sábado, 28 de abril de 2018

Obra de Camilo traduzida em mirandês









Está disponível para consulta na biblioteca a tradução em mirandês de A queda dum anjo, romance de Camilo Castelo Branco.

O livro foi oferecido à escola pelo Dr. José Manuel Oliveira, Diretor da Casa de Camilo e do Centro de Estudos Camilianos.



sexta-feira, 27 de abril de 2018

Miúdos a votos


Resultados das votações do dia 23 de abril






Divulgamos, hoje, os três títulos mais votados pelos alunos do 3º Ciclo da Camilo:
- Avozinha Gângster, de David Walliams -  52 votos
- A culpa é das estrelas. de John Green - 46 votos
- Por 13 razões, de Jay Asher - 42 votos

Votaram 524 alunos. 
Votos brancos: 0
Votos nulos: 30









Em breve, daremos a conhecer os títulos mais votados em cada turma. 

Os resultados nacionais serão conhecidos no dia 30 de maio.


Continuação de boas leituras!



25 de abril


          

Trabalho dos alunos do 2J



25 de abril

Ser livre é ser alguém maior.
É ser ave e voar no infinito.
É ser capaz de dar um grito.
É ser sempre uma alma jovem.

Ser igual é ser feliz.
É ser aquilo que quis.
É ser capaz de perceber.
É saber o que posso dizer.

É assim a democracia
Que hoje vivo e sinto.
É assim o meu dia a dia.

É assim que agora te peço
Que os teus olhos se iluminem
Que a Revolução d’Abril dominem.

Alunos do 8ºF



      


Vale a pena

Vale a pena a liberdade.

Vale a pena a igualdade.
Vale a pena a fraternidade.
Vale a pena a solidariedade.
Mas o que que vale mesmo a pena
É a luta pela verdade!
Vale a pena a paz.
Vale a pena ser capaz.
Vale a pena ser abnegado.
Vale a pena lutar contra o passado.
Mas o que vale mesmo a pena
É o sonho realizado.
Vale a pena lutar.
Vale a pena conquistar.
Vale a pena acreditar.
Vale a pena não calar.
Mas o que vale mesmo a pena
É saber partilhar.
Vale a pena valorizar.
Vale a pena o bem comum alcançar.
Vale a pena viver para conquistar.
Vale a pena um sorriso mostrar.
Mas o que vale mesmo a pena
É o 25 de Abril celebrar.
Alunos do 9º C

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Dia Mundial da Propriedade Intelectual


26 de abril

#Worldipday







Mudança no poder: mulheres na inovação e criatividade

Todos os anos, no dia 26 de abril, celebramos o Dia Mundial da Propriedade Intelectual para conhecermos o papel que os direitos de propriedade intelectual (patentes, marcas registradas, desenhos industriais, direitos autorais) têm no incentivo à inovação e à criatividade.



A campanha do Dia Mundial da Propriedade Intelectual deste ano celebra o brilho, a criatividade, a curiosidade e a coragem das mulheres que estão a promover mudanças no nosso mundo e a moldar o nosso futuro em comum.




Protege a propriedade intelectual






O que é a Propriedade Intelectual?

O termo Propriedade intelectual (PI) refere-se a criações da mente, como invenções, obras literárias e artísticas, desenhos, símbolos, nomes e imagens usados no comércio.



A PI é protegida por lei, por exemplo, através de patentes, direitos autorais e marcas registadas, que permitem que as pessoas obtenham reconhecimento ou benefício financeiro do que inventam ou criam. Ao atingir-se o equilíbrio certo entre os interesses dos inovadores e o interesse público mais amplo, o sistema de PI visa promover um ambiente no qual a criatividade e a inovação possam florescer.




