segunda-feira, 23 de maio de 2022

Quiz Puzzle | Eu e as redes sociais: Que relação?

 

 

 

Melhorar a forma como nos relacionamos com/através dos media.

 

 

Testa os teus conhecimentos!

Maio é o mês do 7 Dias com os media.

Para promover a atenção e discussão em torno dos media e das redes sociais, preparámos um quiz. Aceitas o desafio?



Os Maias, de Eça de Queirós

 
















Fotograma da adaptação cinematográfica do romance por João Botelho



Clicar na imagem para aceder aos recursos digitais (suporte Wakelet) sobre Os Maias, de Eça de Queirós.




domingo, 22 de maio de 2022

A crónica de jornal










A crónica é como que a conversa íntima, indolente, desleixada, do jornal com os que o leem: conta mil coisas, sem sistema, sem nexo, espalha-se livremente pela natureza, pela vida, pela literatura, pela cidade; fala das festas, dos bailes, dos teatros, dos enfeites, fala em tudo baixinho, como quando se faz um serão ao braseiro, ou como no Verão, no campo, quando o ar está triste. Ela sabe anedotas, segredos, histórias de amor, crimes terríveis; espreita, porque não lhe fica mal espreitar. Olha para tudo, umas vezes melancolicamente, como faz a Lua, outras vezes alegre e robustamente, como faz o Sol; a crónica tem uma doidice jovial, tem um estouvamento delicioso: confunde tudo, tristezas e facécias, enterros e atores ambulantes, um poema moderno e o pé da imperatriz da China; ela conta tudo o que pode interessar pelo espírito, pela beleza, pela mocidade; ela não tem opiniões, não sabe do resto do jornal; está nas suas colunas contando, rindo, pairando; não tem a voz grossa da política, nem a voz indolente do poeta, nem a voz doutoral do crítico; tem uma pequena voz serena, leve e clara, com que conta aos seus amigos tudo o que andou ouvindo, perguntando, esmiuçando.

A crónica é como estes rapazes que não têm morada sua e que vivem no quarto dos amigos, que entram com um cheiro de Primavera, alegres, folgazões, dançando, que nos abraçam, que nos empurram, que nos falam de tudo, que se apropriam do nosso papel, do nosso colarinho, da nossa navalha de barba, que nos maçam, que nos fatigam… e que, quando se vão embora, nos deixam cheios de saudades.

Eça de Queirós


Um planeta, um oceano

 

Mobilizar a ciência para salvar o oceano





A Comissão Oceanográfica Intergovernamental da UNESCO (IOC) é o órgão das Nações Unidas responsável por apoiar a ciência e os serviços oceânicos globais. O COI permite que os seus 150 Estados membros trabalhem juntos para proteger a saúde de nosso oceano partilhado, coordenando programas em áreas como observações oceânicas, alertas de tsunami e planeamento espacial marinho.

Desde que foi estabelecido em 1960, o COI forneceu um foco para todos os outros órgãos das Nações Unidas que trabalham para entender e melhorar a gestão dos nossos oceanos, costas e ecossistemas marinhos. 

Hoje, o COI apoia todos os seus Estados Membros para construir a sua capacidade científica e institucional para alcançar as metas globais, incluindo a Agenda 2030 da ONU e os seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, o Acordo de Paris sobre Mudanças Climáticas e o Quadro de Sendai para Redução de Riscos de Desastres.

Jornal de Letras

 



JL - Jornal de Letras, Artes e Ideias - de 20 de abril a 3 de maio de 2022 


Neste número: 

Menez: a pintura habitada. Evocação da singular artista, com uma mostra retrospetiva em Cascais 
Rosa Alice Branco: o poder do cão e a força da poesia. Entrevista. 
O novo filme de António-Pedro Vasconcelos.


Disponível na Biblioteca. 



O jornal é o fole incansável que assopra a vaidade humana

 
















Pelo jornal, e pela reportagem que será a sua função e a sua força, tu desenvolverás, no teu tempo e na tua terra, todos os males da Vaidade! […] Como a reportagem hoje se exerce, menos sobre os que influem nos negócios do Mundo, ou nas direções do pensamento, do que, como diz a Bíblia, sobre toda a «sorte e condições de gente vã», desde os jóqueis até aos assassinos, a sua indiscriminada publicidade concorre pouco para a documentação da história, e muito, prodigiosamente, escandalosamente, para a propagação das vaidades! 

O jornal é com efeito o fole incansável que assopra a vaidade humana, lhe irrita e lhe espalha a chama. De todos os tempos é ela, a vaidade do homem! Já sobre ela gemeu o gemebundo Salomão, e por ela se perdeu Alcibíades, talvez o maior dos Gregos. Incontestavelmente, porém, meu Bento, nunca a vaidade foi, como no nosso danado século XIX, o motor ofegante do pensamento e da conduta.

Nestes estados de civilização, ruidosos e ocos, tudo deriva da vaidade, tudo tende à vaidade. E a forma nova da vaidade para o civilizado consiste em ter o seu rico nome impresso no jornal, a sua rica pessoa comentada no jornal! Vir no jornal! eis hoje a impaciente aspiração e a recompensa suprema! Nos regimes aristocráticos o esforço era obter, senão já o favor, ao menos o sorriso do Príncipe. Nas nossas democracias a ânsia da maioria dos mortais é alcançar em sete linhas o louvor do jornal. Para se conquistarem essas sete linhas benditas, os homens praticam todas as ações—mesmo as boas.

Eça de Queirós

sexta-feira, 20 de maio de 2022

Saramago - os seus nomes

 




"É importante continuar a revisitar a consciência ética presente na obra de José Saramago. Essa consciência mantém, hoje, a sua acuidade, tanto na condenação da exclusão e das desigualdades como na importante mensagem sobre a necessidade de 'reivindicarmos o dever' de defender e fazer cumprir os direitos que a todos e cada um são conferidos. Esta fotobiografia contribuirá, confio, para que mais leitores relembrem ou descubram a exortação a que 'os cidadãos comuns tomem a palavra e a iniciativa' – e não prescindam nunca desse direito."
António Guterres


No ano em que se celebra o centenário do nascimento do autor, a Porto Editora e a Fundação José Saramago apresentam Saramago, os seus nomes, um álbum biográfico que revisita os lugares, as pessoas e os acontecimentos mais importantes da vida do único Nobel da Literatura de língua portuguesa. Uma edição da autoria de Ricardo Viel e Alejandro García Schnetzer, com prefácio de António Guterres.