistas estão a mentir, mesmo sobre coisas que estão provadas há décadas”.

“Eles têm sido persuadidos por décadas de desinformação. A negação é realmente profunda”, sublinhou Naomi Oreskes.

Um dos exemplos foi o memorando tornado público pelo jornal norte-americano The New York Times, em 1998, em que era revelada a estratégia agressiva das empresas americanas de combustíveis fósseis para reagir à assinatura do Protocolo de Quioto, no qual as nações se comprometeram a reduzir as emissões de carbono. O memorando mostrava que as empresas apostavam na desinformação para gerar a dúvida no debate público.

As empresas de combustíveis fósseis gastaram muito dinheiro para contrariar o apoio à redução de emissões de dióxido de carbono.

Agora, mesmo quando essas empresas promovem investimentos em energias renováveis, o legado de toda essa desinformação climática permanece e contribui para um maior ceticismo em relação aos cientistas e instituições científicas.

“Foi a abertura de uma caixa de Pandora de desinformação que se revelou difícil de controlar”, disse Dave Anderson, do Instituto de Políticas e Energia, uma organização que criticou as empresas petrolíferas e carboníferas por reterem a informação a que tinham acesso sobre os riscos das alterações climáticas.

Nas décadas de 1980 e 1990, quando passou a existir uma maior sensibilização para as alterações climáticas, as empresas de combustíveis fósseis investiram milhões de dólares em campanhas de relações públicas para rebaterem as provas que demonstravam a existência das mudanças em curso no planeta.

Uma das estratégias passou por financiar grupos de reflexão, supostamente independentes, que escolheram a dedo dados científicos e promoveram opiniões divergentes destinadas a fazer parecer que existiam dois lados legítimos na discussão.

Desde então, a abordagem abrandou à medida que o impacto das alterações climáticas se tornou mais evidente e as empresas de combustíveis fósseis passaram a promover energias renováveis, como a solar e a eólica, ou iniciativas concebidas para melhorar a eficiência energética ou compensar as emissões de carbono.

O investigador da Universidade de Stanford Ben Franta, também advogado, frisou que “o debate [sobre as alterações climáticas] foi fabricado pela indústria dos combustíveis fósseis nos anos 90, e estamos a viver com essa história neste momento”. “Vivemos dentro de uma extensa campanha de várias décadas executada pela indústria dos combustíveis fósseis”, acrescentou Ben Franta.

O impacto dessa estratégia reflete-se em inquéritos à opinião pública, que mostram um fosso crescente entre republicanos e outros norte-americanos quando se trata de opiniões sobre as alterações climáticas.

Embora a percentagem de norte-americanos em geral que dizem estar preocupados com as alterações climáticas tenha aumentado, os republicanos estão cada vez mais resistentes em aceitar o consenso científico de que a poluição proveniente dos seres humanos está a impulsionar as alterações climáticas.

As empresas de combustíveis fósseis negam qualquer intenção de enganar o público norte-americano e apontam os investimentos em energias renováveis como prova de que levam a sério as alterações climáticas.

Numa declaração enviada por correio eletrónico à agência de notícias Associated Press, a porta-voz do Instituto Americano do Petróleo, Christina Noel, afirmou que a indústria petrolífera está a trabalhar para reduzir as emissões, assegurando ao mesmo tempo o acesso a energia fiável e acessível.

Público online, 1 de agosto de 2022


segunda-feira, 5 de setembro de 2022

Ebook | A política de manipulação das redes sociais

 




















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A desinformação, ou a introdução intencional de informações falsas com o propósito de causar danos, lembra as infames operações de interferência estrangeira nos sistemas dos media nacionais. Os protestos sobre notícias falsas, ou histórias duvidosas com armadilhas de notícias, coincidiram com a introdução de novas tecnologias de media que interrompem a publicação, distribuição e consumo de notícias – desde os chamados jornais de boatos de há séculos atrás até à recente blogosfera.

A designação de uma notícia como falsa, que tem uma história sombria, associada a regimes autoritários ou a estilos populistas, diminui a reputação dos “media de elite” e o valor de verdades inconvenientes. Numa série de estudos empíricos, usando métodos digitais e jornalismo de dados, os autores investigam até que ponto as redes sociais permitiram a penetração de operações estrangeiras de desinformação, a ampla publicação e disseminação de conteúdo duvidoso, bem como comentaristas com consideráveis ​​seguidores que atacam os grande media como falsos.

Rogers, R., & Niederer, S. (Eds.). (2020). A Política de Manipulação de Mídias Sociais. Imprensa da Universidade de Amsterdã. https://doi.org/10.2307/j.ctv1b0fvs5



segunda-feira, 23 de maio de 2022

Quiz Puzzle | Eu e as redes sociais: Que relação?

 

 

 

Melhorar a forma como nos relacionamos com/através dos media.

 

 

Testa os teus conhecimentos!

Maio é o mês do 7 Dias com os media.

Para promover a atenção e discussão em torno dos media e das redes sociais, preparámos um quiz. Aceitas o desafio?



sexta-feira, 6 de maio de 2022

Sessão sobre Fake News com a jornalista Isabel Peixoto

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na próxima segunda-feira, dia 9 de maio, Isabel Peixoto, jornalista do Jornal de Notícias, tem encontro marcado na Biblioteca, às 15:00, com alunos do 8º ano para sobre fake news.

Esta atividade, inserida na Semana 7 Dias com os Media, surge no  âmbito do "Craques da Leitura", promovido pelo Plano Nacional de Leitura.

 

sexta-feira, 10 de maio de 2019

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Infográfico | História das notícias falsas




Infográfico: Paula Calçade