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domingo, 13 de fevereiro de 2022

Amor de Perdição em novela gráfica

 

História trágica de amores contrariados e não correspondidos, Amor de Perdição é a mais conhecida obra de Camilo Castelo Branco, um dos maiores escritores portugueses de sempre. Escrita na Cadeia da Relação do Porto, em 1861, ao longo de seis meses, Amor de Perdição inspira-se na história real de Simão António Botelho, tio paterno do autor, que foi desterrado para a Índia em 1807.
Misturando realidade e ficção, drama e paixão, sentimento e crítica social, Camilo construiu um clássico incontornável, que é a obra-prima do romantismo literário português e, nas palavras do filósofo e escritor espanhol Miguel de Unamuno, a novela de paixão amorosa mais intensa e profunda que alguma vez se escreveu na península ibérica.





sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Palavras de Autor | Afonso Cruz








A ideia com que Tolstoi inicia “Anna Karenina” (de que todas as famílias felizes se parecem e as infelizes são infelizes cada uma à sua maneira) tem sido um dos grandes motores da literatura que lhe sucedeu. 

Afonso Cruz pega nela, disseca-a, multiplica-a, e questiona: O que é uma família feliz? No seu último livro, vai da Mealhada à Cochinchina, do desejo de perfeição às muitas variáveis da imperfeição, tentando acercar-se da felicidade “como textura”, para concluir que é possível ser feliz até quando se sofre. 

Em Palavra de Autor, Afonso Cruz conversa com Cristina Margato e lê passagens de “Princípio de Karenina”.



Esta obra está disponível na Biblioteca.



segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Trinta Clássicos das Letras|31. Livro do desassossego, de Bernardo Soares










O Livro do Desassossego foi o resultado da descoberta e do estudo da célebre “arca pessoana”. A publicação é de 1982 e Jacinto do Prado Coelho, Maria Aliete Galhoz e Teresa Sobral Cunha são os artífices. É um conjunto de fragmentos, uma espécie de diário, pensamentos, reflexões, da autoria de Fernando Pessoa (1888-1935), um quase ortónimo, uma vez que o poeta lhe dá nome próprio, Bernardo Soares, ainda que a primeira parte seja atribuída a Vicente Guedes ou quiçá ao próprio Pessoa.

Como tem sido afirmado, há como que uma autorrepresentação do próprio através de um artifício criativo. No fundo, é o próprio poeta que encontramos, com a multiplicidade de temas e de desígnios. Ou seja, para além dos heterónimos principais de Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, encontramos em Bernardo Soares uma chave que nos permite ligar a heterogeneidade da heteronomia à identidade de quem reúne essa diversidade.

Bernardo trabalha num escritório na Baixa de Lisboa, como o próprio Pessoa. Seguimos os seus passos. Podemos sentir a sua solidão, os receios, o sentido e não sentido da vida, os temores, a morte, o amor e vários outros temas sobre a existência. A ideia de desassossego significa inconformismo, criatividade, intranquilidade, angústia, dúvida, aceitação e recusa. 

Se muitos referem o pessimismo de Pessoa, a verdade é que, em toda a sua obra, percebemos que a consciência certa do valor próprio. É verdade que Pessoa apenas publicou em vida um livro, Mensagem (1934), mas quando estudamos o conteúdo da “arca”, percebemos que o poeta foi escrevendo para a posteridade. “Entre mim e a vida há um vidro ténue. Por mais nitidamente que eu veja e compreenda a vida, eu não lhe posso tocar”. E quando começa por apresentar o quase heterónimo, diz: «Bernardo Soares, distinguindo-se de mim por suas ideias, seus sentimentos, seus modos de ver e de compreender, não se distingue de mim pelo estilo de expor. Dou a personalidade diferente através do estilo que me é natural, não havendo mais que a distinção inevitável do tom especial que a própria especialidade das emoções necessariamente projeta”.