A propriedade intelectual está em todo o lado


Um ebook para saber mais sobre o conceito de propriedade intelectual: 


 https://drive.google.com/open?id=1wsPOTQD1omAB2WIc8IBgk-oX_ypTJrUu
WIPO - World Intellectual Property Organization 



Outras publicações:


Para saber mais, consultar a página da WIPO.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Quero dos deuses só que me não lembrem








Quero dos deuses só que me não lembrem. 
Serei livre — sem dita nem desdita, 
Como o vento que é a vida 
Do ar que não é nada. 
O ódio e o amor iguais nos buscam; ambos, 
Cada um com seu modo, nos oprimem. 
          A quem deuses concedem 
          Nada, tem liberdade. 

Ricardo Reis, in Odes

Meu pai, o que é a liberdade?







- Meu pai, o que é a liberdade?

- É o seu rosto, meu filho,
o seu jeito de indagar
o mundo a pedir guarida
no brilho do seu olhar.
A liberdade, meu filho,
é o próprio rosto da vida
que a vida quis desvendar.
É sua irmã numa escada
iniciada há milênios
em direção ao amor,
seu corpo feito de nuvens
carne, sal, desejo, cálcio
e fundamentos de dor.
A liberdade, meu filho,
é o próprio rosto do amor.

- Meu pai, o que é a liberdade?

A mão limpa, o copo d’água
na mesa qual num altar
aberto ao homem que passa
com o vento verde do mar.
É o ato simples de amar
o amigo, o vinho, o silêncio
da mulher olhando a tarde
- laranja cortada ao meio,
tremor de barco que parte,
esto de crina sem freio.

- Meu pai, o que é a liberdade?

É um homem morto na cruz
por ele próprio plantada,
é a luz que sua morte expande
pontuda como uma espada.
É Cuauhtemoc a criar
sobre o brasileiro que o mata
uma rosa de ouro e prata
para altivez mexicana.
São quatro cavalos brancos
quatro bússolas de sangue
na praça de Vila Rica
e mais Felipe dos Santos
de pé a cuspir nos mantos
do medo que a morte indica.
É a blusa aberta do povo
bandeira branca atirada
jardim de estrelas de sangue
do céu de maio tombadas
dentro da noite goyesca.
É a guilhotina madura
cortando o espanto e o terror
sem cortar a luz e o canto
de uma lágrima de amor.
É a branca barba de Karl
a se misturar com a neve
de Londres fria e sem lã,
seu coração sobre as fábricas
qual gigantesca maçã.
É Van Gogh e sua tortura
de viver num quarto em Arles
com o sol preso em sua pintura.
É o longo verso de Whitman
fornalha descomunal
cozendo o barro da Terra
para o tempo industrial.
É Federico em Granada.
É o homem morto na cruz
por ele próprio plantada
e a luz que sua morte expande
pontuda como uma espada.

- Meu pai, o que é a liberdade?

A liberdade, meu filho,
é coisa que assusta:
visão terrível (que luta!)
da vida contra o destino
traçado de ponta a ponta
como já contada conta
pelo som dos altos sinos.
É o homem amigo da morte
Por querer demais a vida
- a vida nunca podrida.
É sonho findo em desgraça
desta alma que, combalida,
deixou suas penas de graça
na grade em que foi ferida...
a liberdade, meu filho,
é a realidade do fogo
do meu rosto quando eu ardo
na imensa noite a buscar
a luz que pede guarida
nas trevas do meu olhar.

Moacyr Félix, in Canto para As Transformações do Homem



O dia da revolução





RTP Ensina


 http://ensina.rtp.pt/artigo/a-revolucao-de-25-de-abril-de-1974/



Na madrugada de 25 abril de 1974, forças militares ocuparam pontos estratégicos em Lisboa e derrubaram a ditadura do Estado Novo, implantada também por militares em 1926.

Às primeiras horas da manhã, militares de vários ramos, ocuparam pontos estratégicos na capital portuguesa, com o objetivo de derrubar o regime do Estado Novo. Os sinais de código para dar o arranque das operações – canções de Paulo de Carvalho e Zeca Afonso – foram transmitidos através da rádio nas horas anteriores.





E depois do adeus, de Paulo de Carvalho - canção que serviu de primeira senha à revolução



Grândola, Vila Morena, a segunda senha de sinalização da Revolução dos Cravos