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quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Casamento infantil, precoce e/ou forçado


#violênciadegénero  #orangetheworld

 

“Os pais são os principais incentivadores”: pelo menos 126 crianças entre os 10 e 14 anos casaram-se em Portugal desde 2015

 Getty Images



A “amostra não é significativa” e “muito pequena”, o que pode indicar que a realidade seja maior do que aquela que o inquérito agora realizado mostra. Grupo de trabalho pede ação do Estado para travar o fenómeno que tem crescido desde 2020. Na última década nunca se denunciaram tantos casamentos infantis, precoces ou forçados.


Mais de uma centena (126) de crianças com idades compreendidas entre os dez e os 14 anos casaram-se em Portugal nos últimos anos. O dado é revelado agora pelo “Livro Branco: Recomendações para Prevenir e Combater o Casamento Infantil, Precoce e/ou Forçado” que revela os resultados de um inquérito às organizações envolvidas no combate e prevenção deste fenómeno. Os casos considerados aconteceram entre 2015 e 2023. No total, no mesmo período e em todo o país, foram registados 836 casos de uniões com menores de idade.

“Ainda que a amostra do inquérito não seja significativa porque é muito pequena, são muitos casamentos para muito poucas entidades. Estes números mostram uma realidade até agora invisível, que as organizações sempre souberam que existiam”, diz ao Expresso Francisca Magano, diretora de Políticas de Infância e Juventude da UNICEF Portugal, defendendo a necessidade de dados mais gerais e a realização de um inquérito nacional e em todas as escolas.

“Este é o melhor número que temos e não é surpreendente, embora seja um dado por defeito, porque sabemos que há cifras negras. Ainda assim, são dados que vão ao encontro do esperado e àquilo que é a nossa experiência empírica”, continua Nuno Teixeira, coordenador regional da Associação para o Planeamento Familiar (APF), que a par com a Unicef, são duas das organizações que fazem parte do grupo de trabalho.

Entre os 836 casos reportados entre 2015 e 2023, torna-se evidente que as meninas e raparigas são as maiores vítimas destas uniões. Além dos 126 casos que envolvem crianças entre os 10 e 14 anos, há conhecimento de 346 com jovens entre os 15 e 16 anos, enquanto os restantes dizem respeito a casamentos entre os 16 e 18 anos (os que, com uma autorização parental, podem acontecer de forma legal).

Estas uniões aconteceram nos distritos de Lisboa (246), Castelo Branco (239), Beja (155), Faro (57) e Setúbal (24). “Há zonas onde não foi reportado qualquer caso, mas isso não significa que não aconteceu, só significa que não foi reportado”, defende Francisca Magano.
 
Marta Gonçalves. Expresso, 31 de outubro de 2024 
 
Orange the World / Vamos alaranjar a Camilo

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Continuamos a alaranjar a nossa escola!
















Alunos da Camilo reunem-se no átrio da escola, para se manifestarem contra a violência de género.



segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Desvendar o dia-a-dia da mulher









Para as mulheres, o medo da violência é uma realidade quotidiana.


No caminho para o trabalho, em casa ou em qualquer outro lugar, as mulheres carregam um fardo pesado - fisicamente, emocionalmente e financeiramente - para se sentirem seguras. Desvendar o seu dia-a-dia mostra o quanto as mulheres se protegem com objetos que carregam nas suas bolsas, todos os dias.

É preciso mudar esta situação. Criar um mundo livre de violência para mulheres e meninas - online e offline - significa que todos nós realizamos ações coletivas, hoje e todos os dias. Todos nós temos um papel ativo a desempenhar. 

Descubra como e junte-se às Mulheres da ONU para a campanha anual global dos 16 DIAS DE ATIVISMO CONTRA A VIOLÊNCIA DE GÉNERO, de 25 de novembro a 10 de dezembro.


Quando se trata de acabar com a violência contra as mulheres, todos temos um papel ativo a desempenhar. Isso inclui homens e rapazes. Aqui estão as ações que todos nós podemos tomar hoje.


