terça-feira, 8 de abril de 2014

Ocupa-te na biblioteca da Camilo

 

Programa  Ocupa-te, Aprende  e Diverte-te na ESCCBVR

 
de 7 a 11 de abril 
 



Após o sucesso do ano letivo anterior, a Camilo avançou este ano com mais uma edição do programa Ocupa-te, Aprende e Diverte-te na Escola Secundária Camilo Castelo Branco.
 
Trata-se de um conjunto de atividades disponibilizadas pela escola, na primeira semana de interrupção das atividades letivas da Páscoa, gratuitamente,  a todos os jovens da comunidade local, com idades compreendidas entre os 10 e os 13 anos, mediante inscrição prévia.
 
Ao longo de uma semana, os jovens são acompanhados por professores da escola que se voluntariaram para colaborar no programa e prepararam um conjunto variado de atividades de acordo com a sua formação académica de base e os seus hobbies - passatempos, experiências laboratoriais, animação musical, ateliers, atividades desportivas, workshops, jogos, Karaoke,... 
 
 
 



Para o primeiro dia, 7 de abril, após a receção e uma breve visita pelas instalações da escola, a Equipa da Biblioteca preparou o Lê e descobre, um conjunto de atividades - 5 desafios dirigidos a 5 equipas por turno -, que inclui desenho e rimas, adivinhas, sopa de letras, palavras cruzadas e um questionário sobre a biblioteca.

 



sexta-feira, 4 de abril de 2014

Semana da leitura RBVR'14 | Encerramento

 
 
 
 

 

19 dias a ler!

 



Floresça, fale, cante, ouça-se e viva

A portuguesa língua, e já, onde for,

Senhora vá de si, soberba e altiva.

                                          António Ferreira, Poemas Lusitanos
 
 
 

Terminou mais uma edição da Semana da Leitura, que este ano foi uma dupla festa: a da leitura e a da língua portuguesa!
 
 
Na parte da manhã, às 9h45m, na Biblioteca da Camilo, houve a distribuição dos certificados de participação no Concurso Nacional de Leitura (prova de seleção a nível de escola).
 
 
 
 
 
 

 Da parte da tarde, no Auditório da Biblioteca Central da UTAD:

- das 15h às 17h. Workshop sobre Técnicas de Pesquisa Avançada, orientado por Margarida Carvalho e Paulo Gonçalves da UTAD. Destinatários: Professores bibliotecários da Rede Concelhia e docentes das equipas da RBVR.

 
 
 - às 17h 30m. Encontro com o escritor A. M. Pires Cabral, que veio partilhar com o auditório a sua opinião sobre a leitura (ou não leitura) por parte dos jovens nos dias de hoje e suscitar o debate em torno da questão.
 

A. M. Pires Cabral
                                     



- às 18h. Sessão oficial de encerramento que contou coma presença dos diretores dos Agrupamentos de escolas e das escolas não agrupadas de Vila Real, com o Dr. Artur Cristóvão, Vice-Reitor para o Planeamento Estratégia e Organização da UTAD, e com o Sr. Vereador da Educação da Câmara Municipal, Dr. José Maria Magalhães.
 
 
 
Pires Cabral e o Vice-Reitor da UTAD



Chegou ao fim mais uma edição da Semana da Leitura!
 
Foram 19 dias a ler!
 
19 dias de atividades centradas na promoção do livro e da leitura e na importância da língua portuguesa, de modo a favorecer nos jovens leitores o desenvolvimento de hábitos/competências de leitura e literacia e a consciência metalinguística
 
19 dias de estímulo do prazer de ler / ouvir ler e da capacidade imaginativa
 
19 dias de partilha da leitura lúdica e recreativa na escola e com a comunidade local   
 
19 dias de articulação da leitura com docentes de diferentes departamentos/áreas disciplinares, com a Biblioteca Municipal, a UTAD e outras instituições.
 
