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domingo, 8 de março de 2026

Direitos. Justiça. Ação. Para TODAS as mulheres e meninas

 

 
#paratodasasmulheresemeninas  #forallwomenandgirls

 




 


No dia 8 de março de 2026, junte-se a mulheres e meninas de todo o mundo para exigir igualdade de direitos e justiça igualitária para garantir, exercer e desfrutar desses direitos.

Atualmente, nenhuma nação conseguiu eliminar as disparidades legais entre homens e mulheres. Hoje, as mulheres possuem apenas 64% dos direitos legais que os homens têm em todo o mundo. Em áreas fundamentais da vida, como trabalho, finanças, segurança, família, propriedade, mobilidade, negócios e aposentadoria, a lei sistematicamente coloca as mulheres em desvantagem.

O Dia Internacional da Mulher de 2026 (IWD 2026), sob o tema “Direitos. Justiça. Ação. Para TODAS as Mulheres e Meninas”, convoca à ação para desmantelar todas as barreiras à igualdade perante a lei: leis discriminatórias, proteções legais frágeis e práticas e normas sociais prejudiciais que corroem os direitos das mulheres e meninas.

ONU Mulheres 

 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Ciência para um futuro inclusivo para mulheres e meninas


#Educação #inteligência artificial #igualdadedegenero


Menina segura seu robô enquanto colegas de classe trabalham em uma aula de robótica ativa ao fundo.
Intervenções precoces e educação equitativa são essenciais para eliminar as disparidades de género na ciência 
e permitir que todas as crianças busquem aprendizagem e carreiras alinhadas com os seus interesses.
Foto: Adobe Stock/jittawit.21
 
 
 
 
 

"Devemos garantir que todas as meninas possam imaginar um futuro em STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) e que todas as mulheres possam prosperar em suas carreiras científicas".- Secretário-Geral da ONU, António Guterres
 


O tema do Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência (IDWGIS) de 2026 é “Sinergia entre IA, Ciências Sociais, STEM e Finanças: Construindo Futuros Inclusivos para Mulheres e Meninas”. À medida que as sociedades lidam com desigualdades crescentes, a integração da inteligência artificial (IA), ciências sociais, ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM) e finanças surge como uma abordagem de quatro pilares para acelerar o desenvolvimento inclusivo e sustentável.

A IA oferece ferramentas poderosas para análise de dados, diagnósticos de saúde, modelagem climática e muito mais; no entanto, sem intervenções direcionadas, os seus benefícios correm o risco de não alcançar mulheres e meninas. Os conhecimentos das ciências sociais orientam a elaboração de políticas equitativas, o envolvimento comunitário e as estratégias de mudança de comportamento, garantindo que as inovações em STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) e IA cheguem a grupos marginalizados. As disciplinas STEM fornecem as habilidades técnicas necessárias para desenvolver, implementar e manter soluções de IA, ao mesmo tempo que promovem equipes de pesquisa com equilíbrio de gênero. Mecanismos financeiros — incluindo investimento de impacto, financiamento misto e fundos com perspectiva de gênero — desbloqueiam capital para ampliar inovações lideradas por mulheres e financiar de forma sustentável a educação em STEM e a pesquisa e desenvolvimento (P&D).

A sinergia entre esses quatro domínios pode ajudar a desmantelar barreiras persistentes, reduzindo as disparidades de gênero em habilidades digitais, catalisando startups lideradas por mulheres, promovendo uma governança de IA sensível à questão de gênero e mobilizando financiamento que incorpore a inclusão social como uma métrica de desempenho.

 Fonte: Nações Unidas

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Palestra | O cinema contra a impunidade

 

 

 #igualdadedegenero #direitoshumanos  #cinema

 

 

 


Hoje, 20 de janeiro, às 16:20, a Biblioteca vai promover a palestra Mulheres sem rosto e sem voz – o cinema contra a impunidade - dedicada à igualdade de género, tendo como ponto de partida o visionamento de uma curta-metragem enquanto estratégia de abordagem e exploração do tema.

A sessão será conduzida pela Dra. Anabela Oliveira, que irá articular o cinema com questões de estereótipos, direitos, representações e participação cívica, destacando o papel das artes na formação de uma cidadania crítica e inclusiva. 

 Público-alvo: alunos do 11º ano. 

A Dra. Anabela Oliveira, docente da UTAD, orienta a sua investigação científica no âmbito dos estudos interartes, nomeadamente nas relações entre literatura e cinema.

Atividade desenvolvida no âmbito do projeto Cientificamente provável.


sábado, 20 de dezembro de 2025

Ser menina no Afeganistão

 

 #direitoaeducação  


Foto do ano 2025, da UNICEF - Hajira concentrada no estudo, em casa 



A imagem vencedora do concurso internacional de fotografia promovido pela Unicef na Alemanha é da fotojornalista francesa Elise Blanchard e faz parte da sua reportagem "Ser Menina no Afeganistão"

"A fotografia vencedora deste ano mostra o que a infância significa para muitas raparigas no Afeganistão: têm de lutar por algo que deveria ser óbvio, o direito à educação" - afirmou Elke Büdenbender, da Unicef Alemanha, na cerimónia de entrega dos prémios em Berlim. E acrescentou ainda que, com o olhar penetrante de Hajira, Blanchard "proporciona-nos um momento de curiosidade e determinação" que "nos lembra que não devemos abandonar crianças como ela".

A fotografia de Hajira, uma menina de dez anos, concentrada nos estudos em casa, numa zona remota a leste de Cabul, representa a resistência silenciosa, mas inabalável, de milhões de meninas afegãs que têm sido privadas do acesso ao ensino secundário há mais de quatro anos, destacou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em comunicado.

Mais de 2,2 milhões de raparigas no Afeganistão estão atualmente privadas do acesso à escola e, embora o ensino primário ainda seja possível, as raparigas em idade de frequentar o ensino secundário estão oficialmente proibidas de estudar.

 

domingo, 11 de maio de 2025

O feminismo em Mafalda

 

 

 



"Desde então [as sufragistas], é verdade que a mulher, no mundo ocidental (não esquecendo a dura realidade que estas enfrentam, sem qualquer liberdade, em outros países), conquistou o direito ao voto, ao estudo e, mais do que isso, o direito ao emprego. Mas é curioso, no entanto, olharmos para reportagens e peças noticiosas do início da década de 90 e percebemos como, por exemplo, em Portugal se discutia, ainda numa altura muito recente, os possíveis efeitos da empregabilidade feminina na maternidade e no cuidado com os filhos. 

Simone de Beauvoir, autora do Segundo Sexo, escreveria o seguinte: 

“É pelo trabalho que a mulher está a diminuir a distância que a separava do homem, somente o trabalho poderá garantir-lhe uma independência concreta.” 

Mas esta frase foi escrita numa altura em que a mulher não tinha pleno acesso ao emprego remunerado e, por isso mesmo, se encontrava economicamente dependente de um homem vendo, por essa razão, a sua liberdade reduzida ou anulada. 

Aqui também teremos de pensar sobre o significado da palavra trabalho, uma vez que o trabalho doméstico também é trabalho concreto. Como sabemos, não foi através da sua realização, muitas vezes, até, aliado a trabalho árduo no campo nos meios rurais, que lhes trouxe respeito, independência e autodeterminação. 

Mas será que o “trabalho/emprego”, nos dias de hoje, trará mesmo essa liberdade?"

 Ana Monteiro (jornalista) in Comunidade Cultura e Arte