OUVIR AS MULHERES

ACREDITAR NAS SOBREVIVENTES

ACOMPREENDER OS FACTOS

COMEÇAR UMA CONVERSA

ENTENDER O CONSENTIMENTO

ENSINAR OS JOVENS

RECONHECER OS ESTEREÓTIPOS

DESAFIAR MASCULINIDADES PREJUDICIAIS

ACABAR COM O ASSÉDIO SEXUAL 

TOMAR UMA POSIÇÃO. FALAR

MANTER UMA RESPONSÁBILIDADE MÚTUA

DESAFIAR A CULTURA DE VIOLAÇÃO

MUDAR A NARRATIVA

ADERIR A MOVIMENTOS

SER UM AGENTE DE MUDANÇA








Imagem: Hanna Barczyk









Novembro | (Algumas) Atividades




Vamos alaranjar a Camilo!




 https://drive.google.com/open?id=1XKu8TX1QDXJuYbK-ZCHwLxF-z3TO2ZkE
Faça duplo clique para aceder ao vídeo




Montagem do vídeo: Margarida Seixas



sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Orange the World | Vamos alaranjar a Camilo!



Por uma cidadania ativa!








Por um período de 16 dias - de 25 de novembro (Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres e Meninas) a 10 de dezembro (Dia dos Direitos Humanos), a ONU Mulheres e a UNICEF convidam todas as pessoas, instituições, comunidades a organizar eventos laranja nas escolas, nas ruas e nos pontos de referência!


A cor laranja foi a cor escolhida para unificar todas as atividades e dar atenção global à questão da violência contra mulheres e meninas.


Vamos alaranjar o Mundo!

Vamos alaranjar a Camilo!



sexta-feira, 14 de junho de 2019

Orange the World - Vamos alaranjar a Camilo 2018 | Vídeo






A violência contra mulheres e meninas é uma das violações dos direitos humanos mais disseminadas, persistentes e devastadoras no nosso mundo, hoje.

É um grande obstáculo para o cumprimento dos direitos das mulheres e meninas e para a realização da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Ocorre em todo o mundo e atravessa todas as gerações, nacionalidades, comunidades e esferas de nossas sociedades, independentemente de idade, etnia, deficiência ou outro tipo de formação.

A iniciativa Orange the World denuncia todas as formas de violência contra as mulheres. Assim, de 25 de novembro, Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres e Meninas, até 10 de dezembro, Dia Mundial dos Direitos Humanos, a ONU Mulheres e a UNICEF convidam pessoas, instituições e comunidades a criar uma onda laranja de sensibilização para o problema global de todas as formas de violência baseada no género feminino (violência doméstica, assédio sexual, violação, mutilação genital, tráfico e exploração sexual, casamento precoce, feminicídio, …), contribuindo, assim, para a concretização dos objetivos da Agenda 2030, particularmente o objectivo de desenvolvimento sustentável nº5 – Alcançar a igualdade de género e emponderar as mulheres e meninas. A cor laranja foi a cor escolhida pela ONU para unificar todas as atividades. Daí o mote da iniciativa - Orange the World -, que em 2018 teve como tema Hear me too (Ouve-me também). 

Respondendo ao convite da ONU Mulheres e da UNICEF, que, aliás, vem ao encontro dos valores e princípios consignados no Projeto Educativo de Escola, a Biblioteca da Escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco promoveu, pelo segundo ano consecutivo, esta iniciativa junto da comunidade escolar, que tem vindo a aderir com entusiasmo à causa laranja. 







Assim, durante 16 dias, os trabalhos de alunos e professores desenvolvidos no contexto de sala de aula, de projetos e /ou de Clubes, de ateliers ou por mote próprio deram mais cor à Camilo: “Orange Words” (elaboração de mensagens escritas), “Dar Voz às palavras” (deslocação às salas de aula para partilha de leituras e gravação áudio), exposições de trabalhos (desenhos, origami), no átrio da escola, divulgação de recursos e materiais produzidos pela ONU, decoração da Biblioteca, da sala de professores, do átrio e de outros espaços da escola, montagem da árvore de Natal, promoção de trocas solidárias, realização de uma performance teatral e organização de um coração humano laranja no exterior da escola, são alguns dos eventos laranja previstos para este período. 