19 dias de promoção da competência leitora a partir de múltiplos suportes de representação
 
19 dias de partilha de experiências, vivências e opiniões
 
19 dias para desenvolver um conjunto de ações, pensadas a nível de escola e a nível da RBVR, de modo a implementar linhas de orientação e atividades propostas pela RBE / PNL
 
19 dias para reforçar o ambiente escolar e social favorável à leitura e à escrita  
 
 
A Semana da leitura 2014 terminou, mas a festa continua! 
 
 
Boas Leituras!!
 
 
 
 

 




Para formar leitores, ler deve rimar com prazer...


Para formar leitores é indispensável criar situações que proporcionem múltiplos contactos com livros e permitam desenvolver em parceria a competência da leitura e o gosto pela leitura.
A aquisição da competência pressupõe experiências de aprendizagem que induzam o domínio progressivo da complexidade de funções envolvidas no ato de ler: a decifração, a compreensão, a representação mental do conteúdo e a reação afetiva ao texto escrito. O gosto pela leitura decorre fundamentalmente das reações afetivas resultantes do contacto com os livros.

Existem muitos tipos de estratégias destinadas a assegurar a competência da leitura, que os professores utilizam de acordo com a orientação pedagógica que imprimem ao seu trabalho e com a especificidade das turmas.

Relativamente à promoção do gosto pela leitura, muito mais do que a utilização de estratégias, o fator essencial reside na reação afetiva positiva que se desencadeia ou não no contacto entre o leitor e o livro. Independentemente da abordagem efetuada, um livro dá ou não dá prazer a quem o lê por motivos imponderáveis, de foro individual. Não há pois nenhum livro capaz de dar prazer a toda a gente. Por isso, a primeira regra para promover o gosto pela leitura é proporcionar o contacto dos leitores com uma grande diversidade de livros, para aumentar a probabilidade de que cada um encontre os livros-chave que lhe abrirão as portas do interesse pela leitura e do hábito de ler de livre vontade.


 

 
 
 

 
 

Semana da leitura'14 | Palestra "Literatura e Ciência"

Semana da Leitura - 19 dias a ler!

 

 

Ciclo de Palestras na Camilo

 
 
 

Encerrou, ontem, o ciclo de palestras na biblioteca da nossa escola, realizado no âmbito da Semana da Leitura 2014, que este ano teve como mote os 8oo anos dos primeiros textos em língua portuguesa.

Desta vez, Literatura e Ciência uniram-se para comporem a narrativa das Unidades de Medida ao longo dos tempos. 

Sem nunca prescindir do rigor terminológico da área da Física e Química (um rigor q.b., dada a heterogeneidade da formação académica do público presente), o palestrante, professor António Fortuna, adotou o papel ancestral do contador de histórias e, num discurso apelativo e informado, abordou as unidades de medida, tomando como fonte de informação textos de literatura portuguesa (do período trovadoresco ao século XX). 

A conferência da professora Ana Paula Fortuna - Línguas e Literaturas Peninsulares - um passado comum? - , prevista também para esta data, foi adiada para o 3º período, em dia e hora a anunciar.


 
 
 
 
Extrato de Fernão Lopes, cronista medieval. 
 
No texto acima apresentado, de Fernão Lopes, o cronista, que usa o "côvado" como unidade de medida,  informa-nos sobre a destruição de muitos e bons livros da livraria do Mosteiro de S. Domingos, ocorrida durante uma cheia.
 
 
 
 
 

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Dia internacional do livro infantil 2014

 

2 de abril

 

          Cartaz do IBBY para o Dia Internacional do Livro Infantil, da autoria de Niamh Sharkey
 
 
Por iniciativa do IBBY (Conselho Internacional sobre Literatura para Jovens), que em Portugal é representado pela Associação Portuguesa para a Promoção do Livro Infantil e Juvenil/APPLIJ), o dia 2 de abril, dia do nascimento do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, passou, a partir de 1967, a ser celebrado como o Dia Internacional do Livro Infantil.
 
 
Christian Andersen com algumas das personagens das suas obras (A Polegarzinha,  O Soldadinho de Chumbo,
 
 
Ao homenagear o autor de algumas das histórias para crianças mais lidas em todo o mundo, o IBBY pretendeu chamar a atenção para a importância do livro e da leitura na infância.
 