O mestre Caeiro prenuncia, Campos afirma-se por si, até demarcando-se de Pessoa, mas não deixa de procurar enriquecê-lo e de torná-lo relevante. “Cada um tem a sua vaidade, e a minha vaidade de cada um é o seu esquecimento de que há outros com alma igual. A minha vaidade são algumas páginas, uns trechos, certas dúvidas…” “Tudo me interessa e nada me prende. (…) Tenho fome da extensão do tempo e quero ser eu sem condições”.

Foi Jorge de Sena quem primeiro deu importância à coerência dos fragmentos de Pessoa, ao seu carácter autobiográfico e ao facto de estarmos perante uma espécie de outro autor que, no entanto, tinha tudo a ver diretamente com Pessoa, ele mesmo. Mas Sena, ao partir para o Brasil, foi deixando Fernando Pessoa, para se render ao génio multiforme de Camões.

Bernardo Soares faz parte do universo Pessoa, que ele procura analisar fora de si. “Era um homem que aparentava trinta anos, magro, mais alto que baixo, curvado exageradamente quando sentado, mas menos quando de pé, vestido com um certo desleixo não inteiramente desleixado. Na face pálida e sem interesse de feições um ar de sofrimento não acrescentava interesse, e era difícil definir que espécie de sofrimento esse ar indicava — parecia indicar vários, privações, angústias, e aquele sofrimento que nasce da indiferença que provém de ter sofrido muito…”

O Livro do Desassossego é um livro póstumo, autobiográfico, publicado quase cinquenta anos depois da morte do autor, e funciona como o conjunto de reflexões relativamente ao permanente enigma que Fernando Pessoa representa…


Agostinho de Morais
Raíz e Utopia, Centro Nacional de Cultura, 31 de agosto de 2019



quinta-feira, 9 de maio de 2019

O enigma de Salomé




Livro disponível na Biblioteca


Autor: Nuno Júdice
Título: O enigma de Salomé
Editora: Editorial Teorema
ISBN: 9789726957386


É um dos episódios que os Evangelhos registaram e imortalizaram na nossa cultura. Nele se juntam todas as paixões que levam o homem ao excesso: o adultério, o incesto, a embriaguez de uma noite de festa em que Herodes Antipas, filho de Herodes o Grande, manda executar o profeta João Baptista, que anunciara a vinda de Jesus, para satisfazer um capricho de Herodíade, a mulher que roubara ao irmão para se casar com ela, num acto que João Baptista condenara nos seus sermões. 

Mas a figura que emerge desta sequência, que o historiador hebraico Flávio Josefo, quase contemporâneo destes acontecimentos, também regista nas suas obras, é Salomé, cuja dança em frente de Herodes motiva o pedido fatal. É o que basta para a transformar num dos grandes ícones da pintura, da música e da literatura de todos os séculos que se seguiram.


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

A poesia dos / com os títulos (1)



💕 💕


No teu olhar,
Minha querida Inês
Vinte poemas de amor e uma canção desesperada, 
Até que o amor me mate




                                                                   💕💕

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

A felicidade exige desassossego



Palavra de autor : #Afonso Cruz  






A ideia com que Tolstoi inicia Anna Karenina (de que todas as famílias felizes se parecem e as infelizes são infelizes cada uma à sua maneira) tem sido um dos grandes motores da literatura que lhe sucedeu. Afonso Cruz pega nela, disseca-a, multiplica-a e questiona: O que é uma família feliz? No seu último livro, vai da Mealhada à Cochinchina, do desejo de perfeição às muitas variáveis da imperfeição, tentando acercar-se da felicidade “como textura”, para concluir que é possível ser feliz até quando se sofre.

Em Palavra de Autor, Afonso Cruz conversa com Cristina Margato e lê passagens de Princípio de Karenina.