A violência de género diz respeito a todos e a cada um de nós. 







sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Emponderar mulheres e meninas






Sabia que:


  • 1 em cada 3 mulheres e meninas sofrem violência física ou sexual durante a vida, mais frequentemente por um parceiro íntimo.
  • Apenas 52% das mulheres casadas ou em união tomam livremente as suas próprias decisões sobre relações sexuais, uso de contracetivos e cuidados de saúde.
  • Em todo o mundo, quase 750 milhões de mulheres e meninas vivas hoje casaram-se antes de completarem 18 anos;  200 milhões de mulheres e meninas sofreram mutilação genital feminina (MGF).
  • 1 em cada 2 mulheres mortas em todo o mundo foram mortas pelos seus parceiros ou familiares em 2012; enquanto apenas 1 em cada 20 homens foram mortos em circunstâncias semelhantes.
  • 71% de todas as vítimas de tráfico humano em todo o mundo são mulheres e meninas, e 3 em cada 4 dessas mulheres e meninas são sexualmente exploradas.
  • A violência contra as mulheres é uma causa tão grave de morte e incapacidade entre as mulheres em idade reprodutiva como o cancro, e uma causa maior de problemas de saúde do que os acidentes de trânsito e a malária juntos.

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Vamos alaranjar a Camilo!


Onda laranja chega ao atelier de crochet e de tricot 









Violência doméstica


Em 1º pessoa



"Vocês têm o poder de acabar com a violência doméstica. Basta chamar a atenção para o tema."


 



Orange the World 💛


Violência baseada no género







Este ano, até 20 de novembro, já morreram assassinadas 24 mulheres. A informação é da Associação de Defesa dos Direitos das Mulheres.

É urgente combater as noções ultrapassadas de masculinidade e os estereótipos que perpetuam a violência contra as mulheres.







Orange the World 💛

Mutilação genital feminina








Orange the World 💛


sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Ação Global: Orange the World






A partir de 25 de novembro, Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher, até 10 de dezembro, Dia dos Direitos Humanos, a Campanha de 16 Dias de Ativismo contra Violência Baseada em Género é um momento para galvanizar ações para acabar com a violência contra mulheres e meninas em todo o mundo. A campanha internacional teve origem no primeiro Instituto de Liderança Global das Mulheres, coordenado pelo Centro de Liderança Global das Mulheres, em 1991.

O dia 25 foi designado Dia da Laranja pela campanha  Say No, UNiTE, da ONU Mulheres, lançada em 2009 para mobilizar a sociedade civil, ativistas, governos e o sistema das Nações Unidas a ampliar o impacto da campanha do Secretário-Geral da ONU, UNiTE. Acabar com a violência contra as mulheres. Os participantes de todo o mundo são encorajados a usar um toque de laranja em solidariedade com a causa - a cor simboliza um futuro melhor e um mundo livre de violência contra mulheres e meninas.

O tema de 2018 é Orange the World: #HearMeToo e, como nas edições anteriores, a data marca o lançamento de 16 dias de ativismo que serão concluídos em 10 de dezembro de 2018, Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Por tido o mundo decorre uma série de eventos públicos, entre os quais a iluminação com cor laranja de edifícios e monumentos emblemáticos, para lembrar a necessidade de um futuro livre de violência baseada no género.

Pelo segundo ano consecutivo, a Camilo associa-se à efeméride com um conjunto de atividades, que divulgará em breve.

Junte-se à campanha! 

Pode participar pessoalmente ou nos media sociais usando as seguintes hashtags : 

#OrangeTheWorld

#HearMeToo

#EndVAW

#16Days


Orange the World 💛



Vamos alaranjar a Camilo!




PARTICIPA!