 
Cartaz de Portugal, da autoria da ilustradora Ana Biscaia, vencedora do Prémio Nacional de ilustração de 2013



 
Mensagem da IBBY Internacional de incentivo à leitura - este ano da responsabilidade da Irlanda:



CARTA ÀS CRIANÇAS DE TODO O MUNDO


Os leitores perguntam muitas vezes aos escritores como é que escrevem as suas histórias – de onde vêm as ideias? Da minha imaginação, responde o escritor. Ah, sim, dizem os leitores. Mas onde fica a imaginação, de que é que ela é feita, e será que todos temos uma?

Bem, diz o escritor, fica na minha cabeça, claro, e é feita de imagens e palavras e memórias e vestígios de outras histórias e palavras e fragmentos de coisas e melodias e pensamentos e rostos e monstros e formas e palavras e movimentos e palavras e ondas e arabescos e paisagens e palavras e perfumes e sentimentos e cores e ritmos e pequenos cliques e flashes e sabores e explosões de energia e enigmas e brisas e palavras. E fica tudo a girar lá dentro e a cantar e a parecer um caleidoscópio e a flutuar e a pousar e a pensar e a arranhar a cabeça.

 Claro que todos temos uma imaginação: se assim não fosse, não seríamos capazes de sonhar. Contudo, nem todas as imaginações são feitas das mesmas coisas. A imaginação dos cozinheiros tem sobretudo paladares, e a dos artistas mais cores e formas. Mas a imaginação dos escritores está cheia de palavras.

E nos leitores e ouvintes das histórias, as imaginações fazem-se com palavras também. A imaginação do escritor trabalha e gira e molda ideias e sons e vozes e personagens e acontecimentos numa história, e a história é apenas feita de palavras, batalhões de rabiscos que marcham ao longo das páginas. E depois chega o leitor e os rabiscos ganham vida. Ficam na página, parecem ainda rabiscos, mas também brincam na imaginação do leitor, e o leitor começa igualmente a desenhar e a rodar as palavras de modo a que a história se crie agora na sua cabeça, tal como tinha acontecido na cabeça do escritor.

É por isso que o leitor é tão importante para a história como o escritor. Há apenas um escritor para cada história, mas há centenas ou milhares ou mesmo milhões de leitores, na própria língua do escritor ou traduzida para muitas línguas. Sem o escritor, a história nunca teria nascido; mas sem os milhares de leitores em todo o mundo, a história não viveria todas as vidas que pode viver.

Cada leitor de uma história tem alguma coisa em comum com os outros leitores da mesma história. Separadamente, mas também em conjunto, eles recriam a história do escritor com a sua própria imaginação: um ato ao mesmo tempo privado e público, individual e coletivo, íntimo e internacional. Isto deve ser o aquilo que o ser humano faz melhor.

Continua a ler!
 

Sionhán Parkinson

Autora, editora, tradutora e distinguida com o Laureate na nÓg (Children’s Laureate of Ireland).
Tradução: Maria Carlos Loureiro


Vídeo - conto A princesa e a ervilha, de Christian Andersen



 
O patinho feio, de Christian Andersen
 
 
Museu Hans Christian Andersen, Odense, Dinamarca

terça-feira, 1 de abril de 2014

Semana da leitura RBVR' 14



 
                                        Semana da leitura
                              19 dias a ler!

 
Os 800 anos da língua e literatura portuguesas


Folha de rosto do e-book / friso cronológico produzido pela RBVR


Decorreram, hoje, no Auditório da Biblioteca Municipal, mais duas atividades previstas no programa da RBVR para a Semana da Leitura deste ano:


 - Apresentação, por Adelaide Jordão (professora bibliotecária da nossa escola), do friso cronológico/e-book sobre os "800 anos da língua e literatura portuguesas", produzido pela RBVR.  

Veja aqui - Friso cronológico


Página de rosto do friso




- Conferência sobre "O Valor da Língua portuguesa", por Paulo Mourão, professor de Economia na Universidade do Minho e ex-aluno da Camilo.
 


As apresentações estiveram a cargo da Dra. Isabel Machado, professora Bibliotecária da Biblioteca Municipal de Vila Real.