Autor: Afonso Cruz
Editor: Companhia das Letras
Data de lançamento: 06/11/2018 
ISBN : 9789896656928 
Nº Páginas : 168






quinta-feira, 31 de maio de 2018

Mãe, de Pearl S. Buck


Disponível na Biblioteca



Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura 
3º Ciclo | Leitura Autónoma 


 
 
Sinopse
Nesta obra, Pearl S. Buck descreve de um modo quase pictórico a vida simples e rude do povo Chinês, numa época que é pouco conhecida. A narrativa vívida e pormenorizada permite que o leitor capte toda a simplicidade e intensidade dos tempos descritos em "Mãe".
Ao penetrar no espírito da camponesa, Pearl S. Buck dá a conhecer os sentimentos mais profundos da mente e do coração de uma mulher e de uma mãe. Fá-lo de uma maneira comovente, enérgica e mesmo violenta. A personagem, sem qualquer dúvida estóica, assume uma grandeza sem par pela forma como encara e ultrapassa os obstáculos que a vida lhe coloca. Uma vida longa, árdua e solitária.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

A cidade de Ulisses, de Teolinda Gersão




Sobre Teolinda Gersão - Programa Ler+Ler melhor


Sobre o livro A cidade de Ulisses - Programa Câmara Clara




Trailer do livro A cidade de Ulisses


Estão disponíveis na Biblioteca vários títulos de Teolinda Gersão, nomeadamente A cidade de Ulisses, A árvore das palavras e A mulher que prendeu a chuva.


Boas leituras!




sábado, 4 de março de 2017

As cidades invisíveis, de Italo Calvino



As cidades e o desejo: Zobeide 




A cidade de Zobeide, por Guilherme Lamb de Souza









Zobeide


"Naquela direção, após seis dias e sete noites, alcança-se Zobeide, cidade branca, bem exposta à luz, com ruas que giram em torno de si mesmas como um novelo. Eis o que se conta a respeito de sua fundação: homens de diferentes nações tiveram o mesmo sonho — viram uma mulher correr de noite numa cidade desconhecida, de costas, com longos cabelos e nua. Sonharam que a perseguiam. Corriam de um lado para o outro, mas ela despistava-os. Após o sonho, partiram em busca daquela cidade; não a encontraram, mas encontraram-se uns aos outros e decidiram construir uma cidade como a do sonho. Na disposição das ruas, cada um refez o percurso da sua perseguição; no ponto em que havia perdido as pistas da fugitiva, dispôs os espaços e a muralha de um modo diferente do do sonho para que desta vez ela não pudesse escapar.

A cidade era Zobeide, onde se instalaram na esperança de que uma noite a cena se repetisse. Nenhum deles, nem durante o sono nem acordado, reviu a mulher. As ruas da cidade eram aquelas que os levavam para o trabalho todas as manhãs, mas já sem qualquer relação com a perseguição sonhada. O que aliás havia sido esquecido há muito tempo.

Chegaram novos homens de outros países, que haviam tido um sonho como o deles, e na cidade de Zobeide reconheciam algo das ruas do sonho, e mudavam os pórticos e escadas de lugar para que o percurso ficasse mais parecido com o da mulher perseguida. Assim, no ponto onde ela tinha desaparecido, não haveria nenhuma avenida para a fuga.

Os recém-chegados não compreendiam o que atraía essas pessoas a Zobeide, uma cidade feia, uma armadilha."


CALVINO, Ítalo - As cidades Invisíveis, Lisboa, Dom Quixote, 2015




sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Leo Tolstoy



“Todos pensam em mudar a humanidade e ninguém pensa em mudar-se a si mesmo”  Leo Tolstoy


Imagem: Por Ivan Nikolaevich Kramskoi - [1], Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=529158



O escritor russo Leo Tolstoy (ou, em grafia alternativa, Leon, Leão ou Lev Tolstoi), autor de Guerra e Paz, nasceu em 9 de setembro de 1828.



segunda-feira, 8 de agosto de 2016

A cidade de Ulisses, de Teolinda Gersão






Veja AQUI o que a autora diz sobre o livro.
 