Orange the World 💛


quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Orange Readings


Com Rosa Canelas
Dia 11 de dezembro | átrio da escola| 11:15






"É mais fácil construir uma estrada do que mudar a mentalidade do homem".
Lídia Jorge




 Marido e outros contos, de Lídia Jorge


 No passado dia 11 de dezembro, dia da consciencialização, na Camilo, da crua realidade da violência contra as meninas e as mulheres, a Comunidade Escolar pôde assistir à leitura do conto Marido, de Lídia Jorge, pela professora Rosa Canelas.
 

 

Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura
9º Ano de escolaridade

"Mas há noites em que o marido não chega às sete, nem às oito, nem às nove. E se não chegar às dez, ela sabe que não chegará senão de madrugada. É por isso que a hora crucial da vida da porteira acontece entre as cinco e as sete. É dentro desses minutos decisivos da tarde que se dita o dia e a noite da porteira. A porteira aos cinco para as cinco acende a vela, põe as mãos pedindo que ele chegue antes do jantar. Uma maçada se ele só vier de madrugada. Já ela o ouve tocar, depois de subir, abrir a porta do elevador com dificuldade, sair de lá lentamente com o pé rígido, e depois a chave começa a cair junto da porta, sente levantá-la do chão, deve estar a revolver a chave, até que por fim ele a enfia, a roda, a desprende, a saca, fica dentro de casa e a casa se enche do seu hálito até às bacias e às janelas. Tropeça no sofá da saleta e chama: Lúcia! Ó Lúcia!".
 






"O ser humilhado faz-me escrever. É claro que eu não escreveria só sobre a figura humilhada. Eu escrevo com as duas mãos: com uma mão, procuro demonstrar que uma coisa está errada, ou a revolta contra alguma coisa; com a outra, procuro compor alguma coisa que tenha a ver com a beleza. Mas a falta de fraternidade e a humilhação é uma coisa que a minha mão esquerda está permanentemente a trazer para a escrita".
"… aconteceu até uma história muito interessante aí há uns cinco anos, na Alemanha, onde houve um encontro com vários escritores, entre eles Saramago, onde foi lido o meu conto em alemão ‘O Marido’, o qual impressionou bastante a assistência e uma das perguntas que alguém me fazia naquela grande sala da biblioteca era esta: ‘Mas isto não é uma história absolutamente arcaica? Será que Portugal ainda tem este mundo?’ E a resposta foi esta: ‘Tem este mundo, na Alemanha existe este mundo, na Inglaterra existe este mundo, as pessoas é que não falam dele. Há estatísticas que dizem que morrem mais mulheres violentadas pelos seus maridos do que em acidentes de automóvel, o que é horrível, mas parece que corresponde à realidade’". 
Lídia Jorge, «Excepções e regra» in Depoimento para o álbum «100 Mulheres Portuguesas», disponível em http://arquivolidiajorge.blogspot.pt/search/label/Depoimentos

Laço humano laranja? A culpa foi da ANA!



#OrangeTheWorld /Vamos alaranjar a Camilo!








Prevista para segunda-feira, dia 11 de dezembro, a construção do laço humano laranja, a cor escolhida pela UN Women para simbolizar a solidariedade para com as meninas e mulheres vítimas de violência por todo o mundo, não se chegou a realizar.

A culpa foi da Ana, que provocou inundações, deslizamento de terras e queda de estruturas.

Em alternativa ao espaço exterior, os anos do 7º D e G e do 9º B, acompanhados das professoras, Fátima Duro Rodrigues, Sandra Silva, Elza Pinto, e da professora bibliotecária, Adelaide Jordão, reuniram-se no átrio da escola, na escadaria de acesso à Biblioteca, para lembrar as meninas e mulheres que são vítimas de violência em todo o mundo.














A ação de sensibilização começou cedo: no período das 8:15 às 9:00, um grupo de meninas do 7º J distribuiu laços laranja por professores e funcionários da escola.



Entretanto, no cantinho laranja da sala de professores, dinamizado pela professora Elza Pinto, a vela laranja continua a brilhar.  




 



In Memoriam.