terça-feira, 12 de maio de 2020

LeV - Literatura em Viagem | Isabel Allende, Matilde Campilho, Ondjaki




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Dia 13 de maio, às 17.00, Isabel Allende estará, via streaming, numa conversa com moderação de Hélder Gomes.





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Dia 13 de maio, às 18.00, Matilde Campilho estará, via streaming, numa conversa com moderação de Manuella Bezerra de Melo.






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Amanhã, dia 13 de maio, às 22.00, Ondjaki estará, via streaming, numa conversa com moderação de Filipa Melo.



Assista às sessões em direto, na página de Facebook da Câmara Municipal de Matosinhos: facebook.com/CamaraMunicipalMatosinhos/ 



Maratona de Cartas | Impacto das assinaturas








Lembram-se dos jovens defensores dos direitos humanos da Maratona da Cartas? 

Magai Ngong, do Sudão do Sul, 

Yasaman Aryani, do Irão, 

Marinel Ubaldo, das Filipinas, 

José Adrián, do México, 

e Sarah Mardini e Seán Binder, da Grécia.

Estes foram os casos pelos quais atuámos na Camilo, enviando cartas e postais para os jovens defensores dos direitos humanos e assinando uma petição online - assinaturas que salvam vidas.

A nossa ação fez parte de um movimento com impacto para que os direitos humanos fossem respeitados.

Agora, já podem ser consultados os mais recentes desenvolvimentos dos casos da Maratona de Cartas! Temos muitas novidades que apenas foram possíveis graças à ação conjunta de mais de 6 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais mais de 113 mil são de Portugal. 

E uma delas foi a da nossa escola!

Conseguimos 927 assinaturas!


Ver impactos das assinaturas AQUI.


10 perguntas para o pós-covid-19




Que coisa são as nuvens
José Tolentino Mendonça




Não poderemos voltar à etapa precedente, como se esta experiência traumática tivesse sido uma interrupção, mas também não sabemos bem aquilo em que nos tornaremos, como indivíduos e comunidades
A
coragem destas horas não se joga apenas na primeira frente de combate à pandemia, mas também na resiliência e ousadia necessárias para pensar no que seremos no pós-covid-19. Para já, torna-se claro que não poderemos simplesmente voltar à etapa precedente, como se esta experiência traumática tivesse apenas sido uma interrupção, mas também não sabemos bem aquilo em que nos tornaremos, como indivíduos e comunidades. E se esta talvez seja a provação mais dura, é também a mais desafiante: o confronto com uma nova realidade que tem de começar, e ter de o fazer não numa zona de certezas como gostaríamos, mas ainda num instável território de transição, que se prolongará. Por isso, é importante que nos coloquemos perguntas, as mais díspares, as que têm emergido na corrente destes dias e outras ainda, e que as debatamos.

1
O processo gerado pelo vírus acelerará apenas as assimetrias e os egoísmos do velho mundo ou motivou-nos a compreender que estamos no mesmo barco e que só há futuro na cooperação e na implementação de outros modelos de existência coletiva?

2
Quando as portas das nossas casas se reabrirem, sairemos pesados e a medo, incapazes de vencer a distância que nos separa dos outros ou vamo-nos abraçar como irmãos reencontrados? Perderemos ou não a espontaneidade? Finalmente ultrapassaremos a paranoia do outro como rival, estranho e inimigo para pensá-lo como semelhante e aliado?

3
Quando reabrirmos as fronteiras passaremos, de facto, para uma nova etapa da globalização, mais conscientes dos riscos que ela comporta (pandemias, danos ambientais, mutações climáticas, precarização do trabalho e exclusão) e também mais capazes de construir uma nova ordem social e planetária assente na justiça?

É importante que nos coloquemos perguntas, as mais díspares, as que têm emergido na corrente destes dias e outras ainda, e que as debatamos
4
Deixaremos de considerar a terra um objeto para ser ilimitadamente explorado, segundo os nossos interesses, ou vingará a ideia de que a terra e o cosmos sejam considerados, pelo direito internacional, como sistemas vivos, com o seu equilíbrio e as suas regras?

5
Compreenderemos finalmente que está tudo interligado, como insistiu o Papa Francisco na encíclica “Laudato Si”: o grito da terra e o grito dos pobres, a situação sub-humana a que estão condenadas multidões de seres humanos e a fragilidade ignorada do planeta?

6
Ainda fará sentido a previsão que decretava o fim da alimentação cozinhada em casa, pois todos nos tornaríamos clientes de uma app de food delivery? Ou reencontraremos outros ritmos que não os da ditadura da vida frenética (aprendendo a desacelerar) e outros sabores que nutram também a alma (reaprendendo a cultivar a nossa humanidade)?

7
A União Europeia terminará, como um monumental museu de boas intenções que se afunda, ou esta será precisamente a estação do seu relançamento?

8
Saberemos construir alternativas à massificação e reinventar uma escala mais humana para a convivência, para a arquitetura das nossas cidades e para a qualidade das nossas relações?

9
Saberemos cuidar dos médicos, enfermeiros e cuidadores que tiveram a experiência direta deste trauma? Rapidamente preferimos declará-los como heróis, e são, mas são também seres humanos vulneráveis como nós, que tiveram de esgotar os seus recursos para enfrentar a dor, o medo e a solidão dos pacientes, muitas vezes em estruturas inadequadas e tendo de operar com meios insuficientes. A compaixão e o cuidado deixam, não raro, uma fadiga interna, que tem de ser tratada. Como o faremos?


10
Triunfará uma visão mais integradora da vida, que compreenda a importância de valores como o dom, a gratuidade e a partilha, e nos capacite, por exemplo, para uma síntese mais equilibrada entre pessoa e comunidade, entre vida material e vida espiritual?

E-Revista Expresso, dia 18 de abril de 2020



domingo, 10 de maio de 2020

Forum Estudante





A edição de abril da revista @forum_estudante já está online. 




https://issuu.com/forumestudante/docs/rfe_323_web

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