Sinopse

"Um homem e uma mulher encontram-se e amam-se em Lisboa. A sua história, que é também uma história de amor por uma cidade, levará o leitor a percorrer múltiplos caminhos, entre os mitos e a História, a realidade e o desejo, a literatura e as artes plásticas, o passado e o presente, as relações entre homens e mulheres, a crise civilizacional e a necessidade de repensar o mundo."


Turista ou viajante?








"E nada tínhamos a ver com turistas. Éramos diferentes. Viajantes.
O turistas vão à procura de lugares para fugirem de si próprios, do stress, da infelicidade, do tédio, da velhice. Veem os lugares onde chegam apenas de relance e não ficam a conhecer nenhum, porque logo os trocam por outros e fogem para mais longe. Os viajantes vão à procura de si, noutros lugares. Que ficam a conhecer profundamente porque nenhum esforço lhes parece demasiado e nenhum passo excessivo, tão grande é o desejo de se encontrarem. 
As agências de viagens e os turistas só se interessam, obviamente, pelas cidades reais. Os viajantes preferem as cidades imaginadas. Com sorte, conseguem encontrá-las. Ao menos uma vez na vida."

Gersão, Teolinda, A cidade de Ulisses. Lisboa: Sextante Editora, 2013, p. 31.


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

O esconderijo secreto de Anne Frank

Fonte:http://www.annefrankguide.net/pt-PT/bronnenbank.asp?aid=28704



Este desenho dá-nos uma ideia aproximada do anexo secreto por dentro. Nele viveram oito pessoas: Anne Frank, os pais e a irmã, o casal Van Pels e o filho, Peter, e 
Fritz Pfeffer. Comparado com outros esconderijos, as pessoas aqui tinham muito espaço. Anne até o chama de esconderijo ideal.

Quarto de Anne Frank e Fritz Pfeffer medidas : 5.05 m comp x 2.09 m larg x 2.83 m alt

Quarto de Otto, Edith e Margot Frank medidas: 5.03 m comp x 3.13 m larg x 2.83 m alt

Sala de estar e quarto de Hermann e Auguste van Pels medidas: 5.68 m comp x 5.14 m larg x 2.63 m alt

Quarto de Peter van Pels medidas: 3.91 m comp x 2.11 m larg x 2.63 m alt

O sótão: 7.30 m comp x 5.68 m larg
As pessoas que viviam no anexo secreto não podiam ir à rua e tinham de permanecer em silêncio durante todo o dia. Viviam em constante medo de ser descobertos. Foi difícil para todos, e a tensão crescente por vezes irrompia em discussões.

The Secret Annex Online: 
O Anexo Secreto online é uma versão virtual em 3D do edifício situado no número 263 de Prinsengracht, Amesterdão, onde Anne Frank esteve escondida mais de dois anos durante a Segunda Guerra Mundial e onde escreveu o seu famoso diário.  



Estante por detrás da qual se situava a porta de acesso para o anexo secreto



terça-feira, 12 de maio de 2015

Ciclo de conferências na Camilo'15: Palavras do mundo I



Auditório da Camilo | 15h |  Turmas B, D e E | 10º ano


Como a seu tempo foi divulgado, o professor José Luís Pires apresentou hoje, no Auditório 1 da Escola, a 2ª conferência do Ciclo de Conferências da Camilo'15, subordinada ao tema "A alegoria do gozo". Estiveram presentes os alunos das turmas B, D e E, do 10º ano, acompanhados dos respetivos professores de Português - Adelaide Jordão, Henrique Morgado e Mª João Cunha.










