sexta-feira, 20 de setembro de 2019

A nau Vitória completa a primeira volta ao mundo




RTP Ensina




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No dia 6 de setembro 1522, a nau Victoria, o derradeiro navio na armada de Fernão de Magalhães e o primeiro a dar uma volta completa ao mundo, chegou ao porto de San Lúcar de Barrameda.

O cronista Antonio Pigafetta registou o momento no seu diário, com as palavras seguintes: “graças à Providência, entrámos sábado, 6 de setembro, na baía de San Lúcar, e dos 60 homens que compunham a tripulação quando saímos das ilhas Molucas, não restavam mais que 18, a maior parte doentes. (…) Desde a nossa saída da baía de San Lúcar até ao regresso, calculo que tenhamos percorrido mais de 14460 léguas, dando a completa volta ao mundo, navegando sempre de ocidente para oriente”.

Chegava assim ao fim a maior viagem marítima alguma vez realizada e que durou praticamente três anos. Dos 234 homens que compunham as tripulações da armada inicial, apenas completaram toda a volta ao mundo 18, conforme relata o cronista.

A viagem de regresso foi capitaneada por Sebastián Elcano, porque Magalhães, entretanto, ficou pelo caminho (tinha morrido numa escaramuça nas Filipinas, em abril de 1521).



quinta-feira, 19 de setembro de 2019

O latoeiro





O latoeiro (1932), óleo sobre tela, de Mário Augusto dos Santos (1895-1941)
Coleção: Museu Municipal Dr. Santos Rocha, Figueira da Foz





Tratar os media por tu











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O "Guia prático de Educação para os media" apresenta um "Conjunto de sugestões para trabalho em sala de aula, em torno dos media e das suas particularidades. Estas sugestões de trabalho são práticas e acompanhadas de alguns recursos que ajudarão a trabalhar este tema nos diversos contextos já definidos no Referencial: de trabalho curricular, disciplinar ou interdisciplinar, de trabalho de projeto ou atividades de enriquecimento curricular. 

Serão, sem dúvida, sugestões que esperamos ver bem acolhidas junto da comunidade docente sobretudo tendo em conta as recentes orientações e linhas de trabalho defnidas quer no Perfl dos Alunos à saída da Escolaridade Obrigatória quer no eixo Educação da iniciativa Portugal INCoDe2030."
O Diretor-Geral da Direção-Geral da Educação



Com autoria dos investigadores Patrícia Silveira, Clarisse Pessôa, Diana Pinto, Simone Petrella e Amália Carvalho, do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho, a Direção-Geral da Educação lançou, em edição digital, a brochura “Tratar os Media por Tu – Guia prático de Educação para os Media”.

Esta publicação visa oferecer aos docentes do 1.º, 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico e do Ensino Secundário um conjunto de propostas práticas para a abordagem dos Media em contexto de sala de aula.




Há sempre uma grande mulher



Alexandra Carita
Déjà vu - o futuro foi ontem | E-Revista Expresso 





Getty Images




Houve um tempo em que a Europa era um palco de homens, um tempo em que os líderes tinham todos o mesmo sexo. Simone Veil, a célebre ministra da Saúde que em França foi responsável pela despenalização da interrupção voluntária da gravidez, foi a primeira mulher a quebrar a regra. Teve eleição direta para o Parlamento Europeu corria o ano de 1979. Veil abria as portas da política e as portas ao sexo feminino para se exprimir também. 

Hoje a paridade é palavra de ordem numa Comissão Europeia novamente liderada por uma mulher, Ursula von der Leyen (eleita a 16 de julho), e dividida a 50% por homens e mulheres. Com a nova constituição entra como comissária Elisa Ferreira, que assume as pastas da Coesão e Reformas, também ela a primeira mulher portuguesa escolhida para o cargo.

Expresso, 14 de setembro de 2019



Ditados (im) populares






Campanha #DitadosImpopulares: spot institucional



Num ano em que os dados provisórios apontam já para a morte de 21 mulheres em contexto de intimidade, uma subida face a período homólogo de 2018, foi lançada na passada sexta-feira, 13, uma nova campanha de prevenção e combate à violência contra as mulheres e à violência doméstica.

Para além da desconstrução de ditados populares, com esta campanha pretende-se sublinhar que a violência não é assunto privado e apelar ao envolvimento de todas as pessoas nesta luta. É dever de todos nós denunciar casos de violência doméstica.

Segundo a lei, os casos de violência doméstica são um crime público.


Comissão para a cidadania e igualdade de género



Leitura(s) do Mundo












Cartoon de @FiroozehMozaff1 (Irão)




Hoje, dia 19 de setembro, em Portugal, foi assassinada mais uma mulher pelo companheiro.



O homem ilustrado




Guta Moura Guedes
Design | E-Revista Expresso







As ilustrações são desenhos que contam algo, que demonstram visualmente uma ideia

E
ra Uma Vez... em Hollywood” não é o melhor filme de Quentin Tarantino, mas é um Tarantino. Portanto, imperdível. No mais recente filme deste caleidoscópico realizador de cinema, cuja trama se passa em 1969, há um momento em que no som de fundo se ouve falar do lançamento de um outro filme, o “Homem Ilustrado”, dirigido por Jack Smight, que estreou nesse mesmo ano. A referência é subtil, uma voz na rádio anuncia o filme baseado no livro do poeta e escritor de ficção científica Ray Bradbury, mas para quem gosta da obra deste último não passa despercebida e para quem gosta de Tarantino também não. À custa disso vi todo o filme de Tarantino a pensar em Bradbury.

O “Homem Ilustrado” é um livro prodigioso de ficção científica. Publicado em 1951, reúne 18 contos que surgem das tatuagens que cobrem o corpo do protagonista. Os desenhos no livro não aparecem por causa da simbologia específica das tatuagens — são sim ilustrações que, por um destino que desconhecemos, estão gravadas na pele de um homem e que à noite ganham vida própria e contam histórias sobre o futuro.
As ilustrações são isso mesmo. São desenhos que contam algo, que demonstram visualmente uma ideia. Que ajudam a que esta se torne mais clara e mais facilmente compreensível. Mas também são desenhos que meramente adornam, quer um objecto, quer um livro, quer um corpo, tornando-o mais bonito ou dando-lhe um outro sentido ou dimensão. Mas as ilustrações também falam sozinhas, não sendo às vezes suporte de nada, tornando-se uma outra camada de realidade. Há livros em que é difícil saber o que é o mais importante, se o texto se as ilustrações; existem paredes ou móveis em que o único factor que os torna únicos e inesquecíveis são os desenhos que neles estão. Existem pessoas que registamos para sempre por causa das tatuagens que têm na pele.
A linha de divisão entre designers gráficos, ilustradores, artistas plásticos é muito ténue. Pertencem os três ao território do desenho e da criatividade onde fronteiras rígidas não fazem sentido, como em tantas outras áreas. Se nós, os que não desenhamos, pensamos com palavras ou com imagens é algo que não conseguimos definir. O facto é que com as ilustrações a forma como percepcionamos o mundo se aprofunda e multiplica.
Expresso, 14 de setembro de 2019