sexta-feira, 26 de julho de 2019

A história da praia em Portugal



RTP Ensina


Foi Maria a banhos...



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Venha saber como o mar entrou nas nossas vidas como destino lúdico. As histórias de um Portugal que ia a banhos levando os criados e de um país que discutia o que era uma dose saudável de banhos de mar.

É uma viagem simultaneamente séria e divertida pelas praias portuguesas do antigamente, redescobrindo histórias, acontecimentos caricatos e memórias que ventos e marés não apagaram.

Venha conhecer os tempos onde não se podia mostrar o peito e era obrigatória a utilização dos fatos de banho inteiros com tronco para homens e mulheres.





terça-feira, 23 de julho de 2019

Precisamos de construir pontes








Revista de Ciência Elementar




A versão impressa do volume 7, nº 2, já está disponível para consulta na Biblioteca.



JUNHO 2019




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Modas em Ciências? ...hum...má ideia!

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• Transição e independência energética 
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• Um parasita pouco conhecido 
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A Casa das Ciências é um portal de base colaborativa que recolhe, valida e divulga materiais digitais para servir os professores de ciências dos diferentes níveis de ensino.


segunda-feira, 22 de julho de 2019

Emblemas efémeros



Pedro Mexia
Fraco Consolo | E-Expresso Revista




A MELANCOLIA PRECISA DE ESPELHOS, ESPELHOS DISFORMES, INCONGRUENTES, ONDE SE MANIFESTA UMA ESPÉCIE DE COQUETTERIE DA FINITUDE



J
ean Starobinski (1920-2019) e Jean-Pierre Richard (1922-2019) eram os últimos representantes da “Escola de Genebra”, uma “crítica da consciência” a quem devemos a mais consistente alternativa ao inteligentíssimo mas árido estruturalismo. Os estruturalistas queriam-se “formalistas”; os homens de Genebra, “temáticos”. A história das ideias interessava-os tanto quanto a estilística ou a subjectividade. Starobinski, suíço filho de judeus polacos, ensinou em Basileia, em Genebra e em Baltimore. Escreveu sobre os clássicos franceses, Montaigne, Racine, Montesquieu, Rousseau, Diderot, Stendhal. E sobre psicanálise, pintura, linguística ou medicina. Um dos seus livros mais lidos, “L’Œil vivant” (1961), faz uma distinção importante entre regard e droit de regard, a diferença entre ver e discriminar. Um verdadeiro olhar crítico seria aquele que compreende tanto a “intimidade” como a “totalidade” de uma obra estética, atentamente, distanciadamente.




Charles Baudelaire
Universal History Archive / Getty images




É provável que não tenha sido apenas a formação em medicina que determinou o interesse de Starobinski pela melancolia, tema decisivo na cultura ocidental. “L’Encre de la mélancolie” (2012) é quase uma enciclopédia da bílis, da acédia e de males que tais, desde Homero à actualidade, investigação que já tinha produzido títulos como “Trois Fureurs” (1974) e “La mélancolie au miroir” (1990), de que gosto especialmente. “Três leituras de Baudelaire”, como indica o subtítulo, “La melancolie au miroir” é, em menos de cem páginas, um daqueles ensaios que desvendam a “consciência” de um escritor ao mesmo tempo que aumentam a nossa “consciência” enquanto leitores. Há duas imagens recorrentes nestas lições proferidas no Collège de France, a “melancolia ao espelho” e a “figura debruçada”. O spleen, palavra “elegante” e “irritante” que Baudelaire usava como sinónimo estrangeirado de melancolia, era uma sensação mas era antes de mais uma forma de olhar, uma atitude. Um peso, uma gravidade, um génio pensativo, um desajustamento entre o movimento interior e exterior, uma lentidão do tempo, uma incapacidade reactiva, um masoquismo, uma incompatibilidade entre vertigem do mundo e a incapacidade do sujeito. O sentimento melancólico, escreve Starobinski, é acima de tudo um olhar em busca de um objecto onde exercer o luto. Um olhar que em todo o lado encontra emblemas do efémero, cidades que mudam mais depressa do que o coração de um mortal, animais estranhos e como que exilados, bairros que se tornam alegoria, lembranças que pesam como pedregulhos (Baudelaire, “O Cisne”).