O prof. J.L. Pires com uma edição de 1694 dos Sermões, de Pe.António Vieira

Em jeito de prefácio pode ler-se aqui que pela leitura se chega ao gozo de Deus.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Livros & Leituras: obras de José Luís Peixoto




Ler+ na Camilo:


 







O livro, que o escritor considera o melhor livro da sua vida, é da sua autoria e está disponível na nossa biblioteca escolar.





Autor: José Luís Peixoto
Título: Morreste-me
Editor: Quetzal Editores
Data de edição / impressão:
ISBN: 9789725648025


Morreste-me, texto que deu a conhecer o jovem escritor José Luís Peixoto, é uma obra intensa, avassaladora e comovente: é o relato da morte do pai, o relato do luto, e ao mesmo tempo uma homenagem, uma memória redentora. Um livro de culto há muito tempo indisponível no mercado português.   
 




Outros títulos do autor disponíveis na biblioteca:







Autor: José Luís Peixoto

Título: Uma casa na escuridão
Editor: Quetzal Editores
Data de edição / impressão:2003
Nº de Páginas: 256
ISBN: 9789725648223



«Então, fechei os olhos com força e fixei-me no que via. Esta era uma das coisas que fazia desde pequeno, que tinha descoberto por acaso e que imaginava ser eu a única pessoa a fazer no mundo. Fechava os olhos e via. Via o que se vê com os olhos fechados [...] Isto é o que se vê quando fechados os olhos e continuamos a ver: a cor negra e os pequenos seres de luz que a habitam. E não se consegue olhar fixamente nem para o negro nem para a luz. Os pontos ou as linhas ou as figuras de luz fogem da atenção. O negro é tão absoluto, tão profundo, tão infinito que o olhar avança por ele sem encontrar um lugar onde possa deter-se. Mas, naquela noite, comecei a distinguir algo dentro desse negro.»            
        





Autor: José Luís Peixoto
Título: Abraço
Editor: Quetzal Editores
Data de edição / impressão: 2011
Nº de Páginas: 680
ISBN: 9789725649367


SINOPSE

 Abraço apresenta uma seleção de textos escritos por José Luís Peixoto ao longo dos últimos 10 anos. A infância, o Alentejo, o amor, a escrita, a leitura, as viagens, as tatuagens, a vida. Através de uma imensa diversidade de temas e registos, José Luís Peixoto escreve sobre si próprio com invulgar desassombro. Esse intimismo, rente à pele, nunca se esquece do leitor, abraçando-o, levando-o por um caminho que passa pela ternura mais pungente, pelo sorriso franco e por aquela sabedoria que se alcança com o tempo e a reflexão. Este é um livro de milagre e de lucidez. Para muitos, a confirmação. Para outros, o acesso ao mundo de um dos autores portugueses mais marcantes das últimas décadas.







Autor: José Luís Peixoto
Título: livro
Editor: Quetzal Editores
Data de edição / impressão: 2010
Nº de Páginas: 264
ISBN: 9789725648995



Sinopse

Um rapazinho é deixado pela mãe num fontanário, de madrugada. Antes de partir, ela entrega-lhe um livro e promete que voltará dentro de algumas horas. Mas abandona-o e vai para França, trilhando os caminhos da emigração. Acolhido por uma família da aldeia, e sem nunca mais saber da mãe, o rapaz vai crescer enamorado por uma rapariga da terra que o corresponde nos sentimentos. Chegados à idade adulta, decidem ambos emigrar para França, mas partem separados. O livro — único objecto de valor que o rapaz possuiu em toda a sua vida — servirá para os manter ligados e é através dele que se vão reencontrar.
«O dom de Peixoto para a escrita é algo raro, de beleza rítmica.» The Guardian
«A prosa encantatória e audaz de Peixoto é consistentemente bela, inacreditavelmente rica e ressonante.» The Independent
«A escrita de Peixoto é, ao mesmo tempo, fresca, ágil e envolvente, contendo toda uma herança literária universal. Estamos perante um escritor maduro. Um admirável escritor português.» Luís Sepúlveda