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Este é o livro selecionado para a sala de professores, do mês de junho.
Enterrem-me de pé: a longa viagem dos ciganos, de Isabel Fonseca, é uma obra de não ficção que mistura jornalismo, antropologia e relato pessoal.
O livro acompanha a jornada da autora ao longo de vários anos vivendo e viajando com comunidades ciganas (os Roma) na Europa Central e Oriental — especialmente em países como Roménia, Albânia e Polónia. Daí que a narrativa misture relato pessoal, investigação histórica e reflexão social.
A partir da convivência direta, a autora procura entender:
- A origem e identidade do povo cigano
- Os seus costumes, tradições e códigos sociais
- A forma como lida com a marginalização e o preconceito
Temas abordados:
- Invisibilidade e exclusão - Os ciganos são retratados como um povo historicamente marginalizado, muitas vezes “invisível” para a sociedade dominante, apesar de sua forte presença cultural.
- Cultura e tradição - A obra mostra uma cultura baseada sobretudo na oralidade, com regras rígidas de comportamento e valores próprios, como o conceito de pureza (mahrime).
- Identidade sem território - Diferente de muitos povos, os Roma não têm um Estado-nação. A sua identidade está ligada à língua, memória e tradição, não a um território fixo.
- Perseguição histórica - O livro também aborda a perseguição contínua sofrida pelos ciganos ao longo da história — incluindo o genocídio durante a Segunda Guerra Mundial.
A frase que dá título ao livro resume bem o espírito da obra: “Enterrem-me de pé, porque vivi de joelhos.”
Ela simboliza a luta pela dignidade de um povo que sobrevive há séculos à exclusão, mantendo a sua identidade.
Projeto História & estórias ciganas

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