A melancolia precisa de espelhos, espelhos disformes, incongruentes, onde se manifesta uma espécie de coquetterie da finitude. Espelhos que reflectem uma paisagem interior. Como escreveu outro poeta francês, há um “poço da melancolia” onde a “água da esperança” se faz “tinta de estudo”. Sobre que espelho ou que poço se debruçam estas personagens melancólicas, de Baudelaire e de outros artistas? “Às vezes sobre o vazio, ou sobre o infinito da lonjura. Às vezes sobre signos onde o espírito encontra sinais de outro espírito: in-folios ou manuais de feitiçaria, figuras de geometria, tabelas astronómicas, equações insolúveis, ou ainda, quando a tristeza domina: ruínas, clepsidras, caveiras, monumentos derruídos — mortos antigos que indicam profeticamente a morte que há-de vir.” É, sem dúvida, uma forma de consciência histórica, mas é também um furor intemporal.
E-Expresso Revista, 20 de julho de 2019


quarta-feira, 17 de julho de 2019

De pedras & livros



As pedras são os livros onde estão escritas as histórias da Terra e da Vida.

E as letras dessa escrita são, sobretudo, os minerais e os fósseis, mas também os elementos químicos e os isótopos.
- António Galopim de Carvalho 




Escultura do espanhol José Manuel Lopez





E-Revista com vida




 http://e-lcv.online/index.php/revista/issue/view/2
nº 2 | janeiro/junho 2019





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Uma coleção de ensaios que procura veicular, com uma grande diversidade de perspetivas, temas colhidos, em especial, no diálogo de culturas e de estéticas, em tempo de globalização e de fluidez dos saberes, das práticas e das identidades.

O dossiê temático "A Receção das Literaturas de Língua Portuguesa nos Países da Europa Central e de Leste", coordenado por Petar Petrov, oferece-nos um itinerário de sete textos que privilegiam a observação do panorama da tradução e das suas condicionantes, destacando a leitura de autores particularmente expressivos das literaturas portuguesa (Camões, Mário de Sá-Carneiro, Neorrealismo) e brasileira (Guimarães Rosa), para além da cartografia do diálogo intercultural em função do signo literário desde a reflexão sobre as circunstâncias até à análise textual e comparativa. 

As Literaturas de Língua Portuguesa são, assim, visitadas por reconhecidos estudiosos ao espelho dos olhares que de longe as folheiam, vibrando entre uma origem de diversa continentalidade e a chegada a uma Europa Central e de Leste também múltipla.

A tradução do vernáculo ou da representação cultural do mundo falante de português surge como mote para os estudos multitemáticos, de maneira que o contem porâneo encontra o medieval ou o colonial, bem como o cânon de cá e de lá — da Europa e de África —, como nos estudos de Lidija Kapusevska-Drakulevska sobre a presença da poesia portuguesa no leste europeu, ou no trabalho de Porfírio Pinto, que apresenta um estudo sobre António Vieira. Mencione-se ainda Carlos Carreto, que analisa o texto medieval, e as questões de religião e humanismo que aparecem nos estudos de Luís Machado de Abreu e Fernando Mares. Outras traduções nas e das obras de Mia Couto e Machado de Assis nos surgem pelo olhar cuidadoso de José Paulo Cruz Pereira e Jacqueline Penjon, respetivamente. 

Mónica Rodrigues e Jorge Otálora trazem-nos um tema muito atual, ao refletirem sobre a retórica na internet. 

Os temas de utopia, paz, razão, retórica, teologia, tradução são incontornáveis e transversais no mundo de estudos literários em português. A revista se encerra com um ciclo de entrevista, recensões e o enunciado de um projeto de investigação cujo retrato do português — ou os diversos retratos dos por tugueses — por autores brasileiros fica(m) em voga. 

Boas leituras!



23º Aniversário da CPLP



Mensagem do Secretário Executivo.

Parabéns CPLP!