sábado, 31 de outubro de 2026

Conto | Uma noite no cemitério, de Camilo Castelo Branco

 

 #CamiloCasteloBranco  #Património

 

 

 Duração: 13:38



Uma Noite no Cemitério é um conto de caráter autobiográfico e elegíaco escrito por Camilo Castelo Branco.

Publicado pela primeira vez em 1847 no periódico Nacional, foi mais tarde integrado na coletânea Delitos da Mocidade (1889), um livro que reuniu os primeiros escritos e memórias de juventude do autor. 

Dividido em cinco capítulos, a narrativa desenrola-se inteiramente durante uma noite no cemitério de São Dinis, em Vila Real, terminando ao amanhecer, na aurora do Dia de Finados. 

O conto traduz a dor profunda do narrador (o próprio Camilo) pela perda prematura de um amigo muito próximo — José António Teixeira de Melo e Nisa, sargento de infantaria, a quem o autor dedicou uma comovente homenagem lamentando a fragilidade da vida e o sofrimento das famílias e mulheres afetadas pela guerra.


Sobre o cemitério de São Dinis, em Vila Real...

 

  

        Fonte: UFM

 

 
 
O Cemitério de São Dinis, localizado na zona histórica da Vila Velha em Vila Real, é considerado um dos cemitérios românticos mais belos, intocados e bem preservados de Portugal. 
 
Construído a partir de outubro de 1841, o espaço destaca-se pela sua localização cenográfica, implantado numa península sobre um desfiladeiro com mais de 400 metros de altura, precisamente na confluência dos rios Corgo e Cabril. 

O cemitério, património executado por mestres, circunda a Igreja de São Dinis (a primitiva Igreja Matriz da cidade) e a Capela de São Brás, classificada como Monumento Nacional. Os primeiros grandes mausoléus românticos foram erguidos em 1868 com estatuária esculpida pelo conceituado artista José Joaquim Teixeira Lopes.

No interior da capela funerária e da igreja adjacente repousam figuras históricas de grande relevo. Entre elas destaca-se o túmulo de João Teixeira de Macedo (guerreiro das campanhas africanas de D. Afonso V) e uma sepultura gravada com uma espada e meias-luas que a lenda local atribui a D. Lourenço Viegas, o "Espadeiro", filho de D. Egas Moniz e companheiro de armas do primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques.
 

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